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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Lixo tóxico: PS ausente da sala


Decorreu esta noite uma reunião entre a comissão representativa da Assembleia Municipal coimbrã e os deputados da Assembleia da República eleitos pelo círculo de Coimbra para debater a suspensão do processo de co-incineração de resíduos industriais perigosos, vulgo lixo tóxico.
Compareceram todos os deputados (um do CDS, um do Bloco de Esquerda e quatro do PSD) menos os que foram eleitos pelo Partido Socialista.
O Partido Comunista fez-se representar por uma deputada eleita pelo círculo de Lisboa, já que não elegeu qualquer deputado por Coimbra.

Esta é apenas mais uma prova da vontade de dialogar dos socialistas.

sábado, 31 de outubro de 2009

Palavras acertadas

«No discurso de tomada de posse, ouvimos um discurso como se o povo português tivesse mantido a maioria absoluta, com aquela auto-satisfação com que Sócrates se apresentou. Quando, de facto, o povo português o que condenou foi essa política que levou ao aumento das injustiças, ao aumento das desigualdades, às dificuldades económicas, à crise que o país atravessa»
(Jerónimo de Sousa)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Sócrates, a empregada, Carolina e o caroço

«Sócrates está para os portugueses como a empregada está para a Carolina. Deixa-os sem caroço.»
(António Filipe, deputado do PCP, via Twitter)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Sócrates campeão do desemprego

Diz Sócrates:
«Está por nascer um primeiro-ministro que tenha feito mais pelo défice.»
Responde o PCP:
«Está por nascer um primeiro-ministro que tenha feito tanto pelo desemprego.»

Excelente resposta.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Responsáveis pela falta de Provedor de Justiça

Os responsáveis pelo facto de ainda não ter sido eleito o novo Provedor de Justiça são os seguintes:

Bloco de Esquerda - 8


Partido Comunista - 12


Verdes - 2


Partido Socialista - 121


Partido Social Democrata - 75


CDS - 12

(actual composição da Assembleia da República)

sábado, 10 de janeiro de 2009

Impressões na mudança de ano

O prometido é devido.
Embora com um dia de atraso («O homem põe e Deus dispõe»), cá estão as impressões sobre alguns acontecimentos do final de 2008 e início de 2009.

JAIME SOARES não concorda com a decisão de Manuela Ferreira Leite de impedir os candidatos autárquicos de concorrerem à Assembleia da República. Li as declarações no "Público". Jaime Soares diz que os autarcas que forem eleitos para a Assembleia só lá podem estar seis meses; depois terão de optar. Para ele é tudo claro. Penso que faltou ao jornalista fazer duas perguntas: se optar pela Assembleia, não estará a enganar os eleitores do concelho (que votaram para que ficasse na Câmara)? e se optar pela Câmara, não estará a enganar os eleitores do distrito (que votaram para ficasse na Assembleia)? Claro que Jaime Soares nem sequer pensa nisso. É por estas e por outras que a credibilidade dos políticos está como está. Basta ler os comentários no "Público" para perceber como a realidade do dia-a-dia, das pessoas que trabalham e pagam impostos, é diferente da realidade política.

A DERROTA mais dolorosa da "minha equipa" aconteceu no sábado passado em Porto de Mós, como já relatei no blogue respectivo.

OS "FOGUETES DE LÁGRIMAS", como se dizia quando era miúdo, voltaram a Coimbra na passagem de ano. Vi à distância, no terraço de um amigo. Foram 13 minutos a queimar, bem mais (e melhor) fogo do que nas Festas da Rainha Santa, quando dezenas de milhar de pessoas visitavam a cidade. Crise?! Qual crise? (A mesma Câmara que gastou milhares de euros com os foguetes veio, dias depois, pedir aos cidadãos para oferecerem cobertores para distribuir aos sem-abrigo. Parece que andamos a brincar, num "país de malucos"...)

APROXIMAM-SE ELEIÇÕES e o "Diário As Beiras" foi ouvir os responsáveis concelhios dos partidos. Tenho lido os títulos e olhado as fotos. (Prometi a mim mesmo perder pouco tempo com as "tricas" da Política: eles dizem uma coisa, a malta vota neles e depois eles fazem outra, impunemente. Então, já que não é possível puni-los, pelo menos não me sinto enganado. Não leio, pronto. E quanto a ir votar... estou a reflectir.) Mas voltemos ao jornal e às entrevistas. Manuel Oliveira: «Encarnação saberá ouvir Concelhia PSD na escolha dos vereadores». Henrique Fernandes: «PS vai ganhar as eleições em Coimbra». Francisco Queirós: «Candidato será conhecido a 14 de Fevereiro». Luís Providência: «CDS garante estabilidade da coligação na Câmara de Coimbra». Estes foram os títulos de 1.ª página. Agora olhem para as fotos que os acompanham e digam-me o que acham. Para mim, a única afirmação que acolho sem reservas é a do dirigente comunista.

A BRIOSA continua, imparável, a caminhar para o abismo. O clube perdeu identidade e, como resultado disso, as bancadas do estádio situado dentro do ECC (Empreendimento Comercial do Calhabé) estão cada vez mais vazias. Esta semana, num jogo para a "Taça da Liga", terão estado 615 espectadores (números oficiais) ou 287 (contagem da Rádio Universidade). Ao que isto chegou! Há um amigo meu que está convencido que o sistema de contagem de espectadores soma os pés, mas que depois esquece-se de dividir o número por dois... Cá por mim, há cerca de ano e meio que decidi deixar de me deslocar ao estádio, porque não vou a sítios aonde me sinta maltratado. E como me sinto tratado de forma terceiro-mundista no estádio do Calhabé (se quiserem, eu explico porquê), deixei de lá ir. Mas fui pagando as quotas de associado da Briosa. Até há pouco.

LIXO na cidade é muito. A cidade está porca. Sobretudo em algumas zonas. Até pensei que tinha deixado de haver varredores. Mas não, não acabaram. Noutro dia encontrei vários deles, em plena actividade. Até tirei fotos aos homens, às vassouras e ao carro de mão. Sabem onde? Na Solum, nas imediações do "Dolce Vita". Na minha rua, na freguesia de Eiras, nunca os vi - e já lá moro há 13 anos. Ou seja, a "Coimbra dos ricos" tem varredores, a "Coimbra dos pobres" não tem. Porca miséria.

A OBRA DO ANO 2008 em Coimbra, para mim, é indiscutível: a rotunda da Estrada de Eiras. Uma beleza! Volto a escrever o que já aqui escrevi: o autor do projecto deveria ser distinguido e o seu nome conhecido de todos os conimbricenses. Foi construída, logo alterada e depois novamente alterada. Os acidentes sucedem-se. Os trabalhadores da Câmara estão no local repetidamente para "remendar" os estragos. É a obra mais acompanhada de sempre em Coimbra. Os veículos pesados vêm-se aflitos para a circundar, os camiões de abastecimento do "Minipreço" não conseguem entrar à primeira. É um óptimo local para recolher jantes, pára-choques e outros adereços automóveis. Basta passar perto das 8 da manhã para ver o espólio da rotunda aumentar. Tenho fotos de várias destas situações, que em breve aparecerão aqui no blogue. Bem sei que é uma simples rotunda. Mas é nas pequenas obras que, muitas vezes, se alicerçam as grandes políticas. A rotunda da Estrada de Eiras é exemplar.

CORTEJO DOS REIS voltou às ruas de Coimbra. Li os dois diários, pela manhã, e fiquei a saber que a cidade se alheara da iniciativa. Afinal, as notícias diziam uma coisa e a realidade tinha sido outra... Mais tarde, um amigo que se deslocara aos Olivais, para assistir à chegada dos Reis disse-me que muitas centenas de pessoas enchiam por completo a escadaria da Igreja de Santo António. Afinal, os jornais - pressionados pela hora tardia do cortejo e a necessidade de "fechar" as edições - falavam do início do cortejo; o meu amigo falou-me do final do cortejo. A "vida dos jornais" tem destes perigos.

O CHEQUE referia 25 euros em algarismos e «trinta e cinco euros» por extenso. A instituição bancária onde o cheque foi depositado decidiu devolvê-lo e debitar mais de 13 euros ao titular da conta. A proceder assim, não tenho dúvidas de que os lucros da Banca vão continuar a ser substanciais. O "caso do cheque" segue agora para o Banco de Portugal.

ASUS é marca de computadores de que nem quero ouvir falar. O computador de secretária, comprado há dois ou três anos, necessita de uma fonte de alimentação nova. Ando há dois meses a tentar comprá-la, já enviei uma dezena de e-mails para a Asus e... nada. Portanto, se comprarem um Asus, tiverem um problema como eu tive e ficarem com uma máquina quase nova inutilizada, não se queixem, por favor. Estão avisados.

«CARTÃO DE CONTRIBUINTE no país do Simplex» bem poderia ser o tema de um conto. Ou de uma novela. O cidadão que requereu a emissão de um cartão de contribuinte em Fevereiro de 2008 ainda continua à espera que as Finanças lho enviem. Afinal, só se passaram 11 meses!!! As televisões mostaram-nos um país de Empresa na Hora, Cartão do Cidadão, Simplex e Magalhães. A realidade, afinal, é bem mais negra. (Aliás, parece que uma televisão vai contar em breve este caso exemplar...).

CASO DO CONCURSO CAMARÁRIO. O tal que foi aberto durante três dias em pleno Verão. E que acabou em finais de Dezembro de forma pouco habitual. Prometo e cumpro: não falo nele. Mas penso que alguém deveria investigar.

domingo, 27 de julho de 2008

Toma, que já almoçaste!

«Na semana passada, o editorial do Avante! chamava-me "fóssil". Esta semana, o director do Avante!, José Casanova, reitera. Como o assunto que nos confronta é a libertação de Ingrid Betancourt, vou dizer o seguinte, com a intenção, mesmo, de insultar: "José Casanova é director do Avante!"»
(Ferreira Fernandes, hoje, no "Diário de Notícias")

sexta-feira, 30 de maio de 2008

A queda de Sócrates

De acordo com os dados apresentados pelo Barómetro Político da Marktest de Maio, o PS atingiu a percentagem de intenção de voto mais baixa desde as últimas eleições legislativas em Fevereiro de 2005, mantendo ainda assim a primeira posição em termos de intenção de voto, embora praticamente "empatado" com o PSD.
(in "Marktest")

COMENTÁRIO: Caminha-se para uma estrondosa derrota política do primeiro Governo socialista com maioria absoluta. Apenas se deseja que a oposição seja capaz de construir uma alternativa credível. Quanto a José Sócrates, passará à História pelas "estórias" que caracterizam o seu percurso pessoal e político.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Barraca no Parlamento

Nem o choque tecnológico nem as novas oportunidades evitaram hoje uma situação caricata no Parlamento, aquando da votação da moção de censura ao Governo.
Vejam lá que os votos do PCP apareceram no quadro electrónico como sendo do CDS e vice-versa. Por outro lado, o presidente da Assembleia da República teve de estar a explicar aos deputados como proceder para poderem votar, utilizando um sistema que "já tem barbas".
Estamos em Portugal.

sábado, 6 de outubro de 2007

Política... educativa?

Cavaco Silva defendeu ontem, nas comemorações do 5 de Outubro, a importância social do trabalho dos professores.

À noite, nos telejornais, ouvi Mário Nogueira (Fenprof) e Carvalho da Silva (CGTP) elogiarem as palavras do Presidente da República, mas sem nunca lhe referirem o nome nem o cargo.
Falavam de qualquer coisa como "órgãos institucionais".

Não gostei, sinceramente.
É nestas alturas que penso nas "correias de transmissão" do Partido Comunista.