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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Senhas de presença em Coimbra

Encarnação considerou que «aquela ideia dos boys é absolutamente tola, ridícula e absurda», garantindo que «as pessoas vêm aqui por vontade de servir». No caso dos SMTUC e da Turismo de Coimbra, o presidente do município revelou que, «tirando Manuel Oliveira que recebe como administrador-delegado, os restantes recebem apenas senhas de presença».
(in "Diário de Coimbra" de hoje)

Lemos e ficamos sem saber nada.
Quanto é o valor de cada senha de presença? Vinte euros? Cinquenta euros? Duzentos e cinquenta euros? Quinhentos euros?
Presença em quê? Reuniões, provavelmente. E quantas reuniões há? Uma por ano? Uma por mês? Uma por quinzena? Uma por semana?

Eis o exemplo perfeito de uma informação que... pouco informa.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Lisboa: os transportes públicos

Gosto de ir à capital e ver como o meu dinheiro está a ser aplicado.

Lisboa, em termos de transportes públicos, é um luxo.
Pago, mas vale a pena.
(Só tenho pena de pagar o ano inteiro e apenas usufruir do investimento nas escassas vezes que lá me desloco...)

Ontem, fui de comboio até à Gare do Oriente.
Tinha uma reunião na zona do Campo Pequeno.
Como é óbvio, utilizei o "meu" Metro.

O bilhete de ida e volta custou 1,45 euros.
Fiz seis viagens, em três linhas diferentes, por este preço!

É nestas ocasiões que sinto que o meu dinheiro é bem utilizado.
Gosto de Lisboa também por isso.

Em Coimbra, a coisa é diferente.
Para ir de autocarro da Estrada de Eiras até à (porca, velha, suja e feia) Estação de Coimbra-B tive de pagar 1,50 euros! Só por uma viagem.

Eu sei que Lisboa explora o resto do país.
Mas até nem me importo muito, porque de cada vez que vou a Lisboa – de chapéu na mão e com muito respeito, é claro... – sou tratado como um senhor.


domingo, 11 de maio de 2008

Que rico país!

«Voltando aos [presidentes de Câmara] reformados que se declaram como tal, ou têm os seus nomes nas listas da Caixa Geral de Aposentações posteriores a 2000, eles são 135 ao todo (44 por cento dos 308), correspondendo o número mais significativo ao distrito de Santarém, onde 15 dos 21 presidentes de câmara em funções já estão reformados.

Os outros distritos que têm metade ou mais de metade dos presidentes reformados são Faro (dez em 16), Coimbra (nove em 17), Beja (sete em 14) e Leiria (oito em 16).

Com menos reformados destacam-se os Açores (dois em 19), a Madeira (dois em 11) e os distritos de Bragança (quatro em 12) e de Évora e da Guarda (cinco em 14).»
(in “Público” de hoje)

domingo, 4 de novembro de 2007

Domingo mole...

De manhã, ouço o ministro da Administração Interna afirmar que o facto de ter havido poucos fogos este Verão se deve às medidas tomadas pelo Governo e não às condições atmosféricas.
Não fosse 2007 o ano em que mais choveu no período estival, e em que a temperatura média foi mais baixa, seríamos tentados a acreditar nas palavras do ministro. Assim...

Começa a noite e ouço nas notícias que o presidente da Câmara Municipal de Lisboa já pagou milhões de euros de dívidas da autarquia.
É de homem!
(Porque é que são as câmaras que devem, mas são os presidentes que pagam?!)

sábado, 24 de março de 2007

Retrato do país

O Tribunal de Contas fez uma auditoria a este estranho universo das empresas municipais e descobriu pormenores escabrosos da forma como o dinheiro dos contribuintes é gasto.
(Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto do "Correio da Manhã").

domingo, 11 de março de 2007

Parecer


(da capa de ontem do "Público")