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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Manuel Alegre e José Lello
Apenas um comentário: Manuel Alegre deve estar muito preocupado com a falta de "empenho" de José Lello. Nem deve dormir...
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Manuel Alegre: «É preciso repor a decência»
«É preciso repor a decência na nossa vida política, assim como restabelecer a confiança e credibilização das instituições. Este deve ser o discurso de quem quer uma vida democrática sã. Os responsáveis políticos e da justiça não se podem misturar».
(Manuel Alegre, hoje)
Admirador de Manuel Alegre e de muitas das suas opções, fico com uma dúvida: a quem se estaria ele a dirigir?
E ocorre-me agora uma outra dúvida: esta intervenção não deveria ser repetida numa daquelas reuniões plenárias do Partido Socialista?
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Reflexões pré-eleitorais
1.
2.
3.
PS - Domingo é dia de vindimar. Literalmente. Lá estarei, Jorge, nas faldas da Estrela.
Terminada a campanha eleitoral, verifico que os grandes temas foram os seguintes:
a) "Jornal Nacional de sexta-feira" da TVI
b) Afastamento de Manuela Moura Guedes
c) Asfixia democrática
d) Vigilância ao Presidente da República
e) Gato Fedorento esmiúça os sufrágios
f) Salazar
Os partidos, como é óbvio, têm todo o direito de escolher os temas que mais ajudem a esclarecer os eleitores.
O mesmo direito, aliás, que eu - cidadão eleitor - tenho de, depois de amanhã, agir em conformidade.
a) "Jornal Nacional de sexta-feira" da TVI
b) Afastamento de Manuela Moura Guedes
c) Asfixia democrática
d) Vigilância ao Presidente da República
e) Gato Fedorento esmiúça os sufrágios
f) Salazar
Os partidos, como é óbvio, têm todo o direito de escolher os temas que mais ajudem a esclarecer os eleitores.
O mesmo direito, aliás, que eu - cidadão eleitor - tenho de, depois de amanhã, agir em conformidade.
2.
O anúncio da visita do Papa a Portugal, em Maio do próximo ano, feito ontem pela Presidência da República, suscita-me as seguintes reflexões:
a) Não consigo entender a visível "incomodidade" dos principais dignitários da Igreja portuguesa;
b) Não compreendo que razões justificariam que o anúncio da visita fosse adiado por causa das eleições;
c) Parece-me que - finalmente! - Cavaco Silva vai começar a agir do modo que os seus eleitores gostariam que tivesse agido desde o primeiro dia no Palácio de Belém, deixando de agir "ao gosto" daqueles que votaram Manuel Alegre, Mário Soares, Jerónimo de Sousa ou Francisco Louçã. Mais vale tarde do que nunca.
a) Não consigo entender a visível "incomodidade" dos principais dignitários da Igreja portuguesa;
b) Não compreendo que razões justificariam que o anúncio da visita fosse adiado por causa das eleições;
c) Parece-me que - finalmente! - Cavaco Silva vai começar a agir do modo que os seus eleitores gostariam que tivesse agido desde o primeiro dia no Palácio de Belém, deixando de agir "ao gosto" daqueles que votaram Manuel Alegre, Mário Soares, Jerónimo de Sousa ou Francisco Louçã. Mais vale tarde do que nunca.
3.
Se Deus quiser, segunda-feira de manhã, às 8h00, cá estarei no posto de trabalho, independentemente de quem for o vencedor das eleições legislativas da véspera.
O que é uma felicidade, neste tempo em que mais de meio milhão de portugueses está desempregado.
Bom fim-de-semana. E, por favor, sejam felizes!
O que é uma felicidade, neste tempo em que mais de meio milhão de portugueses está desempregado.
Bom fim-de-semana. E, por favor, sejam felizes!
PS - Domingo é dia de vindimar. Literalmente. Lá estarei, Jorge, nas faldas da Estrela.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Política sem poesia (*)
Este fim-de-semana li a notícia de um homem que pediu para ser preso. Já tinha feito a experiência e queria regressar. A polícia recusou. Inconformado, partiu os vidros da esquadra e acabou detido.
Este caso lembra-me o profissional da política (que gosta de fingir ser outra coisa) Manuel Alegre. Em voz trovejante, clama que se sente tolhido porque o PS já não é de esquerda. Mas, tal como o homem que tudo faz para regressar à prisão, Alegre não é capaz de sobreviver fora do oxigénio do partido que fez dele gente – quando parece ficar com um pé do lado de fora, Alegre, afinal, está a tentar meter-se ainda mais para dentro. Teatralidades à parte, Alegre está no bolso de Sócrates porque não é suficientemente alegrista para as expectativas que procriou.
Este caso lembra-me o profissional da política (que gosta de fingir ser outra coisa) Manuel Alegre. Em voz trovejante, clama que se sente tolhido porque o PS já não é de esquerda. Mas, tal como o homem que tudo faz para regressar à prisão, Alegre não é capaz de sobreviver fora do oxigénio do partido que fez dele gente – quando parece ficar com um pé do lado de fora, Alegre, afinal, está a tentar meter-se ainda mais para dentro. Teatralidades à parte, Alegre está no bolso de Sócrates porque não é suficientemente alegrista para as expectativas que procriou.
(*) Carlos Abreu Amorim, jurista
sábado, 25 de abril de 2009
Verdade, Liberdade e Responsabilidade
«É precisa uma política de verdade, uma política de liberdade e uma política de responsabilidade.»
(Manuel Alegre, 25 de Abril de 2009)
(Manuel Alegre, 25 de Abril de 2009)
domingo, 8 de março de 2009
Alegre e Henrique no "Expresso"
A "estória" do Magalhães (eheheheh!) levou-me a esquecer outros motivos de interesse do "Expresso" de ontem.
Destaco dois:
- o "Editorial" de Henrique Monteiro, na página 3 (disponível "on-line" dentro de dias), intitulado "A lei do medidor do pluralismo";
- a entrevista com Manuel Alegre, na página 4.
Merecia uma análise mais cuidada a entrevista de Alegre. Refiro apenas que continua a merecer-me o maior respeito e que poderá ser ele (consoante a decisão que venha a tomar) a única razão para não ir à praia no dia das eleições.
Destaco dois:
- o "Editorial" de Henrique Monteiro, na página 3 (disponível "on-line" dentro de dias), intitulado "A lei do medidor do pluralismo";
- a entrevista com Manuel Alegre, na página 4.
Merecia uma análise mais cuidada a entrevista de Alegre. Refiro apenas que continua a merecer-me o maior respeito e que poderá ser ele (consoante a decisão que venha a tomar) a única razão para não ir à praia no dia das eleições.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Os professores e o ministro
O FACTO
A maioria socialista chumbou hoje o projecto do CDS-PP para suspender o actual modelo de avaliação dos professores, com 116 votos contra e 113 a favor. O diploma contou com o voto a favor dos proponentes, do PSD, PCP, BE, PEV e dos dois deputados não inscritos. Ao lado da oposição votaram ainda quatro socialistas (Manuel Alegre, Teresa Portugal, Júlia Caré e Eugénia Alho) e a independente Matilde Sousa Franco. (in "Público")
A OPINIÃO DO MINISTRO
«A derrota do projecto do CDS será a vitória da agenda reformista do Governo. (...) Será a vitória dos deputados livres que não se deixam chantagear, daqueles que não estão na câmara corporativa a defender interesses profissionais, estão na Assembleia da República a defender os interesses dos portugueses». (Augusto Santos Silva, ministro dos Assuntos Parlamentares)
A MINHA OPINIÃO
Penso de maneira diferente do ministro. Felizmente.
Quem demonstrou ser efectivamente livre dá pelo nome de Manuel Alegre, Teresa Portugal, Júlia Caré e Eugénia Alho.
Em breve teremos, com toda a certeza, a "prova dos nove" dessa liberdade. Vai uma aposta?
A maioria socialista chumbou hoje o projecto do CDS-PP para suspender o actual modelo de avaliação dos professores, com 116 votos contra e 113 a favor. O diploma contou com o voto a favor dos proponentes, do PSD, PCP, BE, PEV e dos dois deputados não inscritos. Ao lado da oposição votaram ainda quatro socialistas (Manuel Alegre, Teresa Portugal, Júlia Caré e Eugénia Alho) e a independente Matilde Sousa Franco. (in "Público")
A OPINIÃO DO MINISTRO
«A derrota do projecto do CDS será a vitória da agenda reformista do Governo. (...) Será a vitória dos deputados livres que não se deixam chantagear, daqueles que não estão na câmara corporativa a defender interesses profissionais, estão na Assembleia da República a defender os interesses dos portugueses». (Augusto Santos Silva, ministro dos Assuntos Parlamentares)
A MINHA OPINIÃO
Penso de maneira diferente do ministro. Felizmente.
Quem demonstrou ser efectivamente livre dá pelo nome de Manuel Alegre, Teresa Portugal, Júlia Caré e Eugénia Alho.
Em breve teremos, com toda a certeza, a "prova dos nove" dessa liberdade. Vai uma aposta?
terça-feira, 15 de julho de 2008
Portugal no fundo
«Neste momento há grande promiscuidade, há muitos interesses que pesam nas decisões políticas. É preciso autonomizar o poder político em relação aos grandes interesses. («Que interesses são esses?») Interesses económicos, da banca, da construção civil, que dominam a vida económica do País.»
(Manuel Alegre ao "Correio da Manhã")
sábado, 12 de maio de 2007
Trova do vento que passa
(Homenagem a Manuel Alegre em dia de aniversário)
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de sevidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
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