Mostrar mensagens com a etiqueta Liberdade de Imprensa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Liberdade de Imprensa. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Belmiro independente

«Belmiro de Azevedo recomendou hoje à equipa do “Público”, do Grupo Sonae, "que não se deixe assustar por opiniões um bocado desastradas de alguns governantes que querem mandar no 'Público' sem pôr lá dinheiro nenhum".

“Não me importo nada que eles mandem, mas comprem o jornal", afirmou o presidente não executivo da Sonae, à margem da inauguração do parque de negócios das empresas do grupo na Maia.

Para Belmiro de Azevedo, "a liberdade de imprensa é um bem muito mais importante do que uma disputa eleitoral". “Não tenho nenhuma influência directa no Público. Só tenho um desejo para o Público: que passe a ganhar dinheiro e o faça sempre com a mesma linha editorial, isso é, com independência", frisou.»
(in "Jornal de Negócios")

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A capa do dia

MONIZ riscado da TVI a 5 de Agosto.
MANUELA riscada do "Jornal Nacional" a 3 de Setembro.

Vale a pena ler.

domingo, 6 de setembro de 2009

A licença da TVI

Facto:
A suspensão do "Jornal Nacional", dizem-no personalidades ilustres, foi ilegal.
Pergunta:
Será renovada a "licença de operador televisivo" da TVI?

TVI-Sócrates: a pergunta que falta

Penso que ainda nenhum jornalista fez a José Sócrates a pergunta que eu lhe faria:
- Ficou satisfeito com o fim do "Jornal Nacional de sexta-feira"?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Indecisão

Confesso que não sei qual o telejornal que vou escolher daqui a pouco, às 20h00.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

PS e Louçã à deriva

Estava a jantar mas nem isso impediu que soltasse uma forte gargalhada.
Foi quando Louçã apareceu no televisor a falar dos «interesses da República».
Olha quem fala?!
Mas quem é Louçã para falar nos «interesses da República»? É ele quem os define? Com os 10% de votos que conseguiu agora e que nas próximas eleições vão necessariamente minguar? Ou foi a República que lhe telefonou a dizer quais eram os interesses?
Só mesmo Louçã para me fazer interromper o jantar com uma forte gargalhada.

* * * * *

Já depois do jantar, outra gargalhada.
Desta feita, o responsável foi o novo porta-voz do Partido Socialista, aquele jovem secretário de Estado que disse que as escrituras públicas eram... privadas! (E que noutro país tinha sido demitido de imediato, depois daquela afirmação.)
Ora o novo porta-voz veio com a "cantilena" do costuma, a dizer que o PSD não propõe alternativas, não tem um rumo para o país, blá-blá-blá e mais blá-blá-blá.
Ó homem, fale lá com os consultores de comunicação do seu partido, ou com os "marketeiros" de serviço, e diga-lhes que o Povo já não acredita nessa "cantiga"!
Então Manuela Ferreira Leite faz uma série de propostas alternativas e o senhor, 10 minutos depois, vem dizer que ela não diz nada?!
Vejo que vocês, lá no PS, não aprenderam mesmo nada com os resultados das últimas eleições, não perceberam o que aconteceu. Paciência... o problema é vosso.
Vão ver que a "porrada" em Setembro/Outubro vai ser ainda maior. Vai uma apostazinha?

* * * * * *

Não sou "cliente" nem da PT nem da TVI. (Só comecei a ver o Jornal Nacional da Sexta-feira depois da ERC ter aberto uma investigação...) Tanto me faz que a PT compre a TVI como não, tanto me faz que o Moniz seja afastado como não.
Uma conclusão, porém, é indiscutível: no tempo de Cavaco como primeiro-ministro a Comunicação Social saíu das mãos do Estado; no tempo de Guterres e de Sócrates o Estado voltou a "pôr a mão" na Comunicação Social.
E se não querem que a gente pense assim, então vendam a "golden share" que o Estado tem na PT. Pois é.

* * * * *

A concluir: o PS pensa que a malta é parva.
São parvos, claro.


PS - Será que a PT vai convidar Ricardo Costa para a TVI? Levem-no da SIC, que ele não deixa falar ninguém. Depressa.

Ministério Público arquiva queixa de Sócrates contra jornalista

O jornalista João Miguel Tavares foi processado pelo primeiro-ministro. Ministério Público mandou arquivar, dizendo que direito à crítica prevalece.

O Ministério Público mandou arquivar a queixa-crime movida por José Sócrates contra o jornalista e colunista do Diário de Notícias João Miguel Tavares.
A queixa foi arquivada pelo Ministério Público, que considerou que «as expressões utilizadas pelo arguido, dirigidas ao primeiro-ministro, ainda que acintosas e indelicadas, devem ser apreciadas no contexto e conjuntura em que foram publicadas, e inserem-se no exercício do direito de crítica, inscusceptiveis de causar ofensa penalmente relevante».
O despacho de arquivamento foi proferido pela procuradora Fernanda Alves.
João Miguel Tavares já reagiu, dizendo: «Era o que estava à espera. Mal seria se a decisão fosse outra».
O cronista do Diário de Notícias, recorde-se, foi alvo de uma queixa do primeiro-ministro por um artigo em que fazia referências à «licenciatura manhosa», aos projectos «duvidosos» da Guarda e ao «apartamento de luxo» comprado «a metade do preço». No mesmo artigo, Tavares fazia uma comparação entre Sócrates e Cicciolina.
Desde que no início do ano o caso Freeport voltou em força à praça pública que José Sócrates já lançou uma série de queixas-crime. Além de João Miguel Tavares, foram processados vários jornalistas da TVI, incluindo o director-geral José Eduardo Moniz e a apresentadora do Jornal Nacional de Sexta-feira, Manuela Moura Guedes. O director e dois outros jornalistas do "Público" foram também alvo de queixas-crime.
(in "Expresso")

O artigo que motivou a queixa de José Sócrates pode ser lido aqui.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Sócrates condenado em tribunal

O primeiro-ministro José Sócrates foi condenado, na semana passada, pelo Tribunal da Relação de Lisboa, a pagar 10 mil euros de indemnização ao jornalista José António Cerejo, grande repórter do Público, por danos não patrimoniais.

Em causa está uma carta publicada no diário em 2001, da autoria de José Sócrates, na altura ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território. Este acusava José António Cerejo de ser «leviano e incompetente», de padecer de «delírio» e de servir «propósitos estranhos à actividade de jornalista».

«Esta decisão vem mostrar que os políticos não ficam sempre impunes, e vem mostrar que está a falhar a estratégia delineada por José Sócrates há sete anos para combater jornalistas que o incomodam à base do chicote e da intimidação», afirmou à Lusa José António Cerejo.
(in "Público")

José Sócrates vai recorrer do acórdão que o condenou a pagar 10 mil euros a José António Cerejo, noticiou ontem a Lusa.

COMENTÁRIO: Assim se vão calcorreando os Caminhos da Liberdade no Portugal do século XXI. Como é evidente, coloco-me do lado dos que apoiam o jornalista do "Público". José António Cerejo tem ajudado a escrever a história da Democracia portuguesa dos últimos anos e como tal merece o maior respeito. Felizmente que há pessoas como ele para nos ajudarem a continuar a acreditar na Imprensa Livre, indispensável a uma sociedade democrática. Ao mesmo tempo, José Sócrates vai coleccionando "estórias" inéditas num primeiro-ministro português: o "caso do diploma" («em dia de missa», como escreveu Luiz Carvalho), o "caso dos projectos", o "caso do fumar no avião" e, agora, o "caso da condenação", apesar desta ainda não ter transitado em julgado. Nunca tal se tinha visto cá pela terrinha!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Os "casos" de Sócrates

Manobras de intimidação
«A investigação do PÚBLICO sobre a actividade profissional do eng. Sócrates causou uma viva e estridente indignação entre muitas alminhas que pairam por aí, a grande altitude, indiferentes aos "pequenos pecados" que recheiam o curriculum do primeiro-ministro e a milhas dos jogos mesquinhos que animam esta "campanha pessoal e política". Antes de mais, porque qualquer trabalho jornalístico, digno desse nome, deve incidir sobre os inegáveis méritos que nos oferece o presente e não sobre o longínquo e insignificante passado de quem actualmente nos governa. Dá ideia de que tudo o que se escreva sobre os anos 80 é, como disse o eng. Sócrates, um esforço desesperado de "arqueologia jornalística" que só os obscuros interesses da Sonae conseguem justificar. Em Portugal, ao contrário de outros países mais picuinhas, o passado prescreve rapidamente: um político surge do nada, dependente das circunstâncias e das necessidades do dia. Pouco importa que, na altura, o actual primeiro-ministro já fosse dirigente do PS e deputado na Assembleia da República. E pouco importa também, como é óbvio, que o actual primeiro-ministro possa estar a mentir sobre a autoria dos projectos que assinou ou que aqueles "caixotes" irrepreensíveis tenham sido concebidos por si. O que importa, sim, é assinalar a "campanha" de um jornal que tem o atrevimento de tornar públicas as actividades públicas de uma figura pública. Como é que, depois da "novela do canudo", António Cerejo tem o descaramento de aparecer, agora, com esta "soap opera dos projectos"? Esta, sim, é a pergunta que se impõe. O facto de o Ministério Público ter arquivado o processo da licenciatura do eng. Sócrates sem se dar ao trabalho de explicar como é que apareceu um certificado falso, na Câmara da Covilhã, ou um documento rasurado na Assembleia da República é, para estas impolutas alminhas, um pormenor insignificante em que não vale a pena pensar. É assim que florescem as mais subtis manobras de intimidação.»
Constança Cunha e Sá, in "Público"

(retirado do "Portugal dos Pequenitos")

sexta-feira, 22 de junho de 2007

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Piada ou insulto? Liberdade ou ditadura?

Começa a ser preocupante o clima que se vive no país em termos de liberdade de expressão - a principal conquista do "25 de Abril".

Os "sinais de alerta" são múltiplos.

Noutro dia foram as condenações de jornalistas em tribunal, apesar de relatarem factos verdadeiros. Hoje foi Pinto Balsemão a acusar o Governo de controlar a actividade televisiva, lançando ao mesmo tempo duras críticas à actuação do ministro dos Assuntos Parlamentares. O Sindicato dos Jornalistas já manifestou também, e por diversas vezes, a sua preocupação.

Agora, o "caso do professor Charrua" - um incidente que já era comentado nos blogues há vários dias e que acaba de chegar ao horário nobre da televisão.

Este último incidente tem uma pequena virtude: mostrar que aqueles que pensavam que o "caso da licenciatura" era assunto esgotado estavam muito enganados. (Até o Presidente da República, que evitara falar da licenciatura, teve agora de se referir ao caso do professor...)

Estão, mesmo, muito enganados os que pensam que o "caso da licenciatura" vai cair no esquecimento, porque haverá sempre algum português a lembrá-lo...
Nem que seja um humilde estudante como eu, que fez os estudos universitários em regime de trabalhador-estudante, já casado e pai, e que, mesmo assim, apenas demorou cinco anos a concluir uma licenciatura de quatro. E que viveu uma experiência diferente do estudante José Sócrates: nas 21 cadeiras do curso, todas anuais, teve 21 professores diferentes.

(PS - Prometer não subir os impostos e depois aumentá-los é uma piada ou um insulto? Prometer criar 150.000 novos postos de trabalho e ver a taxa de desemprego chegar ao nível mais alto dos últimos 20 anos é uma piada ou um insulto? Ver uma governadora civil permanecer no cargo depois de "chumbada" pelo Tribunal Constitucional é uma piada ou um insulto? Matar aos bocadinhos o Serviço Nacional de Saúde, afirmando-se o Governo socialista, é uma piada ou um insulto? Ver nascer crianças, umas atrás das outras, na auto-estrada Figueira-Coimbra é uma piada ou um insulto?)