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terça-feira, 20 de abril de 2010

Académica-Benfica intrigante

Intrigante: no sábado os jornais noticiavam que já tinham sido vendidos 25.000 bilhetes para o Académica-Benfica mas ontem escreveram que só estiveram no estádio 21.742 espectadores.

domingo, 18 de abril de 2010

O futebol-que-temos

O Benfica é a melhor equipa do campeonato. Ganhou bem em Coimbra. «Sem espinhas», como diria o treinador dos encarnados.
Por falar em Jorge Jesus: o homem não aguenta a pressão de estar à beira de vencer e tem no "banco" comportamentos dispensáveis. Saber ganhar é mais difícil do que saber perder.
O Benfica, mais do que classe, mostra sobretudo vontade. E joga para marcar do primeiro ao último minuto, o que garante um espectáculo emotivo.

O guarda-redes Eduardo (grande frangalhada!) e o lateral Paulo Ferreira (que desastre!) não auguram nada de bom para a selecção no "Mundial" da África do Sul.

Já percorri vários "sites" na Internet e nenhum refere o número de espectadores do Académica-Benfica. Se foram vendidos 25 mil ingressos, houve gente que comprou o bilhete e ficou em casa.

É cada vez maior a oferta de programas televisivos, em directo, na Internet.

Pinto da Costa, que reapareceu depois de longo período de silêncio, aconselhou os benfiquistas a celebrar o título no túnel do Marquês. Utilizando o mesmo registo de linguagem, apetece perguntar se os portistas festejaram os últimos títulos no Mercado da Fruta.

Curiosidade: desde que o Benfica tomou a decisão de abandonar os relvados depois dos adversários, terminaram os problemas nos túneis. Porque será?

Dúvida: será que o Olhanense vai jogar na Luz da mesma forma que jogou em Olhão na 1.ª volta? Se o fizer, prevejo que não chega ao intervalo com os 11 jogadores em campo.

Após mais uma jornada, o maior "crime" do campeonato continua a ser um dos penaltis não assinalados a favor da Académica no Estádio das Antas: um empurrão com ambas as mãos, "nas barbas" do árbitro!

Apesar de considerar que a provável vitória do Benfica é uma lufada de ar fresco no "futebol do sistema", vou continuar a não gastar nem um cêntimo com o futebol-que-temos. Nem em quotas de clube, nem em bilhetes para os estádios, nem na assinatura da Sport Tv.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Em "cash"

(clique na imagem para ampliar)

Sem surpresa, o Académica-Benfica de domingo vai ser jogado num estádio quase cheio. Fala-se numa receita da ordem do milhão de euros (200 mil contos, na moeda antiga). Em notas.

Uma pessoa amiga deslocou-se há dias ao estádio para comprar bilhetes e, no momento de pagar, foi-lhe dito que só aceitavam dinheiro. "Cash". Não era aceite cheque nem sequer o pagamento por cartão multibanco. E, perante isto, o comprador não teve outro remédio do que dirigir-se a um caixa multibanco e levantar dinheiro. Vivo.

Numa altura em que já se compram bilhetes para o futebol pela internet, e em que os clubes têm todo o interesse em chamar espectadores aos estádios, não deixa de ser invulgar o comportamento da Académica/OAF.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sport TV sem qualidade

Vi os últimos 10 minutos do V. Setúbal-Académica.
Vi o golo da Académica. Legal.
Vi o golo do V. Setúbal. Ilegal.
Os comentadores da Sport TV, muito mais treinados do que eu, ainda não conseguiram ver o fora-de-jogo, apesar das três repetições. Eu vi logo à primeira.

ADITAMENTO (13.04.2010, às 11h30)
("Correio da Manhã" de hoje)

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Os "penaltis" do FC Porto

Leio que o árbitro não assinalou ontem no Estádio do Mar um "penalty" a favor do FC Porto.
Os portistas devem estar magoados.
Talvez compreendam agora melhor (mas apenas... pela metade) o que sentiram os adeptos da Académica na terça-feira, quando o árbitro não assinalou dois "penaltis" claríssimos contra o FC Porto no Estádio das Antas.

Actualização (13h45) - Acabei de ver, no noticiário da hora do almoço, o lance. Só uma vez. Não me pareceu evidente o "penalty", porque o jogador do Leixões fica estático. Avaliações à parte, de uma coisa tenho a certeza: nem de perto nem de longe o lance de ontem é semelhante aos da Académica, que foram "penaltis" do tamanho da Torre dos Clérigos. (Já agora: espanta-me, de certa forma, o modo como os responsáveis da Académica "esqueceram" esses dois lances. De certa forma...)

Actualização (16h33) - Este texto mereceu longo comentário de alguém que chama corruptos a várias pessoas, acusa-me de ver mal (o que, infelizmente, cada vez é mais verdade), mistura alhos com bugalhos e, sobretudo, não assina o que escreve. Já aqui referi várias vezes que este é o meu blogue, escrevo o que penso e assino por baixo. Só cá vem quer quer, não faço publicidade do blogue, nem nunca pedi para me "linkarem". Quem quiser comentar só verá as suas opiniões publicadas se respeitar dois princípios: não insultar e identificar-se. É fácil, acreditem; é o que eu faço

Derradeira actualização (22h40) - Vi agora o lance na área do Leixões em câmara lenta. Parece-me "penalty". Confirma o que já aqui escrevi várias vezes: Bruno Paixão é um mau árbitro. Reitero o que escrevi inicialmente: os dois "penaltis" contra o FC Porto, frente à Académica, dois empurrões descarados "nas barbas" do árbitro, foram muito mais evidentes e... não foram assinalados.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Académica empurrada nas Antas

Viram como o árbitro perdoou hoje dois "penaltis" claríssimos ao FC Porto, nas Antas, frente à Académica?



Está decidido: continuo a não beber Carslberg.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Porto, árbitros, Académica e etc.

Estive ontem no Porto mas não vi o jogo da Académica.
No entanto, pelo que li e por aquilo pude ver nos resumos televisivos, é possível concluir com segurança o seguinte:

1. O árbitro assinalou fora-de-jogo inexistente a Sougou quando corria isolado para a baliza contrária.
Beneficiado: FC Porto.

2. Bruno Alves deveria ter sido expulso e não o foi.
Beneficiado: FC Porto.

3. O golo da vitória dos portistas é marcado em posição ilegal.
Beneficiado: FC Porto.

4. O "resultado legal" seria 2-2. Mas, na realidade, foi de 3-2.
Beneficiado: FC Porto
(somou dois pontos em excesso).

Isto são os factos. Não sei é o sistema; são realidades. O resto é conversa.


Nota 1 - O treinador da Académica não disse uma palavra sobre todos estes factos.
(Já viram quem foi beneficiado...)

Nota 2 - O Braga empata em Vila do Conde, mas o golo do Rio Ave foi precedido de falta.
(Adivinhem quem foi beneficiado...)

Nota 3 - O Nacional fez 1-1 na Luz com um golo ilegal.
(Adivinhem que foi beneficiado...)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Freeport, Académica e os "novos padrecas"

Deixo aos visitantes deste espaço um conjunto de sugestões de leitura, que julgo muito interessantes. Basta clicar nos títulos. O mundo, hoje, é assim.

Caso Freeport: fax fala de corrupção
No final da carta é explicitamente referida a existência de subornos, concretamente dois milhões de libras em luvas. À época, qualquer coisa como três milhões e duzentos mil euros. (TVI24)

O novo treinador da Académica/OAF
A contratação de André Villas Boas tem dado imenso que falar no seio da família academista. Uma das perguntas que nos fazem com maior frequência é “Como é que o Engenheiro Arguido Simões descobriu este Mourinho de imitação?” ("O sexo e a cidade")

A proibição do circo de feras
É evidente que o Mundo não é perfeito. Se a vida fosse casta e pura como querem estes ayatollahs ocidentais não haveria nem touradas nem putas, nem ricos nem pobres, nem não-fumadores a levarem com o fumo dos outros, nem mariquinhas a inalarem CO2, nem cães a ladrarem, nem a polícia a facturar nas rotundas, nem um agente técnico a armar-se em arquitecto, nem um primeiro-ministro medíocre a ser reeleito pelo povinho, nem nada. ("Instante fatal")

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

domingo, 4 de outubro de 2009

Académica, ai... ai...

Há pouco, um amigo de Lisboa perguntava no "Twitter".
- O que se passa com a Académica?
A resposta saiu-me assim:
- Tem presidente a mais e futebol a menos.

Olhando a frase, minutos depois, parece-me (passe a imodéstia) uma bela definição.

sábado, 4 de julho de 2009

Até sempre, Gervásio!


O "Gervas" partiu.
Que descanse em paz.

(imagem daqui)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Política, Futebol e Poder Local

Eu sei que muita gente visita este blogue não por aquilo que escrevo mas pelas transcrições que aqui são feitas por isso e porque acho muito bem esse procedimento trago-vos aqui um conjunto de citações que merecem bem a pena e se quiserem ler os textos na íntegra basta clicar no nome dos autores como vêem não custa nada e é uma forma fácil de acompanhar o que vai sendo publicado noutros locais por isso escolhi um conjunto de frases que me parecem muito boas vá lá leiam e divirtam-se que isso ainda não paga imposto.
prima da Guidinha

«A partir de agora, o senhor presidente do Conselho vai fazer tudo para salvar a sua pele. E vai, um a um, sacrificar em público os ministros que andaram quatro anos a dar o corpo ao manifesto pelas suas políticas, pelas suas reformas, pela sua arrogância, pela sua propaganda e pelas suas mentiras eleitorais.» (António Ribeiro Ferreira)

«O antigo presidente socialista da Câmara do Porto, Nuno Cardoso, foi condenado, ao início desta tarde, a três anos de prisão com pena suspensa por crime de prevaricação. A pena deve-se ao facto de, em 2001, Nuno Cardoso ter assinado um despacho que perdoou uma coima ao Boavista por o clube portuense se encontrar a construir sem licença.» (Aníbal Rodrigues)

«O juiz do tribunal de S. João Novo aludiu a uma “teia” entre o poder autárquico e os clubes de futebol e apresentou a sanção como um exemplo contra o sentimento de impunidade que muitos cidadãos descrevem. “Que tudo isto sirva para um alerta de consciências”, afirmou.Tanto bastou para Nuno Cardoso anunciar, acto contínuo, o regresso à política. Só não disse se será em Felgueiras ou em Oeiras...» (Jorge Ferreira)

«Este [o novo porta-voz do PS] é o homem que entendia que escrituras públicas eram afinal privadas.» (Pacheco Pereira)

«O orçamento da Académica para a época 2009/2010 deverá rondar os quatro milhões de euros, um valor ligeiramente inferior ao das duas últimas épocas.» ("Público.pt")

sexta-feira, 29 de maio de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

Pouca vergonha!


O título principal da edição de hoje do "Diário de Coimbra" revela bem o estado a que chegou o regabofe com dinheiros públicos.

Em palavras simples: a Câmara manda construir o estádio, os contribuintes andam a pagar o estádio, a Câmara entrega o estádio à Académica de borla, a Académica faz receitas com o estádio e - é preciso ter lata! - cobra aluguer à Câmara quando esta utiliza o estádio!!!

Traduzindo para a vida comum: eu empresto a minha casa a um amigo, ele ganha dinheiro a arrendar os quartos da minha casa e - no dia em que decido lá ir dormir uma noite - ele ainda me leva dinheiro pela dormida.

Informa o jornal que o pagamento da utilização do estádio resulta do contrato em vigor.
Só há uma definição possível para esta situação: uma pouca vergonha!


PS - Não terá a Câmara Municipal (que me cobra largas centenas de euros de IMI e nem sequer manda varrer a rua onde moro) uma instalaçãozita qualquer me que possa emprestar... para eu depois arrendar à própria Câmara?

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Dia Seguinte (2)

Guilherme Aguiar a tentar explicar porque é que Olegário Benquerença não marcou grande-penalidade contra o FC Porto ontem em Coimbra.
Lapidar.

(Se a mão de Raul Meireles não é motivo para marcar "penalty"... acabaram os "penaltis" nos jogos disputados em Portugal.)

domingo, 19 de abril de 2009

Futebol português: um nojo

O jogador abre os braços e joga a bola com a mão dentro da área.
Penalty!
Seria, seria... mas se o jogo fosse noutro lado que não em Portugal.

Acaba de acontecer em Coimbra, no Académica-FC Porto.
Árbitro: Olegário Benquerença.

O futebol português é um nojo.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Regresso

De volta ao contacto diário com os leitores deste espaço.

E com uma imagem recebida por e-mail de um amigo académico, que por sua a vez a tinha recebido de um amigo benfiquista.

A imagem veio acompanhada do seguinte texto:
«O SL Benfica anunciou no seu site oficial que irá mudar o seu emblema. Assim, mudará a velhinha águia pelo elefante do Jumbo. Desta forma, mostrará a grandeza do clube, as orelhas do presidente e as “trombas” dos 6 milhões de benfiquistas à segunda-feira.»

domingo, 29 de março de 2009

Académica: não há insubstituíveis...

«Não há ninguém insubstituível!».
Esta é uma das frases que mais me irrita.

Na minha vida profissional já a ouvi algumas vezes, quando pretendi demonstrar a superiores hierárquicos que a saída de um colaborador resultaria em prejuízo para a empresa.
«Não há ninguém insubstituível!».
Uma vez, já farto de ouvir esta frase, respondi assim:
- Tem razão, não há insubstituíveis. O Benfica continua a jogar com 11, só que não tem Eusébio.
E gostei tanto da resposta que, a partir daí, passei a utilizá-la sempre em situações semelhantes.

E vem isto a propósito de quê?, perguntará que lê este texto.
Explico...

Neste fim-de-semana, o Departamento de Formação da Académica/OAF organizou um seminário sobre Psicologia do Desporto, que segundo acabo de ler num blogue teve cerca de 60 participantes. Começou por estar previsto para o Auditório da Reitoria da Universidade e acabou por ser transferido para o auditório do Estádio do Calhabé.
Há escassos meses atrás, o mesmo Departamento de Formação da Académica/OAF organizou um outro seminário, que teve várias centenas de participantes - obrigando, mesmo, à transferência do local de realização do auditório do Estádio do Calhabé para o Auditório da Reitoria da Universidade. Um sucesso estrondoso!

Claro que ninguém é insubstituível.
Mas será que a equipa que organizou o seminário deste fim-de-semana era rigorosamente igual à que organizou o outro seminário?
Se calhar, faltava lá uma pessoa...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Crise académica

"Diário As Beiras" de hoje

"Record" de hoje

(clique nas imagens para ampliar)

sábado, 10 de janeiro de 2009

Impressões na mudança de ano

O prometido é devido.
Embora com um dia de atraso («O homem põe e Deus dispõe»), cá estão as impressões sobre alguns acontecimentos do final de 2008 e início de 2009.

JAIME SOARES não concorda com a decisão de Manuela Ferreira Leite de impedir os candidatos autárquicos de concorrerem à Assembleia da República. Li as declarações no "Público". Jaime Soares diz que os autarcas que forem eleitos para a Assembleia só lá podem estar seis meses; depois terão de optar. Para ele é tudo claro. Penso que faltou ao jornalista fazer duas perguntas: se optar pela Assembleia, não estará a enganar os eleitores do concelho (que votaram para que ficasse na Câmara)? e se optar pela Câmara, não estará a enganar os eleitores do distrito (que votaram para ficasse na Assembleia)? Claro que Jaime Soares nem sequer pensa nisso. É por estas e por outras que a credibilidade dos políticos está como está. Basta ler os comentários no "Público" para perceber como a realidade do dia-a-dia, das pessoas que trabalham e pagam impostos, é diferente da realidade política.

A DERROTA mais dolorosa da "minha equipa" aconteceu no sábado passado em Porto de Mós, como já relatei no blogue respectivo.

OS "FOGUETES DE LÁGRIMAS", como se dizia quando era miúdo, voltaram a Coimbra na passagem de ano. Vi à distância, no terraço de um amigo. Foram 13 minutos a queimar, bem mais (e melhor) fogo do que nas Festas da Rainha Santa, quando dezenas de milhar de pessoas visitavam a cidade. Crise?! Qual crise? (A mesma Câmara que gastou milhares de euros com os foguetes veio, dias depois, pedir aos cidadãos para oferecerem cobertores para distribuir aos sem-abrigo. Parece que andamos a brincar, num "país de malucos"...)

APROXIMAM-SE ELEIÇÕES e o "Diário As Beiras" foi ouvir os responsáveis concelhios dos partidos. Tenho lido os títulos e olhado as fotos. (Prometi a mim mesmo perder pouco tempo com as "tricas" da Política: eles dizem uma coisa, a malta vota neles e depois eles fazem outra, impunemente. Então, já que não é possível puni-los, pelo menos não me sinto enganado. Não leio, pronto. E quanto a ir votar... estou a reflectir.) Mas voltemos ao jornal e às entrevistas. Manuel Oliveira: «Encarnação saberá ouvir Concelhia PSD na escolha dos vereadores». Henrique Fernandes: «PS vai ganhar as eleições em Coimbra». Francisco Queirós: «Candidato será conhecido a 14 de Fevereiro». Luís Providência: «CDS garante estabilidade da coligação na Câmara de Coimbra». Estes foram os títulos de 1.ª página. Agora olhem para as fotos que os acompanham e digam-me o que acham. Para mim, a única afirmação que acolho sem reservas é a do dirigente comunista.

A BRIOSA continua, imparável, a caminhar para o abismo. O clube perdeu identidade e, como resultado disso, as bancadas do estádio situado dentro do ECC (Empreendimento Comercial do Calhabé) estão cada vez mais vazias. Esta semana, num jogo para a "Taça da Liga", terão estado 615 espectadores (números oficiais) ou 287 (contagem da Rádio Universidade). Ao que isto chegou! Há um amigo meu que está convencido que o sistema de contagem de espectadores soma os pés, mas que depois esquece-se de dividir o número por dois... Cá por mim, há cerca de ano e meio que decidi deixar de me deslocar ao estádio, porque não vou a sítios aonde me sinta maltratado. E como me sinto tratado de forma terceiro-mundista no estádio do Calhabé (se quiserem, eu explico porquê), deixei de lá ir. Mas fui pagando as quotas de associado da Briosa. Até há pouco.

LIXO na cidade é muito. A cidade está porca. Sobretudo em algumas zonas. Até pensei que tinha deixado de haver varredores. Mas não, não acabaram. Noutro dia encontrei vários deles, em plena actividade. Até tirei fotos aos homens, às vassouras e ao carro de mão. Sabem onde? Na Solum, nas imediações do "Dolce Vita". Na minha rua, na freguesia de Eiras, nunca os vi - e já lá moro há 13 anos. Ou seja, a "Coimbra dos ricos" tem varredores, a "Coimbra dos pobres" não tem. Porca miséria.

A OBRA DO ANO 2008 em Coimbra, para mim, é indiscutível: a rotunda da Estrada de Eiras. Uma beleza! Volto a escrever o que já aqui escrevi: o autor do projecto deveria ser distinguido e o seu nome conhecido de todos os conimbricenses. Foi construída, logo alterada e depois novamente alterada. Os acidentes sucedem-se. Os trabalhadores da Câmara estão no local repetidamente para "remendar" os estragos. É a obra mais acompanhada de sempre em Coimbra. Os veículos pesados vêm-se aflitos para a circundar, os camiões de abastecimento do "Minipreço" não conseguem entrar à primeira. É um óptimo local para recolher jantes, pára-choques e outros adereços automóveis. Basta passar perto das 8 da manhã para ver o espólio da rotunda aumentar. Tenho fotos de várias destas situações, que em breve aparecerão aqui no blogue. Bem sei que é uma simples rotunda. Mas é nas pequenas obras que, muitas vezes, se alicerçam as grandes políticas. A rotunda da Estrada de Eiras é exemplar.

CORTEJO DOS REIS voltou às ruas de Coimbra. Li os dois diários, pela manhã, e fiquei a saber que a cidade se alheara da iniciativa. Afinal, as notícias diziam uma coisa e a realidade tinha sido outra... Mais tarde, um amigo que se deslocara aos Olivais, para assistir à chegada dos Reis disse-me que muitas centenas de pessoas enchiam por completo a escadaria da Igreja de Santo António. Afinal, os jornais - pressionados pela hora tardia do cortejo e a necessidade de "fechar" as edições - falavam do início do cortejo; o meu amigo falou-me do final do cortejo. A "vida dos jornais" tem destes perigos.

O CHEQUE referia 25 euros em algarismos e «trinta e cinco euros» por extenso. A instituição bancária onde o cheque foi depositado decidiu devolvê-lo e debitar mais de 13 euros ao titular da conta. A proceder assim, não tenho dúvidas de que os lucros da Banca vão continuar a ser substanciais. O "caso do cheque" segue agora para o Banco de Portugal.

ASUS é marca de computadores de que nem quero ouvir falar. O computador de secretária, comprado há dois ou três anos, necessita de uma fonte de alimentação nova. Ando há dois meses a tentar comprá-la, já enviei uma dezena de e-mails para a Asus e... nada. Portanto, se comprarem um Asus, tiverem um problema como eu tive e ficarem com uma máquina quase nova inutilizada, não se queixem, por favor. Estão avisados.

«CARTÃO DE CONTRIBUINTE no país do Simplex» bem poderia ser o tema de um conto. Ou de uma novela. O cidadão que requereu a emissão de um cartão de contribuinte em Fevereiro de 2008 ainda continua à espera que as Finanças lho enviem. Afinal, só se passaram 11 meses!!! As televisões mostaram-nos um país de Empresa na Hora, Cartão do Cidadão, Simplex e Magalhães. A realidade, afinal, é bem mais negra. (Aliás, parece que uma televisão vai contar em breve este caso exemplar...).

CASO DO CONCURSO CAMARÁRIO. O tal que foi aberto durante três dias em pleno Verão. E que acabou em finais de Dezembro de forma pouco habitual. Prometo e cumpro: não falo nele. Mas penso que alguém deveria investigar.