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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Luta anti-corrupção incomoda Sócrates?

«José Pedro Aguiar Branco, à saída do debate, notou que “o primeiro-ministro mostra um certo incómodo em falar da luta anti-corrupção”, lembrando que na última legislatura o PS não quis discutir o pacote Cravinho e as propostas do PSD nesta área, entre as quais a do enriquecimento ilícito.»

quarta-feira, 6 de maio de 2009

João Cravinho, os partidos, o dinheiro e a corrupção

«João Cravinho apelou ontem à intervenção do Presidente da República, Cavaco Silva, na nova lei de financiamento dos partidos, por entender que o diploma é “um atentado ao bom funcionamento das instituições democráticas”. Em declarações no seu espaço semanal de opinião na Renascença, o socialista disse ainda que a lei é “uma pouca vergonha” e uma “porta aberta à corrupção”. (...)

“Abrir a porta a uma entrada de dinheiro 1.250.000 euros, sem qualquer fiscalização sem qualquer contraprova?”, questionou. E acrescentou: “Mais vale dizer que está aberto o leilão à corrupção, porque é isto mesmo que se trata. É uma pouca vergonha. É uma provocação”.
“Espantar-me-ia que o Presidente da república achasse isto tudo bem e não tivesse qualquer reparo a fazer”, assumiu, citado pela Renascença.»
(in "Público")

Quem sou eu, ao lado de tão ilustre político do Partido Socialista, para pensar o mesmo?
No dia 30 de Abril, aqui no blogue, num texto intitulado "Portugal está a bater no fundo", escrevi o seguinte:
«A minha opinião: esta nova lei de financiamento dos partidos é uma vergonha. Vergonha!
Há poucos anos, aumentou-se o financiamento público dos partidos (argumentando que eram os "custos da Democracia") para evitar os donativos, já que são terreno propício a toda a espécie de corrupção.
Pois agora, com os bolsos cheios do dinheiro dos contribuintes (que paga toda a espécie de gastos extravagantes dos aparelhos partidários), os responsáveis políticos fazem marcha-atrás e voltam a estender a mão aos donativos.
Repito: isto é uma das maiores poucas-vergonhas de sempre da classe política.»

Hoje, ao ler as declarações de João Cravinho, sinto-me confortado.
Afinal, não estou maluco. Felizmente.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Actualidade em recortes

"Recortes" e pequenas frases: uma forma diferente de comentar a actualidade política. Para ler os "recortes", deve clicar nas imagens (para ampliá-las). As notícias estão disponíveis no "site" da TVI 24. O resto é folclore.


Sem comentários. O provedor disse tudo.


Não percebo a ideia de Mário Soares. Mudar... votando nos que lá estão? Creio que votar é ajudá-los a perpetuarem-se no poder.
A minha ideia é diferente: não votar. Se os partidos se apresentarem às eleições com "cromos repetidos", estou seriamente convencido a não pôr lá os pés. Talvez a vergonha os faça sair. Sei que é difícil fazê-los ter vergonha, mas não vejo outra solução. A não ser outro 25 de Abril.


Ontem recebi um convite para me inscrever neste espaço.
Livra!



Hoje tomei conhecimento que alguém registou o "site" com o nome Sócrates com acento. Os socialistas esqueceram-se de o fazer e a "oposição" aproveitou.
Bem apanhado!



Quem sou eu para desmentir tão distinto militante do PS...



O computador que é tão português como eu sou alemão continua a ser um bom exemplo das "trapalhadas" do actual Governo.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Cravinho arrasa LNEC... e não só

Uma «nódoa negra colossal», é assim que João Cravinho classifica o relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) sobre o futuro aeroporto de Lisboa.

Em entrevista à SIC Notícias, ontem à noite, o antigo ministro socialista deu um exemplo do que considera ser um dos erros do estudo do LNEC no que toca aos custos da escolha Campo de Tiro de Alcochete.

Segundo João Cravinho, o LNEC “esqueceu-se” de contabilizar 500 milhões de euros, relativos à componente rodoviária na 3.ª travessia do Tejo.

Noutro plano, o antigo deputado socialista, responsável pela apresentação de um pacote de combate à corrupção, considera que o Código Penal dificulta as condenações por este crime.

João Cravinho diz que são raras as condenações por corrupção, porque a forma como o crime está tipificado “torna praticamente impossível a prova”.

in Rádio Renascença

PS – Vi parte da entrevista. João Cravinho chegou a dizer que alguns "nomes grandes" do LNEC, entretanto falecidos, sofreriam um grande choque se vissem como trabalha hoje a instituição...