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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Menezes e... Simões

Luís Filipe Menezes acaba de demonstrar, em entrevista à SIC Notícias, as razões que o impedem de algum dia ser primeiro-ministro.

A forma como, rosto crispado, "disparou" sobre diversos militantes do PSD (Pacheco Pereira, Rui Rio, Paula Teixeira da Cruz, António Borges, Aguiar-Branco... e não sei se me esqueço de mais algum) mostra que ele não tem aquele "plus" que faz os grandes líderes.
Uma coisa é combater politicamente os adversários internos, outra é fazê-lo publicamente em frente de todo o país.

Luís Filipe Menezes reforçou, aliás, a ideia que tenho dele: é um bom comentador político. Domina bem as "querelas" político-partidárias, mas isso não chega - normalmente - para governar um país.

Por outro lado, Menezes mostrou a mesma incapacidade de Santana Lopes para compreender o que lhe aconteceu, preferindo lançar as culpas para cima de outros; os "críticos" internos, neste caso.

Curiosamente, a entrevista de Luís Filipe Menezes a Mário Crespo fez-me lembrar o... presidente da Académica. José Eduardo Simões, que já ganhou duas eleições, apresentou-se agora com o lema "Unir a Académica", mas após ser conhecido o resultado eleitoral esqueceu-se de dirigir uma palavra que fosse aos candidatos derrotados.
Embora possa ganhar muitas mais eleições, nunca atingirá o estatuto de Jorge Anjinho ou de João Moreno, para só referir dois dos grandes presidentes da Briosa que conheci.

Os líderes que perduram na memória colectiva têm "qualquer coisa" mais do que o simples facto de serem esforçados.
E isso é algo que notoriamente falta tanto a Luís Filipe Meneses como a José Eduardo Simões.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Aguiar-Branco

Gostei de ler a entrevista de Aguiar-Branco à "Visão".
Finalmente surge alguém disposto a lutar por ideias, contrariando a "lógica aparelhística".

Gostei, sobretudo, de o ver afirmar-se como social-democrata.
(Não me recordo de José Sócrates se afirmar socialista; e se o fizesse, a reacção seria uma enorme gargalhada nacional).

Esta política que vamos tendo, em que todos são diferentes mas afinal são iguais, é a principal razão para o descrédito generalizado e o desinteresse dos cidadãos.

Se Aguiar-Branco conseguir assumir um PSD novo, jovem, determinado, a lutar por ideias e por ideais, poderá terá sucesso.
Para já, agitou as "águas" deste "mar Morto" em que se vive.

A luta, contra os instalados da política, será difícil.
Mas é daquelas batalhas que só enobrecerá quem a travar.

NOTA - Alberto João Jardim ainda ontem disse aos jornalistas que só voltaria a falar após a visita de Cavaco Silva à Madeira. Hoje, porém, não resistiu. Veio dizer que o PSD é do Povo e não da alta burguesia do Porto. Não percebi. Afinal, quem era... Francisco Manuel Lumbrales de Sá Carneiro? Jardim tem esta característica: fala muito. E, por vezes, mais valia que ficasse em silêncio. Hoje, por exemplo, perdeu uma boa oportunidade de estar calado.

(Alberto João Jardim, que já admirei em tempos recuados, é um daqueles políticos cujo "prazo de validade" está ultrapassado. Entrou na política no "25 de Abril" e nunca mais saiu; ficou, ficou, ficou, ficou, ficou, ficou... Até parece que, no Portugal de 10 milhões de habitantes, há uma "casta" minoritária de predestinados e uma esmagadora maioria de incapazes. Felizmente, a tendência será para haver cada vez menos políticos como ele...)

ACTUALIZAÇÃO (às 0h30 de 18/04/2008) - Acabo de chegar a casa e tomo conhecimento da notícia de "demissão" de Luís Filipe Menezes. Afinal, parece que houve quem não gostasse da entrevista à Visão".