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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Eleições autárquicas em Coimbra: de onde vem o dinheiro?

Afastei-me deliberadamente da campanha eleitoral autárquica.
Mas, de vez em quando, a campanha vem ter comigo.

- O que é que achas da campanha? - é uma pergunta repetida.
- Quais vão ser os resultados? - é outra.

No entanto, a pergunta que mais vezes me têm dirigido é esta:
- De onde vem tanto dinheiro para a campanha do Pina Prata?

Como é óbvio, não sei a resposta.
Mas dou comigo a pensar: de onde virão tantos milhões para todas as campanhas?

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Jantares políticos

Um deputado socialista tenta explicar, na SIC Notícias, que a nova lei de financiamento dos partidos é um texto notável, que ajudará à transparência.
A politóloga que está presente no programa não se mostra convencida e argumenta com argúcia.

Ela poderia ter apresentado um exemplo como este: o partido promove uma festa de angariação de fundos, com bilhete de entrada a 10 euros (inclui jantar de lombo de porco assado, vinhos e café). No entanto, um promotor lá da terra, apenas por vaidade pessoal (obviamente...), decide pagar, em vez de 10 euros, 5.000 euros. É proibido? Não.
(De acordo com as palavras do deputado socialista, creio que lhe deverá ser entregue um "talão de caixa").
No final, estará tudo certo: a verba do promotor aparecerá diluída na receita do jantar. (Ao mesmo tempo, alguns dos comensais poderão comer à borla, que a coisa não se notará. E o "tipo das contas" terá até a possibilidade de apresentar uma "contabilidade criativa".)

PS - Cada vez mais me apetece sair daqui. Portugal está mesmo transformado num sítio mal frequentado.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

João Cravinho, os partidos, o dinheiro e a corrupção

«João Cravinho apelou ontem à intervenção do Presidente da República, Cavaco Silva, na nova lei de financiamento dos partidos, por entender que o diploma é “um atentado ao bom funcionamento das instituições democráticas”. Em declarações no seu espaço semanal de opinião na Renascença, o socialista disse ainda que a lei é “uma pouca vergonha” e uma “porta aberta à corrupção”. (...)

“Abrir a porta a uma entrada de dinheiro 1.250.000 euros, sem qualquer fiscalização sem qualquer contraprova?”, questionou. E acrescentou: “Mais vale dizer que está aberto o leilão à corrupção, porque é isto mesmo que se trata. É uma pouca vergonha. É uma provocação”.
“Espantar-me-ia que o Presidente da república achasse isto tudo bem e não tivesse qualquer reparo a fazer”, assumiu, citado pela Renascença.»
(in "Público")

Quem sou eu, ao lado de tão ilustre político do Partido Socialista, para pensar o mesmo?
No dia 30 de Abril, aqui no blogue, num texto intitulado "Portugal está a bater no fundo", escrevi o seguinte:
«A minha opinião: esta nova lei de financiamento dos partidos é uma vergonha. Vergonha!
Há poucos anos, aumentou-se o financiamento público dos partidos (argumentando que eram os "custos da Democracia") para evitar os donativos, já que são terreno propício a toda a espécie de corrupção.
Pois agora, com os bolsos cheios do dinheiro dos contribuintes (que paga toda a espécie de gastos extravagantes dos aparelhos partidários), os responsáveis políticos fazem marcha-atrás e voltam a estender a mão aos donativos.
Repito: isto é uma das maiores poucas-vergonhas de sempre da classe política.»

Hoje, ao ler as declarações de João Cravinho, sinto-me confortado.
Afinal, não estou maluco. Felizmente.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Portugal está a bater no fundo

«O líder parlamentar socialista, Alberto Martins, considerou hoje "muito positiva" a nova lei do financiamento partidário, assegurando que a duplicação do valor admissível para donativos privados "não põe em causa o objectivo central da transparência".»
(in "JN")

A minha opinião: esta nova lei de financiamento dos partidos é uma vergonha. Vergonha!
Há poucos anos, aumentou-se o financiamento público dos partidos (argumentando que eram os "custos da Democracia") para evitar os donativos, já que são terreno propício a toda a espécie de corrupção.
Pois agora, com os bolsos cheios do dinheiro dos contribuintes (que paga toda a espécie de gastos extravagantes dos aparelhos partidários), os responsáveis políticos fazem marcha-atrás e voltam a estender a mão aos donativos.
Repito: isto é uma das maiores poucas-vergonhas de sempre da classe política.

(Notícia do "Público" aqui.)
* * * * *

«O PSD disse hoje estar à espera que o Governo, através do primeiro-ministro ou do Ministério da Educação, dê explicações sobre as imagens de alunos recolhidas a seu pedido e utilizadas num tempo de antena do PS.»
(in "JN")

Este "caso" é outra das inúmeras trapalhadas em que o actual Governo tem estado envolvido, a maior das quais terá sido mudar um aeroporto (aeroporto!) para o local onde o ministro das Obras Públicas tinha dito que «Jámé!» (escrevo assim para se perceber melhor).
Há que esclarecer o motivo que levou o Ministério da Educação a autorizar filmagens numa escola para o "tempo de propaganda" de um partido. Esta é que é a questão.

(Notícia do "Público" aqui.)


MORAL DESTAS DUAS HISTÓRIAS
Portugal está a bater no fundo, ética e moralmente. E das duas, uma: ou viramos costas a isto tudo, enojados, ou então há que começar a pensar em alternativas. Talvez um novo "25 de Abril"...

quinta-feira, 13 de março de 2008

E esta?! (2)

(clique na imagem para ampliar)

in jornal gratuito "Meia Hora"