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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

TVI: um caso de Liberdade



Rui Tavares:
“O que se passou hoje – o afastamento de Marcelo da TVI – foi o caso mais grave de censura em Portugal desde os tempos revolucionários. Podem sublinhar a palavra censura as vezes que quiserem, digo-o com noção do que estou a dizer.”

(in "Blasfémias")


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O Jornal Nacional da TVI vai transmitir hoje a peça sobre o caso Freeport que fora preparada para o Jornal de Sexta, de Manuela Moura Guedes, suspenso quinta-feira pela administração da empresa, disseram à Lusa fontes da estação.
(...)
A edição de hoje do telejornal da TVI vai ser apresentada pela jornalista Patrícia Matos, contratada recentemente para a TVI24, depois de vários pivots terem rejeitado o convite, acrescentaram aquelas fontes.
(in "Jornal de Negócios")


Caso TVI
Opinião: O PS de Sócrates é contra a liberdade

A decisão de censurar o Jornal Nacional de 6ª (JN6ª) foi tudo menos estúpida. O núcleo político do PS-governo mediu friamente as vantagens e os custos de tomar esta medida protofascista. E terá concluído que era pior para o PS-governo a manutenção do JN6ª do que o ónus de o ter mandado censurar. Trata-se de mais um gravíssimo atentado do PS de Sócrates contra a liberdade de informar e opinar. Talvez o mais grave. O PS já ultrapassou de longe a acção de Santana Lopes, Luís Delgado e Gomes da Silva quando afastaram a direcção do DN e Marcelo da TVI.

(Eduardo Cintra Torres, in "Público")





«De Espanha nem bom vento nem bom cancelamento»

(lido algures)




«Só um idiota acredita que a Prisa suspendeu o "Jornal Nacional" "por razões económicas relacionadas com uma reestruturação em curso". Uma "reestruturação em curso" não suspende programas na véspera. Nenhum gestor mata galinhas dos ovos de ouro ou acaba com um programa polémico e campeão de audiências, para mais num período eleitoral, quando o noticiário político é prato forte.»
(Pedro Santos Guerreiro, director do "Jornal de Negócios")

sábado, 30 de maio de 2009

Governo socialista? Não me façam rir...

«A manifestação de professores que juntou hoje 80 mil pessoas foi, segundo um dirigente sindical, "uma lição de dignidade" para o Ministério da Educação, mas a ministra reiterou que o Governo vai “prosseguir" as suas políticas.» (fonte: Lusa)

Metade dos professores portugueses manifestaram-se esta tarde em Lisboa.
O Governo, autista, mais uma vez demonstra não dar nenhuma importância à manifestação de vontade dos professores, repetidamente expressa.

Que raio de Democracia é esta?
A manifestação é uma forma democrática de expressão de vontade e um Governo democrático deve dar-lhe a maior atenção.
Mas este Governo, que de socialista só tem o nome, comporta-se como um qualquer "ditadorzeco" da América Latina.
Pobre país, pobre Portugal.

NOTA PESSOAL
Fui professor efectivo durante 13 anos. De um dia para o outro virei as costas à Educação, porque já nessa altura - há 16 anos! - sentia que o meu trabalho não era devidamente recompensado. E nem sequer me afastei por questões de salário. Foi uma das melhores decisões que tomei na vida. Sou feliz e, sobretudo, não tive de ser professor do filho de nenhum governante.

terça-feira, 17 de março de 2009

Que raio de Democracia é esta?

A sociedade democrática organiza-se sobre alguns pilares. A liberdade, a representatividade e o primado da vontade do Povo são alguns deles.

O Governo legitimamente eleito tem o poder de governar, a Assembleia da República tem (se não o exerce, o problema é dela...) o poder de fiscalizar a acção governativa, os sindicatos o poder de representar os cidadãos que o desejem e estes o poder (e o direito) de se manifestarem.
São meros exemplos. Outros poderiam ser escritos.

Quando o primeiro-ministro desvaloriza o valor intrínseco de uma manifestação de 200 mil pessoas, que legitimamente contestam as opções governativas, algo vai mal no regime democrático.
Se governar é servir, os responsáveis políticos devem estar atentos à vontade daqueles que são objecto da acção governativa.

Prometer e não cumprir é um crime que tem passado incólume, mas que enfraquece o regime democrático. Não ouvir a vontade dos cidadãos é outra brecha no edifício da Democracia.

Virar as costas a largos sectores da população, mesmo que isso não tenha custos políticos imediatos, significa que a Democracia está doente.

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- Então, por aqui? Também vais à manifestação?
- Vou lutar pelos meus direitos.
(diálogo na área de serviço de Pombal da A1, na manhã da passada sexta-feira)

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Felizmente, o edifício democrático (ainda?) garante possibilidades de defesa perante a "máquina do Estado", que não raras vezes acaba por se assumir como a "máquina do Governo".
Tomei ontem conhecimento de um organismo - a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos - que ajuda à transparência das decisões dos poderes públicos.

Trata-se de «uma entidade pública independente, que funciona junto da Assembleia da República e tem como fim zelar, nos termos da Lei, pelo cumprimento das disposições legais referentes ao acesso à informação administrativa».

Aconselho a consulta às deliberações, disponíveis "on line".
E, obviamente, o recurso a este serviço democrático.

PS - Uma das últimas deliberações diz respeito a uma entidade de Coimbra. A FCTUC foi obrigada a «facultar ao queixoso o acesso aos solicitados currículos e comprovativos apresentados pelos candidatos» (Parecer n.º 38 de 2009).

terça-feira, 11 de março de 2008

Uma entre 100.000

Um facto está a "agitar" a Net desde ontem: a presença da esposa de António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, na manifestação dos professores, no sábado passado.

Hoje, o próprio "Diário de Notícias" dá honras de 1.ª página à presença da professora na "manif" anti-ministra da Educação e anti-Governo.

(Luiz Carvalho vai mais longe e lembra as críticas de Maria Antónia Palla, mãe de António Costa, à decisão do Governo de encerrar a Caixa de Previdência dos Jornalistas).

Foto do "Fotografia sempre", onde há mais imagens da manifestação de professores.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Amanhã há manifestação

Se formos todos, o país tem de perceber que há qualquer coisa que não bate certo!

Experimentem a satisfação de poder dizer um dia:

- Eu estive lá!