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quarta-feira, 31 de março de 2010

Portugal abandalhado

(título do "Correio da Manhã")

Eis um bom exemplo do estado a que chegou o meu país. «Porca miseria!», diria um italiano.
Que fique claro: sou contra esta bandalheira.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Governo folclórico

Os problemas do país são graves: desemprego, dívida externa, défice das contas públicas, acesso dos jovens ao mercado de trabalho, ensino de qualidade, saúde sem listas de espera, etc., etc.

O Governo começa a divulgar ideias a propósito do próximo Orçamento de Estado: portugueses vão poder votar em qualquer local do país, independentemente do local de recenseamento; abertura de conta-poupança em nome de cada criança que nascer.

Confirma-se que o Governo e o País são realidades distintas.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Expliquem-me como se eu fosse muito burro

Segundo noticia o "Sol", «a ministra da Educação, Isabel Alçada, mostrou-se hoje "surpreendida pelo relevo que tem sido dado" às notícias sobre a nomeação da nova directora regional de Educação do Centro, Beatriz Proença, afirmando que há informação "falsa" a ser divulgada».
«Eu fico até muito surpreendida pelo relevo que tem sido dado a esta notícia (…) Nós indigitámos uma profissional que é inspectora e ela iria ser nomeada directora regional do Centro (…) No decurso desse processo (de nomeação), veio a verificar-se que tinha saído uma lei, em Agosto, que impedia a possibilidade de as pessoas que tinham exercido cargos de inspecção assumirem cargos dirigentes e então tivemos de informar que havia uma incompatibilidade. Foi apenas isto, tudo o resto é falso», afirmou Isabel Alçada, de acordo com o "site" do "Sol".
No mesmo texto, o jornal refere que «Beatriz Proença desempenhou funções de directora regional de Educação do Centro até quarta-feira, em Coimbra, no gabinete que pertenceu à anterior responsável, Engrácia Castro, mas não chegou a tomar posse.»
Expliquem-me, como seu eu fosse muito burro, como é que alguém pode exercer funções no Estado sem tomar posse.
Por favor, expliquem-me lá.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Outra trapalhada do Governo de Sócrates

«O Ministério da Educação (ME) enviou hoje uma nota à comunicação social em que afirma Beatriz Proença “nunca foi nomeada Directora Regional de Educação do Centro” (DREC). Isto apesar de ao princípio da tarde ainda se encontrar na página da Internet da DREC um texto subscrito naquela qualidade por aquela mesma pessoa, que também chegou a enviar mensagens electrónicas às direcções das escolas apresentando-se como detentora do cargo.» ("Público.pt")

Cá está outra trapalhada!
A sorte de José Sócrates é Jorge Sampaio já não ser Presidente da República; por muito menos "casos", Santana Lopes foi demitido.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Praxes e... livros

O ministro das universidades está muito preocupado com as praxes. Eu, se fosse a ele, preocupava-me com outras coisas. Por exemplo, com os professores que indicam ("vendem") os livros que eles escrevem aos próprios alunos.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Um Governo de... piores

Um inquérito divulgado esta semana conclui que José Sócrates é considerado o pior primeiro-ministro desde 1985.
Os agricultores há muito que afirmam ser Jaime Silva o pior ministro da Agricultura que encontraram pela frente.
Há tempos chegaram-nos notícias da Europa que referiam que Teixeira dos Santos era considerado o pior ministro das Finanças da União Europeia.
Há dias, Pinto Balsemão afirmou que Augusto Santos Silva é o pior ministro de sempre na área da Comunicação Social.
Os professores, como se sabe, "adoram" a ministra Maria de Lurdes Rodrigues.

É isto que está em jogo.
É esta avaliação que está em causa no próximo domingo.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Educação com... vaselina

«Depois da entrevista do primeiro-ministro à RTP e das declarações à Imprensa em que a ministra da Educação se tem desdobrado nos últimos (longe vá o agoiro) tempos, os professores ficaram a saber com o que podem contar num próximo eventual mandato de Maria de Lurdes Rodrigues: talvez um pouco mais de "delicadeza", provavelmente até preliminares, vaselina e outras boas práticas, mas a mesma virilidade por assim dizer reformista, ou "guerra", como a ministra diz.»
(Manuel António Pina, in "Jornal de Notícias")

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

PS parece o "Perdoa-me"

(manifestação de professores, 30 de Maio de 2009)

Já não tenho o mínimo de paciência para aturar gente desta.
Depois do sofrimento que causaram a dezenas de milhares de professores (escrevo-o com conhecimento directo), pensam que bastam meia dúzia de palavras para fazer esquecer o que sucedeu.

Os actuais responsáveis do PS (cada vez menos socialista, cada vez mais Partido de Sócrates) poderiam pedir à TVI (é apenas uma sugestão) para agendar uma edição especial do "Perdoa-me".
Em horário nobre, claro.

Sócrates e... uma gargalhada


Sócrates disse ontem na RTP (acabo de ver no noticiário da SIC) que faltou delicadeza no relacionamento com os professores.

Não sei porquê, quando ouvi o primeiro-ministro, soltou-se-me uma enorme gargalhada.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Governo de chorar a rir



Veja o video que vale a pena.
É de "partir o coco"...

sábado, 30 de maio de 2009

Vital falará ou ficará calado?

A grande dúvida de hoje: Vital Moreira, o candidato independente pelos socialistas que já foi comunista, falará sobre a manifestação de professores ou ficará calado?

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Sócrates pela porta das traseiras

O primeiro-ministro foi hoje vaiado pelos alunos de uma escola de Artes em Lisboa.
No final da visita, Sócrates e comitiva saíram pela porta das traseiras.
Começa a ser um hábito...

sábado, 7 de março de 2009

Professores, pais...


(clique na imagem para ampliar)

«Nitidamente incompetente», dizem os pais.
Depois dos professores, agora são os pais a contestar esta directora.
Falta mais alguém?...

PS - Eis outro militante socialista em lugar de destaque.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Professores: acto democrático

(clique na imagem para ampliar)

Esta dúzia de professores, deputados do Partido Socialista, votaram hoje ao lado do Governo e contra a proposta do CDS, que tentava dar força legal à vontade da esmagadora maioria dos professores, já manifestada de diversas formas.

A iniciativa de identificar os professores-deputados foi da Fenprof.
Uma iniciativa louvável.

Num regime democrático, como o nosso, qualquer deputado pode assumir as posições que a consciência lhe ditar. E nós, cidadãos eleitores, temos o direito de saber como votam.

Recordo que quando foi aprovada a "Lei do Aborto" quis saber como tinham votado os deputados eleitos por Coimbra. Contactei os serviços da Assembleia da República e diversos grupos parlamentares. E não consegui saber o que queria - apenas soube como votaram os deputados que apresentaram "declaração de voto".

Por tudo isso, acho louvável a atitude da Fenprof - uma organização de professores: dar a conhecer à comunidade (os professores e os não-professores) como votaram os deputados-professores numa questão que diz directamente respeito à sua actividade profissional.

Não, não é perseguição.
É, apenas, responsabilização.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Governo, PIB e professores

O Governo prevê que o PIB português tenha um crescimento negativo de 0,8%. Bruxelas anuncia que o PIB português vai diminuir 1,6%. Ou seja, o dobro.
Eu acredito na previsão de Bruxelas.

O Governo diz que apenas 41% dos professores estiveram hoje em greve.
Aceitando que o Governo se engana na mesma proporção, acredito que hoje estiveram em greve, pelo menos, 82% dos professores.

Moral da história: eu não acredito no Governo.
(Aliás, é com alguma satisfação que penso, repetidamente, que «estes não me enganaram, são mesmo aquilo que sempre pensei»).

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Avaliação dos professores

Luiz Carvalho escreveu ontem no "Instante fatal" sobre a avaliação dos professores.

Transcrevo estas linhas:
«A verdade é que durante anos e anos os nossos sôtores tiveram uma vida airada com três meses de férias grandes, mais 15 dias no Natal, outros na Páscoa, mais meia dúzia no Carnaval.

Outra verdade: durante uma vida profissional muitos professores faltaram a seu belo prazer refugiados em atestados fantasmas e artigos quartos, viram as suas carreiras automaticamente actualizadas e desprezaram a nobre arte de ensinar.

Os professores comportavam-se como ainda hoje a classe dos juízes: achavam que eram donos dos alunos, dos pais, e que nada nem ninguém podia interferir nas suas aulas, consideradas coutadas invioláveis dos professores.»

Concordo no essencial com o que Luiz Carvalho escreveu.
Foi, aliás, por não aceitar alguns dos comportamentos descritos que, há 17 anos, senti que estava "a mais" no Ensino e, em face da oportunidade que me foi concedida pelo "Jornal de Notícias", optei por exercer outra profissão.

Tudo somado, porém, continuo a estar de acordo com o protesto dos professores.
Avaliação, sim. Mas com a participação dos directamente interessados. E com competência.