«As gaffes do homem de Coimbra não acabam. Cada cavadela uma minhoca. Os camaradas que em 1975 proibiram a entrada de Mário Soares e Manuel Alegre no Estádio 1º de Maio ( eu estava lá e tenho fotos desses momentos) foram os mesmos que hoje quiseram sovar Vital. Mas há 35 anos Vital Moreira estava do lado dos que o enxotaram hoje, e ele terá achado que era democrático proibir a entrada de direitistas na festa operária. O camarada está agora do outro lado da barricada. Passou-se do comunismo revisionista para o socialismo liberalóide, sem ideologia, nem cartilha, nem ambição social. O socialismo dos amarelos, dos verdadeiros traidores da classe operária.»
Excerto de um texto imperdível de Luiz Carvalho no "Instante fatal".
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sábado, 2 de maio de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
Que raio de Democracia é esta?
A sociedade democrática organiza-se sobre alguns pilares. A liberdade, a representatividade e o primado da vontade do Povo são alguns deles.
O Governo legitimamente eleito tem o poder de governar, a Assembleia da República tem (se não o exerce, o problema é dela...) o poder de fiscalizar a acção governativa, os sindicatos o poder de representar os cidadãos que o desejem e estes o poder (e o direito) de se manifestarem.
São meros exemplos. Outros poderiam ser escritos.
Quando o primeiro-ministro desvaloriza o valor intrínseco de uma manifestação de 200 mil pessoas, que legitimamente contestam as opções governativas, algo vai mal no regime democrático.
Se governar é servir, os responsáveis políticos devem estar atentos à vontade daqueles que são objecto da acção governativa.
Prometer e não cumprir é um crime que tem passado incólume, mas que enfraquece o regime democrático. Não ouvir a vontade dos cidadãos é outra brecha no edifício da Democracia.
Virar as costas a largos sectores da população, mesmo que isso não tenha custos políticos imediatos, significa que a Democracia está doente.
Felizmente, o edifício democrático (ainda?) garante possibilidades de defesa perante a "máquina do Estado", que não raras vezes acaba por se assumir como a "máquina do Governo".
Tomei ontem conhecimento de um organismo - a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos - que ajuda à transparência das decisões dos poderes públicos.
Trata-se de «uma entidade pública independente, que funciona junto da Assembleia da República e tem como fim zelar, nos termos da Lei, pelo cumprimento das disposições legais referentes ao acesso à informação administrativa».
Aconselho a consulta às deliberações, disponíveis "on line".
E, obviamente, o recurso a este serviço democrático.
PS - Uma das últimas deliberações diz respeito a uma entidade de Coimbra. A FCTUC foi obrigada a «facultar ao queixoso o acesso aos solicitados currículos e comprovativos apresentados pelos candidatos» (Parecer n.º 38 de 2009).
O Governo legitimamente eleito tem o poder de governar, a Assembleia da República tem (se não o exerce, o problema é dela...) o poder de fiscalizar a acção governativa, os sindicatos o poder de representar os cidadãos que o desejem e estes o poder (e o direito) de se manifestarem.
São meros exemplos. Outros poderiam ser escritos.
Quando o primeiro-ministro desvaloriza o valor intrínseco de uma manifestação de 200 mil pessoas, que legitimamente contestam as opções governativas, algo vai mal no regime democrático.
Se governar é servir, os responsáveis políticos devem estar atentos à vontade daqueles que são objecto da acção governativa.
Prometer e não cumprir é um crime que tem passado incólume, mas que enfraquece o regime democrático. Não ouvir a vontade dos cidadãos é outra brecha no edifício da Democracia.
Virar as costas a largos sectores da população, mesmo que isso não tenha custos políticos imediatos, significa que a Democracia está doente.
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- Vou lutar pelos meus direitos.
(diálogo na área de serviço de Pombal da A1, na manhã da passada sexta-feira)
(diálogo na área de serviço de Pombal da A1, na manhã da passada sexta-feira)
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Felizmente, o edifício democrático (ainda?) garante possibilidades de defesa perante a "máquina do Estado", que não raras vezes acaba por se assumir como a "máquina do Governo".Tomei ontem conhecimento de um organismo - a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos - que ajuda à transparência das decisões dos poderes públicos.
Trata-se de «uma entidade pública independente, que funciona junto da Assembleia da República e tem como fim zelar, nos termos da Lei, pelo cumprimento das disposições legais referentes ao acesso à informação administrativa».
Aconselho a consulta às deliberações, disponíveis "on line".
E, obviamente, o recurso a este serviço democrático.
PS - Uma das últimas deliberações diz respeito a uma entidade de Coimbra. A FCTUC foi obrigada a «facultar ao queixoso o acesso aos solicitados currículos e comprovativos apresentados pelos candidatos» (Parecer n.º 38 de 2009).
sábado, 6 de outubro de 2007
Política... educativa?
Cavaco Silva defendeu ontem, nas comemorações do 5 de Outubro, a importância social do trabalho dos professores.
À noite, nos telejornais, ouvi Mário Nogueira (Fenprof) e Carvalho da Silva (CGTP) elogiarem as palavras do Presidente da República, mas sem nunca lhe referirem o nome nem o cargo.
Falavam de qualquer coisa como "órgãos institucionais".
Não gostei, sinceramente.
É nestas alturas que penso nas "correias de transmissão" do Partido Comunista.
À noite, nos telejornais, ouvi Mário Nogueira (Fenprof) e Carvalho da Silva (CGTP) elogiarem as palavras do Presidente da República, mas sem nunca lhe referirem o nome nem o cargo.
Falavam de qualquer coisa como "órgãos institucionais".
Não gostei, sinceramente.
É nestas alturas que penso nas "correias de transmissão" do Partido Comunista.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Bem me parece...
O secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, disse num almoço de celebração do 37.º aniversário da organização sindical que «aquilo a que se chama crise não é crise, é uma opção que interessa a alguns».
«Instituiu-se a crise, mas a crise não é para todos. Choca que no país haja uns quantos que determinam quanto querem enriquecer e depois, em nome da crise, pedem sacrifícios», afirmou Carvalho da Silva.
Segundo o líder da CGTP, este ambiente de crise serve para impor sacrifícios sociais. «A aposta em Portugal é levar o sacrifício social até ao limite».
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