sábado, 9 de dezembro de 2006

A minha equipa joga na Figueira da Foz


Naval-Académica, domingo, às 11h00.
Logo que possível, como habitualmente, terá aqui informações detalhadas.

Pergunta do dia

Já leu o livro de que toda a gente fala?

(Tempo médio de leitura: 2h30. Melhor preço: FNAC)

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Triste país

Pela quarta vez no espaço de dois dias, a energia eléctrica acaba de falhar.
Nas estradas, os buracos voltaram, alguns autênticas crateras.
Digam os "políticos de serviço" aquilo que disserem, a verdade é que o Portugal de hoje está cada vez mais parecido com o Portugal da crise dos anos 80.
(E não será possível correr com esta gente que anda alegadamente a governar a "coisa pública" nos últimos 30 anos - e que são sempre os mesmos, com a mesma linguagem e as mesmas ideias?)

Amanhã à tarde

(Clique na imagem para ampliar)

Balanço de meia época

O campeonato da minha equipa: curiosidades, números e opiniões

Eis alguns dados (estatísticos e não só) sobre a época que a minha equipa realizou até ao final da 1.ª volta do campeonato.

PRÉ-ÉPOCA
Início dos treinos: 7 de Agosto

Jogos-treino:
13/8 AAC-Vigor 3-1
19/8 AAC-U. Leiria 2-2
26/8 Beira Mar-AAC 1-1
27/8 Vigor-AAC 2-1
30/8 U. Leiria-AAC 0-4
2/9 AAC-Benfica C. Branco 2-0
9/9 Benfica C- Branco-AAC 0-5

CAMPEONATO
Início do campeonato: 17 de Setembro

Resultados (1.ª volta):

1.ª jornada (17/9/2006)
Repesenses-U. Coimbra 1-0
Leixões-Cinfães 3-1
Académica-Naval 3-1
Pasteleira-Boavista 1-0
Feirense-FC Porto 2-4

2.ª jornada (24/9)
U. Coimbra-Feirense 1-3
Cinfães-Repesenses 2-1
Naval-Leixões 0-1
Boavista-Académica 2-1
Sanjoanense-Pasteleira 0-0

3.ª jornada (1/10)
U. Coimbra-Cinfães 4-3
Repesenses-Naval 5-3
Leixões-Boavista 1-1
Académica-Sanjoanense 2-1
Pasteleira-FC Porto 0-4

4.ª jornada (5/10)
Cinfães-Feirense 1-3
Naval-U. Coimbra 0-0
Boavista-Repesenses 4-1
Sanjoanense-Leixões 0-2
FC Porto-Académica 2-1

5.ª jornada (8/10)
Cinfães-Naval 1-4
U. Coimbra-Boavista 1-2
Repesenses-Sanjoanense 0- 2
Leixões-FC Porto 2- 4
Feirense-Pasteleira 2-1

6.ª jornada (15/10)
Naval-Feirense 1-0
Boavista-Cinfães 3-0
Sanjoanense-U. Coimbra 1-0
FC Porto-Repesenses 2-0
Pasteleira-Académica 2- 0

7.ª jornada (5/11)
Naval-Boavista 2-4
Cinfães-Sanjoanense 1-4
U. Coimbra-FC Porto 1-1
Leixões-Pasteleira 4-2
Feirense-Académica 3-4

8.ª jornada (12/11)
Boavista-Feirense 2-2
Sanjoanense-Naval 1-0
FC Porto-Cinfães 14-0
Pasteleira-Repesenses 7-0
Académica-Leixões 0-0

9.ª jornada (19/11)
Boavista-Sanjoanense 1-0
Naval-FC Porto 1-2
U. Coimbra-Pasteleira 1-1
Repesenses-Académica 2-0
Feirense-Leixões 1-2

10.ª jornada (26/11)
Feirense-Sanjoanense 1-0
FC Porto-Boavista 3-2
Pasteleira-Cinfães 2-0
Académica-U. Coimbra 3-1
Leixões-Repesenses 0-0

11.ª jornada (2/12)
Sanjoanense-FC Porto 1-2
Naval-Pasteleira 0-2
Cinfães-Académica 0-4
U. Coimbra-Leixões 1-2
Repesenses-Feirense 0-0


CLASSIFICAÇÃO
no final da 1.ª volta

1. FC Porto .......... 28 .......... 9V 1E 0D - 38-10
2. Leixões ............ 21 .......... 6V 3E 1D - 17-10
3. Boavista .......... 20 .......... 6V 2E 2D - 21-12
4. Pasteleira ........ 17 ........... 5V 2E 3D - 18-11
5. Académica .. 16 ........ 5V 1E 4D - 18-14
6. Feirense .......... 14 .......... 4V 2E 4D - 17-16
7. Sanjoanense .... 13 ......... 4V 1E 5D - 10-9
8. Repesenses ...... 11 .......... 3V 2E 5D - 10-20
9. Naval ................. 7 .......... 2V 1E 7D - 12-19
10. U. Coimbra ...... 6 ......... 1V 3E 6D - 10-17
11. Cinfães ............. 3 .......... 1V 0E 9D - 9-42


CURIOSIDADES da minha equipa

A melhor exibição da época:
U. Leiria, 0 - Académica, 4 (jogo-treino, campo relvado)

Os melhores jogos do campeonato:
Boavista, 2 - Académica, 1 (campo relvado)
FC Porto, 2 - Académica, 1 (campo relvado)

A pior exibição:
Repesenses, 2 - Académica, 0 (campo de terra)

O jogo mais incaracterístico:
Cinfães, 0 - Académica, 4
(o resultado poderia ter sido 0-8, 0-1, 2-4, etc., etc.)

O melhor golo:
Fachada, no FC Porto-Académica (pontapé de 35 metros)

Penaltis contra: 1 (U. Coimbra, falhado)
Penaltis a favor: 3 (Feirense, U. Coimbra e Cinfães, todos concretizados)

O maior azar:
derrota contra o FC Porto, com 1-1 a 10 minutos do fim
(a seguir, a derrota com o Boavista, 1-2, depois do adversário estar a ganhar por 2-0 logo no início do jogo)

A maior sorte (e o jogo mais emocionante):
vitória frente ao Feirense

As vitórias da Académica: 4-0 (1 vez), 4-3 (1 vez), 3-1 (2 vezes) e 2-1 (1 vez)

A Académica marcou 4 golos por duas vezes: duas vitórias.
A Académica marcou 3 golos por duas vezes: duas vitórias.

As quatro derrotas da Académica foram por 2-1 (duas) e 2-0 (duas).
A Académica só sofreu 3 golos 1 vez, mas... ganhou.

Expulsões: 0
Expulsões de adversários: 2 (FC Porto e U. Coimbra, ambas por agressão)

2.ª volta:
A Académica vai disputar 6 jogos em casa e 4 fora. Destes, 2 são quase “em casa” (Naval e U. Coimbra). Deslocações “a sério” apenas duas: Sanjoanense e Leixões.


QUILÓMETROS percorridos

Beira Mar .... 110
U. Leiria (M. Grande) .... 190
Benfica C. Branco .... 320
Boavista (Matosinhos) .... 254
FC Porto (Olival) .... 224
Pasteleira (Matosinhos) .... 252
Feirense .... 182
Repesenses .... 166
Cinfães .... 324
Total: 2.022 km


CURIOSIDADES do campeonato

Equipas que na 2.ª volta vão jogar 6 jogos em casa: Académica e FC Porto.
Equipas que na 2.ª volta vão jogar 5 jogos em casa: Sanjoanense, Repesenses, Leixões, Cinfães, Pasteleira, Boavista e Feirense.
Equipas que na 2.ª volta vão jogar 4 jogos em casa: U. Coimbra e Naval.

Melhor ataque: FC Porto – 38 (Académica tem o 4.º melhor ataque, com 18)
Melhor defesa: Sanjoanense – 9 (Académica tem a 6.ª melhor defesa, com 14)

Pior ataque: Cinfães - 9
Pior defesa: Cinfães - 42

O FC Porto sofreu 10 golos e não tem qualquer derrota.
A Sanjoanense sofreu 9 golos e tem 5 derrotas!
O Repesenses sofreu 20 golos e tem também 5 derrotas!

O Leixões marcou 17 golos e tem 21 pontos.
A Académica marcou 18 golos e tem 16 pontos.

O Cinfães marcou 9 golos e tem 3 pontos.
A Sanjoanense marcou 10 golos e tem 13 pontos!

Praticamente um terço da 2.ª volta (3 jogos) vai disputar-se em 10 dias (!!!), ainda antes do Natal: Naval (fora, no dia 10), Boavista (em casa, no dia 17) e Sanjoanense (fora, dia 20).

OPINIÃO

Como é óbvio, não vou fazer qualquer apreciação em termos individuais, nem quanto a opções tácticas.

Em termos colectivos, a equipa tem demonstrado um rendimento médio muito apreciável.
Houve oscilações de rendimento, mas as oscilações são naturais ao longo da época, quer em termos individuais quer em termos colectivos; não há nenhuma equipa, nem nenhum jogador, que consiga jogar sempre no mesmo plano – sobretudo, num plano elevado.

Futebolisticamente, os jogos com Boavista e FC Porto, ambos no campo do adversário, provaram que a equipa sabe jogar. Mais: sabe estar em campo. No jogo com o FC Porto a postura táctica mereceu “20 valores”. Excelente!

Por vezes, o “factor sorte” também é decisivo, sobretudo quando o valor das equipas é muito semelhante. A minha equipa teve azar nos jogos com Boavista e FC Porto, mas esse prejuízo como que foi compensado com a sorte no jogo com o Feirense. As contas estão acertadas, portanto.

O factor psicológico é cada vez mais importante na competição desportiva. Vai depender muito do grau de confiança a carreira da equipa na 2.ª volta do campeonato.
Mas já se viu que a equipa é capaz de acreditar e vencer as adversidades. A resposta mais forte foi dada no jogo com o Feirense: a vencer por 2-1, a equipa viu-se a perder por 3-2 na 2.ª parte e foi capaz de chegar à vitória por 4-3, no terreno do adversário! Melhor era imposssível.

O calendário é favorável, a equipa sabe jogar e permanece invicta em casa, onde vai disputar 6 dos 10 jogos da 2.ª volta.
Tudo está em aberto. E pelo que já demonstrou, a minha equipa tem todas as condições para alcançar os objectivos. Só é necessário acreditar, para... ser feliz!

Bom tempo em Chipre

Coimbra: medicamentos mais caros

Segundo o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed), Leiria é o distrito onde o preço dos medicamentos mais desceu (menos 0,7%) desde que são vendidos fora das farmácias. Ao contrário de Coimbra, onde se registou a maior subida de preços (3%).

Existem actualmente 284 locais – as chamadas parafarmácias – onde é possível comprar medicamentos não sujeitos a receita médica. O distrito com mais lojas a funcionar é o de Lisboa, com 64, seguido do Porto (43).

(in "Correio da Manhã")

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Lisboa outra

Fui a Lisboa.
Não passei de Chelas.
A capital, olhada dali, junto ao rio, com micro-quintais e um rebanho a pastar, parece apenas uma aldeia grande.
Se "Portugal é Lisboa e o resto é paisagem", em Chelas, paredes-meias com o aeroporto e com a 2.ª Circular, já nada há de Portugal.

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Académica: um passado com futuro


josé belo, presidente do núcleo de veteranos, aponta sete caminhos
Perda de identidade
Jurista, ex-defesa da Académica e actual presidente do Núcleo de Veteranos, José Belo revelou-se ontem «preocupado» com o actual momento da Académica, enquanto instituição. «Têm faltado ideias, coesão académica, mobilização e sentido de futuro, sobrando, em sentido contrário, situações polémicas e incómodas para uma instituição centenária», frisa, aludindo também a «um sentimento que medra de que a Académica começa a ser gerida por pessoas com algum afastamento da sua cultura e princípios nucleares, numa subordinação cega à nova máquina da indústria do futebol».

Para José Belo, o futuro da Académica passa pela definição de sete pressupostos, o primeiro do qual «a valorização da memória da Instituição», ou seja o «respeito pelo ADN» da Briosa. O segundo pressuposto de futuro é «o enquadramento da Briosa na Liga profissional», resistindo ao «mercantilismo puro e duro». «Não podemos alienar a dimensão social onde cimentámos a nossa diferença», sublinha. O terceiro ponto é a «defesa intransigente dos interesses da Briosa», assente nos «valores» que lhe moldam uma «singular identidade». O quarto é cuidar da «situação económico-financeira, agravada ano após ano», mostrando-se preocupado com o risco de «definhamento». O quinto ponto é a redefinição da política desportiva. Actualmente considera, com um «orçamento gordo» mas com «pouca habilidade», mormente na «contratação de jogadores por atacado» e na pouca aposta na «formação». O sexto pilar de futuro é acabar com os «maus exemplos» num futebol em crise de credibilidade e «marcar a diferença» junto da opinião pública. Por último, a «mobilização dos devotos e simpatizantes», através da «definição de objectivos, de estratégia e adopção de boas práticas».

Preocupado com o «cinzentismo» que diz invadir a instituição, José Belo considera que «a Académica não tem hoje em dia uma perspectiva exaltante, nem em dimensão social, nem desportiva nem sócio-desportiva». Alertando para a «contínua diluição de identidade», José Belo sublinha que a Briosa tem «um passado que é maior do que o presente», pelo que chegou a hora de, «com orgulho no passado, falar do futuro com dignidade, com modernidade, com esperança, com sentido académico».

sansão coelho

(in "A Bola" de hoje)

PS - Antes de publicar este texto telefonei ao Dr. José Belo. A dar-lhe os parabéns, naturalmente. É sempre consolador ver alguém como ele, que vestiu a camisola preta e concluiu a formação universitária enquanto jogava à bola, defender os VALORES que desde sempre me levam a olhar para a Briosa com um grande respeito.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Blogue com "pinta"

O "Diário de um quiosque" é um dos meus destinos diários.
É um blogue original, bem escrito e... bem disposto.
O último texto lá publicado provoca umas boas gargalhadas.
Fica o convite. Aqui.

Portugal, 3/12/2006

(clique na imagem para ampliar)

Fotos de um jogo em Cinfães

domingo, 3 de dezembro de 2006

Augusto Nunes Pereira


Mata (Fajão), 3/12/1906 – Coimbra, 1/6/2001


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O “meu padre”


Não é fácil – mas, ao mesmo tempo, não é difícil – escrever sobre o padre Augusto Nunes Pereira.

Não é difícil porque vivi largos anos na pobre paróquia de que era responsável, a de S. Bartolomeu, em Coimbra. Conheci-o bem e ele também me conhecia. Foi ele que me baptizou, deu a primeira comunhão, presidiu à celebração da “profissão de fé”, esteve presente no Crisma e, mais tarde, teve a gentileza de se deslocar a Castanheira de Pêra, do “outro lado” da serra da Lousã, para estar no meu casamento. No plano afectivo, era uma pessoa da família.

Foi ele, também, o primeiro chefe de Redacção que conheci, no cubículo apertado onde se delineava o “Correio de Coimbra” – ele, o cónego Urbano Duarte e a escritora Maria Espiñal foram os meus primeiros “modelos vivos” de jornalista.

Por tudo isto, é muito fácil escrever sobre o padre Nunes Pereira – e permitam-me que assim o refira, porque foram estes os vocábulos que mais utilizei para comunicar com ele. (Nos últimos anos, quando o encontrava, tratava-o por monsenhor, mas achei sempre que era uma palavra que não se coadunava com a sua personalidade. Monsenhor parece transmitir um certo “estatuto” de diferença – e o padre Nunes Pereira foi sempre um homem simples e humilde, pobre entre os pobres, ignorado entre os ignorados da vida.)

Não é difícil escrever sobre o padre Nunes Pereira. Poderia recordar a azáfama tranquila com que preparou a primeira exposição na galeria de “O Primeiro de Janeiro”, a dois passos da sua igreja. Ou recordar como justificou os valores tão baixos que atribuiu às peças que iria mostrar: “Não estás a ver? Estão assinadas ‘NP’. Sabes o que quer dizer?... Que não prestam!”. O excesso de humildade.
Ou lembrar as tertúlias, em que nunca participei, n’”A Brasileira”, também ali ao lado, que olhava deslumbrado da porta do café. Ou a distribuição de leite e queijo oferecidos por Cáritas internacionais, que ele e a irmã, a D. Maria Adelaide, distribuíam nos anos 60 pela gente mais carenciada da paróquia – quase todos.

Tantas, tantas recordações... Como a daquela manhã de sábado, já ele vivia na casa de madeira pré-fabricada, junto à ponte da Portela, em que alguns amigos lhe foram levar um gravador de video, comprado entre todos, para que pudesse registar o programa/entrevista que nessa tarde a RTP2 iria transmitir.

Estive com ele menos de uma semana antes de morrer. Não sei ainda hoje porquê, naquela tarde de sábado decidi pegar no carro e ir a Montemor-o-Velho, assistir à inauguração da exposição de trabalhos do padre Nunes Pereira. Foi a última. E também ainda hoje não consigo explicar a “febre” que senti e que me levou na altura a tirar umas boas dezenas de fotografias. São as últimas.

Não seria difícil lembrar tantos outros episódios. Mas a verdade é que continua a ser muito difícil escrever sobre o padre Nunes Pereira e recordar que ficou por cumprir um pedido que tantas vezes fez: “Quando é que vamos a Fajão, para conheceres a casa-museu?”. – Um dia destes, padre Nunes Pereira – respondia-lhe mecanicamente, convencido que, mais dia menos dia, faríamos a viagem.
Ficou por fazer.

Acompanha-me essa mágoa.
No entanto, a maior dificuldade em escrever sobre o padre Augusto Nunes Pereira são estas lágrimas teimosas que toldam a visão e dificultam o encontrar das teclas.
(texto publicado na edição de Dezembro de 2006
do "Mensageiro de Santo António")


Dedicatória-assinatura num desenho


A última exposição

sábado, 2 de dezembro de 2006

Goleada (4-0) em Cinfães


A minha equipa venceu hoje o Cinfães, no terreno deste, por 4-0 (3-0 ao intervalo), no último jogo da 1.ª volta da Série B do Campeonato Nacional de Juvenis.

Numa tarde fria, a Académica não sentiu quaisquer dificuldades e marcou quatro golos pela segunda vez esta época (a outra acontecera na vitória sobre o Feirense, no relvado do adversário, por 4-3), não sofrendo nenhum igualmente pela segunda vez (primeiro foi no 0-0 com o Leixões, na Pedrulha).

Em Cinfães, aliás, era quase impossível sofrer golos, dada a ingenuidade dos durienses, claramente a pior equipa da prova. E quando conseguiram criar - por duas ou três vezes - tímidas oportunidades de golo, o guarda-redes Francisco resolveu os lances a contento.

Os golos foram marcados por Rodolfo (6 minutos, novamente na sequência de um lance individual, tal como aconteceu na semana passada, frente ao U. Coimbra), Peixinho (38 minutos, de grande penalidade, igualmente como no último jogo), Fachada (aos 40+1 minutos, de cabeça, na sequência de um pontapé de canto) e Tiago Brito, um juvenil "de 1.º ano" (aos 80+2 minutos, aproveitando bem uma "bola perdida" na grande área).

Lá para segunda ou terça-feira ficam prometidas algumas curiosidades desta 1.ª volta do campeonato.

Parabéns!

Marco histórico no Vigor
Quatro meses e muitas contrariedades depois, o sonho tornou-se uma feliz realidade: é hoje inaugurado o relvado sintético do Campo dos Sardões.
(in "Diário de Coimbra")




Esta imagem, obtida em Maio passado, já pertence ao passado. Felizmente.
O clube de Fala e o "futebol de Coimbra" estão de parabéns!

(Só lamento que o campo não tenha ficado concluído antes do início desta época desportiva. É o velho hábito lusitano de atrasar tudo, sem que ninguém ganhe com isso e causando prejuízos, evitáveis, a muita gente).

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Negócios...

Se eu alugasse uma casa por 800 contos e depois cedesse dois quartos a um amigo por 1.400 contos estaria a fazer um excelente negócio, não estaria?
Acho que sim.

O "derby" de Lisboa

Que grande jogo!
Houve bons lances, golos e expulsões.
E só não houve penaltis porque o árbitro não viu uma falta na área do Benfica.

(E também não houve "golos falsos" como os que deram as duas últimas vitórias ao FC Porto.)

Actividade desportiva

Hoje à noite, em casa de amigos, o Sporting-Benfica.
Amanhã, às 15h00, a quase 200 quilómetros de distância, o Cinfães-Académica, em juvenis.

Prédio ruiu

Acaba de ruir o prédio que se encontrava em estado crítico na zona da Portagem.
A minha Baixa (nunca houve, nem nunca haverá "baixinha"...) está velha. A cair.
Que tristeza.

Partido Comunista, século XXI


O Partido Comunista Português (PCP) decidiu dispensar os serviços da deputada Luísa Mesquita, eleita como n.º 1 por Santarém. Ela recusa-se a acatar a ordem e diz-se "traída e enganada".

Sempre tive a ideia de que o conceito democrático dos comunistas portugueses é original. E nada tem a ver com o meu. Percebi isso logo no período pós-revolucionário, em situações que vivi pessoalmente: a fantochada do denominado serviço cívico e o consequente fecho das universidades em 1974 foi o primeiro "alerta". Outros se seguiram.

Agora, o caso da deputada ribatejana é emblemático. O despudor com que se quer substituir (contra a vontade da própria!) alguém que está legitimado pelo voto popular é incompreensível num partido que se reclama amiúde de defensor dos princípios democráticos e da própria Democracia.

Sobre este assunto, que é muito mais importante do que à primeira vista pode parecer, já se pronunciaram várias pessoas. Vejamos algumas opiniões.

"A Constituição não deixa margem para dúvidas: 'Os deputados exercem livremente o seu mandato, sendo-lhes garantidas condições adequadas ao eficaz exercício das suas funções'. E o Estatuto dos Deputados reforça-o.
Mas o PCP, que tanto clama pela Constituição, propala direitos, liberdades e garantias e reage tenazmente contra a mínima alteração da Lei Fundamental, não quer saber nada disso".

(Mário Ramires, in "Sol")

*****

"No preciso momento em que por todo o mundo se procura ligar cada vez mais as populações ao seu representante, individualizando, responsabilizando, discutindo os círculos uninominais, o directório dos comunistas portugueses revela-nos que encara as pessoas, mesmo os 'camaradas', como meros instrumentos, descartáveis, ao serviço da acção do partido".

"Curiosamente, este é o mesmo partido que denunciava a sucessão de Durão Barroso por Santana Lopes com o argumento de que lhe faltava a legitimação do voto popular".

"O PCP afirma-se contra uma geração de recibos verdes, no mundo do trabalho, mas é, ao mesmo tempo, e pela prática, a favor dos políticos cobardes, medíocres, que tudo façam para merecer a 'confiança' do partido não poupando nas doenças da coluna".

"Alguém me explica o que separa, afinal, o simpático camarada Jerónimo de Sousa do capitalista mais brutal? Eu não vejo diferença".

(João Marcelino, in "Sábado")

*****

O QUE DIZ A DEPUTADA

[Sente-se traída?] "Claramente. Traída e enganada. Caí numa armadilha. Precisavam de continuar a eleger um deputado por Santarém e usaram-me para o conseguir. Nunca imaginaria que o PCP me utilizasse como produto de consumo".

"Sinto-me como um objecto que o PCP usou quanto quis e desrespeitou como quis".

"A última proposta foi de total indignidade para mim. Disseram-me que me fosse embora, porque me arranjavam emprego na pensínsula de Setúbal. Não cheguei a esta idade [57] com uma vida digna para me vender por um emprego na península de Setúbal!".

(Luísa Mesquita, em entrevista à "Visão").

Noite calma

(foto de Pedro Moreira)

Ontem, no Porto, esteve uma noite fria, mas calma.
Aqui por Coimbra parece que foi ao contrário...

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Euro 2008 na TVI

A TVI anunciou que garantiu os direitos de transmissão do próximo Campeonato da Europa de Futebol, o Euro-2008, a realizar conjuntamente pela Áustria e pela Suíça.

A TVI irá transmitir os 20 principais jogos dos 31 do torneio.

(Lá estaremos, se Deus quiser!)

Meio século de Europa unida

Este foi o logótipo escolhido para assinalar os 50 anos do Tratado de Roma.

O autor, o polaco Szymon Skrzypczak (na foto), 23 anos, estudante da Academia de Belas Artes de Poznan, recebeu um prémio de 6.000 euros.

Os 10 logótipos finalistas estão aqui.

Políticos

"Quando o manobrismo se instala no seio da democracia, percebemos que é urgente repensar o sistema político, as responsabilidades individuais e a forma de participação. Assim, caminhamos para o abismo. Para que o poder seja servido por uma legião de serventuários, acéfalos, mesquinhos e medíocres cuja política é do tamanho do seu umbigo. Vamos mal. E não se enxerga luz ao fundo do túnel".

(Francisco Moita Flores, ontem, no "Correio da Manhã", a propósito da rotação de deputados do PCP na Assembleia da República)

Nota: Logo que possível, publicarei neste espaço alguns excertos do brilhante texto de João Marcelino, sobre este mesmo tema, publicado ontem na "Sábado". Um texto a não perder.

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

A(s) Página(s)


(clique nas imagens para ampliar)

Está nas bancas o n.º 15 do "Centro".
Desta feita. "A Página do Mário" são... duas.

Nova localidade no Alentejo…

(recebida por e-mail)

Camarate


Não são precisas mais palavras.

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Fotos do "derby" - II

Fotos do "derby"

Victor Baptista, deputado socialista

Acabo de ouvir na TSF o deputado Victor Baptista a discursar na Assembleia da República, a defender com vigor o ministro das Finanças. "Indignadíssimo", afirmou o jornalista.

Victor Baptista, deputado socialista, a defender um ministro socialista. E a usar palavras como "indigna", "inaceitável" e "inadmissível" para classificar uma declaração de um deputado do PSD, que comparou o ministro português ao célebre ministro da Informação de Saddam Hussein.

Como eu gostava de ver (neste caso, ouvir) Victor Baptista, meu conterrâneo, a lutar com o mesmo vigor, na Assembleia da República, contra a co-incineração de resíduos industriais perigosos que o Governo quer "atirar" para o concelho de Coimbra.