domingo, 6 de junho de 2010
Carlos Encarnação "por" João Silva
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Varreram a minha rua!
domingo, 25 de abril de 2010
O meu 25 de Abril

sexta-feira, 9 de abril de 2010
Estádio do Calhabé

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Adeus, minha querida
As nossas vidas cruzaram-se e num instante tornámo-nos amigos. Não sei bem como nem porquê. A verdade é que o nosso dia-a-dia passou a ser diferente depois daquele momento.
Fizeste-me companhia dias seguidos, noites seguidas. Ia à varanda fumar um cigarro depois do jantar e olhava-te com um misto de ternura e admiração. Saía de casa de manhã e saudava-te.
Tu, humilde, quase terna, tornaste-te presença obrigatória na minha vida. E foi assim crescendo o nosso relacionamento.
Fotografei-te vezes sem conta nos últimos meses.
A tua existência ajudava os meus dias a serem melhores. E isso é algo que nunca te poderei pagar, embora saiba que estes sentimentos entre amigos ultrapassam o simples deve-e-haver da vida a correr que hoje todos somos obrigados a viver.
A tua presença era estímulo e conforto. Sabia-te protegida junto de mim e creio que tu sentias o mesmo.
Ontem, ao chegar a casa, com a rua transformada num rio de águas soltas e violentas, senti um aperto no coração. Pressenti o pior.
Olhei e não te vi. A chuva caía frenética. Mesmo assim, saí do carro e fui ver de ti. Não te encontrei. Caminhei rua abaixo à tua procura e... nada.
Concretizaram-se os piores receios. A enxurrada, com a sua força brutal e estúpida, não percebera que tu, minha amiga, eras diferente e arrastara-te para longe de mim.
Fiquei triste, muito triste, por te saber perdida. Para sempre.
Entrei em casa, abatido, a alma a doer. Sem saber o que fazer, surgiu-me o pensamento de honrar a tua memória. E comecei a cogitar este texto, como preito de homenagem a um convívio diário de tantos meses.
É o que aqui tentei fazer. Com o coração despedaçado por hoje já não ter tido a tua companhia pela manhã, quando saí de casa para o trabalho.
Até sempre, "minha" querida escova de dentes azul com risca branca!
(Dedico este texto aos responsáveis pela limpeza urbana em Coimbra, com votos de que em 2010 prossigam com o meritório trabalho que desenvolvem. Como a rua onde vivo não é varrida há 14 anos, creio que será inglório não conseguir chegar, pelo menos, aos três lustros. Vamos a isso!)
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Coimbra, triste Coimbra... (comentários de sexta-feira)
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Câmara de Coimbra afasta jornalistas
Coimbra, 2009.11.23
Carlos Cidade, António Vilhena, Álvaro Maia Seco»
Senhas de presença em Coimbra
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Assino!
MANIFESTO ANTI-SILÊNCIO NA CÂMARA DE COIMBRA
O silêncio político de uma cidade é prenúncio da sua morte.
Uma cidade que aceita que o seu governo troque a abertura e o escrutínio público pela decisão fechada, tomada entre as quatro paredes duma sala de sessões, é uma cidade que vende o futuro.
Ocultar a face sobre a forma como as decisões são tomadas em nosso nome é renegar todo um passado de abertura e transparência, é um inaceitável comportamento político redutor da qualidade da democracia e indutor da suspeição e da desconfiança.
Uma cidade onde o presidente manda e os vereadores obedecem, cozinham acordos ou dormem sobre os dossiers não é uma cidade de futuro.
Fazer da Câmara de Coimbra um bunker onde se decide em segredo, afastando os jornalistas da reuniões do Executivo, não consta de nenhuma das propostas eleitorais que sufragámos nas recentes eleições e impedir os jornalistas de assistir às reuniões da Câmara – prática seguida em sucessivos mandatos – não foi um compromisso eleitoral anunciado, nem uma intenção manifestada.
Calar vereadores e silenciar a comunicação social é um acto de medo e de censura numa cidade onde se canta liberdade.
Os signatários querem continuar a saber como decidem os eleitos locais em sua representação e não aceitam o esbulho a esse direito pelo que se manifestam:
• Pela transparência autárquica na sua cidade;
• Pela presença da comunicação social nas sessões da Câmara;
• Contra o silêncio político na Câmara de Coimbra.
Coimbra, 20 de Novembro de 2009
Os signatários,
João Silva
Obviamente, eu também assino.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Lixo na rua desde domingo!

Quando o Provedor do Ambiente da Câmara Municipal de Coimbra questionou os serviços de higiene da autarquia, a propósito de um texto escrito neste blogue, os referidos serviços (não respondendo à questão de fundo: a rua não é varrida há mais de 10 anos!) responderam-lhe que estava tudo bem: não havia lixo no chão, nem ervas nos passeios, nem manchas de óleo no pavimento.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Um espantalho na rua!
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Rua limpa
Não, não foram os serviços da autarquia, que teimam em não a varrer há dezena e meia de anos.
Foi a chuva. Abençoada.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
País pequeno
Portugal é mesmo um país pequenino. Na verdade, somos (quase) todos primos e primas...
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Prof. Doutor: e esta?!
Não há nada como a aproximação de eleições para uma pessoa subir na vida.
Nem é preciso inscrição numa daquelas universidades independentes...
domingo, 13 de setembro de 2009
A minha rua é uma pista
Na minha rua os motores dos automóveis fizeram-se ouvir bem alto.
Explico: quem subia a rua... patinava.
A rua, que não é varrida (nem lavada) há anos, está suja. E torna-se perigosa.
Nas faixas de rodagem, junto aos contentores do lixo, acumula-se o óleo derramado pelos camiões de recolha.
É verdade: a minha rua parece uma pista... de gelo.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Concurso de Verão
Mais informações aqui.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Luís Bettencours: uma voz livre

Não o conheço, nem nunca ouvi falar dele.
Um texto de opinião, no "Campeão das Províncias", ontem, despertou a minha atenção.
Tem a ver com o governo do município. É obrigatório lê-lo.
Chama-se Luís Bettencours o autor do texto.
Fez-me saber muita coisa que ignorava. Estou-lhe grato por isso, embora me tenha feito sentir (muito) envergonhado.
A situação, afinal, é bem mais negra do que eu imaginava.
Luís Bettencours tem um blogue.
Visitei-o pela primeira vez.
Transcrevo aqui algumas linhas do texto que o autor hoje publicou. Faço-o como forma de homenagem a um homem livre, a uma voz independente, a um cidadão que merece o meu maior respeito.
«Não sou político (nem quero) e nunca dependi da política, dos políticos e da Administração Pública para rigorosamente nada. Sou, por isso, absolutamente livre para emitir a minha opinião sem pudor, medo ou inibição.
(...)
Fui habituado a lutar desde muito cedo para conseguir o que pretendia e almejava. Desde muito cedo fui educado a trabalhar, estudar e ser o melhor profissional na área que escolhesse. O meu pai sempre me disse que jamais "meteria cunhas" para conseguir vagas e que teria de demonstrar o meu valor e mérito sozinho.
(...)
Por isso não aceito facilitismos e preferências resultantes de relações familiares e políticas. Também não admito que os políticos usem o poder que nós todos cidadãos lhes damos para, em nosso nome, gerirem o interesse público quando o que fazem é usá-lo para defender interesses particulares.
E até estou à vontade pois em 2001 decidi votar pela mudança, em Carlos Encarnação. Arrependi-me.»
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Câmara Municipal de Turismo
segunda-feira, 30 de março de 2009
Câmara de Coimbra compra portáteis a 1.200 euros
Segundo li na blogosfera, trata-se de computadores Toshiba, modelo "Portégé M750", cujo preço ronda os 1.200 euros.
A pergunta: para que é que os vereadores necessitam de um computador deste valor?
Eu comprei um Toshiba no último Natal, o modelo "A300-1|4", por metade daquele preço e posso garantir que é uma "bomba"!
Repito a pergunta: para que é que os vereadores necessitam de um computador daquele valor?
E faço outra: é lógico que uma Câmara que ainda há pouco tempo teve de aprovar um empréstimo de milhões gaste o dinheiro público nestes luxos?
Termino com a "tal" pergunta: para que é que os vereadores necessitam de um computador daquele valor?
(É tempo de os contribuintes começarem a questionar directamente aqueles que gerem o nosso dinheiro. Eles têm o poder de aumentar os impostos, mas nós temos o dever de questionar como gastam o dinheiro. O nosso dinheiro.)
sexta-feira, 27 de março de 2009
Provedor do Ambiente analisa "lixo na rua"
N/ Ref.ª: Processo n.º 648.1-2009/AEV
N/ Ofício n.º 2098/270309
Exmo. Sr. Mário Martins,
A Provedoria do Ambiente e Qualidade de Vida Urbana de Coimbra vem, por este meio, informar que, após tomar conhecimento da falta de limpeza da Rua da Liberdade, através do seu blogue pessoal, registou o seu processo com o número mencionado em epígrafe, o qual deverá ser utilizado sempre que se dirigir ao nosso gabinete, solicitando e/ou adicionando qualquer informação ao processo.
Segundo o artigo 7.º da Designação, Competências e Mandato do Provedor, os munícipes têm direito de resposta no prazo de 90 dias. Esperamos desta forma ir ao encontro das suas expectativas na resolução do problema apresentado.
Atenciosamente,
P'lo Provedor do Ambiente e Qualidade de Vida Urbana
A Técnica Superior
(Maria João Martins)
Ainda me parece impossível!
Ontem ao princípio da noite, o Provedor do Ambiente da Câmara Municipal de Coimbra enviou um comentário para o blogue, a propósito do texto que escrevi ao final da tarde sobre a falta de limpeza na rua onde moro.
Informava que tinha lido o texto e solicitava informação sobre o assunto.
Na resposta, enviei-lhe cópias das mensagens que enviei em Junho passado ao presidente da Junta de Freguesia de Eiras, José Passeiro (e da respectiva resposta), ao vereador Luís Providência em Outubro (que não teve resposta) e à Câmara Municipal de Coimbra há 10 dias (que também não obteve resposta).
Esta tarde, recebi a mensagem que acima transcrevo.
Ainda me parece impossível!
Não é vulgar os serviços públicos funcionarem em Portugal com tamanha rapidez.
(Apenas um exemplo: um familiar meu continua à espera, há 11 meses!!!, da chegada do "cartão de contribuinte".)
Não é vulgar, creio eu, um "provedor" tomar conhecimento de um assunto por um blogue e, em escassa hora e meia, decidir agir.
Felizmente há pessoas da craveira do Prof. Doutor Salvador Massano Cardoso, Provedor do Ambiente e da Qualidade de Vida Urbana de Coimbra e professor catedrático da Faculdade de Medicina, para (ainda) nos fazerem acreditar na qualidade da Democracia em que vivemos.
Muito obrigado.



