Mostrar mensagens com a etiqueta Banco de Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Banco de Portugal. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Portugal à deriva


Esta notícia de hoje é bem o reflexo da situação a que chegou Portugal.
Governado por gente impreparada, sem sentido de futuro, o país vê-se confrontado com uma situação ridícula: os códigos Penal e do Processo Penal, revistos há apenas dois anos, vão ser alvo de novas alterações.
É pena que a Comunicação Social não repita, agora, as declarações que os responsáveis fizeram há dois anos atrás, defendendo a reforma então realizada. Que mais não fosse para que os cidadãos, olhando-os, pudessem dar umas valentes gargalhadas. De desprezo, é claro.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Um país que não funciona

Quis pagar a factura do telemóvel e, como habitualmente, entrei no "site" da Vodafone.
Procurei, procurei, mas não apareceu a opção de pagamento.
Liguei para a operadora. Expus a situação.
«Pode aguardar um momento?». Esperei mais de cinco minutos.
A resposta chegou.
«Na verdade, não pode fazer o pagamento no "site". Estamos a fazer uma actualização informática e essa facilidade está temporariamente indisponível.»
«Temporariamente, até quando?», perguntei.
«Dentro de uma semana já deverá estar disponível.»


Ontem, por volta das 19h00, liguei para a Generali.
«Os nossos serviços estão encerrados. O horário de funcionamento é entre as 8h30 e as 18h00».
Hoje, às 8h40, voltei a ligar.
«Tem de ligar depois das 9h00. Os serviços só abrem às 9h00. Eu sou o segurança...»

terça-feira, 16 de junho de 2009

Os limites de Vítor Constâncio

De fugida, ouvi Vítor Constâncio exclamar, na Comissão Parlamentar, que «isto tem de ter limites, que mais não seja tem de ter limites humanos.»
O governador do Banco de Portugal tirou-me as palavras da boca.
Penso o mesmo.
Mas não é sobre o inquérito; é sobre o escandaloso salário que ele aufere.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Banco de Portugal: salário igual para trabalho igual

«Nós estamos a ser comparados com o que é feito nos outros países, nas mesmas funções», disse esta tarde Vítor Constâncio na Assembleia da República, em resposta a uma pergunta de um deputado do Bloco de Esquerda.

Se eu lá estivesse faria de imediato uma pergunta: «Se é assim, senhor doutor, porque é que recebe um salário mais elevado que o presidente da Reserva Federal dos EUA (o "Banco de Portugal" lá do sítio)?»
Mas eu não sou deputado.

NOTA - Vítor Constâncio tem um salário de 280.000 euros anuais. Alan Greenspan, presidente da Reserva Federal, recebe cerca de 155.000 euros anuais - cerca de metade, portanto.

sábado, 18 de abril de 2009

Crise cá e lá

Não há nada como dar uma saltada a Espanha e comprar alguns jornais e revistas para tomar consciência da realidade portuguesa.
Antes da crise, Portugal crescia menos do que a Espanha.
Agora, em plena crise, Portugal desce mais do que a Espanha.

Isto é tão simples que não compreendo como é que há quem não perceba.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Portugal está podre

Assistir actualmente aos noticiários televisivos é confirmar a ideia de que o país está podre.

Começa a ser tempo de acabar com este estado de coisas.
Como? Prendendo quem deve ser preso, punindo quem deve ser punido, afastando quem deve ser afastado, correr com a "malta" que desde a década de 70 se sentou à "mesa do Orçamento" e não quer largar os "tachos", chamar outros protagonistas, dar lugar aos jovens e definir padrões ético-legais muito mais exigentes.
Ao mesmo tempo, é tempo de acabar com nomeações de amigalhaços, concursos à medida, gastos sem controlo, salários escandalosos, obras sumptuosas, despesas de representação, empresas públicas e municipais sem justificação, repartição familiar de cargos públicos, projectos faraónicos, e..., e..., e....

Estou farto disto. E desta gente.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Crise económica e crise ético-moral

A corrupção está na ordem do dia.
Os casos suspeitos são mais do que muitos, envolvendo decisores de vários níveis.
E os portugueses como que já se habituaram a viver no pântano, sendo escassas as vozes que se levantam contra este "lado negro" da sociedade.

Nos partidos políticos contam-se pelos dedos de uma mão as vozes que denunciaram pública e frontalmente o "polvo" que consome parte importante dos escassos recursos do país.
Por medo ou por conveniência? Por falta de cultura democrática ou por ausência de valores?

À crise económica junta-se assim, pelo menos em Portugal, uma crise ético-moral ainda mais profunda. O que não augura nada de bom.

É tempo de levantar a voz e - como diz o Povo - «chamar os bois pelos nomes».
Denunciar os negócios suspeitos, as promoções por amiguismo, os concursos "à medida", as nomeações clientelares, as escolhas dinásticas... é um direito de qualquer cidadão.
Mais do que um direito, é um dever.

Recentemente, um deputado afirmou que Portugal vivia em «claustrofobia democrática».
Penso que o mal é mais profundo: Portugal vive uma grave crise de valores.
E faltam Homens (sim, homens com agá maiúsculo).

*********
(anexo)
Acabo de ouvir na televisão que José Sócrates votou hoje na Covilhã, na eleição interna em curso no Partido Socialista.
Aposto singelo contra dobrado, que ninguém questionará nos meios de comunicação social este simples facto: votou na Covilhã porquê?
Reside na Covilhã? Faz política na Covilhã? Trabalha na Covilhã?

São situações como esta que destroem a credibilidade de qualquer sistema, transmitindo aos cidadãos que tudo é possível.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Portugal nos blogues

A tarde está fria.
Sentei-me "à lareira", a aquecer o corpo, com o computador nas pernas, à procura de temas que aquecessem o espírito.

Encontrei um texto belíssimo de Francisco Pinto Balsemão, a propósito da morte do amigo (irmão!) Luiz Vasconcellos, companheiro do "Expresso" e de uma vida.
Fui à procura do que se escrevia sobre a "argolada" da Liga de Clubes no regulamento da Taça Carlsberg e encontrei "flashes" de qualidade no blogue de António Boronha, alguém que admiro.
Os assuntos são como as cerejas e... acabei por dar uma olhadela ao "Do Portugal Profundo" do professor António Balbino Caldeira. É outro espaço de liberdade - e de qualidade - na blogosfera.
Dali fui "arrastado" para uma análise sobre o fenómeno da (alta) corrupção em Portugal, dissecada no "porta da loja". Li e reli.

Foi um final de tarde interessante - e proveitoso.

À margem - Permitam-me deixar aqui um desabafo/confissão de ordem pessoal: esta foi, por motivos outros, uma tarde muito feliz. Apesar de toda a "poluição sonora", ainda é possível continuar a ouvir aqueles que têm unhas a tocar guitarra. E como é bonito ouvir um intérprete afinado!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A verdade sobre o preço da gasolina

As petrolíferas portuguesas continuam a seguir a política de baixar "às pinguinhas" o preço dos combustíveis. Hoje, uma; amanhã, outra. E o "Zé" convence-se que o preço está sempre a baixar...

Ontem, foram a Galp, a Cepsa e a Total.
Amanhã, anunciam-se descidas na Repsol e na BP.

A partir da meia-noite, os preços da gasolina 95 sem chumbo serão os seguintes:
BP - 1,156
Cepsa (e Total) - 1,162
Galp - 1,149
Repsol - 1,149

Os preços do gasóleo serão os seguintes:
BP - 1,089
Cepsa (e Total) - 1,083
Galp - 1,079
Repsol - 1,078


Entretanto, em Espanha os preços continuam a baixar em ritmo acelerado, estando já abaixo de 1 euro.
E com uma característica que deveria merecer explicação dos responsáveis portugueses: a gasolina é mais barata do que o gasóleo.
(Não são esses mesmos responsáveis que, volta e meia, falam do «mercado ibérico de combustíveis»? Ainda não ouvi/li qualquer referência a esta evidente disparidade.)

Por outro lado, o Governo português, do Simplex e do Magalhães, continua a mostrar-se incapaz de publicitar os preços que se praticam no país. Aqui ao lado, há anos que o Ministerio de Industria, Turismo y Comercio divulga os preços praticados em toda a Espanha.

Imagem recolhida hoje no "site" do Governo espanhol

E, já agora, com uma dedicatória ao amigo que me escreveu «Porque no te vas a Fuentes de Oñoro, hombre?», aqui ficam os preços hoje praticados no posto de abastecimento de Fuentes de Oñoro mais próximo da fronteira portuguesa:

Gasolina 95 sem chumbo - 0,861
Gasóleo - 0,949

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Acordo ortográfico

Este é um título da "Globo".
Comecem a preparar-se, portanto, para escrever assim, porque o Acordo Ortográfico já foi aprovado.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Trova do vento que passa

ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA

9 de Abril de 1942 - 16 de Outubro de 1982

(graças à lembrança de "O Sexo e a Cidade")

Já agora...
«Mesmo na noite mais triste / Em tempos de servidão / Há sempre alguém que resiste / Há sempre alguém que diz não»

Ainda hoje recordo a forma como estes versos eram cantados no Largo da Sé Velha, em 1977 e 1978, quando se iniciou o movimento de recuperação das tradições académicas coimbrãs.
Confrontados com as provocações, as agressões, as garrafas cobardemente lançadas de um dos cantos da "Praça Vermelha", respondíamos com esta "arma": os versos de Adriano. Cantados (ou melhor, gritados) do fundo do coração.
Bons tempos.

(Hoje é igualmente tempo de resistência – aos que querem uniformizar os gostos e os pensamentos, aos que tendem a calar as vozes discordantes, aos que nos querem transformar num País e num Povo sem memória, nem valores. Resistiremos!)

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Que trapalhada!

Aí está mais uma (grande) trapalhada do Governo de Sócrates.
A entrega do Orçamento de Estado para 2009 redundou numa novela terceiro-mundista.

Confirma-se que entre Santana e Sócrates as diferenças são apenas de estilo.
Entretanto, Portugal continua a caminhar para o abismo.

Pobre país.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Portugal, século XXI

O cidadão chega à estação de correios e tira a senha.
São 12H17. Está apenas uma funcionária ao balcão.
Olha o número e vê que tem 14 pessoas à sua frente.
O talão informa que o tempo previsto de espera é de hora e meia.
Desiste dos CTT. Vai almoçar.

* * * * *

Depois do almoço, o cidadão dirige-se à PT.
São 13h22. Está apenas um funcionário ao balcão, enquanto na sala outro tenta vender serviços do Meo.
Tira a senha. «Atendimento previsto» dentro de 22 minutos.
Vira costas, com ar satisfeito.
O dia, afinal, estava a correr lindamente – em tempo de crise, poupara umas dezenas de euros.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

"Retalhos" do Euro 2008

Podoslki marcou os dois golos da Alemanha frente à Polónia.
E não me pareceu muito feliz com a proeza.
A explicação encontrei-a hoje, no "site" da UEFA:
«O avançado alemão Lukas Podolski admitiu ter sentido um misto de emoções ao apontar dois golos frente à Polónia, que deram a vitória à selecção de Joachim Löw no seu jogo inaugural no UEFA EURO 2008™. Tudo porque o prolífico atacante do FC Bayern München nasceu na Polónia.»

* * *

Portugal alinhou no primeiro jogo do Euro 2008 com quatro jogadores nascidos fora das fronteiras portuguesas: Petit, Pepe, Deco e Bosingwa.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Socialismo à portuguesa

Ouvi esta tarde, na SIC Notícias, o governador do Banco de Portugal afirmar que o ordenado que aufere (250.000 euros anuais) deveria ser reduzido, mas que essa decisão não depende dele.

O jornalista recordou a Victor Constâncio que o presidente da Reserva Federal norte-americana ganha menos do que o seu "colega" português.

Victor Constâncio afirmou que os outros reguladores do mercado português têm salários semelhantes, mas que a comunicação social apenas fala do governador do banco central.

Perante isto, o que faz o Governo?
Nada.

(NOTA: Para os mais desatentos, esclarece-se que Victor Constâncio é socialista e o Governo da República também é socialista.)