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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Viva o Simplex!

Há casos de eleitores que votaram duas vezes nas eleições europeias - São casos residuais. Mas há eleitores que conseguiram votar duas vezes nas últimas eleições europeias, confirmou esta tarde à TSF o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Nuno Godinho de Matos em resposta a uma notícia, avançada pelo “Diário de Leiria” sobre um homem que conseguiu votar duas vezes.
Vítor Manuel Teixeira da Costa Santos tinha recebido o novo cartão de eleitor há pouco tempo, depois de mudar de residência para outra freguesia. No domingo, dia 7, dia de eleições europeias, foi votar na freguesia de onde era natural, em Golpilheira, concelho da Batalha, com o velho cartão de eleitor. Depois decidiu verificar se o sistema funcionava e com o cartão do cidadão foi votar na freguesia de residência, em Maceira, Leiria, onde reside há 28 anos. Acabou por conseguir votar nos dois sítios. A história é contada hoje pelo “Diário de Leiria”.

O meu familiar continua à espera que lhe enviem o cartão de contribuinte.
Está habituado: já espera há 425 dias!!!

Como se vê por estes dois exemplos, o "Simplex" é mais uma grande vitória do Governo dito-socialista de José Sócrates.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Resposta da Provedoria do Ambiente

«Assunto: Falta de limpeza urbana na Rua da Liberdade
N/ Ref.ª: Processo n.º 648.1-2009/AEV
N/ Ofício n.º 2158/010609
Coimbra, 01 de Junho de 2009

Ex.mo Sr. Mário Martins,

Relativamente ao assunto supramencionado, a Provedoria do Ambiente e da Qualidade de Vida Urbana de Coimbra vem informar que recebeu, a 29 de Maio do corrente ano, os seguintes esclarecimentos do Departamento de Ambiente e Qualidade de Vida, da Câmara Municipal de Coimbra:

1. Após deslocação ao local, foi possível comprovar que a Rua da Liberdade, localizada entre o Bairro da Escola Primária e o Bairro de S. Miguel (freguesia de Eiras) se encontra com um aspecto limpo, não apresentando resíduos depositados junto aos contentores de RSU ou nos arruamentos. Os passeios encontram-se igualmente desprovidos de vegetação;

2. Este local é alvo de varreduras periódicas uma vez que se encontra contemplado no circuito de limpeza urbana realizado pelo Serviço Urbano de Higiene da Autarquia de Coimbra.

3. A vegetação das áreas envolventes é igualmente eliminada, por monda manual ou química, pelo menos duas vezes por ano, visando, deste modo, garantir as condições de higiene e salubridade do espaço.

Sem outro assunto.
Com os mais cordiais cumprimentos,

P´lo Provedor do Ambiente e Qualidade de Vida Urbana
A Técnica Superior
Carolina Goucha Gaspar»

Em face da mensagem acima transcrita, apraz-me fazer os seguintes comentários:
1. Nunca vi fazer a varredura da minha rua.
2. No Verão passado, a altura das ervas nos passeios (mais de 1 metro!) foi noticiada no "Diário de Coimbra".
3. Há bem pouco, três seringas estiveram na rua, junto ao passeio, durante mais de dois meses! Acabaram por desaparecer, moídas pelos automóveis. Uma lata de coca-cola teve o mesmo destino.
4. Este ano não há grandes ervas. Há algumas, com não mais do que 20 centímetros. Ainda não cresceram...
5. Eu tenho feito, desde há muitos meses, a limpeza das grelhas dos bueiros. E tenho varrido a rua na zona fronteira ao prédio em que habito (normalmente, ao domingo de manhã).
6. Ultimamente, o grau de limpeza geral tem melhorado. Ligeiramente. O contentor do lixo que está colocado à minha porta, porém, está preto no interior, de tão encardido e de falta de lavagem.
7. Como é óbvio, vou manter-me atento à situação. Com uma ligeira diferença: a partir de agora, prometo aos leitores deste blogue, sempre que a situação o justifique, fotos do "lixo na rua".
8. Felizmente, a rua onde moro é bastante inclinada. E quando chove ou faz vento... fica limpa.
9. Lamento que o Departamento de Ambiente e Qualidade de Vida não tenha referido a periodicidade da varredura. Bi-diária? Diária? Semanal? Mensal?
10. Agradeço à Provedoria do Ambiente, em especial ao Provedor (Prof. Doutor Salvador Massado Cardoso), a atenção dispensada ao assunto e, sobretudo, a rapidez com que actuou. Não é vulgar encontrar um "serviço público" tão eficiente. Como o país seria diferente se todos actuassem deste modo... (Lembro, a propósito, que a espera pelo Cartão de Contribuinte já vai em 409 dias!!! Eu deveria poder pagar os impostos com a mesma dilação...)

terça-feira, 26 de maio de 2009

A propaganda e a realidade

Encontrei esta frase no "Twitter": «Choque tecnológico é anunciar bué de banda super-larga quando para entregar o IRS a banda é super-lenta».

Aqui ao lado, ao cima da página, o contador informa que o meu familiar está à espera do cartão de contribuinte há 403 dias!!! No país do Simplex.

Ou seja: uma coisa são as palavras dos políticos, outra coisa é a realidade.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

"Simplex"... nada!

Acabo de ouvir na televisão que, na "Loja do Cidadão" das Laranjeiras (Lisboa), o tempo médio de espera para tirar o cartão do cidadão é de 230 minutos!
Quase quatro horas, portanto.
Viva o "Simplex"!

* * * * *

O meu familiar que pediu o cartão de contribuinte em 18 de Abril de 2008 continua sem o receber.
Mais de um ano, portanto.
Viva o "Simplex"!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

25 de Abril, "Simplex" e um Cartão de Contribuinte que nunca mais chega

Um ano à espera do cartão de contribuinte

O meu familiar que se inscreveu nas Finanças e requereu o Cartão de Contribuinte em 18 de Abril de 2008 ainda não tem o referido documento, pela simples razão de que as Finanças ainda não lho enviaram.
É obra: 53 semanas (ou seja, um ano e uma semana) não chegam para emitir um simples cartão!

Na verdade,
1) - Eu compreendo que a emissão do "cartão de contribuinte" é coisa demorada e que exige altos padrões de segurança na feitura. Sobretudo depois do 11 de Setembro há que ter cuidados redobrados.
2) - Eu sei que, agora, há o "Simplex", que pretende modernizar os serviços públicos, torná-los mais acessíveis e mais próximos dos cidadãos. E, portanto, as atenções da Administração Pública estão concentradas nesse desígnio nacional.
3)- Eu percebo que o Estado terá assuntos mais urgentes a tratar do que emitir um simples cartão. O desemprego, a inflação, a reforma do sector educativo, as questões ligadas às energias renováveis e a distribuição do "Magalhães" são incomparavelmente mais importantes do que o cartão de contribuinte do meu familiar.
4)- Eu entendo que a crise global que se abateu sobre as economias mundiais veio criar um cenário tão negro que ocupa as preocupações dos nossos dirigentes (e, certamente, dos funcionários seus subordinados) desde que se levantam até que se deitam. O futuro do mundo está muito mais dependente da evolução desses temas do que de um simples cartão de contribuinte.
5)- Em vésperas de celebrar "25 de Abril", e logo os 35 anos da Revolução!, a força da Nação deve estar totalmente concentrada nesse desígnio, não devendo qualquer esforço - por mínimo que seja - desviar-se do essencial.

Eu percebo isto tudo. Entendo, compreendo.
Mas - porra! - não acham que já é tempo de emitir e enviar o malfadado cartão de contribuinte?

sábado, 10 de janeiro de 2009

Impressões na mudança de ano

O prometido é devido.
Embora com um dia de atraso («O homem põe e Deus dispõe»), cá estão as impressões sobre alguns acontecimentos do final de 2008 e início de 2009.

JAIME SOARES não concorda com a decisão de Manuela Ferreira Leite de impedir os candidatos autárquicos de concorrerem à Assembleia da República. Li as declarações no "Público". Jaime Soares diz que os autarcas que forem eleitos para a Assembleia só lá podem estar seis meses; depois terão de optar. Para ele é tudo claro. Penso que faltou ao jornalista fazer duas perguntas: se optar pela Assembleia, não estará a enganar os eleitores do concelho (que votaram para que ficasse na Câmara)? e se optar pela Câmara, não estará a enganar os eleitores do distrito (que votaram para ficasse na Assembleia)? Claro que Jaime Soares nem sequer pensa nisso. É por estas e por outras que a credibilidade dos políticos está como está. Basta ler os comentários no "Público" para perceber como a realidade do dia-a-dia, das pessoas que trabalham e pagam impostos, é diferente da realidade política.

A DERROTA mais dolorosa da "minha equipa" aconteceu no sábado passado em Porto de Mós, como já relatei no blogue respectivo.

OS "FOGUETES DE LÁGRIMAS", como se dizia quando era miúdo, voltaram a Coimbra na passagem de ano. Vi à distância, no terraço de um amigo. Foram 13 minutos a queimar, bem mais (e melhor) fogo do que nas Festas da Rainha Santa, quando dezenas de milhar de pessoas visitavam a cidade. Crise?! Qual crise? (A mesma Câmara que gastou milhares de euros com os foguetes veio, dias depois, pedir aos cidadãos para oferecerem cobertores para distribuir aos sem-abrigo. Parece que andamos a brincar, num "país de malucos"...)

APROXIMAM-SE ELEIÇÕES e o "Diário As Beiras" foi ouvir os responsáveis concelhios dos partidos. Tenho lido os títulos e olhado as fotos. (Prometi a mim mesmo perder pouco tempo com as "tricas" da Política: eles dizem uma coisa, a malta vota neles e depois eles fazem outra, impunemente. Então, já que não é possível puni-los, pelo menos não me sinto enganado. Não leio, pronto. E quanto a ir votar... estou a reflectir.) Mas voltemos ao jornal e às entrevistas. Manuel Oliveira: «Encarnação saberá ouvir Concelhia PSD na escolha dos vereadores». Henrique Fernandes: «PS vai ganhar as eleições em Coimbra». Francisco Queirós: «Candidato será conhecido a 14 de Fevereiro». Luís Providência: «CDS garante estabilidade da coligação na Câmara de Coimbra». Estes foram os títulos de 1.ª página. Agora olhem para as fotos que os acompanham e digam-me o que acham. Para mim, a única afirmação que acolho sem reservas é a do dirigente comunista.

A BRIOSA continua, imparável, a caminhar para o abismo. O clube perdeu identidade e, como resultado disso, as bancadas do estádio situado dentro do ECC (Empreendimento Comercial do Calhabé) estão cada vez mais vazias. Esta semana, num jogo para a "Taça da Liga", terão estado 615 espectadores (números oficiais) ou 287 (contagem da Rádio Universidade). Ao que isto chegou! Há um amigo meu que está convencido que o sistema de contagem de espectadores soma os pés, mas que depois esquece-se de dividir o número por dois... Cá por mim, há cerca de ano e meio que decidi deixar de me deslocar ao estádio, porque não vou a sítios aonde me sinta maltratado. E como me sinto tratado de forma terceiro-mundista no estádio do Calhabé (se quiserem, eu explico porquê), deixei de lá ir. Mas fui pagando as quotas de associado da Briosa. Até há pouco.

LIXO na cidade é muito. A cidade está porca. Sobretudo em algumas zonas. Até pensei que tinha deixado de haver varredores. Mas não, não acabaram. Noutro dia encontrei vários deles, em plena actividade. Até tirei fotos aos homens, às vassouras e ao carro de mão. Sabem onde? Na Solum, nas imediações do "Dolce Vita". Na minha rua, na freguesia de Eiras, nunca os vi - e já lá moro há 13 anos. Ou seja, a "Coimbra dos ricos" tem varredores, a "Coimbra dos pobres" não tem. Porca miséria.

A OBRA DO ANO 2008 em Coimbra, para mim, é indiscutível: a rotunda da Estrada de Eiras. Uma beleza! Volto a escrever o que já aqui escrevi: o autor do projecto deveria ser distinguido e o seu nome conhecido de todos os conimbricenses. Foi construída, logo alterada e depois novamente alterada. Os acidentes sucedem-se. Os trabalhadores da Câmara estão no local repetidamente para "remendar" os estragos. É a obra mais acompanhada de sempre em Coimbra. Os veículos pesados vêm-se aflitos para a circundar, os camiões de abastecimento do "Minipreço" não conseguem entrar à primeira. É um óptimo local para recolher jantes, pára-choques e outros adereços automóveis. Basta passar perto das 8 da manhã para ver o espólio da rotunda aumentar. Tenho fotos de várias destas situações, que em breve aparecerão aqui no blogue. Bem sei que é uma simples rotunda. Mas é nas pequenas obras que, muitas vezes, se alicerçam as grandes políticas. A rotunda da Estrada de Eiras é exemplar.

CORTEJO DOS REIS voltou às ruas de Coimbra. Li os dois diários, pela manhã, e fiquei a saber que a cidade se alheara da iniciativa. Afinal, as notícias diziam uma coisa e a realidade tinha sido outra... Mais tarde, um amigo que se deslocara aos Olivais, para assistir à chegada dos Reis disse-me que muitas centenas de pessoas enchiam por completo a escadaria da Igreja de Santo António. Afinal, os jornais - pressionados pela hora tardia do cortejo e a necessidade de "fechar" as edições - falavam do início do cortejo; o meu amigo falou-me do final do cortejo. A "vida dos jornais" tem destes perigos.

O CHEQUE referia 25 euros em algarismos e «trinta e cinco euros» por extenso. A instituição bancária onde o cheque foi depositado decidiu devolvê-lo e debitar mais de 13 euros ao titular da conta. A proceder assim, não tenho dúvidas de que os lucros da Banca vão continuar a ser substanciais. O "caso do cheque" segue agora para o Banco de Portugal.

ASUS é marca de computadores de que nem quero ouvir falar. O computador de secretária, comprado há dois ou três anos, necessita de uma fonte de alimentação nova. Ando há dois meses a tentar comprá-la, já enviei uma dezena de e-mails para a Asus e... nada. Portanto, se comprarem um Asus, tiverem um problema como eu tive e ficarem com uma máquina quase nova inutilizada, não se queixem, por favor. Estão avisados.

«CARTÃO DE CONTRIBUINTE no país do Simplex» bem poderia ser o tema de um conto. Ou de uma novela. O cidadão que requereu a emissão de um cartão de contribuinte em Fevereiro de 2008 ainda continua à espera que as Finanças lho enviem. Afinal, só se passaram 11 meses!!! As televisões mostaram-nos um país de Empresa na Hora, Cartão do Cidadão, Simplex e Magalhães. A realidade, afinal, é bem mais negra. (Aliás, parece que uma televisão vai contar em breve este caso exemplar...).

CASO DO CONCURSO CAMARÁRIO. O tal que foi aberto durante três dias em pleno Verão. E que acabou em finais de Dezembro de forma pouco habitual. Prometo e cumpro: não falo nele. Mas penso que alguém deveria investigar.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Cartão do Contribuinte no país do "Simplex": 9 meses de espera! Uma vergonha!!!

O cidadão que pediu o Cartão do Contribuinte em Fevereiro ainda continua à espera que as Finanças lho enviem.
Primeiro, passaram-lhe uma guia válida por 3 meses.
Agora, sempre que precisa de comprovar a sua situação fiscal, é-lhe passada uma guia válida por um mês!

Os prejuízos são evidentes: tempo e dinheiro perdido, incómodos vários, transportes até às repartições de Finanças, telefonemas...
E ninguém é responsável?

Há cerca de um mês, contactados os serviços centrais do Ministério das Finanças, soube-se que não são emitidos cartões de contribuinte desde Março!!!
Na semana passada, em novo contacto com os mesmos serviços, um diligente funcionário sugeriu que o cidadão reclame por escrito e forneceu dois endereços de e-mail para o efeito.
«Vamos a isso, reclame!», repetiu, uma vez e outra, o funcionário.

Este é o Portugal real de 2008.
O outro, que anda pelos jornais e televisões, é propaganda.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Gasolina no país do Simplex

Em Espanha, o Governo divulga diariamente o preço dos combustíveis em todos os postos de abastecimento.
Em Portugal, não.
(O Governo deve andar preocupado com outras coisas "mais" importantes...)

Em Espanha, o gasóleo custa 1,133 e a gasolina (95 sem chumbo) custa 1,137. A diferença entre os dois produtos é de 0,004 (menos de 1 escudo, na moeda antiga).
Em Portugal, o gasóleo custa 1,274 e a gasolina 1,398. A diferença é de 0,127 (cerca de 25 escudos).

Alguém consegue explicar a razão de ser desta diferença?
(Será que o gasóleo espanhol é falsificado? Ou será que a gasolina portuguesa tem incorporadas partículas de ouro?)

* * * * *

O cidadão que requereu o "Cartão de contribuinte" em Fevereiro, e a quem foi passada uma "guia provisória" válida até Maio, continua sem receber o referido cartão.
Já lá vão sete meses!
O que nos vale é estarmos no "país do Simplex".

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Cartão de Contribuinte e... Simplex

O jovem fez 18 anos e quis "legalizar-se" perante as Finanças.
Dirigiu-se aos serviços das Finanças na Loja do Cidadão e requisitou o Cartão de Contribuinte.
Pagou a taxa definida e recebeu uma guia válida por 30 dias.
Foi em Março.
Passou Abril, passou Maio, passou Junho e Julho está no fim.
O cartão nunca mais é entregue.
Felizmente, vivemos no "tempo do Simplex", que tantos elogios tem recebido do poder socialista.
Se assim não fosse, estaríamos tramados.

* * * * *

Duas perguntas apenas: Quatro meses por um simples cartão não será demasiado? É este o "tal" país de sucesso que aposta nas novas tecnologias?

Um comentário final: Apetece-me dar uma gargalhada. De desprezo.