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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Serão na "Democrática"


Ontem à noite, n'A Democrática, ouviram-se fados de Coimbra, por iniciativa do Carlos Carranca.
Uma centena de alunos (quase todos... alunas) da Escola Superior de Educação Almeida Garrett, de Lisboa, ficou a conhecer um pouco mais da "alma coimbrã".

A foto, de Octávio Sérgio, mostra elementos dos grupos "Pardalitos do Mondego" e "Raízes de Coimbra" a entoarem em conjunto A Trova do Vento Que Passa.
Foi assim que terminou um serão agradável, que contou com a presença de alguns "convidados especiais" - Jorge Castilho, Manuel António (o da "Bola de Prata") e Mário Campos, entre outros.

Entoar "A Trova" foi uma forma emblemática de encerrar o convívio.
Hoje como ontem, «há sempre alguém que resiste / há sempre alguém que diz não».

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Trova do vento que passa

ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA

9 de Abril de 1942 - 16 de Outubro de 1982

(graças à lembrança de "O Sexo e a Cidade")

Já agora...
«Mesmo na noite mais triste / Em tempos de servidão / Há sempre alguém que resiste / Há sempre alguém que diz não»

Ainda hoje recordo a forma como estes versos eram cantados no Largo da Sé Velha, em 1977 e 1978, quando se iniciou o movimento de recuperação das tradições académicas coimbrãs.
Confrontados com as provocações, as agressões, as garrafas cobardemente lançadas de um dos cantos da "Praça Vermelha", respondíamos com esta "arma": os versos de Adriano. Cantados (ou melhor, gritados) do fundo do coração.
Bons tempos.

(Hoje é igualmente tempo de resistência – aos que querem uniformizar os gostos e os pensamentos, aos que tendem a calar as vozes discordantes, aos que nos querem transformar num País e num Povo sem memória, nem valores. Resistiremos!)