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domingo, 25 de abril de 2010

A última vez de... Leinine

Calinadas do dia

"Diário de Notícias" on-line

Rádio Renascença on-line

(clique nas imagens para ampliar)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Pérolas eleitorais (XVIII)

Pérolas da campanha eleitoral

«Candidato do CDS em Moura apanhado a furtar palha – O número três do partido de Portas à Câmara de Moura foi apanhado pela GNR. Estaria a desviar palha de uma herdade»

(in "Diário de Notícias")

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Sorrir é o melhor remédio


Os espíritos andam muito crispados.
Já até se ouviram por aí umas vozes a pedir a demissão do Presidente da República! Vejam lá que o homem nem andou na Universidade Independente, nem tem uma licenciatura tipo Farinha Maizena (como disse o Professor Marcelo) e... querem que ele se demita. Eheheheheh.
Por isso, o melhor é encarar isto tudo com um sorriso e publicar aqui no blogue algumas "pérolas" dos últimos dias.
Façam o favor de sorrir.

Newsletter da Sport Tv

A pergunta que ninguém fez...


Será meio suspensão e meio suspeição?...


O homem com medo da Gripe A

domingo, 20 de setembro de 2009

Ideias soltas

(ideias próprias e alheias publicadas no "Twitter" na noite de sexta-feira)

DESEMPREGO
O país real: mais de 500 mil inscritos nos centros de emprego em Portugal.

Desemprego: no último ano, houve um aumento superior a 111 mil pessoas.

O número de desempregados registados nos centros de emprego aumentou, em Agosto, 28,7% face ao mesmo período do ano passado.


CASO DAS ESCUTAS
O DN não se preocupou em saber se houve ou não escutas em Belém, mas apenas em denunciar o mensageiro.

Quando é que ficamos a saber quem encomendou estas notícias ao DN? Terá sido alguém próximo do fã número um do director do DN?

A notícia do "DN" é a materialização que faltava de um facto: há escutas e violação de comunicações privadas em Portugal.

Quem é a fonte do "DN"?

Foram precisas apenas 10 horas para ‘apagar’ as infracções que conduziram à apreensão de três carrinhas do PS e à multa de 1110 euros.

Conselho de Redacção repudia a forma como foram postos em causa a credibilidade e profissionalismo da redacção do PÚBLICO.

Neo-fontismo: o DN revelou a fonte do Público. Quem vai revelar a fonte do DN?

Questão pessoal: há e-mails bons e e-mails maus? É que há mais e-mails suspensos na «agenda informativa»...

Belmiro de Azevedo: «O ministro da propaganda diz que eu não posso falar, mas, enquanto não tiver defeito físico, vou falando.»

LIVRO
"Dossiê Sócrates" em 2.ª edição. Mais de 12 mil exemplares descarregados. Download gratuito.

JUSTIÇA
Só mais uma: juiz Rui Teixeira tem carreira estagnada devido ao processo Casa Pia. Vergonha!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Palavras sensatas


«(...) o mais relevante é que DN não se preocupa em investigar ou informar sobre se, na realidade, houve ou não "espionagem" política por parte do Gabinete de José Sócrates. Este ponto, de enorme gravidade para a democracia, não parece interessar o DN. Toda a notícia é construída como se o relevante fosse o "mensageiro" das pistas para a notícia e não a notícia em si, ou seja, a realidade dos factos. A primeira página do jornal apresenta Fernando Lima como culpado. Repare-se na fotografia em fundo preto. A manchete fala do tema como se este tivesse sido fabricado (o DN usa o termo “encomendado”) na Presidência da República, sem colocar sequer a hipótese de haver fundamento real para tais suspeitas.»
(Paulo Marcelo, in blogue "Jamais")


O meu jornal diário

Capa do "Público" de hoje


Deixei de comprar o "Diário de Notícias" desde que, no tempo de Santana Lopes como primeiro-ministro, Fernando Lima, meu contemporâneo na Redacção do "Jornal de Notícias", foi afastado.

Voltei a ser leitor regular do "Público".
Neste Verão, comprei uma ou outra vez o "i", porque é o melhor jornal para ler na praia.

Apesar das "ondas" alterosas que hoje se viram no "mar da informação", o "Público" continua a ser o meu jornal diário nacional.
É uma questão de confiança.

A campanha... que não existe

«O sempre tão lesto, incisivo e mortífero José Sócrates não se atreveu - mais uma vez - sequer a tocar no nome de António Preto no debate com Manuela Ferreira Leite. O caso BPN - provavelmente o maior escândalo da legislatura - não foi referido uma única vez. E Ferreira Leite, por seu lado, nunca falou do Freeport ou de qualquer outro tema que tenha cozido Sócrates em lume brando nos últimos anos. Mesmo à famosa asfixia democrática não sobrou fôlego para se fazer ouvir durante o debate. O caso Manuela Moura Guedes foi há dez dias mas parece que já foi há dez anos. Como explicar isto?

(...)

Mas, de facto, quando eu tenho o caso Freeport e tu tens o caso BPN, quando eu tenho o caso Manuela e tu tens o caso Marcelo, quando eu tenho o caso Fátima e tu tens o caso Isaltino, torna-se complicado andar a atirar certo tipo de pedras para o telhado do vizinho. E por isso, os dois pilares do regime democrático que mais têm sido postos em causa durante o consolado de Sócrates - os poderes judicial e mediático - têm-se mantido de fora do debate, exceptuando dois ou três esgares de indignação para inglês ver. Eu não duvido que o país ande muito endividado, que o emprego esteja alto, que a crise seja dura e que o TGV mereça uma discussão séria. Mas quando vemos uma justiça completamente desacreditada e uma comunicação social cada vez mais amordaçada, não faz qualquer sentido que questões tão estruturantes quanto estas nem sequer entrem na agenda eleitoral. Deixar tais temas de fora da campanha e debater apenas a economia é como ter um automóvel com o motor gripado e andar a discutir a mudança dos pneus.»
(João Miguel Tavares, in "Diário de Notícias")

Estamos bem entregues...

O país está de rastos.
Com problemas bem graves para analisar (Desemprego, Educação, Saúde, Justiça, Segurança, Endividamento Externo, etc.), a campanha eleitoral decorre sob o signo das "brincadeiras".
Estamos bem entregues, não haja dúvidas.


«A este ritmo de campanha e contra-campanha...
... acabaremos a discutir as aparições de Fátima, a demissão de Palma Carlos, o desaparecimento do processo do regicídio, o caso Angoche, as razões que levaram Guterres a deixar o poder, quem vendeu a Portugal as armas para a operação Mar Verde, as pastas que faltam no arquivo PIDE ou a morte de Sá Carneiro…»


«O "Diário da Manhã", mais conhecido por Diário de Notícias, titula que "assessor de Cavaco Silva encomendou caso de escutas". Repare-se na escolha cirúrgica do verbo "encomendar". Eu também podia escrever que o alguém "encomendou" o título ao DN. Que há "encomendas" distribuídas com parcimónia pelos media. Que os media vivem de "encomendas". Que as "encomendas" são a causa de existir dos media. Ou, no limite, que os "jornalistas" são umas belas "encomendas", tipo concierge de condomínios de luxo, etc., etc. O DN não gosta de Fernando Lima. E este regime protagonizado pelo admirável líder não gosta de Cavaco. Um mais um igual a cinquenta. De resto, importa "debilitar" Cavaco para depois de 27 de Setembro. Porque não interessa nada saber se há serviços de informações oficiais ao serviço de causas partidárias e, dentro destas, de uma pequena, abusadora e precária clique. Não.»


«Isto já começa a parecer uma esterqueira. Muito pior que o pântano de Guterres.
O PS está empenhado em não discutir os problemas do País, seja o desemprego (mais de meio milhão de desempregados), seja a pobreza (mais de 2 milhões de portugueses pobres), o encerramento de empresas (no último ano fecharam 50 mil empresas), a dívida pública (passou de 58,3% do PIB, em 2004, para estimados 74,8%, em 2009), a dívida externa (passou de 64% do PIB, em 2004, para estimados 100,6%, em 2009), etc., etc.
Em vez de se avaliar estes 4 anos e meio de Governo socialista, os Portugueses estão a ser autenticamente bombardeados todos os dias com inventonas destinadas a tentar cercar a oposição democrática, em particular o PSD por este ser a única alternativa ao actual poder rosa.»

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Ministério Público arquiva queixa de Sócrates contra jornalista

O jornalista João Miguel Tavares foi processado pelo primeiro-ministro. Ministério Público mandou arquivar, dizendo que direito à crítica prevalece.

O Ministério Público mandou arquivar a queixa-crime movida por José Sócrates contra o jornalista e colunista do Diário de Notícias João Miguel Tavares.
A queixa foi arquivada pelo Ministério Público, que considerou que «as expressões utilizadas pelo arguido, dirigidas ao primeiro-ministro, ainda que acintosas e indelicadas, devem ser apreciadas no contexto e conjuntura em que foram publicadas, e inserem-se no exercício do direito de crítica, inscusceptiveis de causar ofensa penalmente relevante».
O despacho de arquivamento foi proferido pela procuradora Fernanda Alves.
João Miguel Tavares já reagiu, dizendo: «Era o que estava à espera. Mal seria se a decisão fosse outra».
O cronista do Diário de Notícias, recorde-se, foi alvo de uma queixa do primeiro-ministro por um artigo em que fazia referências à «licenciatura manhosa», aos projectos «duvidosos» da Guarda e ao «apartamento de luxo» comprado «a metade do preço». No mesmo artigo, Tavares fazia uma comparação entre Sócrates e Cicciolina.
Desde que no início do ano o caso Freeport voltou em força à praça pública que José Sócrates já lançou uma série de queixas-crime. Além de João Miguel Tavares, foram processados vários jornalistas da TVI, incluindo o director-geral José Eduardo Moniz e a apresentadora do Jornal Nacional de Sexta-feira, Manuela Moura Guedes. O director e dois outros jornalistas do "Público" foram também alvo de queixas-crime.
(in "Expresso")

O artigo que motivou a queixa de José Sócrates pode ser lido aqui.

terça-feira, 19 de maio de 2009

«Eu percebo que você ande enjoado...»

Dois excertos de (mais) um texto brilhante de João Miguel Tavares no "Diário de Notícias".

«Caro leitor: eu percebo que você ande enjoado. Eu próprio, semana após semana, sento-me em frente do computador para escrever mais um texto para esta página e a mão está sempre a fugir-me para Alcochete. Mas será que a culpa é minha? Por amor de Deus: depois daquele tio, agora sai-nos um primo vestido de Bruce Lee, a treinar artes marciais no templo de Shaolin e a chamar pelo nome de Wu Guo, "o guerreiro profundo"? Sobre o que é que querem que eu escreva, se nem a família Adams é tão divertida?»

«Lamento muito, mas o caso Freeport transformou-se numa tragicomédia nacional, que põe ao léu uma República grotesca, sem princípios, sem carácter e completamente disfuncional. Sobre o que hei-de eu escrever, se a vergonha já se estende desde aqui até à China»

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Judite de Sousa: entrevista para ler


Conheci-a há uns 17 ou 18 anos.
No final de uma reunião no Sindicato dos Jornalistas, na mudança de dia, fomos (eu, o João Fonseca e o João Mesquita, entre outros) a um bar ali perto, antes de regressar a Coimbra.
No bar, jornalistas eram mais do que muitos...
Sentámo-nos numa mesa onde já estava a Judite de Sousa. À conversa.
Foi a primeira e única vez que falei com ela. Fiquei com excelente opinião, alicerçada no comportamento que teve naquelas duas ou três horas: já era uma "estrela televisiva", na altura, mas não tinha "peneiras".
Gosto de gente assim.

Hoje, ao ler esta entrevista no "site" do "Diário de Notícias", confirmei que continua a ser uma senhora. Porque (até...) os jornalistas são, acima de tudo, pessoas - com virtudes, defeitos, alma, coração. Pessoas iguais às outras.

quarta-feira, 4 de março de 2009

José Sócrates, o Cristo da política portuguesa

Por João Miguel Tavares (*)

Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.

José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que "quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena". Detenhamo-nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro - se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.

Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra - feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: "Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras." Reparem bem: não podemos "consentir". O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?

À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser "terreno propício para as campanhas negras"; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez.


(*) Jornalista - jmtavares@dn.pt; in "Diário de Notícias" de ontem
COMENTÁRIO SIMPLES: Brilhante!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Portugal vergonhoso

Aqui está um artigo com conta-peso-e-medida. Intitula-se "A vergonha de não ter vergonha na cara" e é da autoria do jornalista João Miguel Tavares.
Foi publicado há três semanas (18 de Novembro) no "Diário de Notícias", mas só agora o encontrei.
Aconselho vivamente a leitura.

Eis três excertos, para aguçar o apetite.

«Há quatro anos, o administrador do Banco de Portugal Manuel Sebastião foi procurador do administrador do Banco Espírito Santo Manuel Pinho na compra de um prédio em Lisboa. Esse prédio era propriedade do Banco Espírito Santo, tendo Manuel Sebastião servido de intermediário numa compra entre o BES e um administrador do BES.»

«Só que José Sócrates não ficou por aí. E acrescentou também não ter encontrado "nada que seja criticável do ponto de vista ético". Ora, isto são declarações absolutamente vergonhosas, e só mesmo por vivermos num país onde a mentira na política é aceite com uma espantosa tolerância é que um primeiro-ministro pode dizer uma barbaridade destas e sair de mansinho.»

«Se José Sócrates encontrasse um dos seus ministros a tentar arrombar um cofre com um berbequim diria aos jornais que ele estava só a apertar um parafuso. Afinal, também no caso da sua licenciatura o primeiro-ministro não viu nada de eticamente duvidoso nem de moralmente reprovável.»

terça-feira, 29 de julho de 2008

O parecer sobre o processo que aconteceu depois da fruta

Citação 1:
«O comunicado da SAD do Futebol Clube do Porto em resposta ao parecer de Freitas do Amaral é uma peça de alta comédia e um excelente retrato da mentalidade mais rasteira que por aí sobrevive.»

Citação 2:
«Freitas é de tal forma cristalino na descrição das sucessivas golpadas tentadas por Gonçalves Pereira que a carreira deste como advogado e político só não está acabada se não houver um pingo de vergonha nesta terra.»
(João Miguel Tavares, no "Diário de Notícias")

Agora eu:
De férias, não tenho acompanhado como seria normal o desenvolvimento deste caso.
Felizmente.
Mesmo assim, ouvi noutro dia Guilherme Aguiar a comentar o parecer de Freitas do Amaral. E não pude deixar de sorrir...
Era como se eu, que até gosto de andar de avião, quisesse dar lições de navegação aérea a um piloto experiente.

PS - Não se espantem com o título deste texto. Como estou para me ir deitar, lembrei-me da palavra "fruta". E, então, saíu-me um título assim meio "marado". Desculpem.

domingo, 27 de julho de 2008

Toma, que já almoçaste!

«Na semana passada, o editorial do Avante! chamava-me "fóssil". Esta semana, o director do Avante!, José Casanova, reitera. Como o assunto que nos confronta é a libertação de Ingrid Betancourt, vou dizer o seguinte, com a intenção, mesmo, de insultar: "José Casanova é director do Avante!"»
(Ferreira Fernandes, hoje, no "Diário de Notícias")

domingo, 8 de junho de 2008

A selecção e os jornais

Hoje não vi nenhum dos jogos do Euro 2008.
Tive um (longo) dia de trabalho.

No entanto, ainda houve tempo para dar uma olhadela aos jornais.
Estou espantado!
Todos falam em três bolas nos ferros da baliza turca: duas de Nuno Gomes e uma de Cristiano Ronaldo.

Peço desculpa, mas vi quatro.
Bosingwa também centrou-rematou ao poste. Mais concretamente ao poste esquerdo da baliza da Turquia.
Foi assim ou... vi mal?

PS - Entrei na área de serviço e escolhi o "Público". Cheguei à caixa e paguei. Ia a virar costas quando a funcionária me diz: «Só um momento. Leve também este. É oferta». Aceitei. Saí também com o «Diário de Notícias» debaixo do braço. Sinal dos tempos...

domingo, 18 de maio de 2008

Ah pois é!

Aqui está um bom exemplo daquilo que classifico de «desobediência cívica»: o Governo mexeu no cálculo dos juros dos certificados de aforro - para baixo, é claro! - e os cidadãos foram a correr levantar o dinheiro.
Consequência (em linguagem coimbrã): o Governo está «à rasca».

A notícia abre hoje a 1.ª página do "Diário de Notícias":
«O Governo está a tentar travar o fluxo significativo de saídas dos certificados de aforro observadas desde que foram feitas alterações nas taxas de juro em Janeiro.»

Apetece-me recordar aqui o Zé Povinho de Bordalo Pinheiro, de braços cruzados, a exclamar: «Toma!».

domingo, 13 de abril de 2008

Coimbra negra

Coimbra não era, normalmente, motivo de notícia nos meios de comunicação social nacionais.
Passavam-se meses e meses, anos e anos, sem um referência. E quando ela surgia era, geralmente, devido a uma nova técnica cirúrgica ou a qualquer daqueles acontecimentos que são sempre notícia - o acidente, a inundação, o incêndio, a derrocada de um prédio.

Nos últimos tempos, porém, tudo mudou.
Coimbra aparece regularmente nos grandes "media". E pelos piores motivos.

Ontem, a capa do "Sol" era dedicada ao negócio do prédio dos CTT na Avenida Fernão de Magalhães.
No "Expresso", no caderno de Economia, uma página inteira dedicada às contas da Lusitanea.

Outro assunto presente com regularidade nos jornais nacionais ("Jornal de Notícias" e "Correio da Manhã" são dois exemplos da semana passada) refere-se à construção dos "Jardins do Mondego" e aos crimes de que é acusado o presidente da Académica/OAF.

Ainda há bem pouco eram as notícias sobre o parque de estacionamento da "Bragaparques" (que, inexplicavelmente, continua a ostentar a placa da Loja do Cidadão quando nada tem a ver com ela...).

Eu, conimbricense por nascimento e por vontade própria, não me revejo nesta face de Coimbra.
Mais: não gosto - creio que ninguém gosta... - de ver o nome da minha cidade arrastado pela lama.

Os tribunais dirão de sua justiça. Por outro lado, não sei se a corrupção é um fenómeno tão generalizado na sociedade portuguesa como as constantes notícias sobre Coimbra fazem querer; afinal, o que acontece na minha cidade aconteceria em todas as outras e em idêntico grau.
O que sei é que esta explosão de "casos" em Coimbra é recente.

Talvez aqui esteja um bom motivo de estudo para os sociólogos - cá da terra ou de fora.

Capa do "Sol" de 12 de Abril de 2008

terça-feira, 11 de março de 2008

Uma entre 100.000

Um facto está a "agitar" a Net desde ontem: a presença da esposa de António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, na manifestação dos professores, no sábado passado.

Hoje, o próprio "Diário de Notícias" dá honras de 1.ª página à presença da professora na "manif" anti-ministra da Educação e anti-Governo.

(Luiz Carvalho vai mais longe e lembra as críticas de Maria Antónia Palla, mãe de António Costa, à decisão do Governo de encerrar a Caixa de Previdência dos Jornalistas).

Foto do "Fotografia sempre", onde há mais imagens da manifestação de professores.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Cá e lá, lá e cá

Uma portuguesa feliz em Espanha.
Um espanhol infeliz em Portugal.