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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Limpeza geral, precisa-se


Será que deste título, da capa do "Público" de hoje, se pode concluir que andam todos a roubar?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Lixo tóxico: PS ausente da sala


Decorreu esta noite uma reunião entre a comissão representativa da Assembleia Municipal coimbrã e os deputados da Assembleia da República eleitos pelo círculo de Coimbra para debater a suspensão do processo de co-incineração de resíduos industriais perigosos, vulgo lixo tóxico.
Compareceram todos os deputados (um do CDS, um do Bloco de Esquerda e quatro do PSD) menos os que foram eleitos pelo Partido Socialista.
O Partido Comunista fez-se representar por uma deputada eleita pelo círculo de Lisboa, já que não elegeu qualquer deputado por Coimbra.

Esta é apenas mais uma prova da vontade de dialogar dos socialistas.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O cinismo de Louçã


Se há coisa que me irrita é o cinismo.
Francisco Louçã, depois de ter sido ultrapassado pelos centristas, denomina agora o CDS de extrema-direita parlamentar.
Como classificar, então, o Bloco de Esquerda?
Talvez de extrema-extrema-esquerda parlamentar.

Se há agrupamento radical é o BE.
No meio de algumas ideias defensáveis, surgem outras que são verdadeiras tontices.
Tão tontas que, apesar do BE defender a proibição dos "rodeos", houve um em Salvaterra de Magos, apoiado pela única Câmara Municipal afecta ao BE.

Por outro lado, já se viu que o BE só terá existência enquanto estiver longe do Poder.
Veja-se o que sucedeu com José Sá Fernandes: eleito vereador em Lisboa, com assinalável poder nas mãos, "saltou" agora para as listas do Partido Socialista.

Louçã é como aqueles artistas que são contratados para animar as bodas dos casamentos: cantam três ou quatro canções e vão-se embora.
O líder do BE é bom na Assembleia da República, porque só fala durante três minutos. Ou, então, nos "directos" televisivos, em que repisa os "soundbytes" durante 30 a 40 segundos. Quando apareceram os frente-a-frente foi o descalabro.
Um descalabro tão grande que fez o BE ficar atrás até do CDS, depois de Louçã passar dias a repetir vezes sem conta que estava preparado para ser... primeiro-ministro!

O Bloco é um pagode.
Valha-nos isso. Com eles a política é mais engraçada.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Os professores e o ministro

O FACTO
A maioria socialista chumbou hoje o projecto do CDS-PP para suspender o actual modelo de avaliação dos professores, com 116 votos contra e 113 a favor. O diploma contou com o voto a favor dos proponentes, do PSD, PCP, BE, PEV e dos dois deputados não inscritos. Ao lado da oposição votaram ainda quatro socialistas (Manuel Alegre, Teresa Portugal, Júlia Caré e Eugénia Alho) e a independente Matilde Sousa Franco. (in "Público")

A OPINIÃO DO MINISTRO
«A derrota do projecto do CDS será a vitória da agenda reformista do Governo. (...) Será a vitória dos deputados livres que não se deixam chantagear, daqueles que não estão na câmara corporativa a defender interesses profissionais, estão na Assembleia da República a defender os interesses dos portugueses». (Augusto Santos Silva, ministro dos Assuntos Parlamentares)

A MINHA OPINIÃO
Penso de maneira diferente do ministro. Felizmente.
Quem demonstrou ser efectivamente livre dá pelo nome de Manuel Alegre, Teresa Portugal, Júlia Caré e Eugénia Alho.
Em breve teremos, com toda a certeza, a "prova dos nove" dessa liberdade. Vai uma aposta?

Professores: acto democrático

(clique na imagem para ampliar)

Esta dúzia de professores, deputados do Partido Socialista, votaram hoje ao lado do Governo e contra a proposta do CDS, que tentava dar força legal à vontade da esmagadora maioria dos professores, já manifestada de diversas formas.

A iniciativa de identificar os professores-deputados foi da Fenprof.
Uma iniciativa louvável.

Num regime democrático, como o nosso, qualquer deputado pode assumir as posições que a consciência lhe ditar. E nós, cidadãos eleitores, temos o direito de saber como votam.

Recordo que quando foi aprovada a "Lei do Aborto" quis saber como tinham votado os deputados eleitos por Coimbra. Contactei os serviços da Assembleia da República e diversos grupos parlamentares. E não consegui saber o que queria - apenas soube como votaram os deputados que apresentaram "declaração de voto".

Por tudo isso, acho louvável a atitude da Fenprof - uma organização de professores: dar a conhecer à comunidade (os professores e os não-professores) como votaram os deputados-professores numa questão que diz directamente respeito à sua actividade profissional.

Não, não é perseguição.
É, apenas, responsabilização.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Impressões na mudança de ano

O prometido é devido.
Embora com um dia de atraso («O homem põe e Deus dispõe»), cá estão as impressões sobre alguns acontecimentos do final de 2008 e início de 2009.

JAIME SOARES não concorda com a decisão de Manuela Ferreira Leite de impedir os candidatos autárquicos de concorrerem à Assembleia da República. Li as declarações no "Público". Jaime Soares diz que os autarcas que forem eleitos para a Assembleia só lá podem estar seis meses; depois terão de optar. Para ele é tudo claro. Penso que faltou ao jornalista fazer duas perguntas: se optar pela Assembleia, não estará a enganar os eleitores do concelho (que votaram para que ficasse na Câmara)? e se optar pela Câmara, não estará a enganar os eleitores do distrito (que votaram para ficasse na Assembleia)? Claro que Jaime Soares nem sequer pensa nisso. É por estas e por outras que a credibilidade dos políticos está como está. Basta ler os comentários no "Público" para perceber como a realidade do dia-a-dia, das pessoas que trabalham e pagam impostos, é diferente da realidade política.

A DERROTA mais dolorosa da "minha equipa" aconteceu no sábado passado em Porto de Mós, como já relatei no blogue respectivo.

OS "FOGUETES DE LÁGRIMAS", como se dizia quando era miúdo, voltaram a Coimbra na passagem de ano. Vi à distância, no terraço de um amigo. Foram 13 minutos a queimar, bem mais (e melhor) fogo do que nas Festas da Rainha Santa, quando dezenas de milhar de pessoas visitavam a cidade. Crise?! Qual crise? (A mesma Câmara que gastou milhares de euros com os foguetes veio, dias depois, pedir aos cidadãos para oferecerem cobertores para distribuir aos sem-abrigo. Parece que andamos a brincar, num "país de malucos"...)

APROXIMAM-SE ELEIÇÕES e o "Diário As Beiras" foi ouvir os responsáveis concelhios dos partidos. Tenho lido os títulos e olhado as fotos. (Prometi a mim mesmo perder pouco tempo com as "tricas" da Política: eles dizem uma coisa, a malta vota neles e depois eles fazem outra, impunemente. Então, já que não é possível puni-los, pelo menos não me sinto enganado. Não leio, pronto. E quanto a ir votar... estou a reflectir.) Mas voltemos ao jornal e às entrevistas. Manuel Oliveira: «Encarnação saberá ouvir Concelhia PSD na escolha dos vereadores». Henrique Fernandes: «PS vai ganhar as eleições em Coimbra». Francisco Queirós: «Candidato será conhecido a 14 de Fevereiro». Luís Providência: «CDS garante estabilidade da coligação na Câmara de Coimbra». Estes foram os títulos de 1.ª página. Agora olhem para as fotos que os acompanham e digam-me o que acham. Para mim, a única afirmação que acolho sem reservas é a do dirigente comunista.

A BRIOSA continua, imparável, a caminhar para o abismo. O clube perdeu identidade e, como resultado disso, as bancadas do estádio situado dentro do ECC (Empreendimento Comercial do Calhabé) estão cada vez mais vazias. Esta semana, num jogo para a "Taça da Liga", terão estado 615 espectadores (números oficiais) ou 287 (contagem da Rádio Universidade). Ao que isto chegou! Há um amigo meu que está convencido que o sistema de contagem de espectadores soma os pés, mas que depois esquece-se de dividir o número por dois... Cá por mim, há cerca de ano e meio que decidi deixar de me deslocar ao estádio, porque não vou a sítios aonde me sinta maltratado. E como me sinto tratado de forma terceiro-mundista no estádio do Calhabé (se quiserem, eu explico porquê), deixei de lá ir. Mas fui pagando as quotas de associado da Briosa. Até há pouco.

LIXO na cidade é muito. A cidade está porca. Sobretudo em algumas zonas. Até pensei que tinha deixado de haver varredores. Mas não, não acabaram. Noutro dia encontrei vários deles, em plena actividade. Até tirei fotos aos homens, às vassouras e ao carro de mão. Sabem onde? Na Solum, nas imediações do "Dolce Vita". Na minha rua, na freguesia de Eiras, nunca os vi - e já lá moro há 13 anos. Ou seja, a "Coimbra dos ricos" tem varredores, a "Coimbra dos pobres" não tem. Porca miséria.

A OBRA DO ANO 2008 em Coimbra, para mim, é indiscutível: a rotunda da Estrada de Eiras. Uma beleza! Volto a escrever o que já aqui escrevi: o autor do projecto deveria ser distinguido e o seu nome conhecido de todos os conimbricenses. Foi construída, logo alterada e depois novamente alterada. Os acidentes sucedem-se. Os trabalhadores da Câmara estão no local repetidamente para "remendar" os estragos. É a obra mais acompanhada de sempre em Coimbra. Os veículos pesados vêm-se aflitos para a circundar, os camiões de abastecimento do "Minipreço" não conseguem entrar à primeira. É um óptimo local para recolher jantes, pára-choques e outros adereços automóveis. Basta passar perto das 8 da manhã para ver o espólio da rotunda aumentar. Tenho fotos de várias destas situações, que em breve aparecerão aqui no blogue. Bem sei que é uma simples rotunda. Mas é nas pequenas obras que, muitas vezes, se alicerçam as grandes políticas. A rotunda da Estrada de Eiras é exemplar.

CORTEJO DOS REIS voltou às ruas de Coimbra. Li os dois diários, pela manhã, e fiquei a saber que a cidade se alheara da iniciativa. Afinal, as notícias diziam uma coisa e a realidade tinha sido outra... Mais tarde, um amigo que se deslocara aos Olivais, para assistir à chegada dos Reis disse-me que muitas centenas de pessoas enchiam por completo a escadaria da Igreja de Santo António. Afinal, os jornais - pressionados pela hora tardia do cortejo e a necessidade de "fechar" as edições - falavam do início do cortejo; o meu amigo falou-me do final do cortejo. A "vida dos jornais" tem destes perigos.

O CHEQUE referia 25 euros em algarismos e «trinta e cinco euros» por extenso. A instituição bancária onde o cheque foi depositado decidiu devolvê-lo e debitar mais de 13 euros ao titular da conta. A proceder assim, não tenho dúvidas de que os lucros da Banca vão continuar a ser substanciais. O "caso do cheque" segue agora para o Banco de Portugal.

ASUS é marca de computadores de que nem quero ouvir falar. O computador de secretária, comprado há dois ou três anos, necessita de uma fonte de alimentação nova. Ando há dois meses a tentar comprá-la, já enviei uma dezena de e-mails para a Asus e... nada. Portanto, se comprarem um Asus, tiverem um problema como eu tive e ficarem com uma máquina quase nova inutilizada, não se queixem, por favor. Estão avisados.

«CARTÃO DE CONTRIBUINTE no país do Simplex» bem poderia ser o tema de um conto. Ou de uma novela. O cidadão que requereu a emissão de um cartão de contribuinte em Fevereiro de 2008 ainda continua à espera que as Finanças lho enviem. Afinal, só se passaram 11 meses!!! As televisões mostaram-nos um país de Empresa na Hora, Cartão do Cidadão, Simplex e Magalhães. A realidade, afinal, é bem mais negra. (Aliás, parece que uma televisão vai contar em breve este caso exemplar...).

CASO DO CONCURSO CAMARÁRIO. O tal que foi aberto durante três dias em pleno Verão. E que acabou em finais de Dezembro de forma pouco habitual. Prometo e cumpro: não falo nele. Mas penso que alguém deveria investigar.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Barraca no Parlamento

Nem o choque tecnológico nem as novas oportunidades evitaram hoje uma situação caricata no Parlamento, aquando da votação da moção de censura ao Governo.
Vejam lá que os votos do PCP apareceram no quadro electrónico como sendo do CDS e vice-versa. Por outro lado, o presidente da Assembleia da República teve de estar a explicar aos deputados como proceder para poderem votar, utilizando um sistema que "já tem barbas".
Estamos em Portugal.

segunda-feira, 19 de março de 2007

Telenovela no CDS


Tem "ares" de telenovela mexicana o PREC (Processo Renovador Em Curso) no CDS.

Há pouco, na televisão, Telmo Correia afirmava que Maria José Nogueira Pinto (que falou ao princípio da tarde) demorou 24 horas a dizer que tinha sido agredida fisicamente por um deputado.
24 horas??? Que relógio usará Telmo Correia?

Agora vejo uma conselheira a lamentar que Pires de Lima tenha usado linuagem injuriosa.

Entretanto, anuncia-se para as 20h00 uma comunicação televisiva de Ribeiro e Castro.

Para o folhetim estar concluído só falta Santana Lopes imitar Paulo Portas...

(Será que ninguém lhes consegue fazer ver que o tempo deles já passou?)

sábado, 10 de março de 2007

Pergunta... política

O "Paulinho das feiras" terá evoluído, depois da passagem pelo Governo, para "Paulo dos hipermercados"?