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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Estádio do Calhabé

("Record" de domingo passado; clique na imagem para ampliar)

Esta foto vale mais do que mil palavras.
É o Estádio de Coimbra (por outros chamado de ECC, que para mim significa Empreendimento Comercial do Calhabé) no sábado passado, dia de Académica-U. Leiria com menos de 3.000 espectadores nas bancadas.
É esta a realidade do futebol em Coimbra - por culpa da Académica, mas também dos decisores municipais.
Eu, por exemplo, recuso-me a entrar no estádio. Por duas razões essenciais: não quero, com a minha presença, nem legitimar a descaracterização do futebol da Briosa nem "aceitar" a entrega do estádio da forma que ela foi feita.
Do estádio e do que o rodeia apenas sei uma coisa: que todos os anos há dinheiro dos meus impostos que ali é aplicado. Já basta; não me peçam para contribuir (ainda) mais.

Claro que no próximo dia 18, ao fim da tarde, o estádio vai estar diferente. Quase sempre assim acontece, uma vez por ano.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Resposta a Carlos Queirós

O seleccionador nacional disse ontem, no final do jogo, não compreender os assobios à selecção nacional.

Parece impossível como Carlos Queirós, sempre tão arguto, não compreende porque é que o público não gostou da exibição medíocre da equipa de Portugal perante um adversário da "3.ª divisão" mundial, a China (83.ª selecção do "ranking" da FIFA!).

E não foram só assobios... Durante minutos, e pela primeira vez que me lembre, ouviram-se "olés" à selecção portuguesa, enquanto os chineses trocavam a bola rudimentarmente!!!

Como Carlos Queirós não sabe, eu explico-lhe com uma imagem.
Basta olhar para o canto inferior esquerdo.




PS 1 - O jogo de ontem foi assim como ir a uma taberna comer carapaus alimados e ter de pagar como se comesse lagosta.

PS 2 - Eu não consigo assobiar a selecção. Nem gritar "olé". Mas compreendo perfeitamente os assobios e os "olés" de ontem. Mais: acho que foram perfeitamente justificados.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Pouca vergonha!


O título principal da edição de hoje do "Diário de Coimbra" revela bem o estado a que chegou o regabofe com dinheiros públicos.

Em palavras simples: a Câmara manda construir o estádio, os contribuintes andam a pagar o estádio, a Câmara entrega o estádio à Académica de borla, a Académica faz receitas com o estádio e - é preciso ter lata! - cobra aluguer à Câmara quando esta utiliza o estádio!!!

Traduzindo para a vida comum: eu empresto a minha casa a um amigo, ele ganha dinheiro a arrendar os quartos da minha casa e - no dia em que decido lá ir dormir uma noite - ele ainda me leva dinheiro pela dormida.

Informa o jornal que o pagamento da utilização do estádio resulta do contrato em vigor.
Só há uma definição possível para esta situação: uma pouca vergonha!


PS - Não terá a Câmara Municipal (que me cobra largas centenas de euros de IMI e nem sequer manda varrer a rua onde moro) uma instalaçãozita qualquer me que possa emprestar... para eu depois arrendar à própria Câmara?

sábado, 10 de janeiro de 2009

Impressões na mudança de ano

O prometido é devido.
Embora com um dia de atraso («O homem põe e Deus dispõe»), cá estão as impressões sobre alguns acontecimentos do final de 2008 e início de 2009.

JAIME SOARES não concorda com a decisão de Manuela Ferreira Leite de impedir os candidatos autárquicos de concorrerem à Assembleia da República. Li as declarações no "Público". Jaime Soares diz que os autarcas que forem eleitos para a Assembleia só lá podem estar seis meses; depois terão de optar. Para ele é tudo claro. Penso que faltou ao jornalista fazer duas perguntas: se optar pela Assembleia, não estará a enganar os eleitores do concelho (que votaram para que ficasse na Câmara)? e se optar pela Câmara, não estará a enganar os eleitores do distrito (que votaram para ficasse na Assembleia)? Claro que Jaime Soares nem sequer pensa nisso. É por estas e por outras que a credibilidade dos políticos está como está. Basta ler os comentários no "Público" para perceber como a realidade do dia-a-dia, das pessoas que trabalham e pagam impostos, é diferente da realidade política.

A DERROTA mais dolorosa da "minha equipa" aconteceu no sábado passado em Porto de Mós, como já relatei no blogue respectivo.

OS "FOGUETES DE LÁGRIMAS", como se dizia quando era miúdo, voltaram a Coimbra na passagem de ano. Vi à distância, no terraço de um amigo. Foram 13 minutos a queimar, bem mais (e melhor) fogo do que nas Festas da Rainha Santa, quando dezenas de milhar de pessoas visitavam a cidade. Crise?! Qual crise? (A mesma Câmara que gastou milhares de euros com os foguetes veio, dias depois, pedir aos cidadãos para oferecerem cobertores para distribuir aos sem-abrigo. Parece que andamos a brincar, num "país de malucos"...)

APROXIMAM-SE ELEIÇÕES e o "Diário As Beiras" foi ouvir os responsáveis concelhios dos partidos. Tenho lido os títulos e olhado as fotos. (Prometi a mim mesmo perder pouco tempo com as "tricas" da Política: eles dizem uma coisa, a malta vota neles e depois eles fazem outra, impunemente. Então, já que não é possível puni-los, pelo menos não me sinto enganado. Não leio, pronto. E quanto a ir votar... estou a reflectir.) Mas voltemos ao jornal e às entrevistas. Manuel Oliveira: «Encarnação saberá ouvir Concelhia PSD na escolha dos vereadores». Henrique Fernandes: «PS vai ganhar as eleições em Coimbra». Francisco Queirós: «Candidato será conhecido a 14 de Fevereiro». Luís Providência: «CDS garante estabilidade da coligação na Câmara de Coimbra». Estes foram os títulos de 1.ª página. Agora olhem para as fotos que os acompanham e digam-me o que acham. Para mim, a única afirmação que acolho sem reservas é a do dirigente comunista.

A BRIOSA continua, imparável, a caminhar para o abismo. O clube perdeu identidade e, como resultado disso, as bancadas do estádio situado dentro do ECC (Empreendimento Comercial do Calhabé) estão cada vez mais vazias. Esta semana, num jogo para a "Taça da Liga", terão estado 615 espectadores (números oficiais) ou 287 (contagem da Rádio Universidade). Ao que isto chegou! Há um amigo meu que está convencido que o sistema de contagem de espectadores soma os pés, mas que depois esquece-se de dividir o número por dois... Cá por mim, há cerca de ano e meio que decidi deixar de me deslocar ao estádio, porque não vou a sítios aonde me sinta maltratado. E como me sinto tratado de forma terceiro-mundista no estádio do Calhabé (se quiserem, eu explico porquê), deixei de lá ir. Mas fui pagando as quotas de associado da Briosa. Até há pouco.

LIXO na cidade é muito. A cidade está porca. Sobretudo em algumas zonas. Até pensei que tinha deixado de haver varredores. Mas não, não acabaram. Noutro dia encontrei vários deles, em plena actividade. Até tirei fotos aos homens, às vassouras e ao carro de mão. Sabem onde? Na Solum, nas imediações do "Dolce Vita". Na minha rua, na freguesia de Eiras, nunca os vi - e já lá moro há 13 anos. Ou seja, a "Coimbra dos ricos" tem varredores, a "Coimbra dos pobres" não tem. Porca miséria.

A OBRA DO ANO 2008 em Coimbra, para mim, é indiscutível: a rotunda da Estrada de Eiras. Uma beleza! Volto a escrever o que já aqui escrevi: o autor do projecto deveria ser distinguido e o seu nome conhecido de todos os conimbricenses. Foi construída, logo alterada e depois novamente alterada. Os acidentes sucedem-se. Os trabalhadores da Câmara estão no local repetidamente para "remendar" os estragos. É a obra mais acompanhada de sempre em Coimbra. Os veículos pesados vêm-se aflitos para a circundar, os camiões de abastecimento do "Minipreço" não conseguem entrar à primeira. É um óptimo local para recolher jantes, pára-choques e outros adereços automóveis. Basta passar perto das 8 da manhã para ver o espólio da rotunda aumentar. Tenho fotos de várias destas situações, que em breve aparecerão aqui no blogue. Bem sei que é uma simples rotunda. Mas é nas pequenas obras que, muitas vezes, se alicerçam as grandes políticas. A rotunda da Estrada de Eiras é exemplar.

CORTEJO DOS REIS voltou às ruas de Coimbra. Li os dois diários, pela manhã, e fiquei a saber que a cidade se alheara da iniciativa. Afinal, as notícias diziam uma coisa e a realidade tinha sido outra... Mais tarde, um amigo que se deslocara aos Olivais, para assistir à chegada dos Reis disse-me que muitas centenas de pessoas enchiam por completo a escadaria da Igreja de Santo António. Afinal, os jornais - pressionados pela hora tardia do cortejo e a necessidade de "fechar" as edições - falavam do início do cortejo; o meu amigo falou-me do final do cortejo. A "vida dos jornais" tem destes perigos.

O CHEQUE referia 25 euros em algarismos e «trinta e cinco euros» por extenso. A instituição bancária onde o cheque foi depositado decidiu devolvê-lo e debitar mais de 13 euros ao titular da conta. A proceder assim, não tenho dúvidas de que os lucros da Banca vão continuar a ser substanciais. O "caso do cheque" segue agora para o Banco de Portugal.

ASUS é marca de computadores de que nem quero ouvir falar. O computador de secretária, comprado há dois ou três anos, necessita de uma fonte de alimentação nova. Ando há dois meses a tentar comprá-la, já enviei uma dezena de e-mails para a Asus e... nada. Portanto, se comprarem um Asus, tiverem um problema como eu tive e ficarem com uma máquina quase nova inutilizada, não se queixem, por favor. Estão avisados.

«CARTÃO DE CONTRIBUINTE no país do Simplex» bem poderia ser o tema de um conto. Ou de uma novela. O cidadão que requereu a emissão de um cartão de contribuinte em Fevereiro de 2008 ainda continua à espera que as Finanças lho enviem. Afinal, só se passaram 11 meses!!! As televisões mostaram-nos um país de Empresa na Hora, Cartão do Cidadão, Simplex e Magalhães. A realidade, afinal, é bem mais negra. (Aliás, parece que uma televisão vai contar em breve este caso exemplar...).

CASO DO CONCURSO CAMARÁRIO. O tal que foi aberto durante três dias em pleno Verão. E que acabou em finais de Dezembro de forma pouco habitual. Prometo e cumpro: não falo nele. Mas penso que alguém deveria investigar.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Citações

«O desvairado Lino dispara em todas direcções e não quer perceber que de nada adiantará gastar mais uns valentes milhões numa auto-estrada para o deserto de Bragança, onde nem já as brasileiras medram.»
(Luiz Carvalho, in "Instante fatal")

«O país não precisa de alcatifas novas nem de halls de entrada com embutidos. Infelizmente os nossos ministros pensam como os autarcas: em redondo, em rotunda. Uns rotundos idiotas.»
(idem, idem)

«O Diário As Beiras, em artigo não assinado, revela em exclusivo, que a “Académica não pagou telefones do estádio”. Depois, ficamos a saber que era a TBZ que pagava os telefones da divisão de desporto da Câmara Municipal de Coimbra, que está mais ou menos clandestina no Estádio que é Municipal. A festa dura há 5 anos. Mas ninguém liga!»

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Notícias cá da terra

(à espera de "recortes" do Diário de Coimbra de hoje)

domingo, 4 de maio de 2008

Lapidar

Aos 4 dias do mês de Maio de 2008 assisti ao único jogo da I Liga que se realizou nessa data às 16h00, desafio que foi disputado no Estádio Cidade de Coimbra, entre duas equipas do distrito de Coimbra, quando na cidade decorria o cortejo da maior Queima das Fitas que se realiza em Portugal, sendo presidentes da Académica e da Naval, respectivamente, José Eduardo da Cruz Simões e Aprígio de Jesus Ferreira Santos. Esta "lápide" assinala o facto para memória futura.

(anexa-se o comprovativo)

terça-feira, 6 de novembro de 2007

O nome do estádio

(clique na imagem para ampliar)

Quem acompanha este espaço, já sabe que – para mim – a sigla ECC não é sinónimo de Estádio Cidade de Coimbra, mas de Empreendimento Comercial do Calhabé.

Para a loja Aki, como se prova pela imagem, ECC significa Estádio Centro Comercial.
Não está mal, não está mal...

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Negócios no Calhabé

(recorte do "JN"; clique na imagem para ampliar)

Duas correcções:

1. - O estádio não é da Académica mas dos cidadãos de Coimbra, que o estão a pagar com os seus impostos (e com a falta de outras obras, dado o endividamento da Câmara Municipal).

2. - O nome correcto é EMPREENDIMENTO COMERCIAL DO CALHABÉ. E não há nada como uma Feira do Oculto (?!?!?!) para o provar.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

De sofá no ECC

A "Mancha Negra" protestou contra o horário dos jogos. E fê-lo de modo original.
Aconteceu na segunda-feira à noite, no ECC (Empreendimento Comercial do Calhabé).

A foto foi retirada daqui.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

A 'coisa' está preta...

EuroStadium: Tribunal “chumba” T 0

O licenciamento da construção de cerca de 200 fogos de tipologia T 0 no EuroStadium, complexo adjacente ao Estádio Cidade de Coimbra, foi declarado nulo pelo Tribunal Administrativo e Fiscal, apurou hoje o “Campeão”.

(...)

Em causa está a construção de estúdios residenciais numa zona dedicada a equipamento ao abrigo do Plano Director Municipal.

* * * * *

O acórdão do Tribunal e Administrativo e Fiscal sobre a construção de 200 fogos de tipologia T 0 no EuroStadium, complexo adjacente ao Estádio Cidade de Coimbra, revoga o licenciamento camarário por violação do artigo 41.º, n.º 1, do Plano Director Municipal (PDM).

As juízas Helena Canelas, Beatriz Cruz e Paula Lopes declararam ainda a nulidade de deliberações da Câmara de Coimbra tomadas a 12 de Maio e a 8 de Setembro de 2003. A 12 de Maio de 2003 foi deferido o projecto de arquitectura do EuroStadium e a 8 de Setembro foram aprovadas algumas alterações ao mesmo.

O Ministério Público, através do magistrado Carvalho Gomes, sustentou a invocada violação de uma norma do PDM na acepção de que a zona de equipamento é destinada exclusivamente à instalação de equipamento de interesse público de utilização colectiva.

O projecto de arquitectura, cuja apreciação os vereadores do PS quiseram adiar de 12 para 16 de Maio de 2003, foi aprovados com tantos votos a favor (cinco) quantos os desfavoráveis e as abstenções.

Com Luís Vilar ausente, votaram contra Rodrigues Costa, António Rochette e Carvalho Santos (eleitos pelo PS); abstiveram-se Horácio Pina Prata (PSD) e Gouveia Monteiro (CDU).

O presidente da CMC, Carlos Encarnação, rejeitou o adiamento do escrutínio (a 12 de Maio de 2003), tendo alegado ser “altura de votar” e de “cada um assumir a sua responsabilidade”.

Escrito por Rui Avelar, no "Campeão das Províncias"

* * * * * * * *

Capa do "Jornal de Notícias" de hoje

domingo, 13 de maio de 2007

Artistas no Calhabé



George Michael no sábado.
Lucílio Baptista no domingo.