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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A dupla "ética" socialista

Fernando Lima

«Em primeiro lugar, Fernando Lima não foi apanhado em nenhuma escuta, muito menos numa escuta relacionada com um processo criminal. Em segundo lugar, Fernando Lima foi sacrificado porque o ‘Diário de Notícias’, em plena campanha eleitoral, decidiu publicar um mail privado de um jornalista do ‘Público’, declarando pomposamente que este era do interesse público – o que obviamente não era. Por último, a "estupefacção" do sr. Ricardo Rodrigues vem do facto de ter tido conhecimento do mail privado de um jornalista. Não seria então de esperar que o mesmo Ricardo Rodrigues exigisse a divulgação das "conversas privadas" entre José Sócrates e Armando Vara de forma a podermos ficar todos também estupefactos?»
(Constança Cunha e Sá no "Correio da Manhã")

Ricardo Rodrigues: grande "porrada" de Constança Cunha e Sá

terça-feira, 23 de junho de 2009

O PS que existe... e o PS que não existe

«No meio da hecatombe, salva-se naturalmente o PS: o PS que quer ter uma palavra a dizer sobre o novo programa do dr. Vitorino, o PS que vai finalmente ser ouvido, o PS que já, na última Comissão Política, conseguiu debitar umas opiniões perante a complacência do chefe. Infelizmente, esse PS, com que sonha agora o PS, deixou pura e simplesmente de existir: neste últimos quatro anos, transformou-se numa mera caixa de ressonância do Governo, onde predominam Lelos e companhia, incapaz de transmitir qualquer sinal exterior de inteligência política. Resta, portanto, por muito que isso custe a algumas sibilas retroactivas, o eng. Sócrates e a sombra dos seus ministros. Com mais ou menos simpatias, com mais ou menos sorrisos, é ele que irá a votos nas próximas legislativas. Não o PS, essa ficção democrática que, com ele, deixou de existir. E, sem ele, pagará caro o facto de não ter existido.»