sábado, 8 de novembro de 2008

Vitória (nas Caldas) emocionante

A minha equipa foi hoje vencer às Caldas da Rainha por 3-2.
O jogo teve uma 2.ª parte emocionante, como há muito não via. (Aliás, também é não todos os dias que a equipa visitante chega à meia hora de jogo a vencer por 3-0).
Os golos foram apontados por João Afonso (por volta dos 15 minutos), Flávio (cerca dos 25 minutos) e Girão (à meia hora, de "penalty", depois de falta cometida sobre João Afonso na grande área).
Mas houve mais duas grande-penalidades, ambas em "tempo de descontos". Ainda na 1.ª parte, aos 47 minutos, o Caldas reduziu para 1-3. No final do jogo, aos 93 minutos, o Caldas voltou a marcar de "penalty".
A emoção esteve no facto da minha equipa ter passado toda a 2.ª parte a defender a vantagem obtida no 1.º tempo. A defender?... Não; a defender, a defender, a defender, a defender!
Grande jogo, portanto, num belíssimo relvado sintético, na Mata da Rainha D. Leonor. Com final feliz. E justo, já agora.

PS - Uma curiosidade: os golos foram marcados pelos mesmos jogadores que tinham "facturado" na jornada anterior. E pela mesma ordem! Outra curiosidade ainda: na semana passada, João Afonso fez o passe para Girão marcar; desta feita, João Afonso sofreu a falta que deu origem ao "penalty" que Girão converteu.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Alma portuguesa

É meu e vosso este fado
destino que nos amarra
por mais que seja negado
às cordas de uma guitarra

Sempre que se ouve um gemido
duma guitarra a cantar
fica-se logo perdido
com vontade de chorar

Ó gente da minha terra
agora é que eu percebi
esta tristeza que trago
foi de vós que a recebi

E pareceria ternura
se eu me deixasse embalar
era maior a amargura
menos triste o meu cantar

Ó gente da minha terra
agora é que eu percebi
esta tristeza que trago
foi de vós que a recebi


Deixo aqui 6 minutos em que se sente palpitar a alma portuguesa.
Profunda. Enorme. Nossa.

Bom fim-de-semana.

Síntese noticiosa

1.
Menos de 50 deputados estavam na Sala do Senado, no Parlamento, no início do debate sobre a mensagem do Presidente da República sobre a promulgação da mudança do regime jurídico do divórcio.

2.
Martins do Santos, ex-árbitro de futebol, e António Henriques, ex-vice-presidente do Conselho de Abitragem, foram condenados, quarta-feira, a 20 e 28 meses de prisão, respectivamente, pelo crime de corrupção desportiva.

3.
O Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Santo Tirso deteve, esta quarta-feira, na Trofa, um indivíduo que se preparava para assaltar a mesma residência pela quinta vez. O homem, de 43 anos, está agora em prisão preventiva, tendo sido encaminhado para a prisão de Custóias.

4.
O Correio da Manhã retoma a partir de sexta-feira a distribuição de DVD com a compra do jornal. Comando, Marcado para Matar, Beijo da Morte, Desaparecido em Combate ou Chuva de Fogo são alguns dos filmes que o diário irá disponibilizar, todas as sextas-feiras até 12 de Dezembro por 1,95 euros.

5.
O Tribunal de Felgueiras condenou a presidente da Câmara local a três anos e três meses de prisão e perda do mandato.
Fátima Felgueiras foi condenada por três dos 23 crimes de que era acusada - peculato, peculato de uso e abuso de poder -, mas a pena foi suspensa pelo mesmo período de tempo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Vamos ajudar a salvar uma vida

(clique na imagem para ampliar)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Sócrates e a banha da cobra



SINTO-ME ENVERGONHADO
ao ver o primeiro-ministro do meu país a desempenhar o papel de vendedor de banha da cobra numa cimeira de chefes de Estado e de Governo. De cada vez que a cena passa na televisão, sinto vontade de me enfiar num buraco. A cena revela falta de sentido de Estado, falta de bom senso e falta de vergonha.

Por Alfredo Barroso

(Pode ler o texto na íntegra no "Sorumbático")

A Página

"Centro" de hoje
(clique na imagem para ampliar)

E ninguém vai preso?!

Ana Gomes, ontem, no blogue "causa nossa":

BPN 1- e ninguém vai preso?
Nada tem a ver com a crise financeira, dizem-nos. Trata-se de um, ou melhor, vários, casos de polícia: gestão danosa, fraude bancária e fiscal, opacidade da administração, obstrução da regulação e outros comportamentos criminais ainda a conhecer melhor.
Ai ele é isso? E ninguém foi preso? E ninguém vai preso?
Onde está o apontado escroque Oliveira e Costa? Onde estão e quem são os compinchas dele na gestão do BPN contra quem Miguel Cadilhe terá feito participação à PGR?
Quem são os principais accionistas do BPN, que durante anos não "accionaram" nenhuns controlos sobre os gestores escroques?
E quem são os reais patrões da holding controladora do BPN, a SNL?
Onde estão e o que têm a dizer Manuel Dias Loureiro, Daniel Sanches e outros antigos e actuais administradores da SLN?

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O poder do futebol

"Fez na passada quarta-feira, dia 8 de Outubro, três anos. Num balneário modesto do Sudão, a alegria era incontável. A Costa do Marfim acabara de se qualificar pela primeira vez para um Mundial. Na circunstância o Mundial 2006.
Bem ao jeito africano, os jogadores cantavam e dançavam. Como se não houvesse amanhã.
Drogba impôs silêncio. Ajoelhou-se e pediu aos colegas que se ajoelhassem. Pegou num microfone, olhou para a câmara e de lágrimas nos olhos lançou um pedido sentido: «Perdoem-se».
Com palavras simples, implorou que os costa-marfinenses do norte, do sul, do este e o oeste depusessem as armas e fizessem a paz.
A Costa do Marfim rebentou num pranto.
«Eu chorei, a minha mulher chorou, todo o país chorou», disse um responsável político em reportagem da Vanity Fair.
O que é certo é que se perdoaram.
Cinco anos, milhares de mortos e milhões de refugiados depois, a Costa do Marfim estava disposta a respeitar um tratado de paz.
Poucos meses depois, por iniciativa do mesmo Drogba, a selecção recebeu Madagáscar em Bouaké, a capital do norte, ocupada pelos rebeldes.
Foi a primeira vez que os responsáveis do Governo puderam entrar no espaço. Melhor do que isso, foi a primeira vez que conseguiram entrar no espaço dos rebeldes e sair. Com vida.
Ora numa altura em que se discute com tanto barulho quem deve ser eleito o melhor jogador do mundo, não posso deixar de lembrar Drogba.
Não ganhou o prémio e provavelmente já não vai a tempo de o ganhar nunca mais. A escorregadela de John Terry, em Moscovo, ter-lhe-á roubado essa possibilidade.
Mas também não interessa.
Drogba não vai escrever o nome na eternidade do futebol, mas já o deixou na eternidade do mundo.
Merecia a Bola de Ouro mais do que Ronaldo ou Messi? Não sei, leitor, não olhe para mim. Está bem, olhe. Mas não sei na mesma. John Terry escorregou no momento fundalmental, lembra-se?
Sei que Drogba já tem o prémio mais importante. E isso também merece ser discutido. Nesta ou noutra altura qualquer. " (autoria de Sérgio Pereira, jornalista do MaisFutebol)

Encontrei este texto num blogue interessante, da autoria de um jovem guarda-redes.
Foi uma excelente maneira de começar o dia.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Pontapé nas máquinas

("Diário As Beiras" de hoje)

O jogador bem podia era tentar acertar na baliza e deixar quem trabalha em paz, não acham?...

Coimbra, cidade minha

Hoje, antes das 8h00, do miradouro do Vale do Inferno

domingo, 2 de novembro de 2008

Arbitragem continua (muito) mal

Há quem diga que, agora, a arbitragem está diferente.
(Ainda noutro dia, num colóquio promovido pelo "Núcleo Marques Bom", de Coimbra, várias vozes me quiseram convencer disso.)

Viram na semana passada o golo anulado ao Leixões nas Antas?
Viram o golo anulado ontem a Liedson?
Viram hoje a agressão de um jogador vimaranense a Suazo, que passou sem qualquer punição?
Viram como, também hoje, o árbitro não marcou uma grande penalidade a favor do V. Setúbal frente ao Trofense?
Viram as "invenções" do árbitro no E. Amadora - Belenenses, em prejuízo dos do Restelo?

A arbitragem portuguesa não mudou nada de substancial.
Nem poderia ser de outro modo, já que os "intérpretes" são os mesmos.
(E não estou a referir-me apenas aos árbitros.)

PS - Estou a escrever este texto quando vejo na televisão uma grande-penalidade bárbara ser assinalada a favor do Olhanense.

Manuela, o desemprego e a JS

Não gosto particularmente de Manuela Ferreira Leite.
Pelas recordações que a memória me disponibiliza, não deixou particulares saudades nem como responsável pela Educação (na "agonia" da década governativa de Cavaco Silva) nem na pasta das Finanças (no tempo de Durão Barroso).

No entanto, apreciei a referência que ela fez hoje à relação entre obras públicas e desemprego, em entrevista à TSF.
«Interrogada se não considera que "as obras públicas ajudarão, pelo menos, ao factor desemprego", a presidente do PSD respondeu: "[Ao] desemprego de Cabo Verde, desemprego da Ucrânia, isso ajudam. Ao desemprego de Portugal, duvido".» (in "noticias.rtp.pt")
Esta é uma das tais "frases assassinas". José Sócrates pode dar as voltas que quiser - a partir de agora, ninguém vai acreditar que o "boom" de obras públicas ajudará a diminuir o desemprego.

(A Manuela Ferreira Leite só faltou acrescentar que as obras públicas são importantes é para engordar os lucros das construtoras e não só...)

Esta tarde, o líder da Juventude Socialista veio acusar a presidente do PSD de «falta de sentido de Estado».
Quem?...
Mas quem é o líder da JS? E a falar de «sentido de Estado»?
Onde é que ele aprendeu o «sentido de Estado»? A trabalhar? Nas obras públicas?

Socorro! Quero emigrar


«Aquela intervenção de Sócrates na Cimeira Ibero-Americana a vender a merda do Magalhães como quem vende aspiradores vai ficar como o momento mais ridículo da política portuguesa no estrangeiro. Depois do seu amigalhaço Chavez ter dado no ano passado aquela bronca, foi agora a hora e a vez do engenhocas dar uma de vendedor de electrodomésticos.

Porque não saiu desta vez em defesa da boa educação Juan Carlos ? "Porque não te calas oh aldravilhas???".

A cena triste e ridícula daquele que quer ficar conhecido como o Homem da Regisconta do século XXI, aquela máquina, levanta ainda por cima várias questões éticas. É legítimo um primeiro ministro e um governo promoverem uma marca de computador? Não há mais no mercado? O Windows é o único sistema operativo? Temos de usar todos windows como os governantes de há 20 anos nos queriam pôr a andar todos de Renault?

Sócrates tem o seu Trabandt dos computadores. Ele deve perceber tanto de computadores como eu de lagares de azeite... Aliás se perceber tanto de computadores como de engenharia e arquitectura...ou mesmo de inglês técnico...já agora de finanças...já agora de socialismo...uffff!!
Só falta a Maga Patológica, a Santa Padroeira da oposição vir defender o Magalhães para fazer a tabuada...

Socorro!!! Quero emigrar.»
(Impedioso como é habitual, Luiz Carvalho escreve sobre «O Homem do Magalhães, aquela máquina», no "Instante fatal")

Subscrevo o que escreveu Luiz Carvalho, essencialmente em dois aspectos:
1. Será, certamente, um dos momentos mais ridículos da política externa portuguesa de todos os tempos. (E o Luiz ainda se esqueceu de referir que José Sócrates afirmou que todos os seus colaboradores utilizam o Magalhães!!!)
2. Apesar dos meus 51 anos, também quero emigrar.

Vitória em casa

A minha equipa recebeu e venceu ontem, por 3-0, o Marinhense.

Foi um jogo mais lutado do que jogado, com muitos lances de choque, mas a correcção e o desportivismo imperaram.
(Depois do que sucedeu na semana passada, em Loures, foi agradável regressar à "normalidade competitiva": ganhando-se ou perdendo-se, um jogo de futebol nunca deixa de ser... apenas um jogo de futebol).

O Vigor colocou-se em vantagem na 1.ª parte, com um cabeceamento de João Afonso. O Marinhense reagiu, mas a minha equipa soube defender-se bem.

O equilíbrio foi a nota dominante de grande parte do desafio, tanto na 1.ª parte como na 2.ª parte.

Nos últimos 20 minutos, porém, a minha equipa assumiu por completo os "cordelinhos do jogo" e marcou mais dois golos, por Flávio e Girão, terminando o encontro a dominar por completo.

Vitória justa do Vigor, embora talvez por números algo dilatados para o que se viu em campo. Valha a verdade, no entanto, que o Marinhense só por uma vez incomodou "a sério" o guarda-redes Dani.

PS - O João Afonso fez a melhor exibição da época. Marcou o primeiro golo, fez o passe para o terceiro e, pelo meio, teve uma agradável participação no jogo.

Boas ideias

Hoje, domingo de manhã, ao navegar por sítios habituais (e nas últimas três semanas não tenho tido muito tempo para navegar...), encontrei estas excelentes ideias:

«Porque este blogue merece crédito e respeito, gostaria de aqui deixar duas sugestões capazes de trazer mais qualidade e verdade ao futebol.

A primeira consiste em alterar o modelo de atribuição de um ponto por empate. Assim, proponho que um ponto só seja concedido para um empate com golos. Empate a zero não daria qualquer ponto às duas equipas.

Assim se estimularia o futebol de ataque, tornando inútil a defesa obsessiva que abdica mesmo de tentar o golo, contentando-se com a perspectiva de um pontito.
O jogo seria mais aberto e competitivo.

Segunda sugestão: acabar com as grandes penalidades para desempatar jogos. Em vez delas, seriam contabilizados os pontapés de canto, medida que obrigaria as duas equipas a atacar, única forma de alcançar cantos.

Em caso de igualdade em cantos, venceria a equipa que menos faltas tivesse cometido.

Assim se acabaria com a vergonha de equipas que se limitam a defender, apostando tudo na lotaria das grandes penalidade.

Com isto, ganhariam o espectáculo e a verdade despoprtiva, se é que ela existe.
Não será o ovo de Colombo, mas parece-me simples e útil.»
Está no "Blog da Bola".