quinta-feira, 28 de maio de 2009

TVI: algo de estranho no ar

«A TVI, mais concretamente algumas das suas emissões do Jornal da Noite de sexta-feira, foi condenada pelo Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social por “desrespeito de normas ético-legais aplicáveis à actividade jornalística”.»

«A ERC condenou a TVI com quatro votos a favor e um contra. Dois dos conselheiros que votaram a favor da condenação apresentaram declaração de voto, argumentando que a pena aplicada é branda. No voto contra, da autoria de Luís Gonçalves da Silva, argumenta-se, também em declaração de voto, que a estação televisiva não teve direito ao contraditório e, em consequência, não pode apresentar a sua defesa relativamente às acusações que lhe foram endereçadas.»

Não me posso pronunciar quanto à questão de fundo, porque até hoje vi apenas três ou quatro (no máximo) telejornais de sexta-feira da TVI.
[Aliás, só os comecei a ver depois da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) ter anunciado que iniciara uma análise aos referidos telejornais. Como as queixas se referem a emissões mais distantes no tempo, nem sequer sei o que está em causa...)

No entanto, ao ler os textos acima transcritos, ambos retirados do "Público.pt", não posso deixar de manifestar estranheza pelo facto da TVI não ter tido «direito ao contraditório», segundo refere um membro da própria ERC.
Acho estranho, na verdade.

ADITAMENTO (20h00 de 28/Maio)
Deliberação da ERC, emissões analisadas e relatório de visionamento disponíveis no sítio da própria Entidade. Só não encontrei, numa visita rápida, as declarações de voto.

Sítio da Entidade Reguladora para a Comunicação Social

A minha equipa: blogue actualizado

Fotografia obtida no sábado passado, antes do jogo com o Lousanense

O blogue da minha equipa, o Vigor (juniores), está finalmente "em dia".
Publiquei as fotos dos dois últimos jogos, recortes dos jornais e algumas impressões sobre o jogo em Rio Maior, no tal campo em que – segundo alguns – os balneários ficam a 150 metros de distância do terreno de jogo. (Parece impossível, mas houve quem acreditasse nisto!...)

Ainda não escrevi sobre o célebre acórdão do Conselho de Justiça da FPF (referente ao jogo Rio Maior-Naval, da última jornada do campeonato, disputado neste mesmo campo) por falta de tempo. Mas irei fazê-lo em breve. E publicarei fotos das equipas a fazer o tal percurso de 150 metros (!!!) entre os balneários e o relvado. (Parece impossível, mas houve quem acreditasse nisto!...)

Não escrevi sobre o acórdão, mas já escrevi alguma coisa sobre... Rio Maior.
Está lá no blogue, basta fazer descer um pouco a página.

Temperatura elevada

Coimbra, 28 de Maio de 2009

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Banco de Portugal: salário igual para trabalho igual

«Nós estamos a ser comparados com o que é feito nos outros países, nas mesmas funções», disse esta tarde Vítor Constâncio na Assembleia da República, em resposta a uma pergunta de um deputado do Bloco de Esquerda.

Se eu lá estivesse faria de imediato uma pergunta: «Se é assim, senhor doutor, porque é que recebe um salário mais elevado que o presidente da Reserva Federal dos EUA (o "Banco de Portugal" lá do sítio)?»
Mas eu não sou deputado.

NOTA - Vítor Constâncio tem um salário de 280.000 euros anuais. Alan Greenspan, presidente da Reserva Federal, recebe cerca de 155.000 euros anuais - cerca de metade, portanto.

Barcelona: campeão certo em mundo errado

O Barcelona, que nem sequer deveria ter chegado à final, acaba de conquistar a Liga dos Campeões.
Na verdade, os catalães só participaram no jogo decisivo porque encontraram nas meias-finais um árbitro alérgico a grandes-penalidades.
Por isso, o Barcelona é um campeão errado.

No mundo em que vivemos, em que há pessoas que assinam documentos no valor de milhões e se esquecem de o ter feito, em que não se olha a meios para atingir fins e em que o dinheiro ocupa o primeiro lugar dos "valores sociais", o Barcelona é um campeão justo.

Como a final da "Champions" se disputou em Roma, fica bem exclamar "porca miseria".

A oftalmologia e o futebol

Como é que um árbitro mede a distância a que se deve posicionar a barreira, para a marcação de um livre?
A olhómetro.
Como se chamam os funcionários dos grandes clubes que andam por aí, pelas distritais, à procura de novos talentos?
São os olheiros.
Como se chama um dos clubes que desce à 2ª divisão, este ano?
Boavista.
Como se chama um dos clubes que sobe à 1ª Liga?
Olhanense.
O que se diz a um árbitro que não marca uma grande penalidade clara?
Entre outras coisas: “Vai levar no olho!”
O que se grita ao fiscal de linha que não vê um fora de jogo evidente?
“Estás ceguinho ou quê?!”
Há aqui qualquer relação mística entre o futebol e a oftalmologia que ainda não foi bem estudada…
(transcrito daqui)

Director do "Público" não poupa Dias Loureiro


«As suspeitas que recaem sobre Dias Loureiro são demasiado sérias para que não renuncie de imediato ao seu mandato como membro do Conselho de Estado. Tal não corresponde a uma admissão de culpa, pelo contrário: corresponde a uma demonstração de confiança na sua inocência e na Justiça. Ao teimar manter-se no Conselho de Estado sabendo que não pode ser demitido, Dias Loureiro apenas adensa as suspeitas que rodeiam o seu comportamento pois transmite a ideia de que necessita da sombra protectora de imunidade.

Se tivesse um mínimo de decência, se não sofresse de uma indesmentível “problemática do ego”, também já teria entendido que a sua teimosia embaraça todos os restantes membros do Conselho de Estado – alguns dos quais já o verbalizaram – e coloca numa situação politicamente insustentável o Presidente da República.

Mas a decência e a lealdade não parecem fazer parte das qualidades de um dos políticos portugueses que mais enriqueceu durante e depois de ter exercido cargos públicos.»
(por José Manuel Fernandes; Editorial de hoje no "Público.pt")

Eduardo Dâmaso, no "Correio da Manhã", também é duríssimo. Leia aqui.


ADITAMENTO (17h20)
Dias Loureiro demite-se do Conselho de Estado. Leia aqui.

Sócrates não saiu pelas traseiras...

Título na 1.ª página da edição de hoje do "Diário de Coimbra"

Desta feita, José Sócrates não foi obrigado a sair pela porta das traseiras.
Mas a PSP (em maior número que os manifestantes!) não deixou que o primeiro-ministro recebesse um abaixo-assinado de professores.

É assim a democracia à portuguesa.

"Caras" vais às prisões?

«Se a Justiça deste país funcionasse, a "Caras" tinha de abrir delegações em Custóias, Pinheiro da Cruz...»
(frase encontrada no "Twitter")

terça-feira, 26 de maio de 2009

Susan Boyle na final


A escocesa de Blackburn festará na final do programa "Britains Got Talent".
No domingo, Susan Boyle cantou "Memories" e foi a primeira a ser apurada, pelo voto dos telespectadores.

Susan mostrou-se desta vez algo insegura, talvez mesmo nervosa, mas rapidamente se recompôs e, mais uma vez, fez levantar o público.

A grande final é no sábado, a partir das 20h00, no ITV1, canal disponível via satélite no Eurobird 1 / Astra 2A/2B/2D , nos 28,2 graus Este (frequência 10 758, vertical).
Tentarei não falhar.

Efemérides atrasadas

O corre-corre do dia-a-dia nem sempre nos deixa assinalar as efemérides que vão ocorrendo.
Aqui ficam algumas efemérides... atrasadas.

11 de Abril
Este blogue completou três anos de existência.
Continuo a pensá-lo como diário pessoal / modo de intervenção cívica.

24 de Maio
O "Diário de Coimbra" assinalou 79 anos de existência.
Completaram-se 36 anos desde o dia em que iniciei a actividade jornalística.

A propaganda e a realidade

Encontrei esta frase no "Twitter": «Choque tecnológico é anunciar bué de banda super-larga quando para entregar o IRS a banda é super-lenta».

Aqui ao lado, ao cima da página, o contador informa que o meu familiar está à espera do cartão de contribuinte há 403 dias!!! No país do Simplex.

Ou seja: uma coisa são as palavras dos políticos, outra coisa é a realidade.

Dia cheio

Ontem, segunda-feira, foi um dia tão cheio que não tive hipótese de vir aqui ao blogue.
Felizmente foi um dia cheio e um dia bom.
São 5 da manhã. Vou descansar.
Até já.

domingo, 24 de maio de 2009

SIC na campanha de Paulo Rangel

Ricardo Costa, director-geral adjunto da SIC, acompanhou hoje a campanha de Paulo Rangel (PSD) e disso acaba de dar conta no telejornal das 20h00.

Espanto! Ricardo Costa acaba de afirmar que uma bandeira da Europa com 12 estrelas está desactualizada, porque lhe faltam 15 estrelas.
E terminou mais ou menos assim a peça jornalística:
«Tal como esta bandeira está desactualizada, também a campanha do PSD está desactualizada...».

Nem queria acreditar!
Ricardo Costa tem a obrigação de saber que o número de estrelas da bandeira que identifica a Europa nada tem a ver com o número de países que fazem parte da União Europeia.
A bandeira não está desactualizada. Aquela é que é a bandeira – e ponto final.

Mas se Ricardo Costa não sabe, basta ir ao "site" da Europa.
O que lá está escrito é esclarecedor.


«Esta é a bandeira da Europa, símbolo não só da União Europeia, mas também da unidade e da identidade da Europa em sentido mais lato. O círculo de estrelas douradas representa a solidariedade e a harmonia entre os povos da Europa.
O número de estrelas não tem nada a ver com o número de Estados-Membros. As estrelas são doze porque tradicionalmente este número constitui um símbolo de perfeição, plenitude e unidade. Assim, a bandeira mantém-se inalterada, independentemente dos alargamentos da UE.»

Se a afirmação de Ricardo Costa não tem como base o desconhecimento, então a situação é mais grave.

sábado, 23 de maio de 2009

A famosa entrevista de Manuela a Marinho

Se quiser ver um pouco mais de 9 minutos da entrevista de ontem de Manuela Moura Guedes ao bastonário da Ordem dos Advogados clique aqui.

(O YouTube nunca mais aqui coloca o video. Por isso, deixo o "link".)

ADITAMENTO (24 de Maio)
Versão completa da entrevista (cerca de 30 minutos) aqui.

E aqui:

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Não vi, paciência...

Toca o telemóvel.
- Vê depressa a TVI! É cá uma "cena"!
Rodei o botão e... estava mesmo a terminar a entrevista de Manuela Moura Guedes a António Marinho Pinto.
Vi para aí uns 20 segundos.
Volta a tocar o telemóvel.
- Ó pá, nunca tinha acontecido nada disto nestes anos todos depois do "25 de Abril". Foi cá uma coisa!...

Tenho pena de não ter visto.
Mas são 21h30 (quando escrevo estas linhas) e estou a trabalhar desde as 8h00.
Há dias assim.

Imagens da campanha eleitoral





Debate na sede da Associação Académica de Coimbra
(21 de Maio de 2009)

Sócrates pela porta das traseiras

O primeiro-ministro foi hoje vaiado pelos alunos de uma escola de Artes em Lisboa.
No final da visita, Sócrates e comitiva saíram pela porta das traseiras.
Começa a ser um hábito...

"O" Lopes (*)

Há pormenores esclarecedores. Na Quadratura do Círculo, António Costa referiu-se ao procurador Lopes da Mota - aquele nosso brilhante presidente do Eurojust - como "o" Lopes da Mota. O artigo definido não constituiu lapso freudiano. Mota foi secretário de Estado de um governo de Guterres onde Costa também pontificava. A mulher de Mota é sua vereadora - imagine-se - da cultura, em Lisboa, e dá pelo nome de Rosália Vargas (Lopes da Mota). Grande Lopes. O "nosso" Lopes. "O" Lopes.

(*) Sucinto e esclarecedor. Texto de João Gonçalves no "Portugal dos Pequeninos".

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Acredite se quiser (*)

Notícias surpreendentes lá de fora: o primeiro-ministro belga, Yves Leterme, propôs hoje (19/12/08) a demissão de todo o Governo, na sequência de acusações de alegadas (alegadas, imagine-se!) pressões sobre a justiça. Leterme nega qualquer pressão sobre o poder judiciário e apenas admite ter feito "contactos"; Michael Martin, presidente da Câmara dos Comuns, anunciou hoje (19/05/09) a demissão, após acusações de alegadamente (alegadamente, pasme-se) ter consentido alegados (só alegados) abusos nas despesas de representação de alguns deputados; dois membros da Câmara dos Lordes foram hoje (20/05/09) suspensos (suspensos, a democracia inglesa está maluca!) por alegadamente (outra vez só alegadamente) terem aceitado dinheiro para votar projectos de lei.

Nenhum deles foi, pasme-se de novo, condenado por sentença transitada em julgado, e mesmo assim, pasme-se ainda mais, tiraram consequências políticas de alegações fundamentadas que os visavam. Então e aquela coisa da "presunção de inocência"? As democracias belga e inglesa têm que comer muita papa Maizena para chegarem aos calcanhares da nossa...

(*) Manuel António Pina, no "Jornal de Notícias" de hoje

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Depois de Câncio... Rangel

Fernanda Câncio, pelo que li, abandonou o programa de debates na TVI em que participava.
Mas o Governo continua a ter um grande defensor nas noites da TVI.
Estou a ver, pela segunda vez, o programa em que participa Emídio Rangel.
Começou há quatro ou cinco minutos e, sobre o "Caso Lopes da Mota/Eurojust", Emídio Rangel acaba de dizer precisamente o mesmo que o ministro Santos Silva afirmara nos noticiários desta noite.

Estou a escrever e ouço Emídio Rangel diz que o "Caso Lopes da Mota" ainda não é político.
É bem verdade que estamos sempre a aprender.

Sem palavras

«O presidente da Eurojust, Lopes da Mota, disse hoje à agência Lusa que reitera tudo o que disse sobre as alegadas pressões no caso Freeport e aguarda de "consciência tranquila" o resultado o processo disciplinar de que é alvo.»

Este texto deveria ser um desenho para poder escrever por baixo, à laia de legenda, a célebre expressão "Sem palavras".
Não é um desenho, mas escrevo-a à mesma: "Sem palavras".

Rotunda da Estrada de Eiras na SIC


A mais famosa (e mais alterada) rotunda de Coimbra, a Rotunda da Estrada de Eiras, que eu elegi com a "Obra do ano 2008" na cidade, teve hoje honras de "directo" na SIC.
Foi no programa "Nós por cá" e contou com depoimentos de diversos utilizadores da famosa rotunda.
Engraçado, engraçado, foi ouvir um técnico da Câmara Municipal de Coimbra a dizer que a autarquia está aberta a novas alterações na rotunda (que já foi alterada, pelo menos, quatro vezes!!!) e, acima de tudo, justificar a construção com a instalação nas imediações do INEM e de uma superfície comercial.
Sempre me pareceu, aliás, que o "culpado" da construção da rotunda foi... o "Minipreço".

Futuro dos jornais

Acabei de ler esta frase no Twitter:
«Só não vê quem não quer: o futuro dos jornais impressos depende da imediata adaptação aos novos parâmetros da informação.»
Concordo.

terça-feira, 19 de maio de 2009

«Eu percebo que você ande enjoado...»

Dois excertos de (mais) um texto brilhante de João Miguel Tavares no "Diário de Notícias".

«Caro leitor: eu percebo que você ande enjoado. Eu próprio, semana após semana, sento-me em frente do computador para escrever mais um texto para esta página e a mão está sempre a fugir-me para Alcochete. Mas será que a culpa é minha? Por amor de Deus: depois daquele tio, agora sai-nos um primo vestido de Bruce Lee, a treinar artes marciais no templo de Shaolin e a chamar pelo nome de Wu Guo, "o guerreiro profundo"? Sobre o que é que querem que eu escreva, se nem a família Adams é tão divertida?»

«Lamento muito, mas o caso Freeport transformou-se numa tragicomédia nacional, que põe ao léu uma República grotesca, sem princípios, sem carácter e completamente disfuncional. Sobre o que hei-de eu escrever, se a vergonha já se estende desde aqui até à China»

Política sem poesia (*)

Este fim-de-semana li a notícia de um homem que pediu para ser preso. Já tinha feito a experiência e queria regressar. A polícia recusou. Inconformado, partiu os vidros da esquadra e acabou detido.

Este caso lembra-me o profissional da política (que gosta de fingir ser outra coisa) Manuel Alegre. Em voz trovejante, clama que se sente tolhido porque o PS já não é de esquerda. Mas, tal como o homem que tudo faz para regressar à prisão, Alegre não é capaz de sobreviver fora do oxigénio do partido que fez dele gente – quando parece ficar com um pé do lado de fora, Alegre, afinal, está a tentar meter-se ainda mais para dentro. Teatralidades à parte, Alegre está no bolso de Sócrates porque não é suficientemente alegrista para as expectativas que procriou.
(*) Carlos Abreu Amorim, jurista

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A "minha" candidata

(clique na imagem para ampliar)

domingo, 17 de maio de 2009

"Outra" de Vital Moreira

Vital Moreira, candidato (independente) do PS ao Parlamento Europeu, vai coleccionado "tiradas" para a História.
Hoje disse isto:
«A lista do PS é feita de pessoas conhecidas, é uma lista visível de pessoas eminentes. As listas dos outros partidos não se conhecem, tirando os cabeças-de-lista».
Eheheheheh.

Dois excelentes textos (no "Público")

No jornal "Público" de hoje, dois textos de opinião "encheram-me as medidas" pelo seu brilhantismo.
Um, de Miguel Esteves Cardoso, com "ar" brincalhão.
Outro, de António Barreto, sério e profundo.

Dei o dinheiro gasto na compra do jornal por (muito) bem empregue. Mais a mais porque o li numa esplanada, em manhã de sol, ao lado do Oceanário de Lisboa, a olhar o Tejo.
Há domingos assim...

* * * * *

Sinal dos tempos, os textos estão já disponíveis na Net.
Deixo um excerto de cada. Se os quiserem ler na íntegra basta clicar.

«Toda a gente acha que tem piada – é talvez a maior tragédia humana. Quem não conhece a agonia e a humilhação de ter de forçar um risinho falso quando é confrontado com uma má piada emitida por alguém que não se pode mandar calar, como o nosso patrão, ou um moribundo? Agora imagine-se o desconforto que não vai pela comitiva do Presidente da República desde que ele descobriu o Ricardo Araújo Pereira que há dentro dele.»
(Miguel Esteves Cardoso)

«O MAGISTRADO Lopes da Mota não deve sair do EUROJUST. Não deve suspender o seu cargo. Nem pedir a demissão. Nem ser demitido. Se a representação de um Estado deve traduzir a verdade, ele é o homem certo no lugar certo. Não se compreenderia, por exemplo, que o representante do Estado português, em qualquer organização internacional, não soubesse falar a língua materna. Nem que o delegado de Portugal à NATO fosse um pacifista militante e um notório objector de consciência.»
(António Barreto)

A lógica (socialista) de Vitalino Canas

Vitalino Canas, porta-voz do PS, acusou os outros partidos de estarem a fazer um aproveitamento político do "Caso Lopes da Mota".

Lopes da Mota, recorde-se, é membro do Eurojust com o "beneplácito" de dois ministros do Governo do PS.
Lopes da Mota, relembre-se, foi membro de um anterior Governo do PS.
Lopes da Mota é suspeito de ter pressionado os procuradores que investigam o "Caso Freeport", utilizando para o efeito o nome de um ministro do PS.
Lopes da Mota foi, em tempos, alvo da suspeita (que acabou arquivada) de ter passado informações relacionadas com o processo do "saco azul" a Fátima Felgueiras, do PS.

Vitalino Canas, realmente, tem razão: aproveitar politicamente o "Caso Lopes da Mota" é uma redundância. Como diria o diácono Remédios, «não há nexexidade».

PS - Por onde anda a denominada (não me façam rir...) "ética republicana"?