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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Lixo na rua desde domingo!


Quando o Provedor do Ambiente da Câmara Municipal de Coimbra questionou os serviços de higiene da autarquia, a propósito de um texto escrito neste blogue, os referidos serviços (não respondendo à questão de fundo: a rua não é varrida há mais de 10 anos!) responderam-lhe que estava tudo bem: não havia lixo no chão, nem ervas nos passeios, nem manchas de óleo no pavimento.
Pois bem: aqui está uma imagem que desmente os referidos serviços: há lixo, há ervas e há (perigosas) manchas de óleo, apesar de ter chovido a bom chover nos últimos dias.
Quanto ao lixo que a foto documenta, está no local desde domingo e hoje é quarta-feira.
As ervas ainda não chegaram ao metro de altura que tiveram no início do Verão mas para lá caminham. A passos largos.
As manchas de óleo são tão visíveis que algumas ainda guardam o "perfil" dos pneus dos automóveis que lá derraparam.

A situação é tanto mais ridícula quanto as ruas adjacentes são varridas: a do topo superior pelos serviços camarários e a do topo inferior pela Junta de Freguesia de Eiras, porque parece estar integrada na "zona rural" da freguesia.
Vá lá a gente compreender quem manda nestas coisas.

[Felizmente, de vez em quando chove, de vez em quando faz vento, e o lixo mais volumoso desaparece num dia de muita chuva ou de muito vento. Porque a rua, felizmente, é bem inclinada...]

Por isso, penso que é cada mais justificável que a Câmara Municipal mande colocar este cartaz no "espantalho" que na última semana surgiu defronte do prédio onde vivo. Assim, os cidadãos serãocorrectamente informados - e não "agredidos" com publicidade ou com outras mensagens de pura propaganda.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Resposta da Provedoria do Ambiente

«Assunto: Falta de limpeza urbana na Rua da Liberdade
N/ Ref.ª: Processo n.º 648.1-2009/AEV
N/ Ofício n.º 2158/010609
Coimbra, 01 de Junho de 2009

Ex.mo Sr. Mário Martins,

Relativamente ao assunto supramencionado, a Provedoria do Ambiente e da Qualidade de Vida Urbana de Coimbra vem informar que recebeu, a 29 de Maio do corrente ano, os seguintes esclarecimentos do Departamento de Ambiente e Qualidade de Vida, da Câmara Municipal de Coimbra:

1. Após deslocação ao local, foi possível comprovar que a Rua da Liberdade, localizada entre o Bairro da Escola Primária e o Bairro de S. Miguel (freguesia de Eiras) se encontra com um aspecto limpo, não apresentando resíduos depositados junto aos contentores de RSU ou nos arruamentos. Os passeios encontram-se igualmente desprovidos de vegetação;

2. Este local é alvo de varreduras periódicas uma vez que se encontra contemplado no circuito de limpeza urbana realizado pelo Serviço Urbano de Higiene da Autarquia de Coimbra.

3. A vegetação das áreas envolventes é igualmente eliminada, por monda manual ou química, pelo menos duas vezes por ano, visando, deste modo, garantir as condições de higiene e salubridade do espaço.

Sem outro assunto.
Com os mais cordiais cumprimentos,

P´lo Provedor do Ambiente e Qualidade de Vida Urbana
A Técnica Superior
Carolina Goucha Gaspar»

Em face da mensagem acima transcrita, apraz-me fazer os seguintes comentários:
1. Nunca vi fazer a varredura da minha rua.
2. No Verão passado, a altura das ervas nos passeios (mais de 1 metro!) foi noticiada no "Diário de Coimbra".
3. Há bem pouco, três seringas estiveram na rua, junto ao passeio, durante mais de dois meses! Acabaram por desaparecer, moídas pelos automóveis. Uma lata de coca-cola teve o mesmo destino.
4. Este ano não há grandes ervas. Há algumas, com não mais do que 20 centímetros. Ainda não cresceram...
5. Eu tenho feito, desde há muitos meses, a limpeza das grelhas dos bueiros. E tenho varrido a rua na zona fronteira ao prédio em que habito (normalmente, ao domingo de manhã).
6. Ultimamente, o grau de limpeza geral tem melhorado. Ligeiramente. O contentor do lixo que está colocado à minha porta, porém, está preto no interior, de tão encardido e de falta de lavagem.
7. Como é óbvio, vou manter-me atento à situação. Com uma ligeira diferença: a partir de agora, prometo aos leitores deste blogue, sempre que a situação o justifique, fotos do "lixo na rua".
8. Felizmente, a rua onde moro é bastante inclinada. E quando chove ou faz vento... fica limpa.
9. Lamento que o Departamento de Ambiente e Qualidade de Vida não tenha referido a periodicidade da varredura. Bi-diária? Diária? Semanal? Mensal?
10. Agradeço à Provedoria do Ambiente, em especial ao Provedor (Prof. Doutor Salvador Massado Cardoso), a atenção dispensada ao assunto e, sobretudo, a rapidez com que actuou. Não é vulgar encontrar um "serviço público" tão eficiente. Como o país seria diferente se todos actuassem deste modo... (Lembro, a propósito, que a espera pelo Cartão de Contribuinte já vai em 409 dias!!! Eu deveria poder pagar os impostos com a mesma dilação...)

sexta-feira, 27 de março de 2009

Provedor do Ambiente analisa "lixo na rua"

Assunto: Falta de limpeza urbana na Rua da Liberdade
N/ Ref.ª: Processo n.º 648.1-2009/AEV
N/ Ofício n.º 2098/270309

Coimbra, 27 de Março de 2009


Exmo. Sr. Mário Martins,

A Provedoria do Ambiente e Qualidade de Vida Urbana de Coimbra vem, por este meio, informar que, após tomar conhecimento da falta de limpeza da Rua da Liberdade, através do seu blogue pessoal, registou o seu processo com o número mencionado em epígrafe, o qual deverá ser utilizado sempre que se dirigir ao nosso gabinete, solicitando e/ou adicionando qualquer informação ao processo.

Segundo o artigo 7.º da Designação, Competências e Mandato do Provedor, os munícipes têm direito de resposta no prazo de 90 dias. Esperamos desta forma ir ao encontro das suas expectativas na resolução do problema apresentado.

Atenciosamente,

P'lo Provedor do Ambiente e Qualidade de Vida Urbana
A Técnica Superior
(Maria João Martins)


Ainda me parece impossível!
Ontem ao princípio da noite, o Provedor do Ambiente da Câmara Municipal de Coimbra enviou um comentário para o blogue, a propósito do texto que escrevi ao final da tarde sobre a falta de limpeza na rua onde moro.
Informava que tinha lido o texto e solicitava informação sobre o assunto.
Na resposta, enviei-lhe cópias das mensagens que enviei em Junho passado ao presidente da Junta de Freguesia de Eiras, José Passeiro (e da respectiva resposta), ao vereador Luís Providência em Outubro (que não teve resposta) e à Câmara Municipal de Coimbra há 10 dias (que também não obteve resposta).
Esta tarde, recebi a mensagem que acima transcrevo.

Ainda me parece impossível!
Não é vulgar os serviços públicos funcionarem em Portugal com tamanha rapidez.
(Apenas um exemplo: um familiar meu continua à espera, há 11 meses!!!, da chegada do "cartão de contribuinte".)
Não é vulgar, creio eu, um "provedor" tomar conhecimento de um assunto por um blogue e, em escassa hora e meia, decidir agir.

Felizmente há pessoas da craveira do Prof. Doutor Salvador Massano Cardoso, Provedor do Ambiente e da Qualidade de Vida Urbana de Coimbra e professor catedrático da Faculdade de Medicina, para (ainda) nos fazerem acreditar na qualidade da Democracia em que vivemos.
Muito obrigado.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Não chove, infelizmente...

Contrariando as previsões, acabou por não chover em Coimbra no último fim-de-semana.
E, ao parece, não irá chover nos próximos 15 dias.
Ora isto cria-me um grande problema.

Eu vivo na mesma rua há 13 anos - tantos como os que a rua não foi varrida!
Noutro dia escrevi à Câmara Municipal a perguntar a razão desta falta de limpeza, mas não obtive resposta.

A minha esperança é que chova.
Porque, como a rua é inclinada, sempre que chove a água acaba por levar a sujidade para longe.
Como não chove há várias semanas, o lixo acumula-se.

Ao fim da tarde, quando chego a casa, abro a garagem, pego numa vassoura e limpo a minha "testada". Por vezes, pego no isqueiro e faço arder papéis e outros detritos.
Faço o que posso.

Este é um retrato real, apesar de não vir em página de jornal, desta Coimbra no início do século XXI.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Impressões na mudança de ano

O prometido é devido.
Embora com um dia de atraso («O homem põe e Deus dispõe»), cá estão as impressões sobre alguns acontecimentos do final de 2008 e início de 2009.

JAIME SOARES não concorda com a decisão de Manuela Ferreira Leite de impedir os candidatos autárquicos de concorrerem à Assembleia da República. Li as declarações no "Público". Jaime Soares diz que os autarcas que forem eleitos para a Assembleia só lá podem estar seis meses; depois terão de optar. Para ele é tudo claro. Penso que faltou ao jornalista fazer duas perguntas: se optar pela Assembleia, não estará a enganar os eleitores do concelho (que votaram para que ficasse na Câmara)? e se optar pela Câmara, não estará a enganar os eleitores do distrito (que votaram para ficasse na Assembleia)? Claro que Jaime Soares nem sequer pensa nisso. É por estas e por outras que a credibilidade dos políticos está como está. Basta ler os comentários no "Público" para perceber como a realidade do dia-a-dia, das pessoas que trabalham e pagam impostos, é diferente da realidade política.

A DERROTA mais dolorosa da "minha equipa" aconteceu no sábado passado em Porto de Mós, como já relatei no blogue respectivo.

OS "FOGUETES DE LÁGRIMAS", como se dizia quando era miúdo, voltaram a Coimbra na passagem de ano. Vi à distância, no terraço de um amigo. Foram 13 minutos a queimar, bem mais (e melhor) fogo do que nas Festas da Rainha Santa, quando dezenas de milhar de pessoas visitavam a cidade. Crise?! Qual crise? (A mesma Câmara que gastou milhares de euros com os foguetes veio, dias depois, pedir aos cidadãos para oferecerem cobertores para distribuir aos sem-abrigo. Parece que andamos a brincar, num "país de malucos"...)

APROXIMAM-SE ELEIÇÕES e o "Diário As Beiras" foi ouvir os responsáveis concelhios dos partidos. Tenho lido os títulos e olhado as fotos. (Prometi a mim mesmo perder pouco tempo com as "tricas" da Política: eles dizem uma coisa, a malta vota neles e depois eles fazem outra, impunemente. Então, já que não é possível puni-los, pelo menos não me sinto enganado. Não leio, pronto. E quanto a ir votar... estou a reflectir.) Mas voltemos ao jornal e às entrevistas. Manuel Oliveira: «Encarnação saberá ouvir Concelhia PSD na escolha dos vereadores». Henrique Fernandes: «PS vai ganhar as eleições em Coimbra». Francisco Queirós: «Candidato será conhecido a 14 de Fevereiro». Luís Providência: «CDS garante estabilidade da coligação na Câmara de Coimbra». Estes foram os títulos de 1.ª página. Agora olhem para as fotos que os acompanham e digam-me o que acham. Para mim, a única afirmação que acolho sem reservas é a do dirigente comunista.

A BRIOSA continua, imparável, a caminhar para o abismo. O clube perdeu identidade e, como resultado disso, as bancadas do estádio situado dentro do ECC (Empreendimento Comercial do Calhabé) estão cada vez mais vazias. Esta semana, num jogo para a "Taça da Liga", terão estado 615 espectadores (números oficiais) ou 287 (contagem da Rádio Universidade). Ao que isto chegou! Há um amigo meu que está convencido que o sistema de contagem de espectadores soma os pés, mas que depois esquece-se de dividir o número por dois... Cá por mim, há cerca de ano e meio que decidi deixar de me deslocar ao estádio, porque não vou a sítios aonde me sinta maltratado. E como me sinto tratado de forma terceiro-mundista no estádio do Calhabé (se quiserem, eu explico porquê), deixei de lá ir. Mas fui pagando as quotas de associado da Briosa. Até há pouco.

LIXO na cidade é muito. A cidade está porca. Sobretudo em algumas zonas. Até pensei que tinha deixado de haver varredores. Mas não, não acabaram. Noutro dia encontrei vários deles, em plena actividade. Até tirei fotos aos homens, às vassouras e ao carro de mão. Sabem onde? Na Solum, nas imediações do "Dolce Vita". Na minha rua, na freguesia de Eiras, nunca os vi - e já lá moro há 13 anos. Ou seja, a "Coimbra dos ricos" tem varredores, a "Coimbra dos pobres" não tem. Porca miséria.

A OBRA DO ANO 2008 em Coimbra, para mim, é indiscutível: a rotunda da Estrada de Eiras. Uma beleza! Volto a escrever o que já aqui escrevi: o autor do projecto deveria ser distinguido e o seu nome conhecido de todos os conimbricenses. Foi construída, logo alterada e depois novamente alterada. Os acidentes sucedem-se. Os trabalhadores da Câmara estão no local repetidamente para "remendar" os estragos. É a obra mais acompanhada de sempre em Coimbra. Os veículos pesados vêm-se aflitos para a circundar, os camiões de abastecimento do "Minipreço" não conseguem entrar à primeira. É um óptimo local para recolher jantes, pára-choques e outros adereços automóveis. Basta passar perto das 8 da manhã para ver o espólio da rotunda aumentar. Tenho fotos de várias destas situações, que em breve aparecerão aqui no blogue. Bem sei que é uma simples rotunda. Mas é nas pequenas obras que, muitas vezes, se alicerçam as grandes políticas. A rotunda da Estrada de Eiras é exemplar.

CORTEJO DOS REIS voltou às ruas de Coimbra. Li os dois diários, pela manhã, e fiquei a saber que a cidade se alheara da iniciativa. Afinal, as notícias diziam uma coisa e a realidade tinha sido outra... Mais tarde, um amigo que se deslocara aos Olivais, para assistir à chegada dos Reis disse-me que muitas centenas de pessoas enchiam por completo a escadaria da Igreja de Santo António. Afinal, os jornais - pressionados pela hora tardia do cortejo e a necessidade de "fechar" as edições - falavam do início do cortejo; o meu amigo falou-me do final do cortejo. A "vida dos jornais" tem destes perigos.

O CHEQUE referia 25 euros em algarismos e «trinta e cinco euros» por extenso. A instituição bancária onde o cheque foi depositado decidiu devolvê-lo e debitar mais de 13 euros ao titular da conta. A proceder assim, não tenho dúvidas de que os lucros da Banca vão continuar a ser substanciais. O "caso do cheque" segue agora para o Banco de Portugal.

ASUS é marca de computadores de que nem quero ouvir falar. O computador de secretária, comprado há dois ou três anos, necessita de uma fonte de alimentação nova. Ando há dois meses a tentar comprá-la, já enviei uma dezena de e-mails para a Asus e... nada. Portanto, se comprarem um Asus, tiverem um problema como eu tive e ficarem com uma máquina quase nova inutilizada, não se queixem, por favor. Estão avisados.

«CARTÃO DE CONTRIBUINTE no país do Simplex» bem poderia ser o tema de um conto. Ou de uma novela. O cidadão que requereu a emissão de um cartão de contribuinte em Fevereiro de 2008 ainda continua à espera que as Finanças lho enviem. Afinal, só se passaram 11 meses!!! As televisões mostaram-nos um país de Empresa na Hora, Cartão do Cidadão, Simplex e Magalhães. A realidade, afinal, é bem mais negra. (Aliás, parece que uma televisão vai contar em breve este caso exemplar...).

CASO DO CONCURSO CAMARÁRIO. O tal que foi aberto durante três dias em pleno Verão. E que acabou em finais de Dezembro de forma pouco habitual. Prometo e cumpro: não falo nele. Mas penso que alguém deveria investigar.