segunda-feira, 19 de julho de 2010
Política (triste) à portuguesa
O "chefe" dos socialistas de Coimbra parece que tomou posição sobre o assunto. Pode lê-la aqui.
Fica o problema resolvido? Não, fica na mesma.
Ou seja: o cidadão que pretende usar os comboios continua a ser prejudicado. Mas os rapazes fizeram um comunicado. E sentem-se aliviados, com certeza.
Quase 40 anos depois de Abril, podemos escrever que só as "moscas" é que são diferentes.
terça-feira, 9 de março de 2010
As promessas do PS
Governo corta no subsídio de desemprego para controlar défice. A medida não constava do programa eleitoral do PS.
Governo decide congelar salários reais dos funcionários públicos até 2013. A medida não constava do programa eleitoral do PS.
Governo aumenta a carga fiscal para a generalidade dos contribuintes. A medida não constava do programa eleitoral do PS.
Governo decidiu baixar o investimento público até 2013 para metade do registado em 2009. A medida não constava do programa eleitoral do PS.
Governo adia lançamento das linhas de alta velocidade Lisboa-Porto e Porto-Vigo. A medida não constava do programa eleitoral do PS.
Governo suspende lançamento de novas concessões rodoviárias. A medida não constava do programa eleitoral do PS.
Governo admite privatizar TAP, CTT e a área seguradora da Caixa Geral de Depósitos. A medida não constava do programa eleitoral do PS.
Governo admite vender participações na EDP, Galp e REN. A medida não constava do programa eleitoral do PS.
Lembremos o que o PS prometia aos portugueses no seu programa eleitoral, apresentado a 29 de Julho e sufragado a 27 de Setembro de 2009. Um programa no qual se sublinhava que "o Governo do PS venceu a crise orçamental":
- "Avançar com o investimento público modernizador."
- "Rejeitar o agravamento de impostos."
- "Promover o trabalho digno, a participação e a negociação colectiva."
- "Melhoria sustentada dos salários."
- "Prosseguir a concretização do plano rodoviário nacional."
- "Concretizar as linhas de alta velocidade Porto-Vigo e Lisboa-Madrid até 2013 e a linha Lisboa-Porto até 2015."
Dizia-se ainda, sem sombra de dúvida: "A nossa resposta é clara: parar, adiar, suspender, rasgar - não pode ser esse o caminho."
Com este programa, o PS foi a votos. E venceu. Faz hoje precisamente cinco meses e dez dias.
(transcrito do blogue "Delito de Opinião")
domingo, 10 de janeiro de 2010
Casamento homossexual e Emídio Rangel

É-me indiferente que duas pessoas do mesmo sexo decidam viver maritalmente. Não o defendo, mas penso que quem o deseja deve ter toda a liberdade para o fazer.
Mas daí até chamar casamento a essa união vai uma grande distância. Sou totalmente contrário.
A ideia (cultural) de casamento remete-nos para toda uma tradição, forma de organização social e valores que não são compatíveis com o "estatuto" que agora se quer atribuir às uniões homossexuais. Sobretudo porque, ao mesmo tempo, se está a destruir a ideia de família, que é ideia-base da nossa sociedade.
Feitas estas considerações, transcrevo o que Emídio Rangel escreveu ontem no "Correio da Manhã": «(...)já não era possível prolongar por mais tempo uma questão que está resolvida em todos os países democráticos e com um grau civilizacional elevado: o casamento de pessoas do mesmo sexo.»
Ficamos a saber, pela voz de Rangel, que só existem OITO "países democráticos e com grau civilizacional elevado", porque só oito países (e apenas três europeus!) aprovaram o casamento homossexual.
Fiquei feliz: Portugal está entre os oito melhores do mundo. E esta alegria devo-a a Emídio Rangel.
Obrigado, pá.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Sócrates e... uma gargalhada

Sócrates disse ontem na RTP (acabo de ver no noticiário da SIC) que faltou delicadeza no relacionamento com os professores.
Não sei porquê, quando ouvi o primeiro-ministro, soltou-se-me uma enorme gargalhada.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Política de "banha da cobra"
O produto servia para tudo e mais alguma coisa, no dizer dos vendedores. Homens de palavra fácil, juravam que a banha curava doenças, ajudava a emagrecer, aliviava as dores e - até! - afastava o mau olhado.
Eu, pequenito de calções, ficava por ali a ouvi-los, entusiasmado com a quantidade de argumentos utilizada para vender os pequenos boiões, paredes-meias com o cego do acordeão que cantava as desgraças que aconteciam por todo o país, enquanto uma senhora gorda vendia folhas A3 impressas com os versos.
Era um espectáculo a Praça Velha, sobretudo aos sábados de manhã, quando as ruas da Baixa se enchiam de gente trazida pelos comboios e as camionetas de carreira. Que espectáculo!
Actualmente, quando alguns políticos aparecem no televisor lembro-me imediatamente dos verdadeiros artistas da Praça Velha da minha meninice.É irresistível.
Ouço Sócrates e Teixeira dos Santos afirmar que baixaram o IVA em 1% (omitindo que anteriormente o haviam aumentado em 2%) e vêm-me logo à memória os vendedores da Praça Velha.
Felizmente, estou vacinado desde pequeno: eles, os vendedores de banha da cobra, apesar das horas que passei a observá-los, nunca me conseguiram convencer das qualidades do produto.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Os bebés do PS
Assim.
Ouço e fica-me a dúvida: onde irá o PS buscar o dinheiro?
sábado, 25 de julho de 2009
Herman entrevista Sócrates
A entrevista foi realizada em 1999.
A lógica da argumentação é a mesma de hoje.