Mostrar mensagens com a etiqueta liberdade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta liberdade. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Política (triste) à portuguesa

A questão é simples: deixou de haver ligação ferroviária entre as estações de Coimbra-A e Coimbra-B.
O "chefe" dos socialistas de Coimbra parece que tomou posição sobre o assunto. Pode lê-la aqui.
Fica o problema resolvido? Não, fica na mesma.
Ou seja: o cidadão que pretende usar os comboios continua a ser prejudicado. Mas os rapazes fizeram um comunicado. E sentem-se aliviados, com certeza.
Quase 40 anos depois de Abril, podemos escrever que só as "moscas" é que são diferentes.

terça-feira, 27 de abril de 2010

25 de Abril: antes e depois

«O meu pai disse-me que os governantes de outrora não eram corruptos e que após o 25 de Abril nunca se viu tanta corrupção como actualmente.
Também me disse que a criminalidade aumentara assustadoramente em Portugal e que já há verdadeiras máfias a operar, vivendo à custa da miséria dos jovens drogados e da prostituição (...)»

(da "Carta de um aluno ao professor de História", recebida por e-mail)

domingo, 25 de abril de 2010

O meu 25 de Abril



Chego a casa e percebo que perdi grandes discursos na cerimónia comemorativa do 25 de Abril na Assembleia da República. Nomeadamente os de Aguiar-Branco, Jaime Gama e Cavaco Silva.
Cheguei tarde porque estive a comemorar o 25 de Abril à minha maneira: a varrer a rua onde moro e a desentupir as sargetas. A testemunhá-lo, estão quatro montes de lixo, junto ao passeio, que simbolicamente ofereço nesta data solene aos responsáveis pela higiene urbana da minha cidade - esses mesmos que, há meses, "enganaram" o Provedor do Ambiente quando lhe disseram que a rua onde moro estava 100% limpa.

Finalmente, aos responsáveis do país recordo (com a imagem abaixo publicada) a evolução da taxa de abstenção, que na minha modesta opinião é o melhor indicador quanto ao cumprimento dos ideais de Abril.

Viva a Liberdade!

sexta-feira, 5 de março de 2010

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Almeida Santos, as escutas, a PIDE e não só



Almeida Santos afirma hoje, no "Diário As Beiras", que as «Escutas são regresso ao tempo da PIDE».
E não é que é capaz de ter razão?... Mas nem só a propósito das escutas.
Hoje há medo de falar ao telemóvel. Hoje há uma quase osmose entre a política e os negócios. Hoje há jornalistas que são afastados de forma "esquisita" de órgãos de Comunicação Social. Hoje há textos que não são publicados com argumentos "esquisitos". Hoje há quem tente calar jornais. Hoje há "afilhados" sem preparação que são escolhidos para cargos com salários escandalosos. Hoje há filhos que herdam o lugar político dos pais. Hoje há corrupção por todo o lado. Hoje há negociatas escabrosas por todo o país.
Hoje os pobres estão mais pobres e os ricos estão mais ricos.
Almeida Santos é capaz de ter razão. Cada vez parece mais que vivemos no tempo da PIDE.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Há dias do "Diabo"

(clique na imagem para ampliar)

Hoje comprei este jornal. Para guardar.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Mário Crespo

Petição

Todos pela Liberdade!

(a enviar ao Presidente da Assembleia da República)


O primeiro-ministro de Portugal tem sérias dificuldades em lidar com a diferença de opinião.

Esta dificuldade tem sido evidenciada ao longo dos últimos 5 anos, em sucessivos episódios, todos eles documentados. Desde o condicionamento das entrevistas que lhe são feitas, passando pelas interferências nas equipas editoriais de alguns órgãos de comunicação social, é para nós evidente que a actuação do primeiro-ministro tem colocado em causa o livre exercício das várias dimensões do direito fundamental à liberdade de expressão.

A recente publicação de despachos judiciais, proferidos no âmbito do processo Face Oculta, que transcrevem diversas escutas telefónicas implicando directamente o primeiro-ministro numa alegada estratégia de condicionamento da liberdade de imprensa em Portugal, dão uma nova e mais grave dimensão à actuação do primeiro-ministro.

É para nós claro que o primeiro-ministro não pode continuar a recusar-se a explicar a sua concreta intervenção em cada um dos sucessivos casos que o envolvem.

É para nós claro que o Presidente da República, a Assembleia da República e o poder judicial também não podem continuar a fingir que nada se passa.

É para nós claro que um Estado de Direito democrático não pode conviver com um primeiro-ministro que insiste em esconder-se e com órgãos de soberania que não assumem as suas competências.

É para nós claro que este silêncio generalizado constitui um evidente sinal de degradação da vida democrática, colocando em causa o regular funcionamento das instituições.

Assistimos com espanto e perplexidade a esse silêncio mas, respeitando os resultados eleitorais e a vontade expressa pelos portugueses nas últimas eleições legislativas, não nos conformamos. Da esquerda à direita rejeitamos a apatia e a inacção.

É a liberdade de expressão, acima de qualquer conflito partidário, que está em causa.

Apelamos, por tudo isto, aos órgãos de soberania para que cumpram os deveres constitucionais que lhes foram confiados e para que não hesitem, em nome de uma aparente estabilidade, na defesa intransigente da Liberdade.

(para assinar clique aqui)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

«O Poder bateu no fundo»


«O Poder bateu no fundo. O primeiro-ministro já mostrou a sua face oculta e a sua 'entourage' revela uma baixeza aterradora.
Depois dos casos da Universidade Independente, do Freeport, das escutas de Aveiro, das pressões de Lopes da Mota, ainda há alguém que tenha dúvidas?
José Sócrates tem jeito para o cargo - volto a dizê-lo.
Mas tem um problema de carácter que já não consegue esconder e que começa a envergonhar o lugar.»
(José António Saraiva, no "Editorial" de hoje do semanário "Sol").

Já cheguei a esta conclusão há muito tempo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

«Não julguem que me intimidam»

«Ao escrever o meu artigo - já o segundo, visto, em tempos, o ter feito quando Marcelo foi saneado da TVI - nunca pensei que estava a tocar num ninho de víboras, mas foi isso que aconteceu. Ao longo das várias décadas em que tenho vindo a público a fim de expor as minhas opiniões, jamais recebi telefonemas como os que, desta vez, me chegaram. Excluindo a hipótese de os jornalistas que me contactaram estarem todos bêbados, alguém - e não estou a acusar a ERC, porque não tenho provas - andou pelas redacções a espalhar boatos. Não julguem que me intimidam.»
(Maria Filomena Mónica, no jornal "i")

Mário Crespo: problema resolvido (?)

«“O primeiro-ministro deste país disse que eu era um problema para resolver. Agora eu sou um problema resolvido no JN como Manuela Moura Guedes é na TVI e José Manuel Fernandes é no 'Público'. Começa a haver demasiados problemas resolvidos neste país”.»
(Mário Crespo, in jornal "i")

A decisão do JN

«(...) "Jornal de Notícias" podia ter decidido não publicar o texto de Mário Crespo com base no princípio de defesa da privacidade e das regras do jornalismo. Tal decisão seria, no entanto, invulgar, já que se tratava de um texto de opinião e não de um trabalho jornalístico. Mais: para tal decisão ser tomada, ela teria de corresponder a regras que fossem seguidas de forma escrupulosa pelo jornal. Não é o caso. O "JN" já tornou públicas conversas privadas e até o conteúdo de cartas anónimas. Ou seja, o "JN" exigiu a um colunista externo o que nem sempre exige na sua própria casa
(Daniel Oliveira, no "Expresso")

O pior primeiro-ministro

«Tenho em comum com Mário Crespo o facto de trabalharmos num grupo onde nada disto acontece (felizmente não será o único). Talvez não estejamos inteiramente preparados para o mundo 'lá fora', onde as palavras têm de ser medidas, onde não se pode escrever preto no branco, como aqui faço, que Sócrates é o pior primeiro-ministro no que respeita à Comunicação Social; o único que telefona e berra com jornalistas, directores, com quem pode. O único em que nestes mais de 30 anos que levo de vida jornalística, se preocupa doentiamente com o que dizem dele, em vez de mostrar grandeza e fair-play com o que de errado e certo propaga a Comunicação Social.

Lamento dizê-lo, tanto mais que é nosso primeiro-ministro e seguramente tem trabalhado muito e o melhor que sabe.

Mas é a verdade, e num momento destes a verdade não se pode esconder.»

(Henrique Monteiro, director do "Expresso")

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Lutar pela liberdade

«Hoje, quando se compram estações para silenciar noticiários e se afastam comentadores influentes e incómodos da TV do Estado, chegou a altura de constatar que isto já nem sequer é o princípio do fim da liberdade. É mesmo o fim da liberdade que foi desfigurada e exige que se lute por ela.»

(Mário Crespo, no "Jornal de Notícias")

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Violações e violadores

«Violar o segredo de justiça pode ser injusto para os inocentes. Mas não violar o segredo de justiça pode tornar tudo ainda mais fácil para os culpados.»

Mais um texto brilhante de João Miguel Tavares.
Antológico.

Dia de Liberdade



Este blogue celebra o 25 de Abril
e o 25 de Novembro.

Em nome da Liberdade.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Assino!

MANIFESTO ANTI-SILÊNCIO NA CÂMARA DE COIMBRA

O silêncio político de uma cidade é prenúncio da sua morte.


Uma cidade que aceita que o seu governo troque a abertura e o escrutínio público pela decisão fechada, tomada entre as quatro paredes duma sala de sessões, é uma cidade que vende o futuro.


Ocultar a face sobre a forma como as decisões são tomadas em nosso nome é renegar todo um passado de abertura e transparência, é um inaceitável comportamento político redutor da qualidade da democracia e indutor da suspeição e da desconfiança.
Uma cidade onde o presidente manda e os vereadores obedecem, cozinham acordos ou dormem sobre os dossiers não é uma cidade de futuro.


Fazer da Câmara de Coimbra um bunker onde se decide em segredo, afastando os jornalistas da reuniões do Executivo, não consta de nenhuma das propostas eleitorais que sufragámos nas recentes eleições e impedir os jornalistas de assistir às reuniões da Câmara – prática seguida em sucessivos mandatos – não foi um compromisso eleitoral anunciado, nem uma intenção manifestada.


Calar vereadores e silenciar a comunicação social é um acto de medo e de censura numa cidade onde se canta liberdade.


Os signatários querem continuar a saber como decidem os eleitos locais em sua representação e não aceitam o esbulho a esse direito pelo que se manifestam:


• Pela transparência autárquica na sua cidade;


• Pela presença da comunicação social nas sessões da Câmara;


• Contra o silêncio político na Câmara de Coimbra.


Coimbra, 20 de Novembro de 2009

Os signatários,
João Silva


Obviamente, eu também assino.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Vital regressou

«É preciso não ter o mínimo de escrúpulos políticos»: é «simplesmente obsceno.» É desta forma que Vital Moreira, que foi cabeça-de-lista do PS nas eleições europeias de Junho, classifica a reacção do seu rival político, Paulo Rangel, que hoje voltou a dizer existir «condicionamento da liberdade de expressão» em Portugal.

Tal como noutras ocasiões, sinto-me muito mais perto de Rangel do que de Moreira.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Palavras sensatas


«(...) o mais relevante é que DN não se preocupa em investigar ou informar sobre se, na realidade, houve ou não "espionagem" política por parte do Gabinete de José Sócrates. Este ponto, de enorme gravidade para a democracia, não parece interessar o DN. Toda a notícia é construída como se o relevante fosse o "mensageiro" das pistas para a notícia e não a notícia em si, ou seja, a realidade dos factos. A primeira página do jornal apresenta Fernando Lima como culpado. Repare-se na fotografia em fundo preto. A manchete fala do tema como se este tivesse sido fabricado (o DN usa o termo “encomendado”) na Presidência da República, sem colocar sequer a hipótese de haver fundamento real para tais suspeitas.»
(Paulo Marcelo, in blogue "Jamais")