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domingo, 6 de junho de 2010

Carlos Encarnação "por" João Silva

«O presidente da Câmara [de Coimbra] nunca sabe de nada, não ouviu nada, não é responsável por nada, tendo apenas a convicção de que haja o problema que houver é coisa que já devia ter sido resolvida há 30 anos. (...) O dr. Carlos Encarnação é, pois, um caso de amnésia em estado puro, que merece estudo.»
(João Silva, ex-vereador do PS, no "Campeão das Províncias")

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Varreram a minha rua!

Os três montes de lixo que eu tinha varrido no dia 25 de Abril já lá não estão, defronte do prédio onde moro. Comemoraram o "1.º de Maio", calmos, junto ao passeio. E partiram ontem, rumo à lixeira, que é o lugar a que têm direito.
É verdade: a minha rua foi varrida ontem!

De nada valeram os meus esforços nos últimos anos. Nem a mensagem que enviei ao presidente da Junta, nem a reclamação que apresentei ao Provedor do Ambiente. O primeiro respondeu-me que a responsabilidade da limpeza era da Câmara. O segundo foi enganado, porque os serviços da autarquia responderam-lhe que a rua era limpa. Não era. Nunca o foi. E ele nada mais podia fazer.

Ontem, porém, as coisas mudaram. E senti o prazer de ver – ao regressar a casa, ao final da tarde – que o "lixo do feriado" já tinha sido removido.

Eu conto como as coisas se passaram...
De manhã, tinha consulta marcada no Centro de Saúde de Eiras. Ao chegar, vi três homens a limpar as imediações. Dirigi-me a eles. Eram funcionários da Junta de Freguesia de Eiras. Expliquei-lhes a situação: que a Câmara dizia que a responsabilidade da limpeza da rua era da Junta e que o anterior presidente da Junta me dissera que era a Câmara que devia limpar. E que eu vivia numa rua que não era varrida há 15 anos. Pelo menos.
Um dos três homens, o responsável pela equipa, explicou-me que a Junta de Freguesia de Eiras tem apenas cinco funcionários para tratar das árvores, da limpeza dos passeios, da recolha de lixo nas ruas e dos arranjos nas escolas primárias. Para além de outras tarefas.
Mas logo a seguir, depois de lhe ter dito que eu próprio varria regularmente a parte da rua onde vivo, «a minha testada», ele disse que ia lá recolher os resíduos e prometeu dar mais atenção, no futuro, à situação.

E, pronto, o que e-mails ao presidente da Junta, queixas ao Provedor (homem grande!) e informações transmitidas ao vereador não tinham resolvido, resolveu-se com uma conversa de homem para homem.
Um dia destes vou escrever à presidente da Junta. Dar-lhe-ei conta deste episódio e pedir-lhe-ei uma limpeza regular da rua onde moro. Não é preciso que haja varredura de manhã e de tarde (como existe noutras zonas da cidade). Nem sequer todos os dias. Nem dia-sim dia-não. Creio ser suficiente uma passagem semanal. E nem sempre: quando chove, como a rua onde moro é inclinada, a Natureza encarrega-se de lavar e limpar.

Uma palavra final: muito obrigado, senhor António!
(É por estas e por outras que Portugal só tem a ganhar se diminuir o número de políticos...)

domingo, 25 de abril de 2010

O meu 25 de Abril



Chego a casa e percebo que perdi grandes discursos na cerimónia comemorativa do 25 de Abril na Assembleia da República. Nomeadamente os de Aguiar-Branco, Jaime Gama e Cavaco Silva.
Cheguei tarde porque estive a comemorar o 25 de Abril à minha maneira: a varrer a rua onde moro e a desentupir as sargetas. A testemunhá-lo, estão quatro montes de lixo, junto ao passeio, que simbolicamente ofereço nesta data solene aos responsáveis pela higiene urbana da minha cidade - esses mesmos que, há meses, "enganaram" o Provedor do Ambiente quando lhe disseram que a rua onde moro estava 100% limpa.

Finalmente, aos responsáveis do país recordo (com a imagem abaixo publicada) a evolução da taxa de abstenção, que na minha modesta opinião é o melhor indicador quanto ao cumprimento dos ideais de Abril.

Viva a Liberdade!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Estádio do Calhabé

("Record" de domingo passado; clique na imagem para ampliar)

Esta foto vale mais do que mil palavras.
É o Estádio de Coimbra (por outros chamado de ECC, que para mim significa Empreendimento Comercial do Calhabé) no sábado passado, dia de Académica-U. Leiria com menos de 3.000 espectadores nas bancadas.
É esta a realidade do futebol em Coimbra - por culpa da Académica, mas também dos decisores municipais.
Eu, por exemplo, recuso-me a entrar no estádio. Por duas razões essenciais: não quero, com a minha presença, nem legitimar a descaracterização do futebol da Briosa nem "aceitar" a entrega do estádio da forma que ela foi feita.
Do estádio e do que o rodeia apenas sei uma coisa: que todos os anos há dinheiro dos meus impostos que ali é aplicado. Já basta; não me peçam para contribuir (ainda) mais.

Claro que no próximo dia 18, ao fim da tarde, o estádio vai estar diferente. Quase sempre assim acontece, uma vez por ano.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Adeus, minha querida

Conhecemo-nos há alguns meses.
As nossas vidas cruzaram-se e num instante tornámo-nos amigos. Não sei bem como nem porquê. A verdade é que o nosso dia-a-dia passou a ser diferente depois daquele momento.
Fizeste-me companhia dias seguidos, noites seguidas. Ia à varanda fumar um cigarro depois do jantar e olhava-te com um misto de ternura e admiração. Saía de casa de manhã e saudava-te.
Tu, humilde, quase terna, tornaste-te presença obrigatória na minha vida. E foi assim crescendo o nosso relacionamento.
Fotografei-te vezes sem conta nos últimos meses.
A tua existência ajudava os meus dias a serem melhores. E isso é algo que nunca te poderei pagar, embora saiba que estes sentimentos entre amigos ultrapassam o simples deve-e-haver da vida a correr que hoje todos somos obrigados a viver.
A tua presença era estímulo e conforto. Sabia-te protegida junto de mim e creio que tu sentias o mesmo.
Ontem, ao chegar a casa, com a rua transformada num rio de águas soltas e violentas, senti um aperto no coração. Pressenti o pior.
Olhei e não te vi. A chuva caía frenética. Mesmo assim, saí do carro e fui ver de ti. Não te encontrei. Caminhei rua abaixo à tua procura e... nada.
Concretizaram-se os piores receios. A enxurrada, com a sua força brutal e estúpida, não percebera que tu, minha amiga, eras diferente e arrastara-te para longe de mim.
Fiquei triste, muito triste, por te saber perdida. Para sempre.
Entrei em casa, abatido, a alma a doer. Sem saber o que fazer, surgiu-me o pensamento de honrar a tua memória. E comecei a cogitar este texto, como preito de homenagem a um convívio diário de tantos meses.
É o que aqui tentei fazer. Com o coração despedaçado por hoje já não ter tido a tua companhia pela manhã, quando saí de casa para o trabalho.
Até sempre, "minha" querida escova de dentes azul com risca branca!

(Dedico este texto aos responsáveis pela limpeza urbana em Coimbra, com votos de que em 2010 prossigam com o meritório trabalho que desenvolvem. Como a rua onde vivo não é varrida há 14 anos, creio que será inglório não conseguir chegar, pelo menos, aos três lustros. Vamos a isso!)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Coimbra, triste Coimbra... (comentários de sexta-feira)

(sobre o afastamento dos jornalistas das sessões da Câmara Municipal)
Esta é uma das páginas mais negras da história recente de Coimbra. Ao lado da do estádio, da construção em zona verde, daquele concurso de admissão de pessoal no Verão de 2008 (o tal que era urgente e acabou depois do Natal).
Quanto ao psiquiatra, eu não sou mais inteligente, mas... felizmente os meus filhos já estão fora de Coimbra. E tomara eu que abandonassem este país/"sítio" mal frequentado. Porque, como qualquer pai, desejo o melhor para os meus filhos.

José Ribeiro, há bons e maus jornalistas como há bons e maus políticos. A questão não é, nem pode ser, essa. A questão é esta: os cidadãos têm direito a saber o que se passa no Município, porque são eles que ELEGEM e PAGAM a determinadas pessoas para os representar. Um dia, um autarca disse a um jornalista para se calar. E o jornalista respondeu-lhe: «Se, aqui, alguém pode mandar calar alguém, sou eu que o posso mandar calar a si. Porque eu pago-lhe o ordenado.» Esta é a verdadeira questão, por muito que isso custe aos políticos que pensam que são os "donos da coisa". E a nossa Democracia só será adulta quando os cidadãos confrontarem directamente, olhos nos olhos, aqueles a quem pagam para os representar.

(sobre Coimbra, a cidade que também é minha)
Eu, que nasci em Coimbra há 53 anos, na Baixa, em pleno coração da urbe popular, que joguei na Académica, no Sport e no U. Coimbra, que levei (e dei) "porrada" para restaurar as tradições académicas, entre 77 e 81, que estive na 1.ª linha contra a co-incineração, que ajudei a fundar dois jornais na cidade... neste momento estou-me "nas tintas" para Coimbra. E pronto para partir, logo que a oportunidade surja. (Claro que desejo as maiores felicidades a quem cá ficar.)

PS - Textos que publiquei esta tarde no "Facebook. Fica aqui o arquivo, para memória futura.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Câmara de Coimbra afasta jornalistas

«Os Vereadores do PS presentes na reunião ordinária de 10.11.2009, declaram que na presente, não podem votar favoravelmente a Acta da reunião atrás citada, pelo motivo de que a votação a que foi sujeita a proposta do Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, sobre a proibição dos jornalistas assistirem às reuniões do executivo municipal, viola o n.º 4 do art.º 8.º do Regimento, pois não estava préviamente agendada e nem sequer foi invocado o reconhecimento de urgência da deliberação em causa, e nestas circunstâncias os Vereadores do PS, irão requerer a anulação da referida deliberação.

Coimbra, 2009.11.23
Carlos Cidade, António Vilhena, Álvaro Maia Seco»
(declaração de voto apanhada aqui)

Afinal, nem tudo é tão mau como parecia.

Senhas de presença em Coimbra

Encarnação considerou que «aquela ideia dos boys é absolutamente tola, ridícula e absurda», garantindo que «as pessoas vêm aqui por vontade de servir». No caso dos SMTUC e da Turismo de Coimbra, o presidente do município revelou que, «tirando Manuel Oliveira que recebe como administrador-delegado, os restantes recebem apenas senhas de presença».
(in "Diário de Coimbra" de hoje)

Lemos e ficamos sem saber nada.
Quanto é o valor de cada senha de presença? Vinte euros? Cinquenta euros? Duzentos e cinquenta euros? Quinhentos euros?
Presença em quê? Reuniões, provavelmente. E quantas reuniões há? Uma por ano? Uma por mês? Uma por quinzena? Uma por semana?

Eis o exemplo perfeito de uma informação que... pouco informa.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Assino!

MANIFESTO ANTI-SILÊNCIO NA CÂMARA DE COIMBRA

O silêncio político de uma cidade é prenúncio da sua morte.


Uma cidade que aceita que o seu governo troque a abertura e o escrutínio público pela decisão fechada, tomada entre as quatro paredes duma sala de sessões, é uma cidade que vende o futuro.


Ocultar a face sobre a forma como as decisões são tomadas em nosso nome é renegar todo um passado de abertura e transparência, é um inaceitável comportamento político redutor da qualidade da democracia e indutor da suspeição e da desconfiança.
Uma cidade onde o presidente manda e os vereadores obedecem, cozinham acordos ou dormem sobre os dossiers não é uma cidade de futuro.


Fazer da Câmara de Coimbra um bunker onde se decide em segredo, afastando os jornalistas da reuniões do Executivo, não consta de nenhuma das propostas eleitorais que sufragámos nas recentes eleições e impedir os jornalistas de assistir às reuniões da Câmara – prática seguida em sucessivos mandatos – não foi um compromisso eleitoral anunciado, nem uma intenção manifestada.


Calar vereadores e silenciar a comunicação social é um acto de medo e de censura numa cidade onde se canta liberdade.


Os signatários querem continuar a saber como decidem os eleitos locais em sua representação e não aceitam o esbulho a esse direito pelo que se manifestam:


• Pela transparência autárquica na sua cidade;


• Pela presença da comunicação social nas sessões da Câmara;


• Contra o silêncio político na Câmara de Coimbra.


Coimbra, 20 de Novembro de 2009

Os signatários,
João Silva


Obviamente, eu também assino.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Lixo na rua desde domingo!


Quando o Provedor do Ambiente da Câmara Municipal de Coimbra questionou os serviços de higiene da autarquia, a propósito de um texto escrito neste blogue, os referidos serviços (não respondendo à questão de fundo: a rua não é varrida há mais de 10 anos!) responderam-lhe que estava tudo bem: não havia lixo no chão, nem ervas nos passeios, nem manchas de óleo no pavimento.
Pois bem: aqui está uma imagem que desmente os referidos serviços: há lixo, há ervas e há (perigosas) manchas de óleo, apesar de ter chovido a bom chover nos últimos dias.
Quanto ao lixo que a foto documenta, está no local desde domingo e hoje é quarta-feira.
As ervas ainda não chegaram ao metro de altura que tiveram no início do Verão mas para lá caminham. A passos largos.
As manchas de óleo são tão visíveis que algumas ainda guardam o "perfil" dos pneus dos automóveis que lá derraparam.

A situação é tanto mais ridícula quanto as ruas adjacentes são varridas: a do topo superior pelos serviços camarários e a do topo inferior pela Junta de Freguesia de Eiras, porque parece estar integrada na "zona rural" da freguesia.
Vá lá a gente compreender quem manda nestas coisas.

[Felizmente, de vez em quando chove, de vez em quando faz vento, e o lixo mais volumoso desaparece num dia de muita chuva ou de muito vento. Porque a rua, felizmente, é bem inclinada...]

Por isso, penso que é cada mais justificável que a Câmara Municipal mande colocar este cartaz no "espantalho" que na última semana surgiu defronte do prédio onde vivo. Assim, os cidadãos serãocorrectamente informados - e não "agredidos" com publicidade ou com outras mensagens de pura propaganda.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Um espantalho na rua!


Hoje acordei com este espantalho colocado em frente do prédio onde moro.
Como uma das faces ainda não está ocupada, proponho que fique assim:

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Rua limpa

A rua onde moro está finalmente limpa.
Não, não foram os serviços da autarquia, que teimam em não a varrer há dezena e meia de anos.
Foi a chuva. Abençoada.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

País pequeno

«Sob a presidência de Jorge Temido, cunhado do vereador Luís Providência (CDS/PP), a função de director-geral da AC foi confiada a um técnico conotado com o PS, Carlos Rodrigues, cuja mulher está colocada na Divisão de Gestão Desportiva da CMC (sob a alçada de Providência).»

Portugal é mesmo um país pequenino. Na verdade, somos (quase) todos primos e primas...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Prof. Doutor: e esta?!

(clique na imagem para ampliar)

Não há nada como a aproximação de eleições para uma pessoa subir na vida.
Nem é preciso inscrição numa daquelas universidades independentes...

domingo, 13 de setembro de 2009

A minha rua é uma pista

Choveu esta noite.
Na minha rua os motores dos automóveis fizeram-se ouvir bem alto.

Explico: quem subia a rua... patinava.

A rua, que não é varrida (nem lavada) há anos, está suja. E torna-se perigosa.
Nas faixas de rodagem, junto aos contentores do lixo, acumula-se o óleo derramado pelos camiões de recolha.

É verdade: a minha rua parece uma pista... de gelo.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Concurso de Verão

(clique na imagem para ampliar)

Anúncio publicado no sábado, dia 15 de Agosto (feriado nacional), na página 16, secção "Região", do "Diário de Coimbra".

Mais informações aqui.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Luís Bettencours: uma voz livre


Não o conheço, nem nunca ouvi falar dele.
Um texto de opinião, no "Campeão das Províncias", ontem, despertou a minha atenção.
Tem a ver com o governo do município. É obrigatório lê-lo.

Chama-se Luís Bettencours o autor do texto.
Fez-me saber muita coisa que ignorava. Estou-lhe grato por isso, embora me tenha feito sentir (muito) envergonhado.
A situação, afinal, é bem mais negra do que eu imaginava.

Luís Bettencours tem um blogue.
Visitei-o pela primeira vez.
Transcrevo aqui algumas linhas do texto que o autor hoje publicou. Faço-o como forma de homenagem a um homem livre, a uma voz independente, a um cidadão que merece o meu maior respeito.

«Não sou político (nem quero) e nunca dependi da política, dos políticos e da Administração Pública para rigorosamente nada. Sou, por isso, absolutamente livre para emitir a minha opinião sem pudor, medo ou inibição.
(...)
Fui habituado a lutar desde muito cedo para conseguir o que pretendia e almejava. Desde muito cedo fui educado a trabalhar, estudar e ser o melhor profissional na área que escolhesse. O meu pai sempre me disse que jamais "meteria cunhas" para conseguir vagas e que teria de demonstrar o meu valor e mérito sozinho.
(...)
Por isso não aceito facilitismos e preferências resultantes de relações familiares e políticas. Também não admito que os políticos usem o poder que nós todos cidadãos lhes damos para, em nosso nome, gerirem o interesse público quando o que fazem é usá-lo para defender interesses particulares.
E até estou à vontade pois em 2001 decidi votar pela mudança, em Carlos Encarnação. Arrependi-me

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Câmara Municipal de Turismo

«Los días uno y dos de julio, Mª Pilar viajará a Coimbra con un grupo de periodistas españoles a presentar "in situ" La rosa de Coimbra. El viaje está auspiciado por Editorial Styria y la Cámara Municipal de Turismo de Coimbra.»
(mensagem recebida no Facebook)

segunda-feira, 30 de março de 2009

Câmara de Coimbra compra portáteis a 1.200 euros

Ao que parece, a Câmara Municipal de Coimbra comprou computadores portáteis para os vereadores.
Segundo li na blogosfera, trata-se de computadores Toshiba, modelo "Portégé M750", cujo preço ronda os 1.200 euros.

A pergunta: para que é que os vereadores necessitam de um computador deste valor?

Eu comprei um Toshiba no último Natal, o modelo "A300-1|4", por metade daquele preço e posso garantir que é uma "bomba"!

Repito a pergunta: para que é que os vereadores necessitam de um computador daquele valor?
E faço outra: é lógico que uma Câmara que ainda há pouco tempo teve de aprovar um empréstimo de milhões gaste o dinheiro público nestes luxos?

Termino com a "tal" pergunta: para que é que os vereadores necessitam de um computador daquele valor?

(É tempo de os contribuintes começarem a questionar directamente aqueles que gerem o nosso dinheiro. Eles têm o poder de aumentar os impostos, mas nós temos o dever de questionar como gastam o dinheiro. O nosso dinheiro.)

sexta-feira, 27 de março de 2009

Provedor do Ambiente analisa "lixo na rua"

Assunto: Falta de limpeza urbana na Rua da Liberdade
N/ Ref.ª: Processo n.º 648.1-2009/AEV
N/ Ofício n.º 2098/270309

Coimbra, 27 de Março de 2009


Exmo. Sr. Mário Martins,

A Provedoria do Ambiente e Qualidade de Vida Urbana de Coimbra vem, por este meio, informar que, após tomar conhecimento da falta de limpeza da Rua da Liberdade, através do seu blogue pessoal, registou o seu processo com o número mencionado em epígrafe, o qual deverá ser utilizado sempre que se dirigir ao nosso gabinete, solicitando e/ou adicionando qualquer informação ao processo.

Segundo o artigo 7.º da Designação, Competências e Mandato do Provedor, os munícipes têm direito de resposta no prazo de 90 dias. Esperamos desta forma ir ao encontro das suas expectativas na resolução do problema apresentado.

Atenciosamente,

P'lo Provedor do Ambiente e Qualidade de Vida Urbana
A Técnica Superior
(Maria João Martins)


Ainda me parece impossível!
Ontem ao princípio da noite, o Provedor do Ambiente da Câmara Municipal de Coimbra enviou um comentário para o blogue, a propósito do texto que escrevi ao final da tarde sobre a falta de limpeza na rua onde moro.
Informava que tinha lido o texto e solicitava informação sobre o assunto.
Na resposta, enviei-lhe cópias das mensagens que enviei em Junho passado ao presidente da Junta de Freguesia de Eiras, José Passeiro (e da respectiva resposta), ao vereador Luís Providência em Outubro (que não teve resposta) e à Câmara Municipal de Coimbra há 10 dias (que também não obteve resposta).
Esta tarde, recebi a mensagem que acima transcrevo.

Ainda me parece impossível!
Não é vulgar os serviços públicos funcionarem em Portugal com tamanha rapidez.
(Apenas um exemplo: um familiar meu continua à espera, há 11 meses!!!, da chegada do "cartão de contribuinte".)
Não é vulgar, creio eu, um "provedor" tomar conhecimento de um assunto por um blogue e, em escassa hora e meia, decidir agir.

Felizmente há pessoas da craveira do Prof. Doutor Salvador Massano Cardoso, Provedor do Ambiente e da Qualidade de Vida Urbana de Coimbra e professor catedrático da Faculdade de Medicina, para (ainda) nos fazerem acreditar na qualidade da Democracia em que vivemos.
Muito obrigado.