O prometido é devido.
Embora com um dia de atraso («O homem põe e Deus dispõe»), cá estão as impressões sobre alguns acontecimentos do final de 2008 e início de 2009.
JAIME SOARES não concorda com a decisão de Manuela Ferreira Leite de impedir os candidatos autárquicos de concorrerem à Assembleia da República. Li as declarações no "Público". Jaime Soares diz que os autarcas que forem eleitos para a Assembleia só lá podem estar seis meses; depois terão de optar. Para ele é tudo claro. Penso que faltou ao jornalista fazer duas perguntas: se optar pela Assembleia, não estará a enganar os eleitores do concelho (que votaram para que ficasse na Câmara)? e se optar pela Câmara, não estará a enganar os eleitores do distrito (que votaram para ficasse na Assembleia)? Claro que Jaime Soares nem sequer pensa nisso. É por estas e por outras que a credibilidade dos políticos está como está. Basta ler os comentários no "Público" para perceber como a realidade do dia-a-dia, das pessoas que trabalham e pagam impostos, é diferente da realidade política.
A DERROTA mais dolorosa da "minha equipa" aconteceu no sábado passado em Porto de Mós, como já relatei no blogue respectivo.
OS "FOGUETES DE LÁGRIMAS", como se dizia quando era miúdo, voltaram a Coimbra na passagem de ano. Vi à distância, no terraço de um amigo. Foram 13 minutos a queimar, bem mais (e melhor) fogo do que nas Festas da Rainha Santa, quando dezenas de milhar de pessoas visitavam a cidade. Crise?! Qual crise? (A mesma Câmara que gastou milhares de euros com os foguetes veio, dias depois, pedir aos cidadãos para oferecerem cobertores para distribuir aos sem-abrigo. Parece que andamos a brincar, num "país de malucos"...)
APROXIMAM-SE ELEIÇÕES e o "Diário As Beiras" foi ouvir os responsáveis concelhios dos partidos. Tenho lido os títulos e olhado as fotos. (Prometi a mim mesmo perder pouco tempo com as "tricas" da Política: eles dizem uma coisa, a malta vota neles e depois eles fazem outra, impunemente. Então, já que não é possível puni-los, pelo menos não me sinto enganado. Não leio, pronto. E quanto a ir votar... estou a reflectir.) Mas voltemos ao jornal e às entrevistas. Manuel Oliveira: «Encarnação saberá ouvir Concelhia PSD na escolha dos vereadores». Henrique Fernandes: «PS vai ganhar as eleições em Coimbra». Francisco Queirós: «Candidato será conhecido a 14 de Fevereiro». Luís Providência: «CDS garante estabilidade da coligação na Câmara de Coimbra». Estes foram os títulos de 1.ª página. Agora olhem para as fotos que os acompanham e digam-me o que acham. Para mim, a única afirmação que acolho sem reservas é a do dirigente comunista.
A BRIOSA continua, imparável, a caminhar para o abismo. O clube perdeu identidade e, como resultado disso, as bancadas do estádio situado dentro do ECC (Empreendimento Comercial do Calhabé) estão cada vez mais vazias. Esta semana, num jogo para a "Taça da Liga", terão estado 615 espectadores (números oficiais) ou 287 (contagem da Rádio Universidade). Ao que isto chegou! Há um amigo meu que está convencido que o sistema de contagem de espectadores soma os pés, mas que depois esquece-se de dividir o número por dois... Cá por mim, há cerca de ano e meio que decidi deixar de me deslocar ao estádio, porque não vou a sítios aonde me sinta maltratado. E como me sinto tratado de forma terceiro-mundista no estádio do Calhabé (se quiserem, eu explico porquê), deixei de lá ir. Mas fui pagando as quotas de associado da Briosa. Até há pouco.
LIXO na cidade é muito. A cidade está porca. Sobretudo em algumas zonas. Até pensei que tinha deixado de haver varredores. Mas não, não acabaram. Noutro dia encontrei vários deles, em plena actividade. Até tirei fotos aos homens, às vassouras e ao carro de mão. Sabem onde? Na Solum, nas imediações do "Dolce Vita". Na minha rua, na freguesia de Eiras, nunca os vi - e já lá moro há 13 anos. Ou seja, a "Coimbra dos ricos" tem varredores, a "Coimbra dos pobres" não tem. Porca miséria.
A OBRA DO ANO 2008 em Coimbra, para mim, é indiscutível: a rotunda da Estrada de Eiras. Uma beleza! Volto a escrever o que já aqui escrevi: o autor do projecto deveria ser distinguido e o seu nome conhecido de todos os conimbricenses. Foi construída, logo alterada e depois novamente alterada. Os acidentes sucedem-se. Os trabalhadores da Câmara estão no local repetidamente para "remendar" os estragos. É a obra mais acompanhada de sempre em Coimbra. Os veículos pesados vêm-se aflitos para a circundar, os camiões de abastecimento do "Minipreço" não conseguem entrar à primeira. É um óptimo local para recolher jantes, pára-choques e outros adereços automóveis. Basta passar perto das 8 da manhã para ver o espólio da rotunda aumentar. Tenho fotos de várias destas situações, que em breve aparecerão aqui no blogue. Bem sei que é uma simples rotunda. Mas é nas pequenas obras que, muitas vezes, se alicerçam as grandes políticas. A rotunda da Estrada de Eiras é exemplar.
CORTEJO DOS REIS voltou às ruas de Coimbra. Li os dois diários, pela manhã, e fiquei a saber que a cidade se alheara da iniciativa. Afinal, as notícias diziam uma coisa e a realidade tinha sido outra... Mais tarde, um amigo que se deslocara aos Olivais, para assistir à chegada dos Reis disse-me que muitas centenas de pessoas enchiam por completo a escadaria da Igreja de Santo António. Afinal, os jornais - pressionados pela hora tardia do cortejo e a necessidade de "fechar" as edições - falavam do início do cortejo; o meu amigo falou-me do final do cortejo. A "vida dos jornais" tem destes perigos.
O CHEQUE referia 25 euros em algarismos e «trinta e cinco euros» por extenso. A instituição bancária onde o cheque foi depositado decidiu devolvê-lo e debitar mais de 13 euros ao titular da conta. A proceder assim, não tenho dúvidas de que os lucros da Banca vão continuar a ser substanciais. O "caso do cheque" segue agora para o Banco de Portugal.
ASUS é marca de computadores de que nem quero ouvir falar. O computador de secretária, comprado há dois ou três anos, necessita de uma fonte de alimentação nova. Ando há dois meses a tentar comprá-la, já enviei uma dezena de e-mails para a Asus e... nada. Portanto, se comprarem um Asus, tiverem um problema como eu tive e ficarem com uma máquina quase nova inutilizada, não se queixem, por favor. Estão avisados.
«CARTÃO DE CONTRIBUINTE no país do Simplex» bem poderia ser o tema de um conto. Ou de uma novela. O cidadão que requereu a emissão de um cartão de contribuinte em Fevereiro de 2008 ainda continua à espera que as Finanças lho enviem. Afinal, só se passaram 11 meses!!! As televisões mostaram-nos um país de Empresa na Hora, Cartão do Cidadão, Simplex e Magalhães. A realidade, afinal, é bem mais negra. (Aliás, parece que uma televisão vai contar em breve este caso exemplar...).
CASO DO CONCURSO CAMARÁRIO. O tal que foi aberto durante três dias em pleno Verão. E que acabou em finais de Dezembro de forma pouco habitual. Prometo e cumpro: não falo nele. Mas penso que alguém deveria investigar.
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sábado, 10 de janeiro de 2009
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Festas Felizes
O meu computador caseiro, um Asus, continua no hospital, à espera de uma peça que deverá chegar de Espanha.
Já lá vai mês e meio, porque conseguir que a Asus venda a peça é quase tão difícil como acertar no Totoloto.
O portátil está com um problema de excesso de glóbulos vermelhos, que irritam mesmo o mais calmo dos utilizadores.
Como se isto não bastasse o computador profissional teve um "apagão" que fez desaparecer todos os ficheiros dos últimos dois meses e meio.
Tudo junto é excessivo para um simples cidadão. Por isso, decidi regressar ao passado e virar as costas à informática durante este tempo de festas. Durante duas semanas, computador só - mesmo - para o essencial.
No entanto, não quero iniciar esta travessia do deserto sem desejar a quantos visitam este espaço
Já lá vai mês e meio, porque conseguir que a Asus venda a peça é quase tão difícil como acertar no Totoloto.
O portátil está com um problema de excesso de glóbulos vermelhos, que irritam mesmo o mais calmo dos utilizadores.
Como se isto não bastasse o computador profissional teve um "apagão" que fez desaparecer todos os ficheiros dos últimos dois meses e meio.
Tudo junto é excessivo para um simples cidadão. Por isso, decidi regressar ao passado e virar as costas à informática durante este tempo de festas. Durante duas semanas, computador só - mesmo - para o essencial.
No entanto, não quero iniciar esta travessia do deserto sem desejar a quantos visitam este espaço
Santo Natal
e
Óptimo 2009!
e
Óptimo 2009!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Blogue actualizado
Estive ausente do blogue durante alguns dias devido a indisposição prolongada. Nem a "Página" para o "Centro" desta semana tive tempo de preparar.
Agora, já praticamente "em forma", regresso a este local de encontro.
Depois de dezenas de telefonemas, de longa troca de e-mails, parece que a "mini-fonte de alimentação" chegou esta tarde (será verdade?) a Coimbra. E talvez amanhã tenha o computador novamente em casa.
Tudo isto dura há cinco (!!!) longas semanas.
Talvez seja útil contar como se processa a assistência Asus no caso de uma peça avariar.
O meu fornecedor teve de pedir a peça a uma das empresas reconhecidas pela Asus, que por sua vez teve de a pedir a um dos três importadores de peças da Asus para Portugal (dois recusaram fornecer a peça) e, finalmente, o importador teve de pedir a peça à Asus, em Espanha.
Depois, o processo decorreu ao contrário: da Asus para o importador, deste para a "empresa reconhecida" em Coimbra e, finalmente, para as mãos do meu fornecedor/reparador - que também é uma empresa.
Cinco semanas para uma simples peça viajar de Espanha para Portugal!
(Há dias comprei um televisor em França e ele chegou a minha casa em menos de 72 horas. E moro num 3.º andar!).
Como estamos no Natal, esta informação sobre a Asus pode ter interesse para alguém...
E contei lá uma "estória" que fica aqui também, como forma de homenagem a um "gentleman" do desporto que conheci quando me iniciava nas lides jornalísticas – Juan Callichio, argentino, treinador de futebol.
Aqui fica ela...
«O jogo em Castelo Branco foi disputado sob um vento intenso, numa tarde gélida.
Na 1.ª parte o Vigor jogou a favor do vento e conseguiu marcar um golo.
Ao intervalo, comentava-se que a 2.ª parte iria ser muito difícil para o Vigor, já que o Benfica de Castelo Branco iria tentar o empate e, a favor do vento, abusar dos passes longos e dos remates de longe.
Lembrei-me, então, de uma vitória do U. Coimbra, no Estádio da Tapadinha (Lisboa), numa final do Campeonato Nacional da III Divisão.
O U. Coimbra chegou à vitória na 2.ª parte, a jogar contra o vento. No final do jogo, "provoquei" o treinador unionista, Juan Callichio, dizendo-lhe que tinha tido muita sorte por ganhar o jogo naquelas condições.
A resposta da "velha raposa" foi esclarecedora: «Amigo, as boas equipas jogam sempre melhor contra o vento!».
Eu, jovem jornalista a iniciar-me nas lides, fiquei com esta máxima guardada na memória até hoje.
No sábado passado, em Castelo Branco, quando se faziam prognósticos sobre a 2.ª parte, recordei aos companheiros de viagem o episódio vivido com Callichio há uns 35 anos.
Eles olharam-me com ar de quem não acreditava muito. E não ficaram convencidos.
Por isso, quando o jogo acabou (depois do Vigor ter marcado três golos na 2.ª parte, a jogar contra o forte vento), não fui capaz de evitar a pergunta:
– Então quem é que percebe de futebol, quem é?...»
PS - A fonte de alimentação da Asus chegou mas... não era a do meu computador! Para além do atraso, cheira-me a grossa incompetência.
Agora, já praticamente "em forma", regresso a este local de encontro.
* * * * *
Afinal, a ausência foi menos prolongada do que a espera por uma peça para o meu computador Asus de secretária.Depois de dezenas de telefonemas, de longa troca de e-mails, parece que a "mini-fonte de alimentação" chegou esta tarde (será verdade?) a Coimbra. E talvez amanhã tenha o computador novamente em casa.
Tudo isto dura há cinco (!!!) longas semanas.
Talvez seja útil contar como se processa a assistência Asus no caso de uma peça avariar.
O meu fornecedor teve de pedir a peça a uma das empresas reconhecidas pela Asus, que por sua vez teve de a pedir a um dos três importadores de peças da Asus para Portugal (dois recusaram fornecer a peça) e, finalmente, o importador teve de pedir a peça à Asus, em Espanha.
Depois, o processo decorreu ao contrário: da Asus para o importador, deste para a "empresa reconhecida" em Coimbra e, finalmente, para as mãos do meu fornecedor/reparador - que também é uma empresa.
Cinco semanas para uma simples peça viajar de Espanha para Portugal!
(Há dias comprei um televisor em França e ele chegou a minha casa em menos de 72 horas. E moro num 3.º andar!).
Como estamos no Natal, esta informação sobre a Asus pode ter interesse para alguém...
* * * * *
Entretanto, actualizei o blogue da minha equipa.E contei lá uma "estória" que fica aqui também, como forma de homenagem a um "gentleman" do desporto que conheci quando me iniciava nas lides jornalísticas – Juan Callichio, argentino, treinador de futebol.
Aqui fica ela...
«O jogo em Castelo Branco foi disputado sob um vento intenso, numa tarde gélida.
Na 1.ª parte o Vigor jogou a favor do vento e conseguiu marcar um golo.
Ao intervalo, comentava-se que a 2.ª parte iria ser muito difícil para o Vigor, já que o Benfica de Castelo Branco iria tentar o empate e, a favor do vento, abusar dos passes longos e dos remates de longe.
Lembrei-me, então, de uma vitória do U. Coimbra, no Estádio da Tapadinha (Lisboa), numa final do Campeonato Nacional da III Divisão.
O U. Coimbra chegou à vitória na 2.ª parte, a jogar contra o vento. No final do jogo, "provoquei" o treinador unionista, Juan Callichio, dizendo-lhe que tinha tido muita sorte por ganhar o jogo naquelas condições.
A resposta da "velha raposa" foi esclarecedora: «Amigo, as boas equipas jogam sempre melhor contra o vento!».
Eu, jovem jornalista a iniciar-me nas lides, fiquei com esta máxima guardada na memória até hoje.
No sábado passado, em Castelo Branco, quando se faziam prognósticos sobre a 2.ª parte, recordei aos companheiros de viagem o episódio vivido com Callichio há uns 35 anos.
Eles olharam-me com ar de quem não acreditava muito. E não ficaram convencidos.
Por isso, quando o jogo acabou (depois do Vigor ter marcado três golos na 2.ª parte, a jogar contra o forte vento), não fui capaz de evitar a pergunta:
– Então quem é que percebe de futebol, quem é?...»
PS - A fonte de alimentação da Asus chegou mas... não era a do meu computador! Para além do atraso, cheira-me a grossa incompetência.
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