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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Almeida Santos, as escutas, a PIDE e não só



Almeida Santos afirma hoje, no "Diário As Beiras", que as «Escutas são regresso ao tempo da PIDE».
E não é que é capaz de ter razão?... Mas nem só a propósito das escutas.
Hoje há medo de falar ao telemóvel. Hoje há uma quase osmose entre a política e os negócios. Hoje há jornalistas que são afastados de forma "esquisita" de órgãos de Comunicação Social. Hoje há textos que não são publicados com argumentos "esquisitos". Hoje há quem tente calar jornais. Hoje há "afilhados" sem preparação que são escolhidos para cargos com salários escandalosos. Hoje há filhos que herdam o lugar político dos pais. Hoje há corrupção por todo o lado. Hoje há negociatas escabrosas por todo o país.
Hoje os pobres estão mais pobres e os ricos estão mais ricos.
Almeida Santos é capaz de ter razão. Cada vez parece mais que vivemos no tempo da PIDE.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Portugal socialista

Hoje à noite, na SIC Notícias, não perca a "Quadratura do Círculo".

Jorge Coelho, ministro socialista ao tempo do início da construção da mais célebre ponte de Coimbra (a Ponte Europa, que acabou por ser inaugurada com o nome de Ponte Rainha Santa Isabel), vai abordar a questão da desigualdade salarial no nosso país.

A análise de Jorge Coelho chega a ser arrebatadora: o problema não está em quem ganha muito, mas sim em quem ganha pouco. Portanto, não há que limitar os altos salários, antes aumentar os salários de miséria que milhares e milhares de portugueses continuam a receber.

(Não sei porquê, mas a argumentação de Jorge Coelho conduziu-me por momentos aos tempos gloriosos de 1975, às lutas do MRPP contra o revisionismo soviético e o social-fascismo, etc., etc.)

Para quem leia estas linhas fora do "contexto português", saliento que Jorge Coelho é correlegionário de José Sócrates, cujo Governo acaba de decretar aumentos de 2,1 % (que toda a gente sabe serem inferiores à inflação) para os funcionários públicos.

Jorge Coelho também pertence ao mesmo partido de Almeida Santos, que ao receber recentemente um doutoramento na Universidade de Coimbra se manifestou contra o facto de Portugal ser o país europeu onde a desigualdade social mais tem aumentado.

Almeida Santos, há décadas figura de topo da política portuguesa, personalidade com reconhecida influência no PS e na sociedade, conseguiu porém que a minha consciência ficasse muito mais sossegada. Depois das palavras que ele proferiu na Sala Grande dos Actos, a minha "responsabilidade social" diminuiu tanto que se tornou quase nula – afinal, nunca desempenhei qualquer cargo político em Portugal. Nem noutro lado qualquer.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Massacre

Acabo de passar parte do serão a acompanhar as emissões da SIC Notícias e da RTP 1.

Os debates políticos centram-se no "caso do professor Charrua", nas declarações do ministro Mário Lino e na surpreendente análise de Almeida Santos, que afirmou que o aeroporto nunca poderá ser construído a sul do Tejo porque terroristas podem dinamitar a ponte!!!

É o massacre completo do Governo, transformado em "bombo da festa", e do Partido Socialista.
Ao estado a que isto chegou, meu Deus!