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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

CTT

nota de crédito emitida pelos CTT em 8 de Fevereiro foi entregue ontem (23 de Fevereiro). Ou seja, o percurso entre Lisboa e Coimbra demorou 16 dias a percorrer! Em correio registado.

Acresce que a nota de crédito fica a dever-se a um erro dos próprios CTT, que decidiram pesar um envio postal a dobrar.

Ainda a tempo: o recibo correspondente à nota de crédito pode ser pago em qualquer estação dos CTT, mas o reembolso do valor da nota de crédito não pode ser efectuado numa estação dos CTT. Conclusão: o cliente é ainda obrigado a assumir as despesas de tratar do assunto por via postal.

(Assim vai Portugal - I)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Fabulosa!



Para pedir a retenção do correio durante 15 dias os CTT exigem uma cópia do pacto social da empresa. Todos os anos é a mesma coisa – já lá têm uma boa colecção de pactos sociais da empresa onde trabalho...

Mas hoje não quero escrever mais sobre a burocracia portuguesa.
Prefiro ouvir esta voz grandiosa que canta a alma de Portugal.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Portugal, século XXI

O cidadão chega à estação de correios e tira a senha.
São 12H17. Está apenas uma funcionária ao balcão.
Olha o número e vê que tem 14 pessoas à sua frente.
O talão informa que o tempo previsto de espera é de hora e meia.
Desiste dos CTT. Vai almoçar.

* * * * *

Depois do almoço, o cidadão dirige-se à PT.
São 13h22. Está apenas um funcionário ao balcão, enquanto na sala outro tenta vender serviços do Meo.
Tira a senha. «Atendimento previsto» dentro de 22 minutos.
Vira costas, com ar satisfeito.
O dia, afinal, estava a correr lindamente – em tempo de crise, poupara umas dezenas de euros.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Ando mesmo sem tempo

Ainda não é hoje que consigo fazer o "balanço" das férias e partilhar com os leitores do blogue algumas opiniões.

Tenho ideia de falar dos Jogos Olímpicos (e do novo "herói", o lançador Marco Fortes), de um dos livros que li nas tardes de esplanada à beira-mar ("Golpe de estádio"), do prazer de assistir descansado ao melhor telejornal português (o "Jornal das 9", da SIC Notícias) e da redescoberta de ler algumas reportagens de "A Bola" com satisfação.

Tanta coisa... E a insegurança crescente nas ruas, os filhos de José Sócrates a estudar em colégio privado, o silêncio da líder do PSD, o "kitsh" das noites de Buarcos, a ida à ópera no CAE Santana Lopes e o constante mau cheiro junto à estação elevatória de esgotos na marginal da Figueira (que também lá tem uma placa a informar que foi Santana Lopes quem a inaugurou).

Não posso deixar de louvar o profissionalismo do carteiro que honra os CTT ao longo da Avenida do Brasil e lamentar a falta de "sentido comercial" de estabelecimentos que encerram às 22 horas numa zona de férias ou daqueles que não deixam de fechar portas mesmo em Julho e Agosto.
E da ida à "feira de Agosto", no dizer de um dos funcionários, no Casino da Figueira, onde se assiste a espectáculo de qualidade pelo preço de um descafeinado.

Foram umas férias cheias, descansadas.
Falta-me ainda o tempo para falar delas com a tranquilidade exigida.

domingo, 13 de abril de 2008

Coimbra negra

Coimbra não era, normalmente, motivo de notícia nos meios de comunicação social nacionais.
Passavam-se meses e meses, anos e anos, sem um referência. E quando ela surgia era, geralmente, devido a uma nova técnica cirúrgica ou a qualquer daqueles acontecimentos que são sempre notícia - o acidente, a inundação, o incêndio, a derrocada de um prédio.

Nos últimos tempos, porém, tudo mudou.
Coimbra aparece regularmente nos grandes "media". E pelos piores motivos.

Ontem, a capa do "Sol" era dedicada ao negócio do prédio dos CTT na Avenida Fernão de Magalhães.
No "Expresso", no caderno de Economia, uma página inteira dedicada às contas da Lusitanea.

Outro assunto presente com regularidade nos jornais nacionais ("Jornal de Notícias" e "Correio da Manhã" são dois exemplos da semana passada) refere-se à construção dos "Jardins do Mondego" e aos crimes de que é acusado o presidente da Académica/OAF.

Ainda há bem pouco eram as notícias sobre o parque de estacionamento da "Bragaparques" (que, inexplicavelmente, continua a ostentar a placa da Loja do Cidadão quando nada tem a ver com ela...).

Eu, conimbricense por nascimento e por vontade própria, não me revejo nesta face de Coimbra.
Mais: não gosto - creio que ninguém gosta... - de ver o nome da minha cidade arrastado pela lama.

Os tribunais dirão de sua justiça. Por outro lado, não sei se a corrupção é um fenómeno tão generalizado na sociedade portuguesa como as constantes notícias sobre Coimbra fazem querer; afinal, o que acontece na minha cidade aconteceria em todas as outras e em idêntico grau.
O que sei é que esta explosão de "casos" em Coimbra é recente.

Talvez aqui esteja um bom motivo de estudo para os sociólogos - cá da terra ou de fora.

Capa do "Sol" de 12 de Abril de 2008