sexta-feira, 7 de maio de 2010
Queima das Fitas está doente
domingo, 11 de abril de 2010
Coimbra
Sentes que um tempo acabou
Primavera de flor adormecida
Qualquer coisa que não volta, que voou
Que foi um rio, um ar na tua vida
E levas em ti guardado
O choro de uma balada
Recordações do passado
O bater da velha cabra
Capa negra de saudade
No momento da partida
Segredos desta cidade
Levo comigo p'ra vida
Sabes que o desenho do adeus
É fogo que nos queima devagar
E no lento cerrar dos olhos teus
Fica esperança de um dia aqui voltar
E levas em ti guardado
O choro de uma balada
Recordações do passado
O bater da velha cabra
Capa negra de saudade
No momento da partida
Segredos desta cidade
Levo comigo p'ra vida.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Luiz Goes e Jorge Cravo: nomes grandes
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Momento mágico
A Balada da Despedida do VI Ano Médico («Coimbra tem mais encanto / na hora da despedida...») é uma das mais belas canções de Coimbra.
Há outra, porém, que vai sendo cada vez mais conhecida.
É a lindíssima Balada de Despedida do 5.º Ano Jurídico 88/89, que aqui trago na versão mais original possível: o dia em que foi tocada pela primeira vez.
Estive lá, na Sé Velha, nessa noite.
E tive a sorte de poder escrever, logo na altura, que era uma das mais belas "baladas da despedida" de sempre.
A previsão confirmou-se.
E ainda hoje recordo aquele momento mágico, na noite de Coimbra, na Sé Velha.
ADITAMENTO (em 10 de Março de 2009)
Ver comentário. Não foi «a primeira execução mas a segunda. A primeira tinha sido feita na Récita de Quintanistas no S. Teotónio, meia dúzia de dias antes».
Pedro Couceiro a cantar fado de Coimbra
Octávio Sergio tem um blogue fantástico, autêntico serviço público cultural.
O "Guitarras de Coimbra" é um repositório de cultura, sobretudo daquela que matiza a alma de Coimbra.
Mesmo sem o reconhecimento dos que deveriam apoiar iniciativas de tanto mérito (mas talvez seja melhor assim, porque é preferível andar sozinho do que mal acompanhado), Octávio Sérgio continua a dedicar muito do seu tempo a preservar o passado e a "arquivar" o presente, ajudando assim a construir um futuro diferente, para melhor, porque alicerçado no que temos - enquanto comunidade - de específico, de singular, de valioso.
Hoje dei uma "saltada" ao blogue do Octávio, como faço de vez em quando.
E sabem o que lá encontrei?...
O consagrado Pedro Couceiro, piloto de automóveis, a cantar um fado de Coimbra aos 9 anos de idade!
O texto que acompanha o video diz o seguinte: «Fernando Paulo Ferreira enviou-me este vídeo com Pedro Couceiro a cantar quando tinha 9 (?) anos. Está a ser acompanhado à guitarra pelo pai, Carlos Couceiro, por Frias Gonçalves e Francisco de Vasconcelos, e à viola por Carlos Figueiredo e Ferreira Alves.»
Vale a pena ouvir o fado e, depois, dar uma saltada ao "site" de Pedro Couceiro, onde ele fala da sua fase infanto-juvenil como cantor, que lhe chegou o valer o "Prémio de melhor voz nacional", num festival internacional realizado na Figueira da Foz.

Quer queiram quer não, Coimbra sempre foi diferente.
E ainda continua a sê-lo, apesar de alguns tudo fazerem para que isso não aconteça.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Serão na "Democrática"

Ontem à noite, n'A Democrática, ouviram-se fados de Coimbra, por iniciativa do Carlos Carranca.
Uma centena de alunos (quase todos... alunas) da Escola Superior de Educação Almeida Garrett, de Lisboa, ficou a conhecer um pouco mais da "alma coimbrã".
A foto, de Octávio Sérgio, mostra elementos dos grupos "Pardalitos do Mondego" e "Raízes de Coimbra" a entoarem em conjunto A Trova do Vento Que Passa.
Foi assim que terminou um serão agradável, que contou com a presença de alguns "convidados especiais" - Jorge Castilho, Manuel António (o da "Bola de Prata") e Mário Campos, entre outros.
Entoar "A Trova" foi uma forma emblemática de encerrar o convívio.
Hoje como ontem, «há sempre alguém que resiste / há sempre alguém que diz não».
domingo, 28 de outubro de 2007
Caleidoscópio
Na Figueira da Foz, ao final da tarde, ouvi Edmundo Pedro falar sobre o jogo de xadrez nas prisões políticas (Aljube, Peniche e Tarrafal).
Depois do jantar, um momento mágico: fado de Coimbra com Luiz Goes, Camacho Vieira e outros. A sala inteira levantou-se, a aplaudir, já era quase domingo.
Mais logo, um outro espectáculo musical.
São assuntos a desenvolver, logo que possível.
A agenda continua sobrecarregada nos próximos dias.
(PS - Compromissos em Águeda, ao almoço, e em Aveiro, ao jantar, impediram-se de actualizar o blogue na sexta-feira. O sábado já está explicado mais acima).
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Serenata
Um dos mais belos fados dos últimos anos.
(Tive o privilégio de assistir à primeira execução deste fado na Sé Velha e de, logo nesse dia, emitir esta opinião, por escrito. Quase 20 anos depois, confirma-se a qualidade da composição. Eu continuo a ouvi-la com o mesmo prazer da primeira vez...)
