terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Festas Felizes

O meu computador caseiro, um Asus, continua no hospital, à espera de uma peça que deverá chegar de Espanha.
Já lá vai mês e meio, porque conseguir que a Asus venda a peça é quase tão difícil como acertar no Totoloto.

O portátil está com um problema de excesso de glóbulos vermelhos, que irritam mesmo o mais calmo dos utilizadores.

Como se isto não bastasse o computador profissional teve um "apagão" que fez desaparecer todos os ficheiros dos últimos dois meses e meio.

Tudo junto é excessivo para um simples cidadão. Por isso, decidi regressar ao passado e virar as costas à informática durante este tempo de festas. Durante duas semanas, computador só - mesmo - para o essencial.

No entanto, não quero iniciar esta travessia do deserto sem desejar a quantos visitam este espaço
Santo Natal
e
Óptimo 2009!

sábado, 20 de dezembro de 2008

Tarde-não

A minha equipa sofreu hoje pesada derrota, em Fala, por 6-2, frente ao Alverca. Ao intervalo, os visitantes venciam por 2-1.
A descrição do jogo pode ser feita de vários modos.

1
A minha equipa marcou a abrir e a fechar o jogo, mas pelo meio sofreu seis golos do Alverca.

2
A minha equipa marcou dois golos, ofereceu outros dois, o árbitro ofereceu outro e o Alverca marcou três.

3.
Num jogo de gritos (os jogadores do Alverca não pararam de gritar...), com a pior arbitragem desta época, o Vigor foi incapaz de aguentar o corpo-a-corpo com o Alverca e sofreu copiosa derrota.

4.
Depois de na 1.ª volta ter ido vencer a Alverca por 2-1, a minha equipa perdeu hoje em casa por 6-2, confirmando assim que se sente melhor a jogar em terrenos alheios.

Agora, mais formalmente...
O jogo começou com uma grande oportunidade de golo, desperdiçada pela minha equipa. Aos 8 minutos, uma bola perdida na pequena área ficou à frente de um jogador do Vigor que não foi rápido a rematar.
No minuto seguinte, porém, Flávio captou a bola à entrada do meio-campo do Alverca, correu para a baliza, aguentou a tentativa de desarme do adversário e marcou um bonito golo.

A minha equipa jogava de igual para igual.
Aos 14, ganha um livre a meio-campo e tenta marcá-lo rapidamente. A bola é interceptada por um contrário e na sequência do lance surge um pontapé de canto em que a bola cruza toda a baliza e... 1-1.

O equilíbrio era a nota dominante. E o Alverca (que na próxima época terá certamente uma grande equipa sénior...) não hesitava em recorrer ao anti-jogo sempre que os adversários tentavam iniciar jogadas de ataque.
Equipa matreira, futebolisticamente adulta (no mau sentido), a que ontem visitou Fala.

Por esta altura do jogo começou a notar-se que o árbitro não era "grande espingarda". Na dúvida, marcava sistematicamente contra o Vigor. Nos lances de choque, entre os corpulentos do Alverca e os franzinos do Vigor, assinalava sempre contra a minha equipa.
Apenas um exemplo da falta de categoria do árbitro: Breda prepara-se para receber a bola no peito, de costas para a baliza, junto à área e é carregado pelas costas. Carregado não, projectado! O "homem do apito" nada assinalou!

A quatro minutos do intervalo, noutro rápido contra-ataque, o Alverca chegou à vantagem.
Mas o resultado continuava em aberto quando as equipas regressaram aos balneários.

Tudo mudou nos primeiros cinco minutos da 2.ª parte.
Logo a começar, o Vigor falha um golo certo, num remate frouxo, já na área, frente ao guarda-redes forasteiro.
Depois, uma descoordenação entre um defensor e o guarda-redes da minha equipa dá o 3.º golo aos visitantes, que só não foi auto-golo porque um jogador do Alverca ainda tocou a bola em cima da linha de baliza.
Dois minutos depois, a equipa de arbitragem decide "participar" no resultado. Um jogador da minha equipa joga a bola em cima da linha lateral, mesmo bem em cima, numa saída para o ataque. O fiscal-de-linha decide assinalar "bola fora", o arremesso é feito rapidamente e um jogador do Alverca, quase sem saber como, chuta com a canela, a bola faz um efeito caprichoso e entra na baliza.

A perder por 4-1, no início da 2.ª parte, a minha equipa sentiu que o jogo estava definitivamente perdido. Continuou a lutar, mas sem grande clarividência. E em dois rápidos contra-ataques o Alverca chegou ao 6-1.

No "período de compensações", na marcação de um livre na meia-esquerda, Barreto assinou o golo da tarde, com um pontapé cruzado, forte, a fazer a bola entrar junto ao ângulo superior. Golaço!

A gorda vitória do Alverca não acalmou os ânimos de alguns adeptos. Um deles, no final do jogo, manifestou bem alto a sua discordância com a equipa técnica junto ao túnel de acesso aos balneários. "Espectáculo"!

(Recorde-se que, na 1.ª volta, houve pancadaria nas bancadas, entre adeptos do Alverca, tendo sido necessário mandar chamar um grande reforço policial! A reportagem foi aqui publicada.)

Quanto ao árbitro, é para já o grande candidato ao título de "pior do campeonato". Sem categoria.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Blogue actualizado

Estive ausente do blogue durante alguns dias devido a indisposição prolongada. Nem a "Página" para o "Centro" desta semana tive tempo de preparar.
Agora, já praticamente "em forma", regresso a este local de encontro.

* * * * *
Afinal, a ausência foi menos prolongada do que a espera por uma peça para o meu computador Asus de secretária.
Depois de dezenas de telefonemas, de longa troca de e-mails, parece que a "mini-fonte de alimentação" chegou esta tarde (será verdade?) a Coimbra. E talvez amanhã tenha o computador novamente em casa.
Tudo isto dura há cinco (!!!) longas semanas.

Talvez seja útil contar como se processa a assistência Asus no caso de uma peça avariar.
O meu fornecedor teve de pedir a peça a uma das empresas reconhecidas pela Asus, que por sua vez teve de a pedir a um dos três importadores de peças da Asus para Portugal (dois recusaram fornecer a peça) e, finalmente, o importador teve de pedir a peça à Asus, em Espanha.
Depois, o processo decorreu ao contrário: da Asus para o importador, deste para a "empresa reconhecida" em Coimbra e, finalmente, para as mãos do meu fornecedor/reparador - que também é uma empresa.
Cinco semanas para uma simples peça viajar de Espanha para Portugal!
(Há dias comprei um televisor em França e ele chegou a minha casa em menos de 72 horas. E moro num 3.º andar!).
Como estamos no Natal, esta informação sobre a Asus pode ter interesse para alguém...

* * * * *
Entretanto, actualizei o blogue da minha equipa.
E contei lá uma "estória" que fica aqui também, como forma de homenagem a um "gentleman" do desporto que conheci quando me iniciava nas lides jornalísticas – Juan Callichio, argentino, treinador de futebol.
Aqui fica ela...

«O jogo em Castelo Branco foi disputado sob um vento intenso, numa tarde gélida.
Na 1.ª parte o Vigor jogou a favor do vento e conseguiu marcar um golo.
Ao intervalo, comentava-se que a 2.ª parte iria ser muito difícil para o Vigor, já que o Benfica de Castelo Branco iria tentar o empate e, a favor do vento, abusar dos passes longos e dos remates de longe.

Lembrei-me, então, de uma vitória do U. Coimbra, no Estádio da Tapadinha (Lisboa), numa final do Campeonato Nacional da III Divisão.
O U. Coimbra chegou à vitória na 2.ª parte, a jogar contra o vento. No final do jogo, "provoquei" o treinador unionista, Juan Callichio, dizendo-lhe que tinha tido muita sorte por ganhar o jogo naquelas condições.
A resposta da "velha raposa" foi esclarecedora: «Amigo, as boas equipas jogam sempre melhor contra o vento!».
Eu, jovem jornalista a iniciar-me nas lides, fiquei com esta máxima guardada na memória até hoje.

No sábado passado, em Castelo Branco, quando se faziam prognósticos sobre a 2.ª parte, recordei aos companheiros de viagem o episódio vivido com Callichio há uns 35 anos.
Eles olharam-me com ar de quem não acreditava muito. E não ficaram convencidos.
Por isso, quando o jogo acabou (depois do Vigor ter marcado três golos na 2.ª parte, a jogar contra o forte vento), não fui capaz de evitar a pergunta:
– Então quem é que percebe de futebol, quem é?...»


PS - A fonte de alimentação da Asus chegou mas... não era a do meu computador! Para além do atraso, cheira-me a grossa incompetência.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Inverno

Coimbra, hoje

Por mês ou por dia?


"Newslletter" do Correio da Manhã

Gala


Realizou-se ontem à noite a "Gala do Desporto", uma iniciativa da Câmara Municipal de Coimbra.
Homenagear os melhores é questão de justiça.

Justíssimo foi o troféu entregue ao César Pegado, a distinguir uma vida inteira dedicada ao desporto – com qualidade, com alegria e com espírito de voluntariado.

Teve mais dinâmica a "Gala" deste ano.
Mas nem por isso foram evitadas várias "gaffes", a principal das quais foi a entrega do prémio da Associação Distrital de Judo de Coimbra a um dirigente da... ACM.

****

PS – Ao jantar conversou-se sobre muita coisa. A certa altura disse da minha convicção quanto a um inevitável forte "abanão social", dada a crise em que vivemos. Uma crise profunda, a vários níveis. Como já é habitual, fui acusado de "pessimista". Hoje de manhã vejo que Mário Soares escreve no "Diário de Notícias" o seguinte: «Oiçam-se as pessoas na rua, tome-se o pulso do que se passa nas universidades, nos bairros populares, nos transportes públicos, no pequeno comércio, nas fábricas e empresas que ameaçam falir, por toda a parte do País, e compreender-se-á que estamos perante um ingrediente que tem demasiadas componentes prestes a explodir.» Está visto que Mário Soares é um pessimista.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Sessão em directo


Dia histórico.
Pela primeira vez, um blogue está a transmitir em directo a sessão do Executivo municipal.

Memória

Celavisa (Arganil)
Placa em prédio fronteiro à igreja paroquial, onde ontem me fui despedir do João Maló, uma amizade iniciada na Agência Lusa

sábado, 13 de dezembro de 2008

Goleada ao frio

A minha equipa foi hoje a Castelo Branco derrotar o Benfica local por 4-0 (1-0 ao intervalo), numa tarde gélida, sem chuva mas com um vento forte que "cortava" a pele.
Com este triunfo, o Vigor tornou-se a equipa com mais vitórias em terrenos adversários: cinco em oito jogos! Uma percentagem de triunfos fora de casa (62,5%) pouco vulgar.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Mondego de areia

Para comprovar como o leito do Mondego é um imenso areal basta clicar aqui.
As imagens do Google Maps não deixam dúvidas.
(E hoje a situação ainda estará pior...)

Gasóleo a 0,999

O posto da Total na Avenida Inês de Castro, em Coimbra, está hoje a vender o gasóleo a 0,999 euros/litro.
A gasolina sem chumbo de 95 octanas tem o preço de 1,114 euros/litro.

(Não consigo compreender. A gasolina já esteve apenas 6 cêntimos mais cara do que o gasóleo e agora volta a distanciar-se para os 11-12 cêntimos, por litro. Não percebo a razão desta disparidade, até porque aqui ao lado, em Espanha, a gasolina está mais barata do que o gasóleo, como aliás sucede um pouco por toda a Europa. Há qualquer singularidade portuguesa na formação dos preços, só pode ser isso...)

Para os adeptos desta informação, aqui ficam os preços que a Cepsa está a praticar hoje em Fuentes de Oñoro, mesmo junto à fronteira com Portugal.
gasóleo - 0,869
gasolina 95 sem chumbo - 0,844

Citações

«O desvairado Lino dispara em todas direcções e não quer perceber que de nada adiantará gastar mais uns valentes milhões numa auto-estrada para o deserto de Bragança, onde nem já as brasileiras medram.»
(Luiz Carvalho, in "Instante fatal")

«O país não precisa de alcatifas novas nem de halls de entrada com embutidos. Infelizmente os nossos ministros pensam como os autarcas: em redondo, em rotunda. Uns rotundos idiotas.»
(idem, idem)

«O Diário As Beiras, em artigo não assinado, revela em exclusivo, que a “Académica não pagou telefones do estádio”. Depois, ficamos a saber que era a TBZ que pagava os telefones da divisão de desporto da Câmara Municipal de Coimbra, que está mais ou menos clandestina no Estádio que é Municipal. A festa dura há 5 anos. Mas ninguém liga!»

Recortes de família

"Despertar" de hoje

"Campeão das Províncias" de ontem
(clique nas imagens para ampliar)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O (triste) estado da Nação


Ontem à noite assisti parcialmente à entrevista de Henrique Medina Carreira, ex-ministro das Finanças, à SIC Notícias.

São palavras dolorosas – mas reais – sobre a sociedade em que vivemos.
Os dados económicos assustadores. O crescente empobrecimento da população. A insatisfação a aumentar.
Medina Carreira chega a comparar a situação actual com a que existia em 1973. Para bom entendedor...

A entrevista está disponível no sítio da SIC Notícias (11/12/2208 - Negócios da semana).
Vale a pena ver.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Alemanha gelada

Preço dos combustíveis

Como sei que há vários adeptos desta informação, publico os preços que a Cepsa está a praticar hoje em Fuentes de Oñoro, junto à fronteira com Portugal:
Gasolina 95 sem chumbo - 0,858
Gasóleo - 0,885

Som de jazz

Se gosta de trabalhar ao som de jazz clique aqui.

Postal de Boas Festas

BOAS FESTAS E EXCELENTE ANO NOVO!!!

Para todos aqueles que em 2008 me passaram correntes dizendo que, se as reenviasse, ia ficar rico ou milionário, informo que NÃO FUNCIONOU!

Em 2009 por favor mandem dinheiro, presentes ou vales de gasolina.

Obrigado.

PS - NÃO ACEITO ACÇÕES DO BPN!
(recebida por e-mail)

Vigília de apoio a jornalista

Hoje, em Viseu, realiza-se uma vigília de apoio à jornalista Maria João Barros.
A jornalista é trabalhadora da RTP na delegação de Viseu e - segundo o Sindicato dos Jornalistas - desde finais de Agosto não lhe são atribuídas quaisquer tarefas profissionais.

Dei conta desta acção na sexta-feira, dia 5.
Pouco depois de ter publicado o texto, surgiu um comentário a criticar a iniciativa do sindicato, em termos genéricos. (Comentário que esteve patente até há minutos atrás.)
Agora surgiu um novo comentário, a apoiar a vigília, referindo detalhadamente os motivos da acção e em que se fazem acusações graves.
Ambos os comentários são anónimos.

Colocou-se-me um dilema: manter o primeiro comentário e publicar o segundo?

Decidi retirar o primeiro e não publicar o segundo.
Se alguém se sentir "melindrado" com a decisão, pode optar por... "dar a cara" pelo que escreve. Tal como eu faço.

Entretanto, embora fisicamente em Coimbra, lá estarei hoje em Viseu.

Avaliação dos professores

Luiz Carvalho escreveu ontem no "Instante fatal" sobre a avaliação dos professores.

Transcrevo estas linhas:
«A verdade é que durante anos e anos os nossos sôtores tiveram uma vida airada com três meses de férias grandes, mais 15 dias no Natal, outros na Páscoa, mais meia dúzia no Carnaval.

Outra verdade: durante uma vida profissional muitos professores faltaram a seu belo prazer refugiados em atestados fantasmas e artigos quartos, viram as suas carreiras automaticamente actualizadas e desprezaram a nobre arte de ensinar.

Os professores comportavam-se como ainda hoje a classe dos juízes: achavam que eram donos dos alunos, dos pais, e que nada nem ninguém podia interferir nas suas aulas, consideradas coutadas invioláveis dos professores.»

Concordo no essencial com o que Luiz Carvalho escreveu.
Foi, aliás, por não aceitar alguns dos comportamentos descritos que, há 17 anos, senti que estava "a mais" no Ensino e, em face da oportunidade que me foi concedida pelo "Jornal de Notícias", optei por exercer outra profissão.

Tudo somado, porém, continuo a estar de acordo com o protesto dos professores.
Avaliação, sim. Mas com a participação dos directamente interessados. E com competência.

Faço parte da maioria

«Apenas 30 por cento dos portugueses estão satisfeitos com o funcionamento da democracia, o que representa o ponto mais baixo de uma análise comparativa feita desde 1985. Os dados constam de um estudo (...) coordenado por André Freire e José Manuel Viegas, que será apresentado hoje no ISCTE.»
(hoje, no "Público")

Querido Macintosh!


Mudanças

«Mudar de um PC para um Mac é como sair de casa e ir para um hotel.

Perde-se aquele conforto, a familiaridade.
Uma pessoa, em casa, está habituada a conviver com aquela racha na parede, aquela porta que encrava, aquela torneira que pinga e o esquentador que se desliga a meio do banho. Uma gaveta de tralha que só abre com umas pancadinhas no sítio certo e aquele emaranhado monstruoso de cabos atrás do móvel, tão mau que até evitamos lá ir limpar o pó. O calcário nas torneiras, uma infiltração no canto do chuveiro, vizinhos intrometidos e por aí fora...
Problemas e desconfortos reais, mas aos quais nos habituámos e com os quais convivemos já sem consciência do incómodo (e perda de tempo) que nos impõem todos os dias. É a nossa casa, é a nossa vidinha de sempre. Conseguimos viver, comer e dormir ali. Está tudo bem.

E de repente uma pessoa muda-se de armas e bagagens para um hotel. Dos bons.
Nos primeiros dias é aquela sensação de luxo, misturada com um "não me sinto em casa". Mas, ao mesmo tempo, "nunca mais quero sair daqui". Não há "pequenos problemas" (nem grandes), é tudo como devia ser sempre. Um serviço de 5 estrelas.

As instalações são perfeitas, o serviço é rápido e eficaz, a cama aparece feita e o quarto limpo todos os dias. O que precisarmos, só temos de pedir. E é tudo mais bonito e arejado.»

domingo, 7 de dezembro de 2008

Matemática académica

A Académica venceu ontem (2-1) o Paços de Ferreira, em Coimbra, perante 3439 espectadores.
Os sócios da Académica tinham direito a 1, 2 ou 3 bilhetes grátis, conforme tivessem as quotas em dia, o bilhete de época ou fossem titulares de lugar cativo.

Se ainda bem me recordo, a situação poderá ser representada matematicamente do seguinte modo:

1x + 2x + 3x = 3439

Para apurar o resultado (quantos sócios com as quotas em dia foram ao estádio) é só - como dizia o outro - fazer as contas.

(Resposta: 573)


ACTUALIZAÇÃO (13 horas depois da publicação do texto)
Pelo que vejo na blogosfera académica, há muita gente que contesta o "número oficial" de espectadores no estádio. Há quem avance com 1000, outros com 1500. Recordo agora que um amigo meu, quando o questionei ontem à noite, foi peremptório: «Umas 1500 pessoas. Talvez menos...».

Deputados para todo o serviço

Nenhum deputado faltou na sexta-feira segundo lista no site do Parlamento

"Não espelha o que se passou na sexta-feira", nas palavras de Fernando Santos Pereira, secretário da mesa da presidência da Assembleia da República, mas é o que está online. Segundo uma lista de presenças na reunião plenária de sexta-feira publicada no site da Assembleia da República, apenas dez deputados estavam ausentes "em missão parlamentar". Todos os outros estiveram presentes, o que está longe de corresponder à realidade.
Santos Pereira estranha o caso e diz que na terça-feira vai averiguar. É que, na verdade, foram 48 os deputados que não votaram a proposta de suspensão da avaliação do desempenho dos professores apresentada pelo CDS, porque não estavam no plenário para a votação.
(in "Público" de hoje)

Quando isto sucede com os "representantes da Nação", conclui-se que a Nação está muito doente.
Que vergonha!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Derrota com o líder

A minha equipa perdeu hoje (1-2), em casa, frente ao Odivelas, líder do campeonato.
Ao intervalo registava-se uma igualdade (1-1).
Na 1.ª volta, o Vigor perdeu em Odivelas por 3-1, depois de ter estado a ganhar.

Hoje, a minha equipa voltou a ser a primeira a marcar.
À passagem do quarto-de-hora, na marcação de um pontapé de canto, João Afonso foi agarrado na grande área e o árbitro assinalou a justificada grande-penalidade.
Na marcação do castigo, Girão não perdoou.

O Odivelas chegou ao empate aos 40 minutos, na sequência de um lance rápido de contra-ataque.
Ainda antes do intervalo, porém, a minha desperdiçou uma oportunidade clara de golo.

A 2.ª parte começou do mesmo modo, com uma oportunidade de "baliza aberta" a ser desperdiçada.
E como dizem os "teóricos da bola", quem não marca acaba por sofrer. Foi o que sucedeu.
Aos 58 minutos, um mau alívio da defesa da minha equipa colocou a bola nos pés do adversário, no flanco direito. O jogador do Odivelas flectiu ligeiramente para o centro e rematou em arco. A bola bateu no poste e entrou.

A minha equipa "arregaçou as mangas" e tentou tudo por tudo para restabelecer a igualdade. Primeiro, numa jogada de insistência, o avançado rematou ao lado, quando só tinha o guarda-redes pela frente. Já em "período de compensações", Fernando é impedido de rematar à baliza quando se encontrava na pequena área adversária. No último minuto de jogo, a minha equipa enviou a bola à trave, na sequência de um livre.

O Vigor - que jogou de igual para igual - pregou um susto enorme ao Odivelas, que passou a última meia hora a "queimar tempo", perante a complacência do árbitro.
Os visitantes, muito fortes fisicamente, "abusaram do corpo". A prestação futebolística, no entanto, foi uma desilusão, perante um Vigor enfraquecido com algums ausências por doença e por lesão. Esperava-se (muito) mais do líder da tabela classificativa.

Num jogo em que o resultado certo seria o empate, o árbitro não teve trabalho fácil e acabou por rubricar exibição sofrível.
Apenas um exemplo, entre vários possíveis: o jogador que causou a grande penalidade aos 15 minutos, e que depois disso cometeu várias faltas duras, só foi "amarelado" aos 80 minutos! (E foi logo substituído, claro).

PS - Um dado curioso do encontro: apesar dos jogadores do Odivelas serem mais altos e mais fortes, a minha equipa ganhou 90% dos lances de cabeça!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Vigília de apoio a jornalista

«O Sindicato dos Jornalistas (SJ) convocou para 10 de Dezembro - data em que se assinala o 60.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem - uma vigília de apoio à jornalista Maria João Barros, trabalhadora da RTP na delegação de Viseu, a quem desde finais de Agosto não são atribuídas quaisquer tarefas profissionais.»

Lá estarei – mesmo que não me possa deslocar a Viseu.

Professores: os números da greve

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Conselho à ministra

Depois do que afirmou hoje no Parlamento (quando disse estar disponível para alterar o processo de avaliação dos professores, mas só depois de o colocar em prática!!!), apenas há um caminho possível para a ministra da Educação: a "porta da rua".

Atrevo-me, por isso, a dar-lhe um conselho: apague as luzes e saia rapidamente.

Portugal vergonhoso

Aqui está um artigo com conta-peso-e-medida. Intitula-se "A vergonha de não ter vergonha na cara" e é da autoria do jornalista João Miguel Tavares.
Foi publicado há três semanas (18 de Novembro) no "Diário de Notícias", mas só agora o encontrei.
Aconselho vivamente a leitura.

Eis três excertos, para aguçar o apetite.

«Há quatro anos, o administrador do Banco de Portugal Manuel Sebastião foi procurador do administrador do Banco Espírito Santo Manuel Pinho na compra de um prédio em Lisboa. Esse prédio era propriedade do Banco Espírito Santo, tendo Manuel Sebastião servido de intermediário numa compra entre o BES e um administrador do BES.»

«Só que José Sócrates não ficou por aí. E acrescentou também não ter encontrado "nada que seja criticável do ponto de vista ético". Ora, isto são declarações absolutamente vergonhosas, e só mesmo por vivermos num país onde a mentira na política é aceite com uma espantosa tolerância é que um primeiro-ministro pode dizer uma barbaridade destas e sair de mansinho.»

«Se José Sócrates encontrasse um dos seus ministros a tentar arrombar um cofre com um berbequim diria aos jornais que ele estava só a apertar um parafuso. Afinal, também no caso da sua licenciatura o primeiro-ministro não viu nada de eticamente duvidoso nem de moralmente reprovável.»

Comité Olímpico de Portugal


O comandante Vicente de Moura quer continuar como presidente do Comité Olímpico Português, mesmo contra a vontade dos atletas.

Se eu fosse presidente do COP e ouvisse aquilo que Nélson Évora, um campeão olímpico, disse ontem em conferência de Imprensa, abandonava de imediato a função.

Parece-me que o comandante Vicente de Moura já perdeu a oportunidade para sair pela "porta grande". Como ainda recentemente, por exemplo, sucedeu com Jardim Gonçalves no BCP.

* * * *

Antóno Boronha, no seu (indispensável) blogue, continua a demonstrar rara capacidade de análise e de crítica.
Sob o título "Motim a bordo", escreve hoje o seguinte:
«Como é que se pode ser comandante de um exército sem soldados?... Apenas acompanhado por meia dúzia dos chamados 'senhores' da guerra, curiosamente, ou talvez não, na sua grande maioria os presidentes das 'federações' que não conseguem participação olímpica?...».

PS - Também concordo com o que António Boronha escreveu sobre Eusébio, num texto intitulado "Rei bobo".

Actualização de blogue

O blogue onde acompanho a minha equipa já está actualizado.
Foram publicadas as fotos dos últimos dois jogos, a par dos "recortes" sobre o desafio do último fim-de-semana.
Sábado, em Fala, a minha equipa recebe o líder do campeonato, o Odivelas, às 15 horas.

Revista... gelada!

(clique na imagem para ampliar)

Notícias cá da terra

(à espera de "recortes" do Diário de Coimbra de hoje)

A Página

"Centro" de ontem
(clique na imagem para ampliar)

Recortes (familiares) atrasados

Congresso da JSD

Eleições nos EDS

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Professores: Governo confuso, apesar dos Magalhães

Ouço neste momento (17h10), na SIC Notícias, um secretário de Estado da Educação divulgar os "números da greve" dos professores.
Afirma que são «números recolhidos às 11 horas».

O Governo das novas tecnologias, das novas oportunidades, do "Simplex" e dos computadores Magalhães (mas que soma tantas "trapalhadas" que já lhes perdi a conta) demonstra ao país que anda atrasado. No mínimo, seis horas, porque às 5 da tarde só consegue divulgar dados das 11 da manhã.

Ou seja: na era da comunicação instantânea, deve continuar a utilizar os pombos-correio para a transmissão de mensagens.

* * * * *

À hora do almoço, no restaurante, ouvi um governante (seria o mesmo das 5 da tarde?) dizer que as escolas estavam abertas, quando a questão colocada era saber se os professores estavam a trabalhar.
Falava-se de "alhos" e o homem respondia com "bugalhos". Que tristeza!

(Desejo que o senhor governante nunca precise de recorrer às "Urgências" num dia em que os hospitais se encontrem abertos mas os médicos estejam em greve...)

* * * * *

[desabafo]
Estou farto deste Governo, que usa e abusa da arrogância, da ironia e do cinismo.
Farto!

* * * * *

Não deixa de ser curioso que José Sócrates, que concluiu a formação escolar da forma atribulada que todos conhecemos, tenha no sector da Educação o seu caso mais bicudo.
Não deixa de ser irónico...

* * * * *

Sei de uma escola que esteve hoje aberta.
Trabalharam 6 professores, 140 fizeram greve.

(Desconheço se o governante que está na televisão já conhecia estes "números" – e se os considera uma «derrota dos professores», como o ouvi dizer agora mesmo.)


* * * * *

[outro desabafo]
Abandonei a carreira docente em 1991.
Para trás ficaram 13 anos de serviço como professor efectivo, de nomeação definitiva.
Fi-lo com alguma mágoa, porque gostava muito da profissão.
Mas – desculpem a imodéstia – foi uma das boas decisões que tomei na vida.

Adivinha quanto gosto de ti

André Sardet.
Um nome que honra Coimbra.

(No dia em que outro nome que honra Coimbra - Mário Nogueira - lidera o protesto dos professores.)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O preço da gasolina

Para que não se perca a tradição, aqui se divulga o preço dos combustíveis, hoje, em Portugal e Espanha.

GASOLINA 95 SEM CHUMBO
1,159 (Coimbra) e 0,861 (Fuentes de Oñoro
GASÓLEO
1,089 (Coimbra) e 0,929 (Fuentes de Oñoro)


ACTUALIZAÇÃO às 21h45
Petróleo fecha em mínimos de mais de 42 meses
Os preços do petróleo fecharam a sessão de terça-feira em forte queda marcando mínimos de mais de 42 meses.
Em Londres, o barril de Brent para entrega em Janeiro recuou 2,20 dólares, ou 4,6%, para os 45,77 dólares. Durante o dia, o crude tocou os 45,57 dólares, mínimo desde 17 de Fevereiro de 2005.
No mercado nova-iorquino, o barril de West Texas Intermediate encerrou a valer 47,18 dólares, uma descidfa de 2,10 dólares, ou 4,3%. Os preços tocaram o valor mais baixo desde 20 de Maio de 2005, nos 47,08 dólares.
Face ao máximo histórico de 147,27 dólares, atingido a 11 de Julho, o crude encontra-se mais de 100 dólares mais barato."
(in "Dinheiro Digital")

Justiça

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Ovos


(imagens recebidas por e-mail)

domingo, 30 de novembro de 2008

Reeleição


A Ana Filipa Janine foi reeleita directora do Gabinete de Relações Internacionais da JSD, durante o congresso da organização que hoje terminou em Penafiel.
Integrou a lista de Pedro Rodrigues, reeleito presidente com 308 votos. A lista opositora, liderada por Bruno Ventura, obteve 245 votos.

A Ana Filipa Janine foi ainda a relatora do grupo de trabalho que apresentou ao congresso a moção "Portugal no mundo", aprovada por unanimidade.

Parabéns, filha!

sábado, 29 de novembro de 2008

Vitória na Figueira da Foz

A minha equipa venceu hoje a Naval, por 2-1, na Figueira da Foz.
Ao intervalo verificava-se uma igualdade (1-1).

O jogo começou praticamente com o golo do Vigor: jogada de combinação entre Girão e Breda, com este a isolar-se e a marcar.
Ainda antes dos 10 minutos, João Afonso cabeceou, em arco, contra a trave.
Pouco depois, Breda entrou na área e rematou forte. A bola saíu "a rasar" a trave.
Ou seja, aos 15 minutos o Vigor poderia estar a ganhar por 3-0.

A Naval reagiu, mas a defesa da minha equipa ia resolvendo as situações com algum à-vontade.
No único lance de verdadeiro perigo criado pelos figueirenses, Dani fez uma defesa brilhante para canto.

O empate chegou perto do intervalo.
Livre a favor do Vigor, junto da área navalista. A bola, cruzada para a entrada da área, é captada pelos jogadores da equipa figueirense, que iniciam um contra-ataque fulgurante. A minha equipa, apanhada em contra-pé, não consegue evitar o golo da Naval.

O 2.º tempo foi mais lutado do que jogado, num "pelado" com várias poças de água, debaixo de chuva intermitente e quase às escuras.
O Vigor, muito personalizado, foi tentando aproximar-se da baliza adversária em contra-ataque. Num deles, a cerca de 20 minutos do final, Breda retribuiu a "oferta" de Girão no 1.º golo e cruzou com conta-peso-e-medida para Girão, de cabeça, fazer o resultado final.

Depois do triunfo em Alverca, a minha equipa foi agora vencer a casa de outro candidato à subida de divisão. E, com esta, soma já quatro vitórias em terrenos alheios.

Nota final para o péssimo recinto onde o desafio foi disputado.
A Naval, o único clube - desta Série C do campeonato de juniores - que em seniores disputa a 1.ª divisão nacional, é também o único que apresenta um campo em terra batida! Todos os outros clubes jogam em campos relvados. Triste ironia.


(Os balneários do campo "pelado" da Naval continuam instalados numa espécie de contentores. Ontem, no final do jogo, o balneário do Vigor era um imenso rio, com a água a sair por debaixo da porta!... "Porca miseria", como diriam os italianos...)

Justificação

A minha ausência do blogue foi motivada por razões profissionais.
E teve direito a um espectáculo inesquecível. Neve.
Em Bragança.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A verdade sobre o preço da gasolina

As petrolíferas portuguesas continuam a seguir a política de baixar "às pinguinhas" o preço dos combustíveis. Hoje, uma; amanhã, outra. E o "Zé" convence-se que o preço está sempre a baixar...

Ontem, foram a Galp, a Cepsa e a Total.
Amanhã, anunciam-se descidas na Repsol e na BP.

A partir da meia-noite, os preços da gasolina 95 sem chumbo serão os seguintes:
BP - 1,156
Cepsa (e Total) - 1,162
Galp - 1,149
Repsol - 1,149

Os preços do gasóleo serão os seguintes:
BP - 1,089
Cepsa (e Total) - 1,083
Galp - 1,079
Repsol - 1,078


Entretanto, em Espanha os preços continuam a baixar em ritmo acelerado, estando já abaixo de 1 euro.
E com uma característica que deveria merecer explicação dos responsáveis portugueses: a gasolina é mais barata do que o gasóleo.
(Não são esses mesmos responsáveis que, volta e meia, falam do «mercado ibérico de combustíveis»? Ainda não ouvi/li qualquer referência a esta evidente disparidade.)

Por outro lado, o Governo português, do Simplex e do Magalhães, continua a mostrar-se incapaz de publicitar os preços que se praticam no país. Aqui ao lado, há anos que o Ministerio de Industria, Turismo y Comercio divulga os preços praticados em toda a Espanha.

Imagem recolhida hoje no "site" do Governo espanhol

E, já agora, com uma dedicatória ao amigo que me escreveu «Porque no te vas a Fuentes de Oñoro, hombre?», aqui ficam os preços hoje praticados no posto de abastecimento de Fuentes de Oñoro mais próximo da fronteira portuguesa:

Gasolina 95 sem chumbo - 0,861
Gasóleo - 0,949

terça-feira, 25 de novembro de 2008

«Putas e vinho verde»

Um antigo professor enviou-me hoje esta mensagem:

«Olá, Mário, bom dia! Aprecio, como imagina, a sua página no Centro (...). Vejo que, amiúde, transcreve textos que nos chegam pela Internet. Se calhar, também já recebeu este, que abaixo transcrevo; em todo o caso, não resisto a enviar-lho, com um abraço.

- - - - - - - - -

Análise económica com base na perspectiva do analista americano Dr. Marc Faber

O Governo fez deduções e devoluções do IRS. Se gastarmos esses montantes na Zara, o dinheiro vai todo para a China. Se o gastarmos em combustível, ele vai direitinho para os árabes. Se comprarmos um computador, o dinheirito irá para a Índia, China e Taiwan ou Formosa.

Se comprarmos produtos hortícolas, o dinheiro vai para Espanha, França ou Holanda, pela certa. Se comprarmos um bom carro, o destino do dinheiro será a Alemanha. Se comprarmos inutilidades, ele vai para a Formosa. Nenhum desse dinheiro ajudará a economia nacional.

A única maneira de manter esse dinheiro dentro de portas é gastá-lo em putas e vinho verde, que são os únicos produtos ainda produzidos em Portugal.

Comentário de quem mo enviou:
CONCORDO, MAS ATENÇÃO QUE GASTAR DINHEIRO NAS PUTAS É ESTAR A DÁ-LO AO BRASIL E AOS PAÍSES DE LESTE!
TRISTE PAÍS ESTE QUE ATÉ AS PUTAS JÁ VÊM DE FORA! JÁ SÓ NOS RESTA O VINHO VERDE!»

- - - - - - - - -

Obrigado, Professor!
É sempre bem-vindo.
Abraço.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Isto está lindo...

Não passa um dia sem um novo escândalo.
Portugal parece ser, cada vez mais, um sítio mal frequentado.

sábado, 22 de novembro de 2008

Vitória na Lousã

A minha equipa foi hoje à Lousã vencer por 3-0 (1-0 ao intervalo).
Os golos foram marcados por Fernando, de cabeça (a passe de cabeça de João Afonso), Girão (um golaço, no coração da área, após passe de Breda) e por Breda, de cabeça (na sequência de um pontapé de canto apontado por Flávio).
No final da 1.ª volta, a minha equipa soma 17 pontos e ocupa o 6.º lugar da tabela, a par do Fátima.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A crise

«Há uma crise recente que é financeira, mas há uma crise crónica instalada em Portugal há dez anos. É a crise dos valores, a corrupção no sentido mais entranhado na estrutura do regime, a promiscuidade dos interesses do Bloco Central, a vida dupla de muitas figuras públicas que dão a cara para ganhar votos e manter poleiros, e a outra que é a dos negócios, do poder do dinheiro.

O que hoje se dá a ver é que, afinal, a crise financeira está a destapar o lençol a muitas figuras que estiveram a fingir de cadáveres políticos, mas que continuavam a trabalhar pela calada nas maiores obscuridades.

E se o BPN foi a Dona Branca dos nossos colarinhos brancos, ainda vamos saber mais, muito mais.»
Luiz Carvalho, no "Instante fatal", o blogue que mais admiro.

Um homem sem medo

«Para que vou eu falar em nomes se os nomes são conhecidos? O poder todos sabemos quem é e onde tem estado sempre, e o poder nunca gostou de mim. Tenho pago uma factura elevadíssima por me ter batido pela transparência. Basta ver aquilo em que se transformou o futebol português nos últimos 30 anos para perceber quem venceu.»
Manuel José, treinador de futebol. Hoje, no "Diário de Notícias".

Actualização

O blogue da minha equipa está actualizado.
Inseri as fotos do último jogo, alguns "assuntos atrasados" e a crónica publicada no "Diário de Coimbra" na última terça-feira.
Amanhã, a minha equipa joga (15h00) na Lousã.

Palavras sábias

"Sol" de 15/11/2008
(clique na imagem para ampliar)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O recuo da ministra (e do Governo)

Estou a acompanhar "on-line", na SIC Notícias, a declaração da ministra da Educação, após a reunião extraordinária do Governo, esta tarde.

Segundo afirmou, foram identificadas «três áreas de problemas». E disse ir tomar «um conjunto de medidas» para os ultrapassar.

É estranho que só agora o Ministério da Educação tome conhecimento do excesso de burocracia, da possibilidade de um professor ser avaliado por um colega de outra área de conhecimento, da excessiva carga horária que o processo exige aos professores e da avaliação do professor depender do sucesso dos alunos, entre outros aspectos.

(Por falar em sucesso dos alunos: o que aconteceria se este critério fosse aplicado aos professores universitários, sobretudo aos que leccionam "cadeiras" nas quais as taxas de insucesso chegam aos 70%-80%?...)

Parece-me tratar-se apenas de remendos, provando que a avaliação em curso não foi pensada (programada) com o rigor necessário - condição-base de qualquer processo de avaliação.

Também não me parece que os professores alterem, agora, as posições que vêm defendendo.

Quem é a ministra da Educação?

Maria de Lurdes Reis Rodrigues

Nascida em Lisboa, a 19 de Março de 1956

Provas de Agregação em Sociologia no ISCTE, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa - 2003

Doutoramento em Sociologia no ISCTE - 1996

Licenciatura em Sociologia no ISCTE - 1984

Actividade Profissional

Presidente do Conselho Científico do ISCTE - 2004-2005

Docente no Departamento de Sociologia do ISCTE, na Licenciatura de Sociologia - 1986-2005

Investigadora do CIES, Centro de Investigação e Estudos em Sociologia.

Presidente do Observatório das Ciências e das Tecnologias do Ministério da Ciência e da Tecnologia - 1997-2002

Representante nacional no Grupo Indicadores para a Sociedade da Informação (WPIIS) da OCDE - 1999-2002

Representante nacional no Working Party of R&D and Innovation Survey, do Eurostat - 1996-2002

Representante nacional no Grupo NESTI (Working Party on National Experts on Science and Technology Indicators) da OCDE

Participação nos trabalhos de instalação do Arquivo Histórico-Social na Biblioteca Nacional de Lisboa - 1985-1989

Actividade profissional e funções de direcção, coordenação e consultoria, em diferentes instituições públicas e privadas, nos domínios da gestão dos recursos humanos e da formação profissional - 1978-1985

Coordenou projectos de investigação e grandes operações de inquérito e orientou teses de mestrado e doutoramento

Publicações

É autora de diversos trabalhos, publicados com bastante regularidade, com especial destaque nas áreas de Sociologia das Profissões e Sociedade da Informação

  • (no prelo) «O papel social dos engenheiros», em Manuel Heitor (org.) A engenharia em Portugal no Século XX, Lisboa, D. Quixote
  • (no prelo) «As mulheres engenheiras em Portugal», em Ana Cardoso de Matos e Álvaro Ferreira da Silva (orgs.), Engenheiros e Engenharia em Portugal. Séculos XIX e XX, Évora, CIDEHUS/Colibri
  • 2004 «Entre culture française, myte anglais et esprit allemand: genèse de l`enseignement technique au Portugal» em La formation des ingénieursen perspective. Modeles de référence et réseaux de médiation (XIXe et XXe siècles), Rennes, Presses Universitaires de Rennes
  • 2004 «A utilização de computadores e da Internet pela população portuguesa», Sociologia, Problemas e Práticas, n.º 43 (co-autoria)
  • 2004 «Associativismo Profissional em Portugal: entre o público e o privado» em João Freire, Associações Profissionais em Portugal, Oeiras, Celta Editora
  • 2003 «A profissão de engenheiro em Portugal e os desafios colocados pelo Processo de Bolonha», em jornadas O Processo de Bolonha e as Formações em Engenharia, Universidade de Aveiro (difusão em DVD e em http://paco.ua.pt/documentos/?p=Bolonha)
  • 2003 «Qualificação da população activa em Portugal 1991-2001», em Grupo Parlamentar do PS, Novas Políticas para a Competitividade, Oeiras, Celta
  • 2002 «Sociedade da informação em Portugal: estratégia e acção política (2000-2001)», Anuário da Comunicação 2001-2002, Lisboa, Observatório da Comunicação
  • 2002 «O crescimento do emprego qualificado em Portugal», Sociologia, Problemas e Práticas, n.º 40
  • 2002 «Engenharia e sociedade: a profissão de engenheiro em Portugal», em José Maria Brandão de Brito (org.), Engenho e Obra, Lisboa, D. Quixote
  • 2002 «A sociedade da informação em Portugal: metodologias de observação», em Indicadores de Ciência y Tecnologia en Iberoamerica, Agenda 2002, Argentina, RICYT
  • 2001 «O metro no quotidiano de Lisboa», em Fernanda Rolo (org.), Um Metro e Uma Cidade. História do Metropolitano de Lisboa, Vol. III, Lisboa, Edição do Metropolitano de Lisboa (co-autoria)
  • 2000 «Rumo a uma sociedade do conhecimento e da informação», em António Reis (org.) Portugal no Ano 2000, Círculo de Leitores e Comissariado da Expo 2000 Hannover, Lisboa (co-autoria) (texto publicado também na versão alemã da mesma obra)
  • 2000 «Recursos humanos na sociedade da informação», Cadernos de Economia, Lisboa (co-autoria)
  • 2000 «Ciência e tecnologia», O Economista, nº 13
  • 2000 «Os portugueses perante a ciência», em Maria Eduarda Gonçalves (org.), Cultura Científica e Participação Política, Oeiras, Celta
  • 1999 Os Engenheiros em Portugal, Oeiras, Celta
  • 1999 «A cidade subterrânea: Lisboa e o metropolitano (1957-1997)», Inforgeo, n.º14 (co-autoria)
  • 1998 «Profissões: protagonismos e estratégias», Portugal, que Modernidade?, Oeiras, Celta (co-autoria) (texto publicado também na versão inglesa da mesma obra)
  • 1997«Le génie electrotechnique au Portugal», em Laurence Badel (org.), La Naissance de L´Ingénieur-Électricien. Origines et Développement des Formations Nationales Électrotechniques, Paris, Association pour L'Histoire de l'Electricité en France/PUF
  • 1997 Sociologia das Profissões, Oeiras, Celta (2.ª edição 2001)
  • 1996 «Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC)», «Manuel Rocha», «Edgar Cardoso», «Duarte Pacheco» e «Congressos de Engenharia», em Fernando Rosas e J.M. Brandão de Brito (orgs.) Dicionário de História do Estado Novo, Lisboa, Círculo de Leitores (co-autoria)
  • 1995 As Chefias Directas na Indústria, Colecção Estudos, Lisboa, IEFP (co-autoria)
  • 1995 «Atitudes da população portuguesa perante o trabalho», Organizações & Trabalho, nº 14
  • 1995 II Inquérito à Situação Socio-Profissional dos Diplomados em Engenharia, 1994. Relatório Global, Comité Nacional FEANI (policopiado)
  • 1994 «A situação dos engenheiros em Portugal entre 1972-1991», Organizações & Trabalho, nº 10
  • 1993 Sociedade, Valores Culturais e Desenvolvimento, Lisboa, Publicações D.Quixote (co-autoria)
  • 1993 «Mulheres empresárias: contribuição para o estudo do trabalho feminino», Organizações & Trabalho, nº 5/6
  • 1992 «Os encarregados na indústria portuguesa», Sociologia Problemas e Práticas, nº 11 (co-autoria)
  • 1991 «Woman managers in Portugal»,Iberian Studies, 20 (1&2)
  • 1990 Empresários e Gestores da Indústria em Portugal, Lisboa, D. Quixote (co-autoria)
  • 1990 «Mulheres 'patrão'», Sociologia, Problemas e Práticas, nº 8
  • 1989 «Mulheres na função empresarial», Organizações & Trabalho, n.º 1

A Página

"Centro", de 19/11/2008

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Gasolina: não se deixe enganar!

Preços de hoje, em Portugal (gasóleo e gasolina 95, respectivamente):

Cepsa: 1,116 e 1,205

Galp: 1,119 e 1,199

Preços de hoje, em Espanha (Fuentes de Oñoro, mesmo na fonteira):

Cepsa - 0,963 e 0,901

No caso da gasolina sem chumbo de 95 octanas, o preço em Espanha é mais baixo cerca de 40 escudos por litro, na moeda antiga!

(Ou seja, num depósito de 45 litros os espanhóis gastam menos 1.800 escudos!!!)

Não consigo evitar um sorriso sempre que os responsáveis das gasolineiras portuguesas aludem aos «preços no mercado ibérico» como justificação para os preços praticados em Portugal.

Como se explica, então, que em Espanha a gasolina seja mais barata que o gasóleo? (menos quase 13 escudos por litro!)

É por estas e por outras que sinto revolta sempre que tenho de abastecer...

Política: a pouca vergonha

O país acordou hoje com as rádios e as televisões a analisarem declarações (ao que parece, irónicas) de Manuela Ferreira Leite.
Como se não houvesse problemas bem mais importantes no país.

A líder do PSD continua a sua "via sacra".
E os responsáveis do PS aproveitam para desviar as atenções dos cidadãos daquilo que é essencial.

O desemprego sobe? O PS não comenta.
O Governo recua na questão das faltas dos alunos? O PS não comenta.
Sucedem-se as trapalhadas na Educação? O PS não comenta.
O ministro das Finanças é considerado o pior de toda a Europa? O PS não comenta.
Sócrates entrega "Magalhães" e, minutos depois, as máquinas são retiradas às crianças? O PS não comenta.

Há uma qualquer polémica? O PS já comenta.

* * *
«Se este Governo não fosse um manancial de arrogância, podia ser muito razoável. Mas mesmo assim vai deixando obra, de forma algo estrambólica: primeiro toma a decisão, depois lança a confusão, acaba por encontrar uma solução.»

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Governo PS: vale tudo!

"Magalhães" retirados após saída de Sócrates

No passado dia 12 de Novembro, o primeiro-ministro deslocou-se a Ponte de Lima para inaugurar duas escolas e entregar "Magalhães" aos 185 alunos da Escola do Freixo e 74 aos alunos de Refóios.

A distribuição foi feita pelo próprio José Sócrates e os miúdos não esconderam a sua alegria.

O que só ontem se veio a saber foi que, depois da comunicação social ter registado o momento e os governantes se terem ido embora, os alunos tiveram que devolver os computadores que tinham recebido.

Já nada espanta neste Governo.
São "trapalhadas" atrás de "trapalhadas". E já nem os jovens estudantes escapam ao "frenesim propagandístico".
Pobre país!

A importância da vírgula

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.

ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.


Mensagem adicional:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

– Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
– Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.

(Campanha dos 100 anos da Associação Brasileira de Imprensa; recebida por e-mail)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Os impolutos (*)

O sítio anda muito agitado e mesmo entusiasmado com o escândalo BPN e espera a todo o momento grandes notícias sobre os principais figurões que andaram anos e anos, nas barbas de reguladores e de supervisores, a manobrar milhões e milhões de um lado para o outro, milhões vindos sabe-se lá de onde e que ainda não se sabe a que bolsos foram parar.

É evidente que nestas coisas de bancos e banquetas os rumores valem o que valem e ninguém sabe ao certo até que ponto, nas barbas das autoridades supervisoras, dirigidas obviamente por gente completamente impoluta,se desenrolaram monumentais operações de branqueamento de muitos milhões. Os rumores, neste sítio manhoso, hipócrita, invejoso, pobre e cada vez mais mal frequentado, valem o que valem e não interessa andar por aí a desconfiar da imensa legião de impolutos, senadores desta República comandada nestes 34 anos de Democracia por grandes figurões do PS e do PSD, os verdadeiros donos do sítio, para o mal e para o bem. Particularmente para o mal se tivermos em conta os resultados obtidos em matéria de desenvolvimento económico, bem-estar social e nível de vida dos indígenas, que pacientemente vão alimentando tal gente a pão-de-ló com o dinheiro dos impostos que são obrigados a pagar e a vão mantendo no poder com os generosos votos nas muitas eleições autárquicas, legislativas e presidenciais.

A falência do BPN, que o querido Estado abraçou a tempo e horas para evitar males maiores, está a provocar muita excitação no espírito de muitos cidadãos, convencidos na sua eterna boa-fé de que desta vez os figurões que andaram a jogar com muitos milhões de um lado para o outro vão mesmo ser apanhados pela chamada Justiça e que a verdade vai ser, por uma vez na vida, totalmente conhecida. Cidadãos que andam obviamente iludidos com o espectáculo montado e com as declarações solenes dos responsáveis do costume.

Cidadãos que obviamente ainda acreditam no Pai Natal e que passam a vida a pensar que um dia destes ainda vão ser testemunhas de um qualquer milagre. Mas desenganem-se. Os figurões impolutos do sítio não estão apenas nos partidos políticos do Bloco Central, na administração central e local. Os figurões impolutos estão em todo lado. Os figurões impolutos do sítio também estão na Polícia e na Justiça. Os figurões impolutos do sítio, acreditem, comem tudo e não deixam mesmo nada. E enganam os tolos com papas e bolos.

(*) António Ribeiro Ferreira, no "Correio da Manhã" de hoje

domingo, 16 de novembro de 2008

Início de semana





Divirtam-se.

Empate em casa

A minha equipa empatou ontem (1-1), em Fala, com o Fátima.
Ao intervalo os visitantes estavam em vantagem.
O Vigor empatou de "penalty", por Girão, a meia hora do final do jogo.
Mais pormenores no blogue da equipa.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Pensamento do dia

«Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à roda dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que os seus pais conquistaram.»
(Thomas Jefferson, 1802 / recebida por e-mail)

Bom fim-de-semana!
Hoje de manhã tinha na caixa de correio a seguinte mensagem da Via Verde:

(clique para aumentar)

Como toda a mensagem merece resposta, enviei o seguinte texto à Via Verde:

Exmos. Senhores,

Muito bom dia.

Agradeço a vossa mensagem.

Fiquei sensibilizado quanto às vantagens que V. Exas. me oferecem se aderir ao extracto electrónico.

No entanto, e embora não o refiram na vossa mensagem, V. Exas. também beneficiam de várias vantagens:

1. Rapidez - evitam todo o processamento do correio

2. Comodidade - é mais fácil enviar um e-mail do que uma carta

3. Facilidade - evitam deslocações aos CTT, bastando um clique para o efeito

4. Apoiam o meio ambiente

5. Poupam em recursos humanos

6. Poupam em papel

7. Poupam em envelopes

8. Poupam em impressão

9. Poupam em despesas postais

Dado que os vossos benefícios são muito superiores aos meus, permito-me sugerir que me atribuam um desconto no valor da factura se eu resolver aderir ao extracto electrónico.

Enquanto isso não suceder, prefiro continuar a receber a habitual factura, até porque já gastei algum dinheiro na compra das pastas arquivadoras.

Com os melhores cumprimentos,

Mário Martins

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Gasolina: não se deixe enganar

Não se deixe enganar com as notícias que "pingam" diariamente sobre a descida do preço dos combustíveis: hoje é uma empresa a descer os preços, amanhã é outra, e assim sucessivamente.
Mas os preços pouco baixam!

A CEPSA anunciou hoje que passa a praticar os seguintes preços: gasolina sem chumbo, 1,225; gasóleo, 1,146.
Aqui ao lado, em Fuentes de Oñoro, os preços são hoje os seguintes: gasolina sem chumbo, 0,959; gasóleo, 0,979.
A diferença, no caso da gasolina, é de 53 escudos (por litro) na moeda antiga!!!

Até os departamentos da União Europeia assinalam que algo está errado:
«Segundo dados da Direcção-Geral de Energia e Transportes da União Europeia, a 27 de Outubro [em Portugal] o litro de gasolina 95 octanas, sem impostos, era 4 cêntimos mais caro do que em Espanha e 3 cêntimos mais caro que a média europeia.» (Jornal de Notícias)

PS - No sábado, enchi o depósito nas Caldas da Rainha, num posto do "Pingo Doce". Paguei por cada litro de gasolina sem chumbo 1,179.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Ao lado dos professores

Antigo professor efectivo (abandonei a profissão há 17 felizes anos, porque já nessa altura pensava que o Estado me tratava mal) e casado com uma professora (que trabalha na mesma escola há 28 anos!), sei bem como os sucessivos governos têm espezinhado a classe docente.

[Aliás, cada vez reforço mais a minha convicção de há muito que a Educação só conhecerá melhores dias quando o ministro - ou a ministra - for um professor primário. Estamos fartos de ver o que dá ter como ministros professores do Ensino Secundário ou do Ensino Superior...]

Por isso, em homenagem aos professores de Portugal, sobretudo aos 120.000 (!!!) que se manifestaram no sábado em Lisboa, publico aqui um video retirado do blogue do meu grande amigo Carlos Carranca - também ele um professor que no sábado desfilou nas ruas da capital. E um verdadeiro socialista.



A manifestação no canal que eu vejo:

sábado, 8 de novembro de 2008

Vitória (nas Caldas) emocionante

A minha equipa foi hoje vencer às Caldas da Rainha por 3-2.
O jogo teve uma 2.ª parte emocionante, como há muito não via. (Aliás, também é não todos os dias que a equipa visitante chega à meia hora de jogo a vencer por 3-0).
Os golos foram apontados por João Afonso (por volta dos 15 minutos), Flávio (cerca dos 25 minutos) e Girão (à meia hora, de "penalty", depois de falta cometida sobre João Afonso na grande área).
Mas houve mais duas grande-penalidades, ambas em "tempo de descontos". Ainda na 1.ª parte, aos 47 minutos, o Caldas reduziu para 1-3. No final do jogo, aos 93 minutos, o Caldas voltou a marcar de "penalty".
A emoção esteve no facto da minha equipa ter passado toda a 2.ª parte a defender a vantagem obtida no 1.º tempo. A defender?... Não; a defender, a defender, a defender, a defender!
Grande jogo, portanto, num belíssimo relvado sintético, na Mata da Rainha D. Leonor. Com final feliz. E justo, já agora.

PS - Uma curiosidade: os golos foram marcados pelos mesmos jogadores que tinham "facturado" na jornada anterior. E pela mesma ordem! Outra curiosidade ainda: na semana passada, João Afonso fez o passe para Girão marcar; desta feita, João Afonso sofreu a falta que deu origem ao "penalty" que Girão converteu.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Alma portuguesa

É meu e vosso este fado
destino que nos amarra
por mais que seja negado
às cordas de uma guitarra

Sempre que se ouve um gemido
duma guitarra a cantar
fica-se logo perdido
com vontade de chorar

Ó gente da minha terra
agora é que eu percebi
esta tristeza que trago
foi de vós que a recebi

E pareceria ternura
se eu me deixasse embalar
era maior a amargura
menos triste o meu cantar

Ó gente da minha terra
agora é que eu percebi
esta tristeza que trago
foi de vós que a recebi


Deixo aqui 6 minutos em que se sente palpitar a alma portuguesa.
Profunda. Enorme. Nossa.

Bom fim-de-semana.

Síntese noticiosa

1.
Menos de 50 deputados estavam na Sala do Senado, no Parlamento, no início do debate sobre a mensagem do Presidente da República sobre a promulgação da mudança do regime jurídico do divórcio.

2.
Martins do Santos, ex-árbitro de futebol, e António Henriques, ex-vice-presidente do Conselho de Abitragem, foram condenados, quarta-feira, a 20 e 28 meses de prisão, respectivamente, pelo crime de corrupção desportiva.

3.
O Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Santo Tirso deteve, esta quarta-feira, na Trofa, um indivíduo que se preparava para assaltar a mesma residência pela quinta vez. O homem, de 43 anos, está agora em prisão preventiva, tendo sido encaminhado para a prisão de Custóias.

4.
O Correio da Manhã retoma a partir de sexta-feira a distribuição de DVD com a compra do jornal. Comando, Marcado para Matar, Beijo da Morte, Desaparecido em Combate ou Chuva de Fogo são alguns dos filmes que o diário irá disponibilizar, todas as sextas-feiras até 12 de Dezembro por 1,95 euros.

5.
O Tribunal de Felgueiras condenou a presidente da Câmara local a três anos e três meses de prisão e perda do mandato.
Fátima Felgueiras foi condenada por três dos 23 crimes de que era acusada - peculato, peculato de uso e abuso de poder -, mas a pena foi suspensa pelo mesmo período de tempo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Vamos ajudar a salvar uma vida

(clique na imagem para ampliar)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Sócrates e a banha da cobra



SINTO-ME ENVERGONHADO
ao ver o primeiro-ministro do meu país a desempenhar o papel de vendedor de banha da cobra numa cimeira de chefes de Estado e de Governo. De cada vez que a cena passa na televisão, sinto vontade de me enfiar num buraco. A cena revela falta de sentido de Estado, falta de bom senso e falta de vergonha.

Por Alfredo Barroso

(Pode ler o texto na íntegra no "Sorumbático")

A Página

"Centro" de hoje
(clique na imagem para ampliar)

E ninguém vai preso?!

Ana Gomes, ontem, no blogue "causa nossa":

BPN 1- e ninguém vai preso?
Nada tem a ver com a crise financeira, dizem-nos. Trata-se de um, ou melhor, vários, casos de polícia: gestão danosa, fraude bancária e fiscal, opacidade da administração, obstrução da regulação e outros comportamentos criminais ainda a conhecer melhor.
Ai ele é isso? E ninguém foi preso? E ninguém vai preso?
Onde está o apontado escroque Oliveira e Costa? Onde estão e quem são os compinchas dele na gestão do BPN contra quem Miguel Cadilhe terá feito participação à PGR?
Quem são os principais accionistas do BPN, que durante anos não "accionaram" nenhuns controlos sobre os gestores escroques?
E quem são os reais patrões da holding controladora do BPN, a SNL?
Onde estão e o que têm a dizer Manuel Dias Loureiro, Daniel Sanches e outros antigos e actuais administradores da SLN?

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O poder do futebol

"Fez na passada quarta-feira, dia 8 de Outubro, três anos. Num balneário modesto do Sudão, a alegria era incontável. A Costa do Marfim acabara de se qualificar pela primeira vez para um Mundial. Na circunstância o Mundial 2006.
Bem ao jeito africano, os jogadores cantavam e dançavam. Como se não houvesse amanhã.
Drogba impôs silêncio. Ajoelhou-se e pediu aos colegas que se ajoelhassem. Pegou num microfone, olhou para a câmara e de lágrimas nos olhos lançou um pedido sentido: «Perdoem-se».
Com palavras simples, implorou que os costa-marfinenses do norte, do sul, do este e o oeste depusessem as armas e fizessem a paz.
A Costa do Marfim rebentou num pranto.
«Eu chorei, a minha mulher chorou, todo o país chorou», disse um responsável político em reportagem da Vanity Fair.
O que é certo é que se perdoaram.
Cinco anos, milhares de mortos e milhões de refugiados depois, a Costa do Marfim estava disposta a respeitar um tratado de paz.
Poucos meses depois, por iniciativa do mesmo Drogba, a selecção recebeu Madagáscar em Bouaké, a capital do norte, ocupada pelos rebeldes.
Foi a primeira vez que os responsáveis do Governo puderam entrar no espaço. Melhor do que isso, foi a primeira vez que conseguiram entrar no espaço dos rebeldes e sair. Com vida.
Ora numa altura em que se discute com tanto barulho quem deve ser eleito o melhor jogador do mundo, não posso deixar de lembrar Drogba.
Não ganhou o prémio e provavelmente já não vai a tempo de o ganhar nunca mais. A escorregadela de John Terry, em Moscovo, ter-lhe-á roubado essa possibilidade.
Mas também não interessa.
Drogba não vai escrever o nome na eternidade do futebol, mas já o deixou na eternidade do mundo.
Merecia a Bola de Ouro mais do que Ronaldo ou Messi? Não sei, leitor, não olhe para mim. Está bem, olhe. Mas não sei na mesma. John Terry escorregou no momento fundalmental, lembra-se?
Sei que Drogba já tem o prémio mais importante. E isso também merece ser discutido. Nesta ou noutra altura qualquer. " (autoria de Sérgio Pereira, jornalista do MaisFutebol)

Encontrei este texto num blogue interessante, da autoria de um jovem guarda-redes.
Foi uma excelente maneira de começar o dia.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Pontapé nas máquinas

("Diário As Beiras" de hoje)

O jogador bem podia era tentar acertar na baliza e deixar quem trabalha em paz, não acham?...

Coimbra, cidade minha

Hoje, antes das 8h00, do miradouro do Vale do Inferno

domingo, 2 de novembro de 2008

Arbitragem continua (muito) mal

Há quem diga que, agora, a arbitragem está diferente.
(Ainda noutro dia, num colóquio promovido pelo "Núcleo Marques Bom", de Coimbra, várias vozes me quiseram convencer disso.)

Viram na semana passada o golo anulado ao Leixões nas Antas?
Viram o golo anulado ontem a Liedson?
Viram hoje a agressão de um jogador vimaranense a Suazo, que passou sem qualquer punição?
Viram como, também hoje, o árbitro não marcou uma grande penalidade a favor do V. Setúbal frente ao Trofense?
Viram as "invenções" do árbitro no E. Amadora - Belenenses, em prejuízo dos do Restelo?

A arbitragem portuguesa não mudou nada de substancial.
Nem poderia ser de outro modo, já que os "intérpretes" são os mesmos.
(E não estou a referir-me apenas aos árbitros.)

PS - Estou a escrever este texto quando vejo na televisão uma grande-penalidade bárbara ser assinalada a favor do Olhanense.

Manuela, o desemprego e a JS

Não gosto particularmente de Manuela Ferreira Leite.
Pelas recordações que a memória me disponibiliza, não deixou particulares saudades nem como responsável pela Educação (na "agonia" da década governativa de Cavaco Silva) nem na pasta das Finanças (no tempo de Durão Barroso).

No entanto, apreciei a referência que ela fez hoje à relação entre obras públicas e desemprego, em entrevista à TSF.
«Interrogada se não considera que "as obras públicas ajudarão, pelo menos, ao factor desemprego", a presidente do PSD respondeu: "[Ao] desemprego de Cabo Verde, desemprego da Ucrânia, isso ajudam. Ao desemprego de Portugal, duvido".» (in "noticias.rtp.pt")
Esta é uma das tais "frases assassinas". José Sócrates pode dar as voltas que quiser - a partir de agora, ninguém vai acreditar que o "boom" de obras públicas ajudará a diminuir o desemprego.

(A Manuela Ferreira Leite só faltou acrescentar que as obras públicas são importantes é para engordar os lucros das construtoras e não só...)

Esta tarde, o líder da Juventude Socialista veio acusar a presidente do PSD de «falta de sentido de Estado».
Quem?...
Mas quem é o líder da JS? E a falar de «sentido de Estado»?
Onde é que ele aprendeu o «sentido de Estado»? A trabalhar? Nas obras públicas?