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segunda-feira, 1 de março de 2010

Portugal: imensa desgraça

«Os salários vão baixar, as reformas ficarão ainda mais miseráveis, o desemprego não vai parar de crescer, a economia continuará a rastejar e o endividamento das empresas, das famílias e do Estado atingirá níveis que nem os mais pessimistas conseguiram adivinhar. No meio desta imensa desgraça, com muitos consensos e discursos patrióticos cheios de mentiras, não há uma alma caridosa que explique aos indígenas que esta miséria, que nem chega a ser franciscana, veio mesmo para ficar. No meio deste imenso pântano económico, social e político não há uma alma caridosa que explique aos indígenas algumas coisas simples sobre as suas vidas nos anos que aí vêm. Vão ficar mais pobres e nem de TGV conseguirão atingir os níveis de vida europeus. Antes eram pobretes mas alegretes. No futuro serão ainda mais pobretes e só os parvos continuarão alegretes.»
António Ribeiro Ferreira, hoje, no "Correio da Manhã"

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Estado do sítio

«O prof. Freitas do Amaral ressuscitou ontem pela mão do marcelínico "diário da manhã". Não li evidentemente.»


«Com o clima de corrupção generalizada existente, com os métodos usados na revisão dos preços, com os objectivos anunciados e com as prioridades conhecidas do Governo a serem a EDP, a PT a Mota-Engil, a Ongoing, Joaquim de Oliveira, a Martifer, a Sá Couto e quejandos, é fácil de ver para onde irão os milhares de milhões de euros de investimentos públicos previstos.(…) Ou seja, a grande prioridade de José Sócrates não são os postos de trabalho, mas a ajuda às empresas do regime e o controlo dos meios de comunicação, para que os portugueses não se apercebam disso.»
Henrique Neto, Jornal de Leiria via Blasfémias


«Isto mais não é do que o princípio basilar da redistribuição socialista: tirar pouco (mas cada vez mais) a muitos para benefício de alguns.»


«Quando acabar a cimeira ibero-americana, começa um fogo de artifício destinado a celebrar a aberração de Lisboa, mais conhecida por tratado de Lisboa. O dr. Costa, reputado comentador televisivo que acumula com a infausta presidência da CML, que tanto se queixou da falta de dinheiro que encontrou na câmara, colocou cartazes por toda a cidade a anunciar o evento, salvo erro para os lados da Expo. Entretanto, e lançadas a derradeiras canas, o país estará mais hipotecado do que estava quando se iniciou a "comemoração" pimba. Portugal está rapidamente a tornar-se infrequentável por causa destes parvenus. Sei bem que foram escolhidos democraticamente. Só prova que a a democracia comporta, como qualquer regime, efeitos perversos. Estas perversões ambulantes que nos governam - central e localmente - é que começam a ser incomportáveis.»


«Sócrates conseguiu juntar à animosidade política da esquerda e da direita, em princípio lógica e normal, uma execração pessoal sem precedentes.»


«Do Bloco ao CDS, o Parlamento não o estima [a Sócrates], nem respeita e tem um objectivo principal: que ele saia de cena, mesmo a favor de outro PS. Verdade que discutir Armando Vara enquanto a bancarrota se aproxima raia a loucura. Só que no estado a que as coisas chegaram, nada se resolverá com Sócrates. A realidade é esta.»


«A cultura de novo-riquismo que se instalou no Ocidente e se estende a todo o mundo fez apodrecer os valores morais que, durante séculos, constituíram a essência da nossa civilização.
Ainda me recordo de alguns homens que se suicidaram por não poderem honrar uma dívida. Hoje, o mais normal é matarem os credores. E dizendo isto está tudo dito.»


«Chegou a hora de acordar as consciências e reunir vontades para levantar Portugal, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse.
O futuro de Portugal tem de ser encarado com esperança assente num projecto para o País tal como fez, há seis séculos e no auge de outra crise, o nosso maior herói, D. Nuno Álvares Pereira.»
D. Duarte Pio, duque de Bragança


«No meio deste imenso lamaçal, com o senhor presidente relativo do Conselho cada vez mais acossado, cheio de medo que um dias destes apareçam na Comunicação Social as suas brilhantes conversas com o seu grande amigo Armando Vara, por certo pérolas dignas de ficarem devidamente registadas nos anais da democracia, o Partido Socialista dispara para todos os lados e une-se com o único objectivo de condicionar, ameaçar e prevenir o imenso Inverno que está para chegar à política portuguesa e, obviamente, ao Estado de Direito.»


«Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.»

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Um espelho para Sócrates

O melhor mesmo é oferecer um espelho ao presidente do Conselho e desejar-lhe um merecido descanso depois de 27 de Setembro.
Está visto que quatro anos e meio de Governo com maioria absoluta provocam danos irreparáveis no sítio, na vidinha das pessoas e, claro, na cuca dos senhores e senhoras que (…) aceitaram o ciclópico desafio de governarem os desgraçados destinos dos indígenas.

Quando o presidente do Conselho deste sítio manhoso, pobre, triste, deprimido, cheio de larápios e obviamente cada vez mais mal frequentado afirma que ainda está por nascer um presidente do Conselho como ele em matéria de défice das contas públicas é recomendável recolher aos abrigos e deixar o homem a falar sozinho. É que esta frase só pode ter dois significados. Ou o senhor presidente do Conselho imagina que só daqui a uns 40 anos haverá alguém capaz de o substituir como presidente do Conselho ou caiu de alguma cadeira sem ninguém dar por isso. Seja como for, o melhor mesmo é oferecer um enorme espelho ao senhor presidente do Conselho e desejar-lhe um merecido descanso depois de 27 de Setembro. Bem precisa.
(António Ribeiro Ferreira, "Correio da Manhã" de hoje)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Política, Futebol e Poder Local

Eu sei que muita gente visita este blogue não por aquilo que escrevo mas pelas transcrições que aqui são feitas por isso e porque acho muito bem esse procedimento trago-vos aqui um conjunto de citações que merecem bem a pena e se quiserem ler os textos na íntegra basta clicar no nome dos autores como vêem não custa nada e é uma forma fácil de acompanhar o que vai sendo publicado noutros locais por isso escolhi um conjunto de frases que me parecem muito boas vá lá leiam e divirtam-se que isso ainda não paga imposto.
prima da Guidinha

«A partir de agora, o senhor presidente do Conselho vai fazer tudo para salvar a sua pele. E vai, um a um, sacrificar em público os ministros que andaram quatro anos a dar o corpo ao manifesto pelas suas políticas, pelas suas reformas, pela sua arrogância, pela sua propaganda e pelas suas mentiras eleitorais.» (António Ribeiro Ferreira)

«O antigo presidente socialista da Câmara do Porto, Nuno Cardoso, foi condenado, ao início desta tarde, a três anos de prisão com pena suspensa por crime de prevaricação. A pena deve-se ao facto de, em 2001, Nuno Cardoso ter assinado um despacho que perdoou uma coima ao Boavista por o clube portuense se encontrar a construir sem licença.» (Aníbal Rodrigues)

«O juiz do tribunal de S. João Novo aludiu a uma “teia” entre o poder autárquico e os clubes de futebol e apresentou a sanção como um exemplo contra o sentimento de impunidade que muitos cidadãos descrevem. “Que tudo isto sirva para um alerta de consciências”, afirmou.Tanto bastou para Nuno Cardoso anunciar, acto contínuo, o regresso à política. Só não disse se será em Felgueiras ou em Oeiras...» (Jorge Ferreira)

«Este [o novo porta-voz do PS] é o homem que entendia que escrituras públicas eram afinal privadas.» (Pacheco Pereira)

«O orçamento da Académica para a época 2009/2010 deverá rondar os quatro milhões de euros, um valor ligeiramente inferior ao das duas últimas épocas.» ("Público.pt")