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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Criatividade à volta da selecção

À moda de Lisboa



À moda do Porto


A melhor capa (e o melhor título) de hoje

sábado, 21 de março de 2009

Poder da Imprensa: o caso do provedor de Justiça

A entrevista do provedor de Justiça à "Visão" desencadeou um autêntico terramoto político.
É este o poder da Imprensa: divulgar aquilo que alguns gostariam de esconder.

* * * * * * * *

Este assunto do provedor de Justiça parece-me muito mal explicado.
Manuela Ferreira Leite afirmou que o PS fez uma «inusitada indicação de nomes sucessivos».
Alberto Martins (está tão diferente...) informou que o PS quer Jorge Miranda a exercer o cargo.
Em que é que ficamos?
Ferreira Leite faltou à verdade?
Rui Alarcão e António Arnaut foram, ou não, indicados também pelo PS?
Quantos mais nomes vão ainda os socialistas indicar?
Há dias específicos para a sugestão de nomes? As terças e as quintas-feiras, por exemplo?

Conclusão: outra trapalhada.

* * * * * * * *

Finalmente, Nascimento Rodrigues tomou a atitude que há muito se impunha: abandona o cargo no fim do mês.
É de homem!
(Tenho para mim que é sempre melhor uma boa ruptura que um mau consenso.)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O discurso de José Sócrates

Fiz o sacrifício de assistir, na íntegra, ao discurso de José Sócrates na abertura do Congresso do Partido Socialista.
Foram 51 minutos que quase me apetece definir numa palavra: vazio. Mas há outra que talvez se aplique melhor: demagogia.

A primeira parte da intervenção, cerca de um quarto de hora, foi o "discurso do nada".
Depois, retive algumas ideias.

José Sócrates falou da baixa do IMI e eu não a senti. Continuo a pagar um valor que julgo exorbitante para viver num modesto apartamento numa das zonas mais humildes de Coimbra. Muitas centenas de euros que me levam a pensar, sempre que sou obrigado a pagá-las, que estou a ser alvo de autêntico roubo.

José Sócrates criticou a comunicação social (falou de «director de jornal» e de «estação de televisão»), mas eu não dispenso as informações da Imprensa e passo bem sem o discurso dos políticos. Aliás, ainda esta semana se ficou a saber que a credibilidade dos políticos políticos anda pelas ruas da amargura - só 1% dos portugueses acredita neles.

José Sócrates falou das Novas Oportunidades e lembrei-me da dona do quiosque onde compro jornais. Quando, depois de ter obtido a certificação do 9.º ano, a tentei motivar para obter o 12.º ano, disse-me com convicção: «Não, não vou tirar. Não se aprende nada...».

José Sócrates falou do aumento dos salários dos Função Pública e eu só tenho visto diminuir, ano após ano, o salário da minha mulher, que é funcionária pública.

José Sócrates falou da aposta na educação e eu sei bem o que isso é, com um filho a estudar na Universidade em Lisboa. As propinas, a renda do quarto, as viagens, as refeições, os livros; cerca de 1.000 euros por mês. E qual é o apoio do Estado? Nada. Zero.

José Sócrates falou da reforma da Administração Pública e eu pensei logo no meu familiar que continua à espera (há quase um ano!!!) que as Finanças enviem o cartão de contribuinte.

Ou seja, em resumo: José Sócrates falou de um país e eu vivo noutro, completamente diferente.

Quanto pude ver, só houve um momento de entusiasmo durante o discurso: quando José Sócrates falou de nova maioria absoluta. Aí levantou-se quase toda a gente, braço no ar, a gritar «PS, PS, PS».
(Nessa altura, tive uma ideia: com a tecnologia hoje disponível, seria possível às televisões colocarem junto a cada rosto a profissão que desempenha, ficando-se assim a saber quais os que vivem das verbas do Estado - do nosso dinheiro colectivo, portanto - e quais os que não vivem. Seria esclarecedor, creio.)

Quanto aos restantes 48 minutos da intervenção de José Sócrates, os (poucos) grandes planos da RTP mostraram rostos desinteressados, tristes, desiludidos, sem ponta de entusiasmo visível.
Se a isso juntarmos o tom do discurso, uma mão-cheia de lugares-comuns, proclamados sem chama e sem emoção, tive a sensação de estar numa cerimónia algo de fúnebre - o "requiem" por esta maioria, quem sabe.
Nem mesmo o rosto de José Sócrates (que me pareceu cansado e sentir algumas dificuldades com o "teleponto") conseguiu desfazer a ideia que, a pouco e pouco, se foi formando no meu espírito.

Vão longe os tempos em que a Política era algo de empolgante em Portugal.


PS 1 - Mal acabado o discurso, ouvi Carlos Magno a tentar interpretar o "peso" do discurso. Como é óbvio, ele tem direito a ter opinião. Tal como eu. E a minha, contrariamente à dele, é simples de enunciar: foi um mau discurso. Se eu fosse professor (sem segundas intenções...), José Sócrates nem sequer iria à oral. Estava chumbado.

PS 2 - Nota curiosa: José Sócrates começou o discurso mais cedo do que o previsto (segundo ouvi na SIC) e terminou-o cinco minutos antes de começar o Benfica-Leixões.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O país em recortes



(clique nas imagens para ampliar)
in "sites" do Correio da Manhã e do Público

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A importância da vírgula

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.

ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.


Mensagem adicional:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

– Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
– Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.

(Campanha dos 100 anos da Associação Brasileira de Imprensa; recebida por e-mail)

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Capas de jornais desportivos

Há quem diga que "A Bola" privilegia a informação do Benfica, que "O Jogo" é "próximo" do FC Porto e que o "Record" dá mais atenção ao Sporting.
Há quem diga...
(clique nas imagens para ampliar)

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Recortes do fim-de-semana

Esta foi uma semana complicada.
Muito trabalho (felizmente!); jornadas de 10 e 12 diárias, quase ininterruptas.

Consegui, finalmente, colocar no blogue os "recortes de jornais" do último fim-de-semana.

Estão aqui.

sábado, 13 de outubro de 2007

Jornal gratuito / Brisa irritante

Entrei na tabacaria onde compro normalmente jornais em Lisboa.
À porta, do lado de dentro, um jovem ofereceu-me a edição especial do "Jornal de Negócios" com todos os pormenores sobre o Orçamento do Estado para 2008.

Era o que eu procurava, porque sabia que o jornal só seria distribuído na zona da Grande Lisboa.
Correu tudo tão bem que... nem foi necessário pedir.

Mas o Jornal de Negócios foi mais longe: o jornal está integralmente disponível na Internet, em "pdf". É só descarregar para o computador.
Aqui.

PS - As promoções da Brisa, por seu lado, são um autêntico "inferno". Ontem visitei três áreas de serviço e não havia gps N'Drive. A promoção começou há dias e já esgotou. Fica prometido: nos próximos dias peço o Livro de Reclamações, para protestar contra publicidade enganosa. E ainda: as próximas 5 viagens a Lisboa serão feitas de comboio; fica mais barato e é a forma que tenho de fazer sentir à Brisa o meu protesto. Vão ver 120 euros a voar...

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Tiragens dos jornais

"Diários generalistas venderam menos 12.750 exemplares por dia". A notícia está no sítio da "Meios e Publicidade". Aqui.

A Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT) é a entidade que certifica os "números".

No que diz respeito à Imprensa Regional (onde se incluem os dois jornais diários que se publicam em Coimbra), os dados estão disponíveis aqui.

sábado, 27 de janeiro de 2007

Apitadela

Tão absurdo como este quadro só mesmo a quase tristeza evidenciada por Domingos Paciência no final do jogo. Caramba, toda a gente sabe que ele é do Porto, que lá jogou, que lá brilhou, que ao Porto quer por certo voltar, enfim, tudo isto é natural e ninguém lhe leva a mal. Agora, querer tapar o sol com uma peneira em relação, por exemplo, à cotovelada de Quaresma a Tixier – diz que não viu muito bem o lance... -, é demais! Foi mesmo à sua frente, a um metro do seu nariz!

(
Hélio Nascimento, em texto de opinião publicado no "Record on line" às 19h51. Texto completo aqui.)