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terça-feira, 11 de maio de 2010

Retrato do país


capas das edições de hoje

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Depois dos desempregados, os pensionistas...

NOTÍCIA
Pensionistas obrigados a mostrar contas bancárias
Os reformados que recebem pensões sociais ou pensões mínimas (actualmente, são quase um milhão) vão ser obrigados a provar que não têm outras fontes de rendimento para continuarem a ter direito ao apoio do Estado.

COMENTÁRIO
Primeiro atribui-se. Quando a coisa aperta fiscaliza-se!!!!!
Este é um bom exemplo de como funciona o nosso estado. Quandoa s vacas estão "gordas", dão-se subsísidios a torto e a direito. Usam-se os dinheiros da segurança social para fazer política de sarjeta. Quando a coisa aperta, é que se vai fiscalizar e possivelmente retirar os benefícios já atribuidos. Vergonhoso!!!
(retirado daqui)

sexta-feira, 30 de abril de 2010

De Espanha vêm boas notícias

Espanha suprime 29 empresas públicas
e 32 altos cargos ministeriais

O Governo espanhol decidiu suprimir 29 empresas públicas e 32 dirigentes de topo nos diferentes Ministérios. Esta medida foi tomada hoje no Conselho de Ministros e enquadra-se no plano de racionalização do sector público.

(leia aqui)

Crise chegou ao fim!

Ouça aqui quantas vezes o Governo já anunciou o fim da crise.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Portugal à deriva


Transcrevo três reflexões que acabo de partilhar no "Facebook"...

Continuamos a brincar! Hoje, os funcionários do Parlamento fazem greve, o plenário não reúne, mas o restaurante da Assembleia da República está aberto. O TGV continua nos planos do Governo. Nem uma palavra sobre os gastos escandalosos do Estado e os privilégios da classe dirigente. Mas Governo e Oposição vão encontrar-se de manhã para reduzir o subsídio de desemprego!

Aproxima-se o momento em que o estrangeiro ditará o rumo do país. (Lembram-se daquele velhote sueco que vinha a Portugal de 15 em 15 dias determinar o ritmo da preparação do Euro 2004? E depois vieram suíços e alemães organizar o campeonato. Vai voltar a ser assim, mas em muito maior escala. Mesmo que não pareça...)

Uma pergunta para José Sócrates (e "sus muchachos"): com que então Portugal era o país que melhor estava a enfrentar a crise e seria o primeiro a sair dela? [Se a situação não fosse trágica, era o momento de dar uma valente gargalhada...]

28 de Abril, às 02h15

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Acredito neste homem

Para ler aqui.

Este homem, se estivesse disposto a voltar a exercer funções políticas, teria o meu voto. De olhos fechados.

Todos contra nós. Uma vergonha!

O Governo barafusta. Alguns opinadores indignam-se.
O mundo inteiro está contra nós. Já não chegavam as agências de "rating", agora é o próprio FMI!
Só os nossos queridos governantes acreditam que Portugal está a vencer a luta contra a crise.
«O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em forte baixa a sua previsão para o crescimento da economia portuguesa ao longo deste ano», escrevem os jornais. É o cúmulo!
O desemprego vai aumentar, noticia a Comunicação Social. Que absurdo!
Ao mesmo tempo, o nosso querido Governo reafirma a aposta no TGV. Qual luxo, qual carapuça... E a nossa querida Assembleia da República prepara-se para pagar viagens para Paris, todos os fins-de-semana, a uma deputada eleita por Lisboa. São apenas 6.000 euros por mês! Uns trocos.
Isto é Portugal no início do século XXI. Que tristeza.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Notícia de hoje

A Fitch reduziu o “rating” de dívida Portuguesa a longo-prazo para “AA-”, com um “outlook” “negativo”. A agência de notação financeira justifica a medida, que era já esperada pelos mercados, com a situação das contas públicas portuguesas.

A Fitch decidiu reduzir o “rating” da dívida a longo prazo de “AA” para “AA-”, para “reflectir o significativo desempenho abaixo dos pares em 2009”, revela uma nota de análise hoje emitida, onde a agência de notação financeira salienta que, em Setembro, estimava que o défice orçamental português se situasse em 6,3%, quando os números apresentados por Portugal revelaram um défice de 9,3%.

Esta foi a primeira vez desde 1998 que a Fitch cortou o “rating” de Portugal.
(in "Jornal de Negócios")

Apenas um comentário: viva o governo socialista!
(e não se esqueça de ler os comentários no "site" do "Jornal de Negócios" para entender melhor o que está em causa)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Portugal: imensa desgraça

«Os salários vão baixar, as reformas ficarão ainda mais miseráveis, o desemprego não vai parar de crescer, a economia continuará a rastejar e o endividamento das empresas, das famílias e do Estado atingirá níveis que nem os mais pessimistas conseguiram adivinhar. No meio desta imensa desgraça, com muitos consensos e discursos patrióticos cheios de mentiras, não há uma alma caridosa que explique aos indígenas que esta miséria, que nem chega a ser franciscana, veio mesmo para ficar. No meio deste imenso pântano económico, social e político não há uma alma caridosa que explique aos indígenas algumas coisas simples sobre as suas vidas nos anos que aí vêm. Vão ficar mais pobres e nem de TGV conseguirão atingir os níveis de vida europeus. Antes eram pobretes mas alegretes. No futuro serão ainda mais pobretes e só os parvos continuarão alegretes.»
António Ribeiro Ferreira, hoje, no "Correio da Manhã"

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Até os "Nobel" estão com desconto!

(clique na imagem para ampliar)

Efeitos da crise...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Vamos salvar os ricos

Contemporâneos - "Salvem os Ricos" (videoclip)

Felizmente, rir ainda não paga imposto.
Sejam felizes!

quinta-feira, 26 de março de 2009

A "última" do Magalhães

(clique na imagem para ampliar)
(in TVI24)

Aí está uma utilidade do Magalhães: ajudar a superar a crise!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Causas imateriais da crise

por Henrique Monteiro

Oficialmente, esta crise deve-se a crimes e asneiras do sistema financeiro motivados sobretudo por excesso de mercado e falta de regulação. Não há discurso que não o afirme.
Longe de mim negar tais causas, embora, por natureza, desconfie que hecatombes desta dimensão se fiquem apenas a dever a uma ou duas causas. Do meu ponto de vista, a crise resulta de muito mais cambiantes e variantes, como, aliás, todas as crises que historicamente atravessámos.
Curiosamente, muito se fala da crise de valores, mas pouca importância se lhe atribui quando se trata de analisar a falta de confiança dos mercados, as falências e o desemprego. E, no entanto, a crise de confiança é ela própria uma parte da crise dos valores. Sem valores seguros - como a probidade, a justiça, a temperança, a palavra, a prudência - não há confiança.
O sistema financeiro, sendo responsável por parte dessa quebra de confiança, foi também ele próprio vítima de uma ideologia dominante que pouca ou nenhuma atenção deu a estes valores tradicionais. Aliás, veja-se como na arte, nas ciências sociais, na comunicação, a ideia de virtude foi sendo abandonada em favor de conceitos a que chamámos pós-modernos.
Ao mesmo tempo que o relativismo negava uma verdade exterior a nós, para a colocar dependente do observador e em plano equivalente a outros valores, as principais âncoras da nossa sociedade eram arrancadas. O politicamente correcto, espécie de ditadura da linguagem, juntou-se com ideias generosas mas insustentáveis de que os direitos são inalienáveis e prevalecem sobre os deveres, que no geral se resumem ao pagamento (se tal não puder ser evitado) de impostos.
Conceitos como aforro ou caridade quase acabaram, assim como a ideia de que as recompensas se obtêm após um tempo alargado de esforço; na nossa sociedade as recompensas têm de ser imediatas, assim como na economia.
A filosofia, a arte e parte das ciências (sobretudo as ciências sociais) deixaram de reflectir a realidade, para reflectirem reflexões, num jogo infinito e cada vez mais distante do homem. Ao mesmo tempo, as construções naturais - da família à sexualidade - foram consideradas meras preferências ou opções e, em consequência, substituíveis por modelos diferentes.

Estas ideias inundaram as universidades, os meios de comunicação, as conversas bem pensantes e estabeleceram um sistema do qual é difícil, perigoso e não recompensador discordar.
Não foi só o sistema financeiro que contribuiu para esta crise.
Assim como não basta refazê-lo para que a crise termine.

(clique na imagem para ampliar)

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Crise económica e crise ético-moral

A corrupção está na ordem do dia.
Os casos suspeitos são mais do que muitos, envolvendo decisores de vários níveis.
E os portugueses como que já se habituaram a viver no pântano, sendo escassas as vozes que se levantam contra este "lado negro" da sociedade.

Nos partidos políticos contam-se pelos dedos de uma mão as vozes que denunciaram pública e frontalmente o "polvo" que consome parte importante dos escassos recursos do país.
Por medo ou por conveniência? Por falta de cultura democrática ou por ausência de valores?

À crise económica junta-se assim, pelo menos em Portugal, uma crise ético-moral ainda mais profunda. O que não augura nada de bom.

É tempo de levantar a voz e - como diz o Povo - «chamar os bois pelos nomes».
Denunciar os negócios suspeitos, as promoções por amiguismo, os concursos "à medida", as nomeações clientelares, as escolhas dinásticas... é um direito de qualquer cidadão.
Mais do que um direito, é um dever.

Recentemente, um deputado afirmou que Portugal vivia em «claustrofobia democrática».
Penso que o mal é mais profundo: Portugal vive uma grave crise de valores.
E faltam Homens (sim, homens com agá maiúsculo).

*********
(anexo)
Acabo de ouvir na televisão que José Sócrates votou hoje na Covilhã, na eleição interna em curso no Partido Socialista.
Aposto singelo contra dobrado, que ninguém questionará nos meios de comunicação social este simples facto: votou na Covilhã porquê?
Reside na Covilhã? Faz política na Covilhã? Trabalha na Covilhã?

São situações como esta que destroem a credibilidade de qualquer sistema, transmitindo aos cidadãos que tudo é possível.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Gala


Realizou-se ontem à noite a "Gala do Desporto", uma iniciativa da Câmara Municipal de Coimbra.
Homenagear os melhores é questão de justiça.

Justíssimo foi o troféu entregue ao César Pegado, a distinguir uma vida inteira dedicada ao desporto – com qualidade, com alegria e com espírito de voluntariado.

Teve mais dinâmica a "Gala" deste ano.
Mas nem por isso foram evitadas várias "gaffes", a principal das quais foi a entrega do prémio da Associação Distrital de Judo de Coimbra a um dirigente da... ACM.

****

PS – Ao jantar conversou-se sobre muita coisa. A certa altura disse da minha convicção quanto a um inevitável forte "abanão social", dada a crise em que vivemos. Uma crise profunda, a vários níveis. Como já é habitual, fui acusado de "pessimista". Hoje de manhã vejo que Mário Soares escreve no "Diário de Notícias" o seguinte: «Oiçam-se as pessoas na rua, tome-se o pulso do que se passa nas universidades, nos bairros populares, nos transportes públicos, no pequeno comércio, nas fábricas e empresas que ameaçam falir, por toda a parte do País, e compreender-se-á que estamos perante um ingrediente que tem demasiadas componentes prestes a explodir.» Está visto que Mário Soares é um pessimista.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Portugal, século XXI

O cidadão chega à estação de correios e tira a senha.
São 12H17. Está apenas uma funcionária ao balcão.
Olha o número e vê que tem 14 pessoas à sua frente.
O talão informa que o tempo previsto de espera é de hora e meia.
Desiste dos CTT. Vai almoçar.

* * * * *

Depois do almoço, o cidadão dirige-se à PT.
São 13h22. Está apenas um funcionário ao balcão, enquanto na sala outro tenta vender serviços do Meo.
Tira a senha. «Atendimento previsto» dentro de 22 minutos.
Vira costas, com ar satisfeito.
O dia, afinal, estava a correr lindamente – em tempo de crise, poupara umas dezenas de euros.