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quarta-feira, 17 de março de 2010

Funcionários = automóveis

Ouvi na rádio que o Governo decidiu aplicar a regra do "saem 3, entra 1" aos automóveis, à semelhança do que já defendia para os trabalhadores do Estado.

Bem me parecia que o Governo não tinha os funcionários públicos em grande consideração...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O discurso de José Sócrates

Fiz o sacrifício de assistir, na íntegra, ao discurso de José Sócrates na abertura do Congresso do Partido Socialista.
Foram 51 minutos que quase me apetece definir numa palavra: vazio. Mas há outra que talvez se aplique melhor: demagogia.

A primeira parte da intervenção, cerca de um quarto de hora, foi o "discurso do nada".
Depois, retive algumas ideias.

José Sócrates falou da baixa do IMI e eu não a senti. Continuo a pagar um valor que julgo exorbitante para viver num modesto apartamento numa das zonas mais humildes de Coimbra. Muitas centenas de euros que me levam a pensar, sempre que sou obrigado a pagá-las, que estou a ser alvo de autêntico roubo.

José Sócrates criticou a comunicação social (falou de «director de jornal» e de «estação de televisão»), mas eu não dispenso as informações da Imprensa e passo bem sem o discurso dos políticos. Aliás, ainda esta semana se ficou a saber que a credibilidade dos políticos políticos anda pelas ruas da amargura - só 1% dos portugueses acredita neles.

José Sócrates falou das Novas Oportunidades e lembrei-me da dona do quiosque onde compro jornais. Quando, depois de ter obtido a certificação do 9.º ano, a tentei motivar para obter o 12.º ano, disse-me com convicção: «Não, não vou tirar. Não se aprende nada...».

José Sócrates falou do aumento dos salários dos Função Pública e eu só tenho visto diminuir, ano após ano, o salário da minha mulher, que é funcionária pública.

José Sócrates falou da aposta na educação e eu sei bem o que isso é, com um filho a estudar na Universidade em Lisboa. As propinas, a renda do quarto, as viagens, as refeições, os livros; cerca de 1.000 euros por mês. E qual é o apoio do Estado? Nada. Zero.

José Sócrates falou da reforma da Administração Pública e eu pensei logo no meu familiar que continua à espera (há quase um ano!!!) que as Finanças enviem o cartão de contribuinte.

Ou seja, em resumo: José Sócrates falou de um país e eu vivo noutro, completamente diferente.

Quanto pude ver, só houve um momento de entusiasmo durante o discurso: quando José Sócrates falou de nova maioria absoluta. Aí levantou-se quase toda a gente, braço no ar, a gritar «PS, PS, PS».
(Nessa altura, tive uma ideia: com a tecnologia hoje disponível, seria possível às televisões colocarem junto a cada rosto a profissão que desempenha, ficando-se assim a saber quais os que vivem das verbas do Estado - do nosso dinheiro colectivo, portanto - e quais os que não vivem. Seria esclarecedor, creio.)

Quanto aos restantes 48 minutos da intervenção de José Sócrates, os (poucos) grandes planos da RTP mostraram rostos desinteressados, tristes, desiludidos, sem ponta de entusiasmo visível.
Se a isso juntarmos o tom do discurso, uma mão-cheia de lugares-comuns, proclamados sem chama e sem emoção, tive a sensação de estar numa cerimónia algo de fúnebre - o "requiem" por esta maioria, quem sabe.
Nem mesmo o rosto de José Sócrates (que me pareceu cansado e sentir algumas dificuldades com o "teleponto") conseguiu desfazer a ideia que, a pouco e pouco, se foi formando no meu espírito.

Vão longe os tempos em que a Política era algo de empolgante em Portugal.


PS 1 - Mal acabado o discurso, ouvi Carlos Magno a tentar interpretar o "peso" do discurso. Como é óbvio, ele tem direito a ter opinião. Tal como eu. E a minha, contrariamente à dele, é simples de enunciar: foi um mau discurso. Se eu fosse professor (sem segundas intenções...), José Sócrates nem sequer iria à oral. Estava chumbado.

PS 2 - Nota curiosa: José Sócrates começou o discurso mais cedo do que o previsto (segundo ouvi na SIC) e terminou-o cinco minutos antes de começar o Benfica-Leixões.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Moda

Moda Primavera-Verão para funcionários públicos



quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Fumo e trabalho


Finalmente, a devida diferenciação!
(recebida por e-mail)

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Portugal e os outros

Voltámos ao tempo em que temos de ler jornais estrangeiros para perceber o que se passa em Portugal.
Cá, por exemplo, os sindicatos acusam o Ministério da Educação de lançar 45.000 professores no desemprego. Já. Em França, os professores estão preocupados porque o Governo quer despedir 11.200 professores em 2008!
(E não nos podemos esquecer que a França é seis vezes maior!)
CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR
(capa da edição de sábado do "Libération")

Por cá, o primeiro-ministro anuncia com pompa e circunstância o empréstimo de dinheiro a estudantes universitários, com "spread" maior ou menor consoante o aproveitamento escolar.
Aqui ao lado, em Espanha, o Governo empresta mais de 22.ooo euros sem juros!
CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR
(anúncio publicado ontem na Imprensa espanhola)

Para conhecer o mundo em que vivemos – e saber avaliar devidamente os acontecimentos – é necessário ter os olhos cada vez mais abertos.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Filha de peixe

De acordo com o "Correio da Manhã", Maria Monteiro, filha do ex-ministro António Monteiro, e que actualmente ocupa o cargo de adjunta do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, vai para a embaixada portuguesa em Londres.

Para que a mudança fosse possível, José Sócrates e o ministro das Finanças descongelaram, a título excepcional, uma contratação de pessoal especializado.

Contactado pelo jornal, o porta-voz Carneiro Jacinto explicou que a contratação de Maria Monteiro já tinha sido decidida antes do anúncio da redução para metade dos conselheiros e adidos das embaixadas.
As medidas de contenção avançadas pelo actual governo, nomeadamente o congelamento das progressões na função pública, começam a dar frutos.

Os sacrifícios pedidos aos portugueses permitem assegurar a carreira desta jovem de 28 anos que, apesar da idade, já conseguiu, por mérito próprio e com uma carreira construída a pulso, atingir um nível de rendimento mensal superior a 9000 euros.

É desta forma que se cala a boca a muita gente que não acredita nas potencialidades do nosso país, os zangados da vida que só sabem criticar a juventude! Ponham os olhos nesta miúda...
(excerto de texto publicado em "O Piolho da Solum")

COMENTÁRIO: Só mudam as moscas...

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Funcionários públicos

A NOTÍCIA
O Conselho de Ministro aprovou hoje uma resolução que aprova os princípios de bom governo das empresas do sector empresarial do Estado.
Entre as novas regras de bom governo estão a divulgação de remunerações dos gestores e dos planos de investimento, através do site da Direcção-Geral do Tesouro e Ministério das Finanças.

O COMENTÁRIO
Creio que uma boa medida é divulgar o salário de todos os funcionários públicos.
Quem lhes paga (nós, contribuintes) tem o direito de saber.