sábado, 7 de março de 2009

Magalhães: outra trapalhada

Afinal, o celebérrimo computador Magalhães, que é distribuído às criancinhas do Ensino Básico, tem dezenas e dezenas de erros ortográficos, gramaticais e de sintaxe.
Leia o "Expresso" e veja com os próprios olhos.

Apetece dizer que não há nada em que o Governo de José Sócrates se meta que não acabe em grossa asneira.

(clique na imagem para ampliar)

Ainda no "Expresso" de hoje, pode ler-se a seguinte pérola:
«
José Sócrates tem-se associado desde o início ao projecto Magalhães, mas, quando confrontado pelo Expresso com os erros de português, o seu gabinete descartou responsabilidades: "O Magalhães é um programa de sucesso fantástico, ganha prémios e é um caso exemplar em termos mundiais, por isso o primeiro-ministro se associou a ele. Agora, questões concretas sobre conteúdos e eventuais deficiências, isso é com o Ministério da Educação e o das Obras Públicas", disse Luís Bernardo, do gabinete de imprensa [do primeiro-ministro]».
É por estas e por outras que me apetece sair de Portugal, pelo menos enquanto o país for dirigido por gente desta.

* * * * *

COMENTÁRIOS NO "PÚBLICO" (às 17h00 de hoje)

Ixto xim, é o berdadeiru xoque tequenológico à portugeza. Bamos lá para as nobas hopurtunidades para sermos doutores e depois dá nisto.

Karágo pá! E eu que penssaba que akilo era o novo acordo hortográfico...

Estamos perante uma CONTAMINAÇÃO de tudo que é MAU!

A política de selecção do software educativo incluído no Magalhães é, exactamente, qual?

Nunca vi tamanha incompetência num ministério da educação. Reparem que é o da EDUCAÇÃO. Mas só vimos mentiras, teatros encenados com crianças pagas para ali estarem, prepotência, mandar fazer pareceres com as conclusões contratadas e vir dizer que é da OCDE, erros, irracionalidades e ilegalidades com a divisão artificial dos professores (e não penso em quotas ou que nem todos podem chegar ao topo, o que dou de barato). Viram uma vez a ministra numa entrega de prémios ser vaiada por crianças, e ela responder do mesmo modo com o microfone na mão uuuuuuuuh. Contado ninguém acredita.

É só remendos! Fazem coisas para "armar em carapaus de corrida" e depois é preciso desfazer para corrigir e consertar! É, tudo isto, lamentável! Estas "coisas", ou "coisinhas", são as "grandes", as "mais importantes", acções do governo e, no final, nem funcionam de tão mal feitas e improvisadas que estão.

O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO DIZ QUE FOI SURPRESA... SURPRESA??? EU CHAMO-LHE IRRESPONSABILIDADE E INCOMPETÊNCIA!!!...E ESTOU A SER GENEROSO NA LIGUAGEM!!!...

Eu gostava de saber se há neste mundo alguma situação suficientemente grave que seja motivo de demissão para esta equipa do ME. Aparentemente não há nada, são inabaláveis. Por mais fundo que desçam, nunca haverá nada que os envergonhe o suficiente para pedirem a demissão.

Afinal é possível o choque tecnológico chocar mesmo!

E o Pinóquio lá impingiu o brinquedo ao Chaves.

Não há erros nenhuns, trata-se de uma campanha negra contra o grande Sócrates. Só inventam, detractores. E depois para que é que importam se tem erros ou não, aquilo é mesmo só para jogar e brincar.

E a perseguição a Sócrates continua! Quem foi o malandro que desta vez tentou denegrir o nosso PM e sua douta política de educação, cujo expoente máximo é o Magalhães? Deve ser uma teia tenebrosa vinda dos confins... naturalmente!

Outra vez a campanha negra! Sempre a perseguirem o Socrates! Coitado!

Que ridículo

O computador 100% português está repleto de erros, em português? Querem ver que algum estrangeiro andou a mexer na Nacional Máquina? aiai

Deviam mandar retirar o empecilho pedagógico que se chama "Magalhães".

Da mesma maneira que houve tempo ao sábado para emitir a nota a anunciar que o software vai ser removido podia ter havido antes um tempito para checkar o software. Não houve. É a preguiça e o facilitismo instalados. E como sempre não há consequências para ninguém.

Fazer tudo em cima do joelho dá nestas trapalhadas! Imagine-se o que seria se isto tivesse acontecido nos dois governos anteriores, caía o Carmo e a Trindade, mas como se tratou de algo a envolver o governo pseudo-reformista e pseudo-determinado está quase tudo bem... enquanto isso as crianças da 1.ª classe em vez de aprenderem a ler, a escrever e a fazer contas, aprendem a... jogar! É o fantástico mundo socialista no seu melhor!

Nesta como noutras questões, o governo anda a reboque dos acontecimentos. Quando é que esses srs. assumem duma vez a sua incompetência, e deixam de se pavonearem?

Deve ser hilariante para os europeus ver a triste figura que o Sócrates faz a publicitar esta "inovação portuguesa" - que afinal não passa de um computador montado em Portugal - ainda por cima com erros graves detectados! Esta gente nem faz uma revisão da matéria dada antes de se aventurar no exame! Alguém terá testado os sistemas? Acho que não ! E a irresponsabilidade é tal que colocam os aparelhos assim nas mãos das crianças!

NÃO QUERO, NÃO QUERO QUE ME TIREM OS JOGOS, PRONTO. AQUELA M. É PARA BRINCAR, NÃO É? O MEU PAI JÁ LÁ PÔS MUITOS MAIS JOGUINHOS. EU NÃO VEJO LÁ ERROS. AS LETRAS SÃO TODAS DO ALFABETO SEUS MENTIROSOS.


(aqui)

(clique na imagem para ampliar)

Professores, pais...


(clique na imagem para ampliar)

«Nitidamente incompetente», dizem os pais.
Depois dos professores, agora são os pais a contestar esta directora.
Falta mais alguém?...

PS - Eis outro militante socialista em lugar de destaque.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Palavras


"Piensa en mi"

Para ouvir enquanto não regressam os dias de sol.
Bom fim-de-semana.

Certificados de Aforro: 997 milhões resgatados

A introdução dos novos certificados de aforro, a "Série C", não foi bem recebida pelos investidores. Demonstraram o seu desagrado com as alterações introduzidos a este produto, que penalizaram a rendibilidade, resgatando as suas poupanças.

No total, e no espaço de apenas um ano, desapareceram dos certificados de aforro 997 milhões de euros.


Aqui está o resultado de uma medida tomada pelo actual Governo.
Não são necessárias mais palavras.

A Página

(clique na imagem para ampliar)

"Centro" de 5 de Março de 2009

Avaliação da casa

A tua casa vista por ti

A tua casa vista pelo comprador

A tua casa vista pelo banco

A tua casa vista pelo avaliador

A tua casa vista pelas Finanças

(recebida por e-mail)

quinta-feira, 5 de março de 2009

Final de tarde

Rednex - Hold Me For A While

Tenham um óptimo fim de tarde, por favor.

quarta-feira, 4 de março de 2009

José Sócrates, o Cristo da política portuguesa

Por João Miguel Tavares (*)

Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.

José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que "quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena". Detenhamo-nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro - se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.

Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra - feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: "Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras." Reparem bem: não podemos "consentir". O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?

À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser "terreno propício para as campanhas negras"; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez.


(*) Jornalista - jmtavares@dn.pt; in "Diário de Notícias" de ontem
COMENTÁRIO SIMPLES: Brilhante!

Soutien + Queca

Imagem captada em Faro, no dia 1 de Março de 2009
(recebida por e-mail)

terça-feira, 3 de março de 2009

Cheira a eleições

Uma pessoa sai à rua e não pode deixar de perceber que há qualquer coisa de novo no ar.
É verdade, já cheira a eleições.

Há quem, por motivos vários, não se aperceba do odor.
Alguns sofrerão de rinite e, por isso, têm o olfacto reduzido.
Outros terão dificuldades de concentração e, devido a isso, nem sequer pensam no assunto.

Mas é fácil perceber quando cheira a eleições. Há comportamentos novos.
Deixo aqui três "dicas" para os mais desatentos.

1. Ver um político às compras, ao sábado à tarde, num hipermercado. (E se olhar com atenção, verá que o carrinho de compras está praticamente vazio).
2. Ver um político na missa de domingo de manhã.
3. Ver um político (normalmente, neste caso, até são os "candidatos a políticos") a escrever textos de opinião num jornal.

A partir de agora será mais fácil para si, caro visitante deste blogue, perceber quando as eleições estão à porta.

Será agora, Câmara?


A Câmara Municipal de Coimbra aprovou ontem a contracção de um empréstimo de 12,5 milhões de euros, pagável em 20 anos.

Será desta que os varredores vão começar a limpar a rua onde moro?

Congresso do PS

("Público", 28 de Fevereiro de 2009)
clique na imagem para ampliar

Aqui está uma imagem que vale mais do que 1.000 palavras.

Azares mundiais

Para ver aqui, com um sorriso.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Xerá que o Ministério responde?

A canção (agora em alta definição)

Eurovision 2009 Portugal - Todas as Ruas do Amor - Flor-de-lis

"Se sou tinta Tu és tela
Se sou chuva És aguarela
Se sou sal És branca areia
Se sou mar És maré-cheia
Se sou céu És nuvem nele
Se sou estrela És de encantar
Se sou noite És luz para ela
Se sou dia És o luar
Sou a voz Do coração
Numa carta Aberta ao mundo
Sou o espelho D’emoção
Do teu olhar Profundo
Sou um todo Num instante
Corpo dado Em jeito amante
Sou o tempo Que não passa
Quando a saudade Me abraça
Beija o mar O vento e a lua
Sou um sol Em neve nua
Em todas as ruas Do amor
Serás meu E eu serei tua
Se sou tinta Tu és tela
Se sou chuva És aguarela
Se sou sal És branca areia
Se sou mar És maré cheia
Se sou céu És nuvem nele
Se sou estrela És de encantar
Se sou noite És luz para ela
Se sou dia És o luar
Beija o mar O vento e a lua
Sou um sol Em neve nua
Em todas as ruas Do amor
Serás meu E eu serei tua"

A canção

Flor-de-Lis - Todas as Ruas do Amor
(representante de Portugal no "Eurovision 2009")

Gosto.
Ou melhor: gosto muito.

domingo, 1 de março de 2009

Futebol on-line

Fora de casa neste fim-de-semana, bastou-me o portátil e a "pen" da ligação de banda larga para poder acompanhar, com boa qualidade, o Nacional-Académica e o FC Porto-Sporting.
A receita é simples: alguma dose de paciência, meia dúzia de minutos de pesquisa e... já está.
Há muito desporto para acompanhar on-line.

Sócrates ausente e a "paixão"

José Sócrates foi o único líder nacional que não esteve presente hoje na cimeira europeia.

Ou seja: compareceram chefes de Estado e de Governo de 26 países (necessariamente, provincianos) e um (o primeiro-ministro português) não pôs lá os pés.

MORAL DA HISTÓRIA: A paixão europeia de Sócrates já não é o que era.

Apagão no PS

Não se podia esperar mais notória consequência do "choque tecnológico" do Governo socialista: o Congresso do PS foi suspenso por falta de energia eléctrica.

Parece-me não ser um bom prenúncio.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Factos do futebol

O FC Porto conseguiu ter mais um dia de descanso do que o Atlético de Madrid, mas não conseguiu mais do que um empate na capital espanhola.

O FC Porto teve mais um dia de descanso do que o Sporting, mas não conseguiu mais do que um empate no próprio campo, frente a uma equipa que tinha sido goleada por 5-0 há menos de 72 horas.

Em oito dias, o FC Porto conseguiu ter mais dois dias de descanso (25%) do que os adversários e não conseguiu ganhar.
Não se um dia de descanso a mais é muito ou pouco importante em termos de alta de competição. Mas pode concluir-se que, no mínimo, não chega para ganhar jogos. Mas evita perdê-los.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O discurso de José Sócrates

Fiz o sacrifício de assistir, na íntegra, ao discurso de José Sócrates na abertura do Congresso do Partido Socialista.
Foram 51 minutos que quase me apetece definir numa palavra: vazio. Mas há outra que talvez se aplique melhor: demagogia.

A primeira parte da intervenção, cerca de um quarto de hora, foi o "discurso do nada".
Depois, retive algumas ideias.

José Sócrates falou da baixa do IMI e eu não a senti. Continuo a pagar um valor que julgo exorbitante para viver num modesto apartamento numa das zonas mais humildes de Coimbra. Muitas centenas de euros que me levam a pensar, sempre que sou obrigado a pagá-las, que estou a ser alvo de autêntico roubo.

José Sócrates criticou a comunicação social (falou de «director de jornal» e de «estação de televisão»), mas eu não dispenso as informações da Imprensa e passo bem sem o discurso dos políticos. Aliás, ainda esta semana se ficou a saber que a credibilidade dos políticos políticos anda pelas ruas da amargura - só 1% dos portugueses acredita neles.

José Sócrates falou das Novas Oportunidades e lembrei-me da dona do quiosque onde compro jornais. Quando, depois de ter obtido a certificação do 9.º ano, a tentei motivar para obter o 12.º ano, disse-me com convicção: «Não, não vou tirar. Não se aprende nada...».

José Sócrates falou do aumento dos salários dos Função Pública e eu só tenho visto diminuir, ano após ano, o salário da minha mulher, que é funcionária pública.

José Sócrates falou da aposta na educação e eu sei bem o que isso é, com um filho a estudar na Universidade em Lisboa. As propinas, a renda do quarto, as viagens, as refeições, os livros; cerca de 1.000 euros por mês. E qual é o apoio do Estado? Nada. Zero.

José Sócrates falou da reforma da Administração Pública e eu pensei logo no meu familiar que continua à espera (há quase um ano!!!) que as Finanças enviem o cartão de contribuinte.

Ou seja, em resumo: José Sócrates falou de um país e eu vivo noutro, completamente diferente.

Quanto pude ver, só houve um momento de entusiasmo durante o discurso: quando José Sócrates falou de nova maioria absoluta. Aí levantou-se quase toda a gente, braço no ar, a gritar «PS, PS, PS».
(Nessa altura, tive uma ideia: com a tecnologia hoje disponível, seria possível às televisões colocarem junto a cada rosto a profissão que desempenha, ficando-se assim a saber quais os que vivem das verbas do Estado - do nosso dinheiro colectivo, portanto - e quais os que não vivem. Seria esclarecedor, creio.)

Quanto aos restantes 48 minutos da intervenção de José Sócrates, os (poucos) grandes planos da RTP mostraram rostos desinteressados, tristes, desiludidos, sem ponta de entusiasmo visível.
Se a isso juntarmos o tom do discurso, uma mão-cheia de lugares-comuns, proclamados sem chama e sem emoção, tive a sensação de estar numa cerimónia algo de fúnebre - o "requiem" por esta maioria, quem sabe.
Nem mesmo o rosto de José Sócrates (que me pareceu cansado e sentir algumas dificuldades com o "teleponto") conseguiu desfazer a ideia que, a pouco e pouco, se foi formando no meu espírito.

Vão longe os tempos em que a Política era algo de empolgante em Portugal.


PS 1 - Mal acabado o discurso, ouvi Carlos Magno a tentar interpretar o "peso" do discurso. Como é óbvio, ele tem direito a ter opinião. Tal como eu. E a minha, contrariamente à dele, é simples de enunciar: foi um mau discurso. Se eu fosse professor (sem segundas intenções...), José Sócrates nem sequer iria à oral. Estava chumbado.

PS 2 - Nota curiosa: José Sócrates começou o discurso mais cedo do que o previsto (segundo ouvi na SIC) e terminou-o cinco minutos antes de começar o Benfica-Leixões.

Incompetência da ZON/TV Cabo

Acabei por não assistir ao início das emissões da TVI 24.

Há três semanas, contactei os serviços da apoio ao cliente da ZON/TV Cabo e perguntei se a assinatura de que disponho dava acesso à recepção da TVI 24.
«Sim, sim, vai receber», disseram-me.
Voltei a insistir, referindo o facto de assinar apenas o pacote "Ultra Sport Tv".
«Sim, tem direito a receber o TVI 24», responderam.

Ontem, quando tentava assistir à emissão inaugural, constatei que o canal estava codificado.
Voltei a contactar a ZON e obtive a seguinte resposta:
«Para poder ver o TVI 24 tem de assinar outro pacote.»
Agradeci a informação, lamentando que anteriormente me tivessem dado uma informação errada.

Concluí que a ZON continua a ser a TV Cabo que abandonei há vários anos pelas sucessivas atitudes de desrespeito para com os clientes.
Quanto à incompetência, também continua a ser a mesma.

(Vou continuar cliente da Cabovisão e espectador assíduo da SIC Notícias, canal de que sou grande fã, apesar das alterações recentes no "Jornal das 21". Quanto à ZON, faltam escassos meses para poder dizer-lhe "adeus". Sem saudades.)

Pesadelo leonino

Na quinta-feira de manhã, como é habitual na casa do treinador do Sporting, a mulher de Paulo Bento disse-lhe:
- Acorda, Paulo, que já são 6.
- O quê?... Ainda marcaram outro?

* * * * * * *

Para juntar à anedota, mais uma imagem a propósito da goleada sofrida pelo Sporting...


(apanhadas aqui)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Momento histórico

Início às 21h00

Hoje é um dia histórico em termos de comunicação social: nasce a TVI 24.

Ainda me lembro do dia em que a TVI começou a emitir, com tanta falta de sinal que tive de colocar o televisor na varanda da casa, no Tovim, para poder acompanhar (quase só vi fantasmas...) a emissão inaugural.
Depois de ter estado directamente envolvido no projecto do "4.º canal", frequentando o “Curso de Formação da TVI” durante vários meses, teria de estar defronte do televisor no “minuto 1”.

Agora, não quero perder outro momento histórico.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Regresso ao mar

Ontem, cerca das 15h00

Causas imateriais da crise

por Henrique Monteiro

Oficialmente, esta crise deve-se a crimes e asneiras do sistema financeiro motivados sobretudo por excesso de mercado e falta de regulação. Não há discurso que não o afirme.
Longe de mim negar tais causas, embora, por natureza, desconfie que hecatombes desta dimensão se fiquem apenas a dever a uma ou duas causas. Do meu ponto de vista, a crise resulta de muito mais cambiantes e variantes, como, aliás, todas as crises que historicamente atravessámos.
Curiosamente, muito se fala da crise de valores, mas pouca importância se lhe atribui quando se trata de analisar a falta de confiança dos mercados, as falências e o desemprego. E, no entanto, a crise de confiança é ela própria uma parte da crise dos valores. Sem valores seguros - como a probidade, a justiça, a temperança, a palavra, a prudência - não há confiança.
O sistema financeiro, sendo responsável por parte dessa quebra de confiança, foi também ele próprio vítima de uma ideologia dominante que pouca ou nenhuma atenção deu a estes valores tradicionais. Aliás, veja-se como na arte, nas ciências sociais, na comunicação, a ideia de virtude foi sendo abandonada em favor de conceitos a que chamámos pós-modernos.
Ao mesmo tempo que o relativismo negava uma verdade exterior a nós, para a colocar dependente do observador e em plano equivalente a outros valores, as principais âncoras da nossa sociedade eram arrancadas. O politicamente correcto, espécie de ditadura da linguagem, juntou-se com ideias generosas mas insustentáveis de que os direitos são inalienáveis e prevalecem sobre os deveres, que no geral se resumem ao pagamento (se tal não puder ser evitado) de impostos.
Conceitos como aforro ou caridade quase acabaram, assim como a ideia de que as recompensas se obtêm após um tempo alargado de esforço; na nossa sociedade as recompensas têm de ser imediatas, assim como na economia.
A filosofia, a arte e parte das ciências (sobretudo as ciências sociais) deixaram de reflectir a realidade, para reflectirem reflexões, num jogo infinito e cada vez mais distante do homem. Ao mesmo tempo, as construções naturais - da família à sexualidade - foram consideradas meras preferências ou opções e, em consequência, substituíveis por modelos diferentes.

Estas ideias inundaram as universidades, os meios de comunicação, as conversas bem pensantes e estabeleceram um sistema do qual é difícil, perigoso e não recompensador discordar.
Não foi só o sistema financeiro que contribuiu para esta crise.
Assim como não basta refazê-lo para que a crise termine.

(clique na imagem para ampliar)

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Só... (mas feliz)

Não tenho, nem nunca tive, conta no BPN.
Nem no BPP.
Frequentei uma universidade que ainda existe.
Nunca tive um "tacho".
Fiz 21 cadeiras na licenciatura e cinco no mestrado e tive 26 professores diferentes.
Fui funcionário público durante 13 anos, depois de concurso público e nacional.
Saí da Função Pública há 18 anos e não mantenho qualquer lugar ou vínculo.
O meu pai era contínuo e eu sou jornalista.
Tenho uma filha licenciada em Direito e um filho a estudar Medicina.
Nunca assinei um texto que eu próprio não tivesse redigido.
Nunca fui "boy".
Nem sequer nunca estive filiado em qualquer partido.
Comprei um apartamento que custou o mesmo que custaram os dos meus vizinhos.
Nunca me candidatei a qualquer lugar político.
Só exerci, por eleição, "lugares de serviço" (associação de estudantes, sindicatos dos professores e dos jornalistas, associação de jornalistas desportivos, estruturas do futebol, Academia Olímpica, ACM, etc.), nos quais nunca recebi qualquer compensação monetária, nem sequer as famosas "senhas de presença". Na maioria deles, nem as despesas de deslocação.
Nunca meti uma "cunha".
Não tenho nenhum amigo que seja membro de qualquer força policial, das magistraturas ou dirigente de partido político.
Nutro profundo desprezo por quem sobe na vida à custa do erário público, de "esquemas" e "negociatas".
Evito relacionar-me com tais pessoas, tentando mesmo não frequentar espaços públicos onde seja previsível que as possa encontrar.
Sou contra a corrupção.
Nunca paguei "luvas" ou "suplementos" de qualquer espécie, nem mesmo quando só se compravam automóveis novos com "donativos" ao vendedor.
Ao fim de quase 35 anos como jornalista, não há ninguém com quem me tenha relacionado profissionalmente que possa dizer que me pagou qualquer coisa - nem um almoço, nem sequer um café.
Cumpro as leis, mas acredito que os valores morais sobrepõem-se à legislação. E tento agir em conformidade.
Recuso o "chico-espertismo" e o "salve-se quem puder".

Não sou perfeito. Cometo erros - demasiados, para o meu gosto.

Como digo repetidamente, "não nasci para ser simpático".
Talvez por isso tenha escrito este texto num domingo à tarde, quando poderia estar calmamente num dos vários Carnavais da região. (Não, não gosto do Carnaval...)
Acredito que o futuro só será melhor se as vozes livres, descomprometidas, se fizerem ouvir.

Quando abro os jornais e vejo que - a propósito de tudo e de nada - Portugal é uma terra de "primos e primas", em que as vidas pessoais, profissionais e políticas se entrelaçam num rendilhado de malha fina, finíssima, sinto-me um homem só.
Felizmente.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Sábado gordo

Foi um sábado agradável.

Começou com um "descafeinado", manhã cedo, na esplanada do Forum. Mais do que a bebida, que tinha o sabor habitual, gostei do "Expresso", cujo 1.º caderno li de fio a pavio, com interesse, durante quase uma hora.
Apreciei, acima de tudo, o texto do director do jornal, na página 3. Passe a imodéstia, escrevi aqui no blogue há uma semana algo de semelhante: mais do que económica, a crise que vivemos é de valores éticos e morais.
Fiquei feliz por ver que, afinal, ainda não perdi a capacidade de raciocinar e analisar a realidade. (Logo que possível publicarei aqui o texto de Henrique Monteiro.)

Gostei ainda de ficar a conhecer a decisão do PSD de vetar o nome de Freitas do Amaral para Provedor de Justiça. Nada de mais correcto.

Acompanhei com interesse o Sporting-Benfica. Grande jogo! Um golo fabuloso da Liedson e a confirmação da falta de categoria dos árbitros portugueses, mesmo daqueles que ostentam a insígnia da FIFA.

Finalmente, neste sábado gordo pleno de sensações positivas, decidi escrever o "Manifesto Político de um Cidadão Como os Outros". Será uma "proposta eleitoral", dirigida aos partidos políticos, com as condições que julgo necessárias para que eu possa participar nas próximas eleições - votando, como é óbvio.
Se essas condições não estiverem reunidas (ou, pelo menos, grande parte delas), só desejo que os dias das eleições tenham bom tempo... para poder ir para a praia.

Vitória algo amarga

A minha equipa venceu hoje o Lousanense por 4-2 (2-2 ao intervalo), terminando a 1.ª fase do campeonato com a melhor classificação de sempre do Vigor no "Nacional" de juniores (5.º lugar), mas com um sabor algo amargo.

A classificação final foi a seguinte: Odivelas, 51; Alverca, 45; Naval, 40; Loures, 39; VIGOR, 39; Portomosense, 37.

Os três primeiros vão discutir a subida à 1.ª divisão, enquanto o Loures (que fica à frente do Vigor, por golos, no desempate entre ambos) irá disputar um "jogo de apuramento" com o 4.º classificado de outra série.
Ou seja: ao Vigor faltou um ponto para ficar no 4.º lugar ou faltaram dois pontos para ficar no 3.º lugar.
(O balanço desta fase do campeonato será feito dentro de dias, nomeadamente em comparação com a época transacta.)

Quanto ao jogo de hoje, na 1.ª parte o Lousanense deu boa luta a um Vigor algo adormecido e chegou ao intervalo com dois golos marcados e um empate no marcador.
A 2.ª parte foi dominada totalmente pela minha equipa, que no entanto só conseguiu colocar-se em vantagem a 12 minutos do fim, depois de duas bolas terem embatido na trave da baliza lousanense.

A evolução do marcador foi a seguinte:

7 min, 0-1, numa bola que cruzou a área
9 min, 1-1, Fernando, de cabeça, a passe de cabeça de Janine
12 min, 2-1, Flávio, após "slalom" individual a passe de Breda
24 min, 2-2, na marcação de grande penalidade
78 min, 3-2, Kiko, após lançamento longo de Janine
90 min, 4-2, Nuno, em jogada espectacular, ao primeiro toque, entre Nuno, Breda, Girão e novamente Nuno

A minha equipa não fez uma grande exibição mas mereceu inteiramente a vitória, num jogo onde mais de uma dúzia dos atletas em campo já tinham sido companheiros de equipa e havia "adversários" que são amigos e passam férias juntos.
O Lousanense, 12.º e último do campeonato, jogou com muita dignidade e "atrasou" até aos 78 minutos o triunfo do Vigor, provando que - com um pouco de sorte - poderia ter obtido melhor classificação.

O trio de arbitragem foi constituído por duas mulheres e um homem. A árbitra, que apitava ao mínimo contacto físico e necessita de rever o conceito de "pé em riste" (*), não merece mais do que 13 valores.

(*) Logo no 2.º minuto, assinalou "jogo perigoso" quando um jogador da minha equipa saltou de costas (!) voltadas para um adversário que, a 2 metros de distância (!), tentava afastar a bola da área.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Momento mágico

A Balada da Despedida do VI Ano Médico («Coimbra tem mais encanto / na hora da despedida...») é uma das mais belas canções de Coimbra.

Há outra, porém, que vai sendo cada vez mais conhecida.
É a lindíssima Balada de Despedida do 5.º Ano Jurídico 88/89, que aqui trago na versão mais original possível: o dia em que foi tocada pela primeira vez.

Estive lá, na Sé Velha, nessa noite.
E tive a sorte de poder escrever, logo na altura, que era uma das mais belas "baladas da despedida" de sempre.

A previsão confirmou-se.
E ainda hoje recordo aquele momento mágico, na noite de Coimbra, na Sé Velha.

ADITAMENTO (em 10 de Março de 2009)
Ver comentário. Não foi «a primeira execução mas a segunda. A primeira tinha sido feita na Récita de Quintanistas no S. Teotónio, meia dúzia de dias antes».