Facto:
A suspensão do "Jornal Nacional", dizem-no personalidades ilustres, foi ilegal.
Pergunta:
Será renovada a "licença de operador televisivo" da TVI?
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domingo, 6 de setembro de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Ministério Público arquiva queixa de Sócrates contra jornalista
O jornalista João Miguel Tavares foi processado pelo primeiro-ministro. Ministério Público mandou arquivar, dizendo que direito à crítica prevalece.
O Ministério Público mandou arquivar a queixa-crime movida por José Sócrates contra o jornalista e colunista do Diário de Notícias João Miguel Tavares.
A queixa foi arquivada pelo Ministério Público, que considerou que «as expressões utilizadas pelo arguido, dirigidas ao primeiro-ministro, ainda que acintosas e indelicadas, devem ser apreciadas no contexto e conjuntura em que foram publicadas, e inserem-se no exercício do direito de crítica, inscusceptiveis de causar ofensa penalmente relevante».
O despacho de arquivamento foi proferido pela procuradora Fernanda Alves.
João Miguel Tavares já reagiu, dizendo: «Era o que estava à espera. Mal seria se a decisão fosse outra».
O cronista do Diário de Notícias, recorde-se, foi alvo de uma queixa do primeiro-ministro por um artigo em que fazia referências à «licenciatura manhosa», aos projectos «duvidosos» da Guarda e ao «apartamento de luxo» comprado «a metade do preço». No mesmo artigo, Tavares fazia uma comparação entre Sócrates e Cicciolina.
Desde que no início do ano o caso Freeport voltou em força à praça pública que José Sócrates já lançou uma série de queixas-crime. Além de João Miguel Tavares, foram processados vários jornalistas da TVI, incluindo o director-geral José Eduardo Moniz e a apresentadora do Jornal Nacional de Sexta-feira, Manuela Moura Guedes. O director e dois outros jornalistas do "Público" foram também alvo de queixas-crime.
O artigo que motivou a queixa de José Sócrates pode ser lido aqui.
O Ministério Público mandou arquivar a queixa-crime movida por José Sócrates contra o jornalista e colunista do Diário de Notícias João Miguel Tavares.
A queixa foi arquivada pelo Ministério Público, que considerou que «as expressões utilizadas pelo arguido, dirigidas ao primeiro-ministro, ainda que acintosas e indelicadas, devem ser apreciadas no contexto e conjuntura em que foram publicadas, e inserem-se no exercício do direito de crítica, inscusceptiveis de causar ofensa penalmente relevante».
O despacho de arquivamento foi proferido pela procuradora Fernanda Alves.
João Miguel Tavares já reagiu, dizendo: «Era o que estava à espera. Mal seria se a decisão fosse outra».
O cronista do Diário de Notícias, recorde-se, foi alvo de uma queixa do primeiro-ministro por um artigo em que fazia referências à «licenciatura manhosa», aos projectos «duvidosos» da Guarda e ao «apartamento de luxo» comprado «a metade do preço». No mesmo artigo, Tavares fazia uma comparação entre Sócrates e Cicciolina.
Desde que no início do ano o caso Freeport voltou em força à praça pública que José Sócrates já lançou uma série de queixas-crime. Além de João Miguel Tavares, foram processados vários jornalistas da TVI, incluindo o director-geral José Eduardo Moniz e a apresentadora do Jornal Nacional de Sexta-feira, Manuela Moura Guedes. O director e dois outros jornalistas do "Público" foram também alvo de queixas-crime.
(in "Expresso")
O artigo que motivou a queixa de José Sócrates pode ser lido aqui.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Sócrates: currículo martelado
A frase da noite: «Nunca houve um primeiro-ministro com um currículo tão martelado como José Sócrates. Nem na Democracia, nem antes, nem no século XIX.»
Autor: Carlos Abreu Amorim.
Local: Debate na RTP N.
ADITAMENTO
Este debate é engraçado. De um lado, o autor da frase citada, situado politicamente à direita, mas a demonstrar liberdade de pensamento. Do outro lado do moderador, João Galamba (não conheço, mas visivelmente à esquerda) e Emídio Rangel (alinhadíssimo com o Governo do PS, como já aqui escrevi semanas atrás, numa postura de "socratismo 100% puro").
Não sei como um programa destes constará nas estatísticas da ERC, mas sinto-me - como telespectador e como cidadão que é obrigado a financiar a RTP N - defraudado, violentado mesmo. Onde está o pluralismo? E o equilíbrio?
(Não estou a falar de um canal privado. Estou a referir-me a um canal público, financiado pelo dinheiro dos contribuintes.)
ADITAMENTO 2
Fiz uma breve pesquisa e encontrei o nome João Galamba no blogue "Jugular", o mesmo em que escreve a jornalista Fernanda Câncio. Será o mesmo que está na RTP N?
(Será o mesmo que, há 15 dias, escreveu «Emidio Rangel é um evidente erro de casting e chega a ser penoso vê-lo na RTPn. Quem terá sido o artista responsável pela brilhante ideia de pô-lo a debater com o Rui Tavares e com o CAA?»?)
ADITAMENTO 3
Pensei escrever mais umas linhas, dedicadas exlusivamente a Emídio Rangel. Não vou perder tempo que já são 23h50. É hora de deitar, porque me levanto às 7.
Autor: Carlos Abreu Amorim.
Local: Debate na RTP N.
ADITAMENTO
Este debate é engraçado. De um lado, o autor da frase citada, situado politicamente à direita, mas a demonstrar liberdade de pensamento. Do outro lado do moderador, João Galamba (não conheço, mas visivelmente à esquerda) e Emídio Rangel (alinhadíssimo com o Governo do PS, como já aqui escrevi semanas atrás, numa postura de "socratismo 100% puro").
Não sei como um programa destes constará nas estatísticas da ERC, mas sinto-me - como telespectador e como cidadão que é obrigado a financiar a RTP N - defraudado, violentado mesmo. Onde está o pluralismo? E o equilíbrio?
(Não estou a falar de um canal privado. Estou a referir-me a um canal público, financiado pelo dinheiro dos contribuintes.)
ADITAMENTO 2
Fiz uma breve pesquisa e encontrei o nome João Galamba no blogue "Jugular", o mesmo em que escreve a jornalista Fernanda Câncio. Será o mesmo que está na RTP N?
(Será o mesmo que, há 15 dias, escreveu «Emidio Rangel é um evidente erro de casting e chega a ser penoso vê-lo na RTPn. Quem terá sido o artista responsável pela brilhante ideia de pô-lo a debater com o Rui Tavares e com o CAA?»?)
ADITAMENTO 3
Pensei escrever mais umas linhas, dedicadas exlusivamente a Emídio Rangel. Não vou perder tempo que já são 23h50. É hora de deitar, porque me levanto às 7.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
O discurso de José Sócrates
Fiz o sacrifício de assistir, na íntegra, ao discurso de José Sócrates na abertura do Congresso do Partido Socialista.
Foram 51 minutos que quase me apetece definir numa palavra: vazio. Mas há outra que talvez se aplique melhor: demagogia.
A primeira parte da intervenção, cerca de um quarto de hora, foi o "discurso do nada".
Depois, retive algumas ideias.
José Sócrates falou da baixa do IMI e eu não a senti. Continuo a pagar um valor que julgo exorbitante para viver num modesto apartamento numa das zonas mais humildes de Coimbra. Muitas centenas de euros que me levam a pensar, sempre que sou obrigado a pagá-las, que estou a ser alvo de autêntico roubo.
José Sócrates criticou a comunicação social (falou de «director de jornal» e de «estação de televisão»), mas eu não dispenso as informações da Imprensa e passo bem sem o discurso dos políticos. Aliás, ainda esta semana se ficou a saber que a credibilidade dos políticos políticos anda pelas ruas da amargura - só 1% dos portugueses acredita neles.
José Sócrates falou das Novas Oportunidades e lembrei-me da dona do quiosque onde compro jornais. Quando, depois de ter obtido a certificação do 9.º ano, a tentei motivar para obter o 12.º ano, disse-me com convicção: «Não, não vou tirar. Não se aprende nada...».
José Sócrates falou do aumento dos salários dos Função Pública e eu só tenho visto diminuir, ano após ano, o salário da minha mulher, que é funcionária pública.
José Sócrates falou da aposta na educação e eu sei bem o que isso é, com um filho a estudar na Universidade em Lisboa. As propinas, a renda do quarto, as viagens, as refeições, os livros; cerca de 1.000 euros por mês. E qual é o apoio do Estado? Nada. Zero.
José Sócrates falou da reforma da Administração Pública e eu pensei logo no meu familiar que continua à espera (há quase um ano!!!) que as Finanças enviem o cartão de contribuinte.
Ou seja, em resumo: José Sócrates falou de um país e eu vivo noutro, completamente diferente.
Quanto pude ver, só houve um momento de entusiasmo durante o discurso: quando José Sócrates falou de nova maioria absoluta. Aí levantou-se quase toda a gente, braço no ar, a gritar «PS, PS, PS».
(Nessa altura, tive uma ideia: com a tecnologia hoje disponível, seria possível às televisões colocarem junto a cada rosto a profissão que desempenha, ficando-se assim a saber quais os que vivem das verbas do Estado - do nosso dinheiro colectivo, portanto - e quais os que não vivem. Seria esclarecedor, creio.)
Quanto aos restantes 48 minutos da intervenção de José Sócrates, os (poucos) grandes planos da RTP mostraram rostos desinteressados, tristes, desiludidos, sem ponta de entusiasmo visível.
Se a isso juntarmos o tom do discurso, uma mão-cheia de lugares-comuns, proclamados sem chama e sem emoção, tive a sensação de estar numa cerimónia algo de fúnebre - o "requiem" por esta maioria, quem sabe.
Nem mesmo o rosto de José Sócrates (que me pareceu cansado e sentir algumas dificuldades com o "teleponto") conseguiu desfazer a ideia que, a pouco e pouco, se foi formando no meu espírito.
Vão longe os tempos em que a Política era algo de empolgante em Portugal.
PS 1 - Mal acabado o discurso, ouvi Carlos Magno a tentar interpretar o "peso" do discurso. Como é óbvio, ele tem direito a ter opinião. Tal como eu. E a minha, contrariamente à dele, é simples de enunciar: foi um mau discurso. Se eu fosse professor (sem segundas intenções...), José Sócrates nem sequer iria à oral. Estava chumbado.
PS 2 - Nota curiosa: José Sócrates começou o discurso mais cedo do que o previsto (segundo ouvi na SIC) e terminou-o cinco minutos antes de começar o Benfica-Leixões.
Foram 51 minutos que quase me apetece definir numa palavra: vazio. Mas há outra que talvez se aplique melhor: demagogia.
A primeira parte da intervenção, cerca de um quarto de hora, foi o "discurso do nada".
Depois, retive algumas ideias.
José Sócrates falou da baixa do IMI e eu não a senti. Continuo a pagar um valor que julgo exorbitante para viver num modesto apartamento numa das zonas mais humildes de Coimbra. Muitas centenas de euros que me levam a pensar, sempre que sou obrigado a pagá-las, que estou a ser alvo de autêntico roubo.
José Sócrates criticou a comunicação social (falou de «director de jornal» e de «estação de televisão»), mas eu não dispenso as informações da Imprensa e passo bem sem o discurso dos políticos. Aliás, ainda esta semana se ficou a saber que a credibilidade dos políticos políticos anda pelas ruas da amargura - só 1% dos portugueses acredita neles.
José Sócrates falou das Novas Oportunidades e lembrei-me da dona do quiosque onde compro jornais. Quando, depois de ter obtido a certificação do 9.º ano, a tentei motivar para obter o 12.º ano, disse-me com convicção: «Não, não vou tirar. Não se aprende nada...».
José Sócrates falou do aumento dos salários dos Função Pública e eu só tenho visto diminuir, ano após ano, o salário da minha mulher, que é funcionária pública.
José Sócrates falou da aposta na educação e eu sei bem o que isso é, com um filho a estudar na Universidade em Lisboa. As propinas, a renda do quarto, as viagens, as refeições, os livros; cerca de 1.000 euros por mês. E qual é o apoio do Estado? Nada. Zero.
José Sócrates falou da reforma da Administração Pública e eu pensei logo no meu familiar que continua à espera (há quase um ano!!!) que as Finanças enviem o cartão de contribuinte.
Ou seja, em resumo: José Sócrates falou de um país e eu vivo noutro, completamente diferente.
Quanto pude ver, só houve um momento de entusiasmo durante o discurso: quando José Sócrates falou de nova maioria absoluta. Aí levantou-se quase toda a gente, braço no ar, a gritar «PS, PS, PS».
(Nessa altura, tive uma ideia: com a tecnologia hoje disponível, seria possível às televisões colocarem junto a cada rosto a profissão que desempenha, ficando-se assim a saber quais os que vivem das verbas do Estado - do nosso dinheiro colectivo, portanto - e quais os que não vivem. Seria esclarecedor, creio.)
Quanto aos restantes 48 minutos da intervenção de José Sócrates, os (poucos) grandes planos da RTP mostraram rostos desinteressados, tristes, desiludidos, sem ponta de entusiasmo visível.
Se a isso juntarmos o tom do discurso, uma mão-cheia de lugares-comuns, proclamados sem chama e sem emoção, tive a sensação de estar numa cerimónia algo de fúnebre - o "requiem" por esta maioria, quem sabe.
Nem mesmo o rosto de José Sócrates (que me pareceu cansado e sentir algumas dificuldades com o "teleponto") conseguiu desfazer a ideia que, a pouco e pouco, se foi formando no meu espírito.
Vão longe os tempos em que a Política era algo de empolgante em Portugal.
PS 1 - Mal acabado o discurso, ouvi Carlos Magno a tentar interpretar o "peso" do discurso. Como é óbvio, ele tem direito a ter opinião. Tal como eu. E a minha, contrariamente à dele, é simples de enunciar: foi um mau discurso. Se eu fosse professor (sem segundas intenções...), José Sócrates nem sequer iria à oral. Estava chumbado.
PS 2 - Nota curiosa: José Sócrates começou o discurso mais cedo do que o previsto (segundo ouvi na SIC) e terminou-o cinco minutos antes de começar o Benfica-Leixões.
Tema(s):
Função Pública,
IMI,
Imprensa,
José Sócrates,
liberdade de expressão,
Novas Oportunidades,
Política,
PS
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Sócrates condenado em tribunal
O primeiro-ministro José Sócrates foi condenado, na semana passada, pelo Tribunal da Relação de Lisboa, a pagar 10 mil euros de indemnização ao jornalista José António Cerejo, grande repórter do Público, por danos não patrimoniais.
Em causa está uma carta publicada no diário em 2001, da autoria de José Sócrates, na altura ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território. Este acusava José António Cerejo de ser «leviano e incompetente», de padecer de «delírio» e de servir «propósitos estranhos à actividade de jornalista».
«Esta decisão vem mostrar que os políticos não ficam sempre impunes, e vem mostrar que está a falhar a estratégia delineada por José Sócrates há sete anos para combater jornalistas que o incomodam à base do chicote e da intimidação», afirmou à Lusa José António Cerejo.
José Sócrates vai recorrer do acórdão que o condenou a pagar 10 mil euros a José António Cerejo, noticiou ontem a Lusa.
COMENTÁRIO: Assim se vão calcorreando os Caminhos da Liberdade no Portugal do século XXI. Como é evidente, coloco-me do lado dos que apoiam o jornalista do "Público". José António Cerejo tem ajudado a escrever a história da Democracia portuguesa dos últimos anos e como tal merece o maior respeito. Felizmente que há pessoas como ele para nos ajudarem a continuar a acreditar na Imprensa Livre, indispensável a uma sociedade democrática. Ao mesmo tempo, José Sócrates vai coleccionando "estórias" inéditas num primeiro-ministro português: o "caso do diploma" («em dia de missa», como escreveu Luiz Carvalho), o "caso dos projectos", o "caso do fumar no avião" e, agora, o "caso da condenação", apesar desta ainda não ter transitado em julgado. Nunca tal se tinha visto cá pela terrinha!
(in "Diário de Notícias")
Em causa está uma carta publicada no diário em 2001, da autoria de José Sócrates, na altura ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território. Este acusava José António Cerejo de ser «leviano e incompetente», de padecer de «delírio» e de servir «propósitos estranhos à actividade de jornalista».
«Esta decisão vem mostrar que os políticos não ficam sempre impunes, e vem mostrar que está a falhar a estratégia delineada por José Sócrates há sete anos para combater jornalistas que o incomodam à base do chicote e da intimidação», afirmou à Lusa José António Cerejo.
(in "Público")
José Sócrates vai recorrer do acórdão que o condenou a pagar 10 mil euros a José António Cerejo, noticiou ontem a Lusa.
COMENTÁRIO: Assim se vão calcorreando os Caminhos da Liberdade no Portugal do século XXI. Como é evidente, coloco-me do lado dos que apoiam o jornalista do "Público". José António Cerejo tem ajudado a escrever a história da Democracia portuguesa dos últimos anos e como tal merece o maior respeito. Felizmente que há pessoas como ele para nos ajudarem a continuar a acreditar na Imprensa Livre, indispensável a uma sociedade democrática. Ao mesmo tempo, José Sócrates vai coleccionando "estórias" inéditas num primeiro-ministro português: o "caso do diploma" («em dia de missa», como escreveu Luiz Carvalho), o "caso dos projectos", o "caso do fumar no avião" e, agora, o "caso da condenação", apesar desta ainda não ter transitado em julgado. Nunca tal se tinha visto cá pela terrinha!
sábado, 8 de março de 2008
Portugal, "porca miseria"
Deplorável é a palavra mais "meiga" que encontro para classificar a forma como Augusto Santos Silva se referiu ontem, em Chaves, aos manifestantes que o aguardavam e aos professores em geral.
(Luiz Carvalho, no "Instante fatal", é bastante duro e classifica-o de "Democrata de sarjeta". Leia aqui.)
Não tenho dúvidas que o actual Governo é o mais arrogante da história democrática portuguesa, deixando "a milhas" de distância os últimos anos do consulado de Cavaco Silva.
Também não tenho dúvidas que este Governo é tão socialista como eu sou piloto de aviões. É o Governo mais à direita de que me lembro. Forte com os fracos, fraco com os fortes.
Trinta e quatro anos depois de Abril regressa o fantasma do delito de opinião, as famílias (pais, filhos, primos, irmãos, tios, cunhados...) abocanham o mais que podem "à mesa do orçamento", a corrupção está instalada, o compadrio afasta o mérito e promove a mediocridade acéfala, acentua-se a desigualdade social.
As hipóteses de regeneração do sistema parecem cada vez mais remotas.
Perdeu-se a noção dos valores. É o tempo do "chico-espertismo".
Os tempos são deprimentes.
Cada vez me sinto mais um refugiado no meu próprio país.
Sou daqui, estou aqui, mas é-me estranha toda esta realidade.
Como diriam os italianos, "porca miseria".
(Luiz Carvalho, no "Instante fatal", é bastante duro e classifica-o de "Democrata de sarjeta". Leia aqui.)
Não tenho dúvidas que o actual Governo é o mais arrogante da história democrática portuguesa, deixando "a milhas" de distância os últimos anos do consulado de Cavaco Silva.
Também não tenho dúvidas que este Governo é tão socialista como eu sou piloto de aviões. É o Governo mais à direita de que me lembro. Forte com os fracos, fraco com os fortes.
Trinta e quatro anos depois de Abril regressa o fantasma do delito de opinião, as famílias (pais, filhos, primos, irmãos, tios, cunhados...) abocanham o mais que podem "à mesa do orçamento", a corrupção está instalada, o compadrio afasta o mérito e promove a mediocridade acéfala, acentua-se a desigualdade social.
As hipóteses de regeneração do sistema parecem cada vez mais remotas.
Perdeu-se a noção dos valores. É o tempo do "chico-espertismo".
Os tempos são deprimentes.
Cada vez me sinto mais um refugiado no meu próprio país.
Sou daqui, estou aqui, mas é-me estranha toda esta realidade.
Como diriam os italianos, "porca miseria".
(Este é o texto n.º 1.000 d'A Página do Mário. Começa a ser tempo de pensar em "descansar"...)
sexta-feira, 7 de março de 2008
Amanhã há manifestação
Se formos todos, o país tem de perceber que há qualquer coisa que não bate certo!
Experimentem a satisfação de poder dizer um dia:
- Eu estive lá!
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Caminho da LIBERDADE
Ex.ma sra. governadora civil
ooo O acima assinado, cidadão português e cronista, vem, muito respeitosamente, expor e requerer a V. Ex.ª o seguinte
1 - Tendo o signatário tido conhecimento de que a PSP identificou três professores que, convocados por sms, se reuniram no sábado na Avenida dos Aliados para, supõe-se, não dizer bem das políticas educativas do Ministério da Educação;
2 - Mais tendo sabido que, entre as centenas de presentes, a PSP decidiu identificar (já que tinha que identificar alguém e não levara consigo bolinhas numeradas para proceder a um sorteio) três pessoas que falaram às TV's;
3 - E tendo sabido ainda que tal identificação (e tudo o que se lhe seguirá) se deveu ao facto de as pessoas em causa não terem, em devido tempo, informado V. Ex.ª de que pretendiam ir nessa tarde à Avenida dos Aliados;
4 - Tendo, por fim, conhecimento de que, pelo mesmo motivo, um sindicalista foi recentemente condenado em Oeiras;
ooo vem o signatário solicitar autorização de V. Ex.ª para, logo à noite, se reunir com alguns amigos no Café Convívio, sito na Rua Arquitecto Marques da Silva, nº 303, no Porto, a fim de discorrerem todos ociosamente sobre assuntos diversos, entre os quais provavelmente não dizer bem das políticas educativas do Ministério da Educação.
ooo Pede deferimento.
ooo O acima assinado, cidadão português e cronista, vem, muito respeitosamente, expor e requerer a V. Ex.ª o seguinte
1 - Tendo o signatário tido conhecimento de que a PSP identificou três professores que, convocados por sms, se reuniram no sábado na Avenida dos Aliados para, supõe-se, não dizer bem das políticas educativas do Ministério da Educação;
2 - Mais tendo sabido que, entre as centenas de presentes, a PSP decidiu identificar (já que tinha que identificar alguém e não levara consigo bolinhas numeradas para proceder a um sorteio) três pessoas que falaram às TV's;
3 - E tendo sabido ainda que tal identificação (e tudo o que se lhe seguirá) se deveu ao facto de as pessoas em causa não terem, em devido tempo, informado V. Ex.ª de que pretendiam ir nessa tarde à Avenida dos Aliados;
4 - Tendo, por fim, conhecimento de que, pelo mesmo motivo, um sindicalista foi recentemente condenado em Oeiras;
ooo vem o signatário solicitar autorização de V. Ex.ª para, logo à noite, se reunir com alguns amigos no Café Convívio, sito na Rua Arquitecto Marques da Silva, nº 303, no Porto, a fim de discorrerem todos ociosamente sobre assuntos diversos, entre os quais provavelmente não dizer bem das políticas educativas do Ministério da Educação.
ooo Pede deferimento.
("Por outras palavras", de Manuel António Pina, no "Jornal de Notícias")
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Os "casos" de Sócrates
Manobras de intimidação
«A investigação do PÚBLICO sobre a actividade profissional do eng. Sócrates causou uma viva e estridente indignação entre muitas alminhas que pairam por aí, a grande altitude, indiferentes aos "pequenos pecados" que recheiam o curriculum do primeiro-ministro e a milhas dos jogos mesquinhos que animam esta "campanha pessoal e política". Antes de mais, porque qualquer trabalho jornalístico, digno desse nome, deve incidir sobre os inegáveis méritos que nos oferece o presente e não sobre o longínquo e insignificante passado de quem actualmente nos governa. Dá ideia de que tudo o que se escreva sobre os anos 80 é, como disse o eng. Sócrates, um esforço desesperado de "arqueologia jornalística" que só os obscuros interesses da Sonae conseguem justificar. Em Portugal, ao contrário de outros países mais picuinhas, o passado prescreve rapidamente: um político surge do nada, dependente das circunstâncias e das necessidades do dia. Pouco importa que, na altura, o actual primeiro-ministro já fosse dirigente do PS e deputado na Assembleia da República. E pouco importa também, como é óbvio, que o actual primeiro-ministro possa estar a mentir sobre a autoria dos projectos que assinou ou que aqueles "caixotes" irrepreensíveis tenham sido concebidos por si. O que importa, sim, é assinalar a "campanha" de um jornal que tem o atrevimento de tornar públicas as actividades públicas de uma figura pública. Como é que, depois da "novela do canudo", António Cerejo tem o descaramento de aparecer, agora, com esta "soap opera dos projectos"? Esta, sim, é a pergunta que se impõe. O facto de o Ministério Público ter arquivado o processo da licenciatura do eng. Sócrates sem se dar ao trabalho de explicar como é que apareceu um certificado falso, na Câmara da Covilhã, ou um documento rasurado na Assembleia da República é, para estas impolutas alminhas, um pormenor insignificante em que não vale a pena pensar. É assim que florescem as mais subtis manobras de intimidação.»
Constança Cunha e Sá, in "Público"
(retirado do "Portugal dos Pequenitos")
sexta-feira, 6 de julho de 2007
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Eu sou democrata. E você? (*)
Sócrates já tinha garantido que ninguém será punido por delito de opinião. Agora é Augusto Santos Silva que assegura ser um democrata. Obrigado, sr. ministro. Mas, já agora, o que é que o obriga a dizer o óbvio?
Há algo de novo no ar. Depois do primeiro-ministro ter vindo garantir ao país que “ninguém será punido em Portugal por delito de opinião” – alguém pensava o contrário? -, foi agora a vez do ministro Santos Silva vir dar garantias ao povo de que sempre foi e continua a “ser um democrata”.
A secretária de Estado da Saúde, confrontada com a história das críticas ao ministro Correia de Campos que deram demissões na Função Pública, alinhou pela mesma bitola. E afirmou aos jornalistas que vivemos em democracia e que a crítica é permitida.
Ficamos descansados. Mas não deixa de ser bizarro ver tanto membro do Governo a ter que dizer o óbvio.
Fá-lo porque percebeu que errou. Quando deu cobertura ao afastamento de funcionários por criticarem o Estado. Quando deixou que se instalasse a ideia de que quer controlar jornais e televisões. E quando permite que o ministro das Pescas responda às queixas de pescadores em apuros que o melhor é proporem a saída da União Europeia.
Nunca José Sócrates pensou dar tanta razão em tão pouco tempo ao discurso do PSD no 25 de Abril quando falou de um clima de claustrofobia no país.
Como sair disto? Eis a questão. A imagem colou e fará o seu caminho.
(*) Ângela Silva
(in "Opinião RR", aqui)
Há algo de novo no ar. Depois do primeiro-ministro ter vindo garantir ao país que “ninguém será punido em Portugal por delito de opinião” – alguém pensava o contrário? -, foi agora a vez do ministro Santos Silva vir dar garantias ao povo de que sempre foi e continua a “ser um democrata”.
A secretária de Estado da Saúde, confrontada com a história das críticas ao ministro Correia de Campos que deram demissões na Função Pública, alinhou pela mesma bitola. E afirmou aos jornalistas que vivemos em democracia e que a crítica é permitida.
Ficamos descansados. Mas não deixa de ser bizarro ver tanto membro do Governo a ter que dizer o óbvio.
Fá-lo porque percebeu que errou. Quando deu cobertura ao afastamento de funcionários por criticarem o Estado. Quando deixou que se instalasse a ideia de que quer controlar jornais e televisões. E quando permite que o ministro das Pescas responda às queixas de pescadores em apuros que o melhor é proporem a saída da União Europeia.
Nunca José Sócrates pensou dar tanta razão em tão pouco tempo ao discurso do PSD no 25 de Abril quando falou de um clima de claustrofobia no país.
Como sair disto? Eis a questão. A imagem colou e fará o seu caminho.
(*) Ângela Silva
(in "Opinião RR", aqui)
sexta-feira, 29 de junho de 2007
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Isto está a ficar lindo...
Directora de centro de saúde demitida por não retirar cartaz "jocoso" para Correia de Campos
Lisboa, 28 Jun (Lusa) - A directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, Maria Celeste Cardoso, foi exonerada pelo ministro da Saúde por não ter retirado um cartaz das instalações do centro contendo declarações de Correia de Campos "em termos jocosos".
O despacho de exoneração da licenciada Maria Celeste Vilela Fernandes Cardoso foi publicado quinta-feira em Diário da República, cuja cópia foi fornecida à agência Lusa por deputados socialistas que se manifestaram "incomodados com a situação".
No despacho do Diário da República pode ler-se o seguinte: "Pelo despacho (...) do Ministro da Saúde, de 5 de Janeiro, foi exonerada do cargo de directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho a licenciada Maria Celeste Vilela Fernandes Cardoso, com efeitos à data do despacho, por não ter tomado medidas relativas à afixação, nas instalações daquele Centro de Saúde, de um cartaz que utilizava declarações do Ministro da Saúde em termos jocosos, procurando atingi-lo", refere-se.
Perante este caso, considera-se demonstrado a situação de Maria Celeste Cardoso "não reunir as condições para garantir a observação das orientações superiormente fixadas para a prossecução e implementação das políticas desenvolvidas pelo Ministério da Saúde".
O despacho está datado de 1 de Junho.
Lisboa, 28 Jun (Lusa) - A directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, Maria Celeste Cardoso, foi exonerada pelo ministro da Saúde por não ter retirado um cartaz das instalações do centro contendo declarações de Correia de Campos "em termos jocosos".
O despacho de exoneração da licenciada Maria Celeste Vilela Fernandes Cardoso foi publicado quinta-feira em Diário da República, cuja cópia foi fornecida à agência Lusa por deputados socialistas que se manifestaram "incomodados com a situação".
No despacho do Diário da República pode ler-se o seguinte: "Pelo despacho (...) do Ministro da Saúde, de 5 de Janeiro, foi exonerada do cargo de directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho a licenciada Maria Celeste Vilela Fernandes Cardoso, com efeitos à data do despacho, por não ter tomado medidas relativas à afixação, nas instalações daquele Centro de Saúde, de um cartaz que utilizava declarações do Ministro da Saúde em termos jocosos, procurando atingi-lo", refere-se.
Perante este caso, considera-se demonstrado a situação de Maria Celeste Cardoso "não reunir as condições para garantir a observação das orientações superiormente fixadas para a prossecução e implementação das políticas desenvolvidas pelo Ministério da Saúde".
O despacho está datado de 1 de Junho.
(notícia da Agência Lusa, aqui)
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Comentário
Escrevi este comentário
Sou do tempo em que na Praça da República, em Coimbra, circulava um carro da PSP anunciando, alto e bom som, que "são proibidos ajuntamentos de mais de uma pessoa".
Entretanto, passaram-se 38 anos.
a propósito deste texto.
Sou do tempo em que na Praça da República, em Coimbra, circulava um carro da PSP anunciando, alto e bom som, que "são proibidos ajuntamentos de mais de uma pessoa".
Entretanto, passaram-se 38 anos.
a propósito deste texto.
domingo, 27 de maio de 2007
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Massacre
Acabo de passar parte do serão a acompanhar as emissões da SIC Notícias e da RTP 1.
Os debates políticos centram-se no "caso do professor Charrua", nas declarações do ministro Mário Lino e na surpreendente análise de Almeida Santos, que afirmou que o aeroporto nunca poderá ser construído a sul do Tejo porque terroristas podem dinamitar a ponte!!!
É o massacre completo do Governo, transformado em "bombo da festa", e do Partido Socialista.
Ao estado a que isto chegou, meu Deus!
Os debates políticos centram-se no "caso do professor Charrua", nas declarações do ministro Mário Lino e na surpreendente análise de Almeida Santos, que afirmou que o aeroporto nunca poderá ser construído a sul do Tejo porque terroristas podem dinamitar a ponte!!!
É o massacre completo do Governo, transformado em "bombo da festa", e do Partido Socialista.
Ao estado a que isto chegou, meu Deus!
Tema(s):
Almeida Santos,
Governo,
liberdade de expressão,
Mário Lino,
PS
quinta-feira, 24 de maio de 2007
Liberdade de Expressão (*)
Parece que há funcionários zelosos demais.
A suspensão disciplinar do professor Charrua não tem qualquer razão de ser.
Como sabemos, a questão da licenciatura de José Sócrates deu lugar aos mais variados comentários.
No fundo os portugueses criaram anedotas e criticaram muitos dos aspectos envolventes.
A perseguição disciplinar de um funcionário público por ter brincado, reproduzido ou contado uma anedota sobre a licenciatura de José Sócrates, inscreve-se no direito de livre expessão e crítica que todos os portugueses têm.
Há mais anedotas em Portugal da qual a menor não será a promessa de criação de 150.ooo postos de trabalho, quando ainda agora lá foram mais cerca de 500 para o Desemprego!
As escolas a fechar, as maternidades a fechar, os portugueses a terem de emigrar não é anedota, o ataque a Aberto João Jardim são tristes realidades a que o Espanha/Espanha/Espanha de José Sócrates deu lugar.
O PS perdeu a cabeça.
A política da perseguição só desmerece o PS e a democracia portuguesa.
A suspensão disciplinar do professor Charrua não tem qualquer razão de ser.
Como sabemos, a questão da licenciatura de José Sócrates deu lugar aos mais variados comentários.
No fundo os portugueses criaram anedotas e criticaram muitos dos aspectos envolventes.
A perseguição disciplinar de um funcionário público por ter brincado, reproduzido ou contado uma anedota sobre a licenciatura de José Sócrates, inscreve-se no direito de livre expessão e crítica que todos os portugueses têm.
Há mais anedotas em Portugal da qual a menor não será a promessa de criação de 150.ooo postos de trabalho, quando ainda agora lá foram mais cerca de 500 para o Desemprego!
As escolas a fechar, as maternidades a fechar, os portugueses a terem de emigrar não é anedota, o ataque a Aberto João Jardim são tristes realidades a que o Espanha/Espanha/Espanha de José Sócrates deu lugar.
O PS perdeu a cabeça.
A política da perseguição só desmerece o PS e a democracia portuguesa.
(*) in blogue do advogado José Maria Martins
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Piada ou insulto? Liberdade ou ditadura?
Começa a ser preocupante o clima que se vive no país em termos de liberdade de expressão - a principal conquista do "25 de Abril".
Os "sinais de alerta" são múltiplos.
Noutro dia foram as condenações de jornalistas em tribunal, apesar de relatarem factos verdadeiros. Hoje foi Pinto Balsemão a acusar o Governo de controlar a actividade televisiva, lançando ao mesmo tempo duras críticas à actuação do ministro dos Assuntos Parlamentares. O Sindicato dos Jornalistas já manifestou também, e por diversas vezes, a sua preocupação.
Agora, o "caso do professor Charrua" - um incidente que já era comentado nos blogues há vários dias e que acaba de chegar ao horário nobre da televisão.
Este último incidente tem uma pequena virtude: mostrar que aqueles que pensavam que o "caso da licenciatura" era assunto esgotado estavam muito enganados. (Até o Presidente da República, que evitara falar da licenciatura, teve agora de se referir ao caso do professor...)
Estão, mesmo, muito enganados os que pensam que o "caso da licenciatura" vai cair no esquecimento, porque haverá sempre algum português a lembrá-lo...
Nem que seja um humilde estudante como eu, que fez os estudos universitários em regime de trabalhador-estudante, já casado e pai, e que, mesmo assim, apenas demorou cinco anos a concluir uma licenciatura de quatro. E que viveu uma experiência diferente do estudante José Sócrates: nas 21 cadeiras do curso, todas anuais, teve 21 professores diferentes.
(PS - Prometer não subir os impostos e depois aumentá-los é uma piada ou um insulto? Prometer criar 150.000 novos postos de trabalho e ver a taxa de desemprego chegar ao nível mais alto dos últimos 20 anos é uma piada ou um insulto? Ver uma governadora civil permanecer no cargo depois de "chumbada" pelo Tribunal Constitucional é uma piada ou um insulto? Matar aos bocadinhos o Serviço Nacional de Saúde, afirmando-se o Governo socialista, é uma piada ou um insulto? Ver nascer crianças, umas atrás das outras, na auto-estrada Figueira-Coimbra é uma piada ou um insulto?)
Os "sinais de alerta" são múltiplos.
Noutro dia foram as condenações de jornalistas em tribunal, apesar de relatarem factos verdadeiros. Hoje foi Pinto Balsemão a acusar o Governo de controlar a actividade televisiva, lançando ao mesmo tempo duras críticas à actuação do ministro dos Assuntos Parlamentares. O Sindicato dos Jornalistas já manifestou também, e por diversas vezes, a sua preocupação.
Agora, o "caso do professor Charrua" - um incidente que já era comentado nos blogues há vários dias e que acaba de chegar ao horário nobre da televisão.
Este último incidente tem uma pequena virtude: mostrar que aqueles que pensavam que o "caso da licenciatura" era assunto esgotado estavam muito enganados. (Até o Presidente da República, que evitara falar da licenciatura, teve agora de se referir ao caso do professor...)
Estão, mesmo, muito enganados os que pensam que o "caso da licenciatura" vai cair no esquecimento, porque haverá sempre algum português a lembrá-lo...
Nem que seja um humilde estudante como eu, que fez os estudos universitários em regime de trabalhador-estudante, já casado e pai, e que, mesmo assim, apenas demorou cinco anos a concluir uma licenciatura de quatro. E que viveu uma experiência diferente do estudante José Sócrates: nas 21 cadeiras do curso, todas anuais, teve 21 professores diferentes.
(PS - Prometer não subir os impostos e depois aumentá-los é uma piada ou um insulto? Prometer criar 150.000 novos postos de trabalho e ver a taxa de desemprego chegar ao nível mais alto dos últimos 20 anos é uma piada ou um insulto? Ver uma governadora civil permanecer no cargo depois de "chumbada" pelo Tribunal Constitucional é uma piada ou um insulto? Matar aos bocadinhos o Serviço Nacional de Saúde, afirmando-se o Governo socialista, é uma piada ou um insulto? Ver nascer crianças, umas atrás das outras, na auto-estrada Figueira-Coimbra é uma piada ou um insulto?)
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