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domingo, 27 de julho de 2008

Moutinho: "capitão" negativo















Eis um exemplo que deve levar a reflectir os responsáveis pelo futebol jovem do Sporting.
Formar um jogador não passa apenas pelos pés.
A cabeça é (sempre) mais importante.

PS - Depois da declaração de sábado que faz as "capas" dos três diários desportivos, eu - se fosse responsável sportinguista - tinha-lhe retirado a "braçadeira" de imediato. Afinal (escrevo às 9 da noite de domingo) nada disso parece ainda ter acontecido. O que prova que também faz falta formar os dirigentes.

sábado, 17 de maio de 2008

Palavras de quem sabe

«É o maior erro que se pode cometer, incutir nos miúdos a ideia que têm de ser jogadores de futebol e craques. Ouvir os pais a dar instruções aos filhos num campo é, até, uma falta de respeito para com o treinador. Em todas as equipas do mundo, o treinador é que manda. É ele que terá de fazer com que os jogadores cresçam. Com um pai impulsivo a intrometer-se no processo de evolução do jovem futebolista, a história acaba sempre mal.»
(Rui Costa, hoje, na "Única", a revista do "Expresso";
a entrevista completa está disponível no blogue de
António Boronha)

sábado, 20 de janeiro de 2007

Recortes do dia

("Sol")

("Record")

NOTA: clique nas imagens para ampliar

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Futebol jovem: assim, sim!

O prometido é devido. Por isso, trago aqui duas histórias de que tomei conhecimento no domingo passado, em Alcochete. Uma de cada clube.

Sporting e U. Leiria têm equipas de juvenis que já são... “selecções”! O Sporting tem uma selecção nacional, com jogadores de praticamente todo o país: há jovens do Algarve, de Trás-os-Montes, das Beiras, etc. A U. Leiria, com meios modestos, tem jovens atletas das redondezas, mas também eles a viverem longe das famílias.
Em ambos os casos, os dirigentes desportivos têm de assumir a sua função com especiais cuidados na vertente formativo-educativa.
Nem poderia ser de outro modo.

CASO 1
Todos os dias, o jogador era levado à porta da escola por um responsável do clube. Chegado o final do 1.º período, verificou-se que o jovem tinha um considerável número de faltas às aulas.
(Ou seja, o jovem entrava na escola, mas depois...)
Decisão imediata: abandono do clube, com regresso à casa paterna.
Comentário de alguém que o conhecia bem: “É uma pena que tenha ido embora. Era o melhor jogador da equipa!”.

CASO 2
Terminado o 1.º período de aulas, os responsáveis do clube quiseram conhecer as avaliações escolares. E rapidamente concluíram que vários jogadores estavam com dificuldades a Matemática.
Decisão imediata: contratar uma explicadora, a expensas do clube, para ajudar os jovens jogadores a superar o problema.
As explicações começaram na passada segunda-feira, dia 15.

* * * * * *

Há anos que defendo que o futebol jovem (dito, até, de formação) deve dar especial atenção à escola, para defesa dos próprios atletas, muitos deles inebriados pelo brilho das grandes “estrelas da bola” que sonham um dia também ser.
Um jovem que veja existir articulação entre a escola e o clube, os resultados escolares e a prática desportiva, sentir-se-á mais motivado para tentar ser melhor estudante e melhor jogador.

Ao longo dos anos, tenho sido uma voz praticamente solitária, criticado até. Mas continuo convencido que este é o único caminho possível.
Sofro quando me informam que um jovem de 16 anos diz aos pais que não quer estudar porque pretende ser profissional de futebol. E sofro porque é fácil prever o que o futuro lhe pode reservar.

Um dia, no tempo em que as selecções jovens portuguesas de futebol ganhavam tudo o que havia para ganhar, um jornalista estrangeiro desabafou: “Vocês ganham tudo nestas idades, porque os nossos jovens estão na escola, a estudar, enquanto os vossos só jogam à bola”. Era (é) verdade.
E acrescentou: “Vamos ver o que é que vocês ganham quando chegarem a seniores”.
Na realidade, Portugal já foi campeão europeu e mundial... em jovens. Nos mais crescidos, nada.

* * * * * *

A terminar, apenas uma “nota de rodapé”: se há clube vocacionado para este trabalho de acompanhamento da realidade escolar dos atletas é a Académica, por toda a história, todo o simbolismo, toda uma filosofia e cultura “sui generis”.
No entanto, isso não acontece em Coimbra.
Felizmente, há clubes que pensam de maneira diferente.

Alcochete, domingo de manhã, do outro lado da vedação da Academia do Sporting...