Esta é "A página do Mário" que faz parte do n.º 13 do quinzenário "Centro", que chegou hoje às bancas.
quinta-feira, 2 de novembro de 2006
A página de hoje
Esta é "A página do Mário" que faz parte do n.º 13 do quinzenário "Centro", que chegou hoje às bancas.
segunda-feira, 30 de outubro de 2006
Campeã ibérica
Conferência

(clique na imagem para ampliar)
Numa iniciativa do Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais, tem lugar no próximo dia 8 de Novembro (quarta-feira), a partir das 17h30, no Instituto Justiça e Paz, em Coimbra, uma conferência intitulada "Imprensa Regional: que futuro?".
A inscrição é gratuita - basta enviar uma mensagem de correio electrónico para imprensaregional@gmail.com
A conferencista é professora na Universidade Pontifícia de Salamanca.
Trata-se de uma organização inédita do secretariado diocesano, numa lógica de serviço à comunidade.
Anedota
A minha amiga Fátima acaba de me enviar uma mensagem, que ela classifica como "uma das melhores anedotas feministas de sempre".
Ei-la:
Ei-la:
Fascinado com as tarefas domésticas, o meu marido resolveu lavar uma camisola dele.
Um bom bocado depois de ter chegado ao pé da máquina de lavar, gritou-me de lá:
- Que programa de lavagem é que devo usar na máquina?
- Isso depende - respondi-lhe. - O que é que diz na camisola?
Ele gritou outra vez, muito feliz com a resposta:
- Mantorras!
E ainda falam das loiras...
Um bom bocado depois de ter chegado ao pé da máquina de lavar, gritou-me de lá:
- Que programa de lavagem é que devo usar na máquina?
- Isso depende - respondi-lhe. - O que é que diz na camisola?
Ele gritou outra vez, muito feliz com a resposta:
- Mantorras!
E ainda falam das loiras...
Desabafo
"Não sei se alguém teve oportunidade de observar a reportagem que acaba de passar na TVI, relativa ao Varzim.
Sob o título "Alunos-jogadores: cada vez mais", foram apresentados jogadores universitários do Varzim, um deles já a frequentar o Mestrado.
Foi referida a aposta na formação dos mais jovens e o prémio associado aos bons resultados escolares: a possibilidade de treinarem com os mais velhos.
Fiquei dividido, não sei se core de vergonha, se espume de raiva e indignação. Enquanto nos deixamos arrastar para o esgoto, outros vão paulatinamente fazendo aquilo que sempre foi nosso".
(Rogério Puga Leal, professor universitário, residente em Lisboa, sócio da Académica)
Sob o título "Alunos-jogadores: cada vez mais", foram apresentados jogadores universitários do Varzim, um deles já a frequentar o Mestrado.
Foi referida a aposta na formação dos mais jovens e o prémio associado aos bons resultados escolares: a possibilidade de treinarem com os mais velhos.
Fiquei dividido, não sei se core de vergonha, se espume de raiva e indignação. Enquanto nos deixamos arrastar para o esgoto, outros vão paulatinamente fazendo aquilo que sempre foi nosso".
Título desnecessário
domingo, 29 de outubro de 2006
Clássico

Não estive com grande atenção, mas pareceu-me que o FC Porto-Benfica, de ontem à noite, foi um grande jogo.
Aliás, tanto nestes tempos de "Apito Dourado" como em qualquer outra altura, o 3-2 nas Antas é sempre um bom resultado para qualquer equipa.
O que posso garantir é que, na Casa dos Frangos de Oliveira do Hospital, na Catraia de S. Paio, a canja estava uma delícia.
E posso garantir ainda outra coisa: quando o Benfica fez o 2-2 o restaurante levantou-se, a aplaudir. Todos os outros golos passaram quase despercebidos.
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
Dia diferente
Hoje era testemunha num julgamento. Passei o dia no tribunal, das 9 às 17. Tenho de voltar no dia 22.
Como tinha em mãos um trabalho urgente, para entregar ainda hoje ou amanhã de manhã, cheguei à Redacção por volta das 18h30 e... cá estou.
Fui fazendo o que tinha a fazer e, ao mesmo tempo, fui acompanhando na televisão pequenina, a preto e branco, o Beira Mar-Sporting; uma olhadela agora, outra depois, as repetições dos golos.
O jogo acabou agora mesmo. Resultado: 3-3. Emocionante.
E decidi vir aqui ao blog para deixar uma impressão: dá gosto ver (e ouvir) o futebol na TVI.
Como tinha em mãos um trabalho urgente, para entregar ainda hoje ou amanhã de manhã, cheguei à Redacção por volta das 18h30 e... cá estou.
Fui fazendo o que tinha a fazer e, ao mesmo tempo, fui acompanhando na televisão pequenina, a preto e branco, o Beira Mar-Sporting; uma olhadela agora, outra depois, as repetições dos golos.
O jogo acabou agora mesmo. Resultado: 3-3. Emocionante.
E decidi vir aqui ao blog para deixar uma impressão: dá gosto ver (e ouvir) o futebol na TVI.
quarta-feira, 25 de outubro de 2006
Esquecimento?
Boas notícias
Portugal é um país soalheiro. Está preparado para o sol.
O pior é quando chove...
(Hoje de manhã, na minha zona, havia terra e lama por tudo quanto era sítio, calçadas levantadas, sargetas entupidas, pavimentos repletos de "destroços" da chuvada da noite)

Não desesperemos, nem acusemos os "responsáveis" que não sabem acautelar as consequências da chuva.
Sexta-feira volta o sol.
O pior é quando chove...
(Hoje de manhã, na minha zona, havia terra e lama por tudo quanto era sítio, calçadas levantadas, sargetas entupidas, pavimentos repletos de "destroços" da chuvada da noite)

Não desesperemos, nem acusemos os "responsáveis" que não sabem acautelar as consequências da chuva.
Sexta-feira volta o sol.
terça-feira, 24 de outubro de 2006
Sócrates sem graça
Era inevitável.
O primeiro sinal foi dado nas eleições autárquicas do ano passado, com a clara derrota do Partido Socialista.
Vieram depois as eleições presidenciais e o naufrágio de Mário Soares, o candidato oficial dos socialistas.
Seguiram-se as medidas de combate ao défice, todas elas no mesmo sentido: fazer "apertar o cinto" aos que menos têm.
Surge agora a proposta de Orçamento de Estado para 2007 e vê-se que o Governo, tão decidido nas palavras, não tem força para fazer parar a despesa do sector que ele próprio gere. Ou seja: o cidadão que gaste menos, porque o Estado vai gastar ainda mais.
Ao mesmo tempo, sucedem-se as "trapalhadas" ao melhor estilo do Governo anterior: é o ministro que decreta o fim da crise, o secretário de Estado que culpa os consumidores do aumento do preço da electricidade, as contas erradas no orçamento do próprio gabinete do primeiro-ministro. Para já não falar da "bronca" com os exames de acesso à Universidade, dos escândalos na instituição militar e das promessas não cumpridas (taxas moderadoras na Saúde e portagens nas SCUTs, entre outras). Um fartote!
Era inevitável: acabou o estado de graça de José Sócrates.
Começou a contagem decrescente.
O primeiro sinal foi dado nas eleições autárquicas do ano passado, com a clara derrota do Partido Socialista.
Vieram depois as eleições presidenciais e o naufrágio de Mário Soares, o candidato oficial dos socialistas.
Seguiram-se as medidas de combate ao défice, todas elas no mesmo sentido: fazer "apertar o cinto" aos que menos têm.
Surge agora a proposta de Orçamento de Estado para 2007 e vê-se que o Governo, tão decidido nas palavras, não tem força para fazer parar a despesa do sector que ele próprio gere. Ou seja: o cidadão que gaste menos, porque o Estado vai gastar ainda mais.
Ao mesmo tempo, sucedem-se as "trapalhadas" ao melhor estilo do Governo anterior: é o ministro que decreta o fim da crise, o secretário de Estado que culpa os consumidores do aumento do preço da electricidade, as contas erradas no orçamento do próprio gabinete do primeiro-ministro. Para já não falar da "bronca" com os exames de acesso à Universidade, dos escândalos na instituição militar e das promessas não cumpridas (taxas moderadoras na Saúde e portagens nas SCUTs, entre outras). Um fartote!
Era inevitável: acabou o estado de graça de José Sócrates.
Começou a contagem decrescente.
segunda-feira, 23 de outubro de 2006
quinta-feira, 19 de outubro de 2006
As horas do Rivoli

Um grupo de cidadãos resolveu entrincheirar-se, durante alguns dias, dentro do Teatro Rivoli, no Porto.
Hoje, às 6 da manhã, a PSP terminou com a ocupação, desalojou os manifestantes e levou-os para a esquadra. Amanhã comparecerão em tribunal.
Há pouco, na TSF, um desses cidadãos entrincheirados lamentava o facto da polícia ter acabado com o protesto a uma hora em que não havia ninguém para ver.
Tentemos adivinhar qual seria a "melhor hora" para o referido entrincheirado...
Quer-me parecer que haveria duas "horas boas": as 13h00 e as 20h00. O horário dos telejornais.
Hoje, às 6 da manhã, a PSP terminou com a ocupação, desalojou os manifestantes e levou-os para a esquadra. Amanhã comparecerão em tribunal.
Há pouco, na TSF, um desses cidadãos entrincheirados lamentava o facto da polícia ter acabado com o protesto a uma hora em que não havia ninguém para ver.
Tentemos adivinhar qual seria a "melhor hora" para o referido entrincheirado...
Quer-me parecer que haveria duas "horas boas": as 13h00 e as 20h00. O horário dos telejornais.
quarta-feira, 18 de outubro de 2006
Os blogues e os jornais

Há pouco mais de 10 anos, o “Jornal de Notícias” enviou-me durante quase duas semanas para Paris, para fazer a reportagem do referendo (e do debate quente que existia na sociedade francesa) sobre o Tratado de Maastricht.
Foi uma experiência enriquecedora. Mas... com muitas dificuldades. Ainda não havia telemóveis, não havia computadores portáteis. Fui com a máquina de escrever, batia os textos, pedia na recepção do hotel que enviassem o fax para o jornal e, à hora combinada, tinha de telefonar para saber se “o material” chegara em condições.
Hoje, é tudo diferente. Em qualquer lado há “rede”, chega-se com o portátil, escreve-se e envia-se. E se há qualquer problema, pega-se no telemóvel e esclarece-se o assunto de imediato.
O Mundo mudou muito nestes últimos anos. Hoje, o correio electrónico é indispensável. Na revista onde trabalho, as colaborações já chegam todas – à excepção de uma – por via electrónica; os textos e as fotos. Muito do “expediente comercial” também já circula por esta via: até, mesmo, alguns pagamentos.
Ou seja, no planeamento do dia de trabalho há que considerar uma fatia de tempo para os assuntos da Net; e, de preferência, há que estar constantemente ligado, para poder responder com prontidão a qualquer pergunta. Não há que discutir: hoje, as coisas são assim; são diferentes.
No entanto, os jornais – quase todos com as tiragens em queda – ainda não entenderam verdadeiramente o que está a acontecer. Olham de soslaio para a Net e, por arrastamento, para os seus conteúdos.
Actualmente, o cidadão que quer estar informado tem necessariamente de recorrer à Net. E dentro desta tem de reservar algum dos seu tempo para olhar (pelo menos, olhar) os blogues.
Cá por Coimbra, há alguns blogues que são de leitura quase obrigatória – e que vão suscitando um interesse cada vez maior, se olharmos ao número de visitas e de comentários que os leitores lá deixam.
Trago hoje aqui quatro “links”. “O Piolho da Solum”, um blogue bem disposto, faz diariamente, logo pela manhã, um resumo do noticiário do dia, comenta assuntos de interesse da comunidade e, de vez em quando, mostra fotografias de Coimbra antiga. E, pelo meio, há muita brincadeira e textos que nos fazem sorrir.
No “Política & House”, um blogue que dá muita atenção às questões internas do Partido Socialista, vão aparecendo textos – mais ou menos mordazes – sobre assuntos da cidade e do país. Nos últimos tempos, têm estado a ser publicados os rendimentos de alguns titulares de cargos políticos da região, com base nas declarações entregues no Tribunal Constitucional.
Crítico da actual direcção da Académica/OAF, o blogue “Pardalitos do Choupal” informa exaustivamente sobre o futebol da Briosa e a Académica em geral, divulga o calendário de jogos do fim-de-semana, informa sobre os resultados de todas as equipas e relata alguns jogos minuto-a-minuto, como ainda sucedeu no domingo. Depois, e por entre muita polémica estéril, surgem volta e meia textos de grande qualidade, como aquele que o ex-dirigente Fernando Pompeu publicou na semana passada e que até segunda-feira já tinha suscitado 144 (!) comentários.
Uma palavra final para o “Porta-Aviões”, que voltou a navegar há poucos dias. Criado pelo médico Maló de Abreu, é um espaço mordaz, na linha da histórica ironia coimbrã. Por ali passam assuntos de política nacional, política autárquica e – não fosse o seu criador um ex-candidato à presidência da Académica/OAF – temas ligados à Briosa.
A terminar, que o texto vai longo: muita da informação a que se tem acesso nos blogues não está habitualmente disponível nas páginas dos jornais. E é este desafio que os jornais não podem continuar a ignorar, sob pena de verem os leitores fugir. Porque, quer se queira quer não, o Mundo está mesmo diferente. Muito diferente.
Foi uma experiência enriquecedora. Mas... com muitas dificuldades. Ainda não havia telemóveis, não havia computadores portáteis. Fui com a máquina de escrever, batia os textos, pedia na recepção do hotel que enviassem o fax para o jornal e, à hora combinada, tinha de telefonar para saber se “o material” chegara em condições.
Hoje, é tudo diferente. Em qualquer lado há “rede”, chega-se com o portátil, escreve-se e envia-se. E se há qualquer problema, pega-se no telemóvel e esclarece-se o assunto de imediato.
O Mundo mudou muito nestes últimos anos. Hoje, o correio electrónico é indispensável. Na revista onde trabalho, as colaborações já chegam todas – à excepção de uma – por via electrónica; os textos e as fotos. Muito do “expediente comercial” também já circula por esta via: até, mesmo, alguns pagamentos.
Ou seja, no planeamento do dia de trabalho há que considerar uma fatia de tempo para os assuntos da Net; e, de preferência, há que estar constantemente ligado, para poder responder com prontidão a qualquer pergunta. Não há que discutir: hoje, as coisas são assim; são diferentes.
No entanto, os jornais – quase todos com as tiragens em queda – ainda não entenderam verdadeiramente o que está a acontecer. Olham de soslaio para a Net e, por arrastamento, para os seus conteúdos.
Actualmente, o cidadão que quer estar informado tem necessariamente de recorrer à Net. E dentro desta tem de reservar algum dos seu tempo para olhar (pelo menos, olhar) os blogues.
Cá por Coimbra, há alguns blogues que são de leitura quase obrigatória – e que vão suscitando um interesse cada vez maior, se olharmos ao número de visitas e de comentários que os leitores lá deixam.
Trago hoje aqui quatro “links”. “O Piolho da Solum”, um blogue bem disposto, faz diariamente, logo pela manhã, um resumo do noticiário do dia, comenta assuntos de interesse da comunidade e, de vez em quando, mostra fotografias de Coimbra antiga. E, pelo meio, há muita brincadeira e textos que nos fazem sorrir.
No “Política & House”, um blogue que dá muita atenção às questões internas do Partido Socialista, vão aparecendo textos – mais ou menos mordazes – sobre assuntos da cidade e do país. Nos últimos tempos, têm estado a ser publicados os rendimentos de alguns titulares de cargos políticos da região, com base nas declarações entregues no Tribunal Constitucional.
Crítico da actual direcção da Académica/OAF, o blogue “Pardalitos do Choupal” informa exaustivamente sobre o futebol da Briosa e a Académica em geral, divulga o calendário de jogos do fim-de-semana, informa sobre os resultados de todas as equipas e relata alguns jogos minuto-a-minuto, como ainda sucedeu no domingo. Depois, e por entre muita polémica estéril, surgem volta e meia textos de grande qualidade, como aquele que o ex-dirigente Fernando Pompeu publicou na semana passada e que até segunda-feira já tinha suscitado 144 (!) comentários.
Uma palavra final para o “Porta-Aviões”, que voltou a navegar há poucos dias. Criado pelo médico Maló de Abreu, é um espaço mordaz, na linha da histórica ironia coimbrã. Por ali passam assuntos de política nacional, política autárquica e – não fosse o seu criador um ex-candidato à presidência da Académica/OAF – temas ligados à Briosa.
A terminar, que o texto vai longo: muita da informação a que se tem acesso nos blogues não está habitualmente disponível nas páginas dos jornais. E é este desafio que os jornais não podem continuar a ignorar, sob pena de verem os leitores fugir. Porque, quer se queira quer não, o Mundo está mesmo diferente. Muito diferente.
terça-feira, 17 de outubro de 2006
Os blogues e os jornais
Amanhã, no jornal "Centro" e aqui, uma reflexão sobre alguns blogues cá da terra.
segunda-feira, 16 de outubro de 2006
Derrota em Guifões

A minha equipa (os juvenis da Académica/OAF, recorde-se) voltou a perder. Desta feita, frente ao Pasteleira, por 2-0, num jogo disputado em Guifões (Matosinhos), mesmo à porta da Cimpor.
Foi a terceira derrota em três jogos fora de casa: 2-1 com o Boavista, 2-1 com o FC Porto e 2-0 agora. Mas ao contrário dos outros jogos, neste a minha equipa praticamente não jogou. Ou melhor, jogou no primeiro quarto-de-hora; depois disso... “apagou-se”.
Mas já lá vamos.
[Antes, porém, quero dizer-vos que os meus “dias de futebol” são sempre iguais: enquanto há jogo, ando à volta do campo com a máquina fotográfica, vou vendo os lances de sítios diferentes, ouvindo os comentários de uns e de outros. Quase nunca consigo registar os golos, porque fico curioso de ver como a jogada termina e... pronto, já foi golo e acabei por não tirar a foto. E lá vou andando para aqui e para lá, o que tem a grande vantagem de ver o jogo com os meus olhos, solitariamente, sem ser sugestionado por aqueles adeptos que passam os jogos a comentá-los continuamente em voz alta. É, afinal, uma mania como qualquer outra. Já agora, há outro ritual: o de no intervalo encontrar um restaurante para o almoço, onde por vezes se junta muita gente – o que, dado o número de comensais, não é tarefa fácil. Ontem fomos 19 à mesa, mas já tivemos almoços mais numerosos...]
Vem isto a propósito porque, ontem, nestas deambulações ao redor do campo, assisti a um episódio curioso – e significativo.
Apesar das reduzidas dimensões do campo (100 x 60) e do vento, a Académica começou a jogar bem, trocando a bola com rapidez e empurrando o adversário para a área. E ganhou dois ou três pontapés de canto quase seguidos. Num deles, estava eu mesmo atrás da baliza, ouvi o “capitão” do Pasteleira dizer aos colegas: “Vamos lá a meter o pé! Eles estão a fazer de nós o que querem. É preciso jogar com mais força!”.
Dito e feito. Num instante, o jogo mudou de feição. O Pasteleira começou a jogar (mais) duro, começou a dominar e acabou mesmo por marcar um golo, aos 22 minutos, creio que no primeiro remate que fez à baliza da Académica. E... acabou ali o jogo para a minha equipa.
Ainda faltava uma hora até ao final, mas a Académica nunca mais se encontrou. Acabou a 1.ª parte à deriva, começou a 2.ª parte mais calma. Pensou-se que ainda poderia ir atrás do empate. Mas rapidamente se viu que isso não iria suceder. A minha equipa – que sabe jogar à bola – quis trocar de pé para pé, mas o piso irregular não o permitia; quis jogar com calma, mas o adversário não dava espaços, não permitia pensar.
Assim, a 2.ª parte foi um duelo entre o pontapé para a frente dos portuenses e o tentar jogar junto ao solo dos conimbricenses. E como os outros se mostraram sempre mais rápidos, a fisionomia do jogo não se alterou. A diferença de velocidade sobre a bola decidiu o jogo.
Em conclusão: vitória certa do Pasteleira, sem discussão.
[Já agora: ao almoço houve caldeirada e depois um “passeio higiénico” na Foz. Estava uma linda tarde, quente, dezenas de surfistas na água. Foi um dia bem passado.]
Mas já lá vamos.
[Antes, porém, quero dizer-vos que os meus “dias de futebol” são sempre iguais: enquanto há jogo, ando à volta do campo com a máquina fotográfica, vou vendo os lances de sítios diferentes, ouvindo os comentários de uns e de outros. Quase nunca consigo registar os golos, porque fico curioso de ver como a jogada termina e... pronto, já foi golo e acabei por não tirar a foto. E lá vou andando para aqui e para lá, o que tem a grande vantagem de ver o jogo com os meus olhos, solitariamente, sem ser sugestionado por aqueles adeptos que passam os jogos a comentá-los continuamente em voz alta. É, afinal, uma mania como qualquer outra. Já agora, há outro ritual: o de no intervalo encontrar um restaurante para o almoço, onde por vezes se junta muita gente – o que, dado o número de comensais, não é tarefa fácil. Ontem fomos 19 à mesa, mas já tivemos almoços mais numerosos...]
Vem isto a propósito porque, ontem, nestas deambulações ao redor do campo, assisti a um episódio curioso – e significativo.
Apesar das reduzidas dimensões do campo (100 x 60) e do vento, a Académica começou a jogar bem, trocando a bola com rapidez e empurrando o adversário para a área. E ganhou dois ou três pontapés de canto quase seguidos. Num deles, estava eu mesmo atrás da baliza, ouvi o “capitão” do Pasteleira dizer aos colegas: “Vamos lá a meter o pé! Eles estão a fazer de nós o que querem. É preciso jogar com mais força!”.
Dito e feito. Num instante, o jogo mudou de feição. O Pasteleira começou a jogar (mais) duro, começou a dominar e acabou mesmo por marcar um golo, aos 22 minutos, creio que no primeiro remate que fez à baliza da Académica. E... acabou ali o jogo para a minha equipa.
Ainda faltava uma hora até ao final, mas a Académica nunca mais se encontrou. Acabou a 1.ª parte à deriva, começou a 2.ª parte mais calma. Pensou-se que ainda poderia ir atrás do empate. Mas rapidamente se viu que isso não iria suceder. A minha equipa – que sabe jogar à bola – quis trocar de pé para pé, mas o piso irregular não o permitia; quis jogar com calma, mas o adversário não dava espaços, não permitia pensar.
Assim, a 2.ª parte foi um duelo entre o pontapé para a frente dos portuenses e o tentar jogar junto ao solo dos conimbricenses. E como os outros se mostraram sempre mais rápidos, a fisionomia do jogo não se alterou. A diferença de velocidade sobre a bola decidiu o jogo.
Em conclusão: vitória certa do Pasteleira, sem discussão.
[Já agora: ao almoço houve caldeirada e depois um “passeio higiénico” na Foz. Estava uma linda tarde, quente, dezenas de surfistas na água. Foi um dia bem passado.]
sábado, 14 de outubro de 2006
Mário Nogueira

Fomos colegas de turma na Escola do Magistério Primário - éramos os únicos Mários numa escola repleta de Marias.
Estivemos em lados diferentes nas primeiras eleições para a Associação de Estudantes.
Voltámos a defrontar-nos numas eleições para o Sindicato dos Professores da Zona Centro.
Apesar das diferenças ideológicas, mantivemos sempre o contacto. Hoje, somos quase vizinhos numa das freguesias esquecidas de Coimbra, longe de Doces Vidas e quejandos.
Continuamos a ver-nos quando o destino cruza os nossos caminhos.
Admiro-o pela capacidade de luta, pela defesa constante dos valores que defende. E muitos dos valores "dele" são "meus" também.
Veio para estudar e cá ficou. Coimbra já lhe deve muito - na intervenção política, na luta sindical, na dedicação ao desporto.
Se o ridículo matasse...
sexta-feira, 13 de outubro de 2006
Perguntas
Como se sentirá o primeiro-ministro de um governo socialista ao ver tantos trabalhadores nas ruas a protestar?
Triste?
Como se sentirá o primeiro-ministro de um governo socialista ao ver que as suas medidas não são contestadas pelos detentores do capital?
Incomodado?
...
Fará sentido falar hoje de socialismo?
...
O que vale é que é sexta-feira. Vem aí o fim-de-semana e a malta pensa noutras coisas.
Triste?
Como se sentirá o primeiro-ministro de um governo socialista ao ver que as suas medidas não são contestadas pelos detentores do capital?
Incomodado?
...
Fará sentido falar hoje de socialismo?
...
O que vale é que é sexta-feira. Vem aí o fim-de-semana e a malta pensa noutras coisas.
quinta-feira, 12 de outubro de 2006
Polónia
terça-feira, 10 de outubro de 2006
Selecção
Já há muito que não via uma equipa com tanta vontade de vencer como a selecção de sub-21, hoje, frente à Rússia.
Durante 75 minutos, até chegar o 3-0, a Rússia andou atrás da bola.
Sem grandes "artistas", a equipa portuguesa mostrou que a vontade é mais de meio caminho andado para o sucesso.
Durante 75 minutos, até chegar o 3-0, a Rússia andou atrás da bola.
Sem grandes "artistas", a equipa portuguesa mostrou que a vontade é mais de meio caminho andado para o sucesso.
Coimbra capital da Cultura
Há dias recebi um convite para a apresentação de um livro de A. Santos Martins, amanhã, dia 11, às 18h00, na Casa Municipal da Cultura.
Acabo agora de receber outro convite, para assistir amanhã, dia 11, às 18h00, na Casa Municipal da Cultura, à apresentação de um livro de Carlos Pinto Coelho.
Lá diz o Povo que "não há fome que não dê em fartura".
Acabo agora de receber outro convite, para assistir amanhã, dia 11, às 18h00, na Casa Municipal da Cultura, à apresentação de um livro de Carlos Pinto Coelho.
Lá diz o Povo que "não há fome que não dê em fartura".
Ai estes franceses!
"Portugal ainda está muito longe de chegar ao nível dos outros países europeus. E então os preços nem se fala!... O que eu não compreendo é como num país onde se ganha uma miséria se podem pagar preços milionários. Em França eu pago 29.90 euros por mês, por internet ilimitada e telefone para toda a França, assim como para Portugal para todas as chamadas para a rede fixa".
Encontrei hoje na Net este desabafo de um emigrante português em França.
Não há dúvida que continuamos a ser um país... diferente.
Encontrei hoje na Net este desabafo de um emigrante português em França.
Não há dúvida que continuamos a ser um país... diferente.
segunda-feira, 9 de outubro de 2006
Fim-de-semana desportivo
No sábado, como já referi, estive no Estádio do Bessa, no Portugal, 3 - Azerbaijão, 0.
Duas notas, apenas:
1. Sempre que a bola chegava aos pés de Cristiano Ronaldo, o jogo ganhava uma dimensão maior.
2. Foi pena ver as bancadas com tantos lugares vazios. A Federação deve rever o modo de venda dos bilhetes. Para quem vive em Coimbra era praticamente impossível adquirir um bilhete antecipadamente, já que eles apenas foram colocados à venda em Lisboa e no Porto.

No domingo de manhã, vi o U. Coimbra, 1 - Boavista, 2 e ainda fui dar uma olhadela ao Eirense, 0 - Vigor, 4 (ambos de juvenis).
Resultado indiscutível em Eiras. Na Arregaça, faltaram 6 minutos para os unionistas segurarem o empate perante o "candidato" Boavista.
Na época passada, os juvenis do Vigor foram "a minha equipa".
Duas notas, apenas:
1. Sempre que a bola chegava aos pés de Cristiano Ronaldo, o jogo ganhava uma dimensão maior.
2. Foi pena ver as bancadas com tantos lugares vazios. A Federação deve rever o modo de venda dos bilhetes. Para quem vive em Coimbra era praticamente impossível adquirir um bilhete antecipadamente, já que eles apenas foram colocados à venda em Lisboa e no Porto.

No domingo de manhã, vi o U. Coimbra, 1 - Boavista, 2 e ainda fui dar uma olhadela ao Eirense, 0 - Vigor, 4 (ambos de juvenis).
Resultado indiscutível em Eiras. Na Arregaça, faltaram 6 minutos para os unionistas segurarem o empate perante o "candidato" Boavista.
Na época passada, os juvenis do Vigor foram "a minha equipa".
domingo, 8 de outubro de 2006
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