quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Rendimentos na Net: desnorte socialista
A táctica é conhecida: dar o "lamiré" de uma decisão polémica e esperar para ver qual é a reacção.
Desta feita, porém, a coisa parece diferente.
Três vice-presidentes (repito, vice-presidentes) da bancada parlamentar do PS defenderam a publicação na Internet dos rendimentos de todos os portugueses.
De manhã o "Diário de Notícias"apareceu com a notícia, em grande destaque, na primeira página.
À tarde, o presidente do grupo parlamentar socialista veio afirmar que não se trata de uma proposta do PS e que enquanto ele exercer funções a medida não será apresentada na Assembleia da República.
Querem melhor exemplo do desnorte socialista?
PS – Sou a favor de que se publique na Internet o valor patrimonial dos edifícios sujeitos a IMI. Gostaria de saber, por exemplo, se há muitos mais cidadãos a pagar, como eu pago, cerca de 800 euros anuais por um modesto apartamento numa zona modesta de Coimbra... Mas a denominada "justiça fiscal" não chega a tanto.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
«Não julguem que me intimidam»
Mário Crespo: problema resolvido (?)
A decisão do JN
O pior primeiro-ministro
«Tenho em comum com Mário Crespo o facto de trabalharmos num grupo onde nada disto acontece (felizmente não será o único). Talvez não estejamos inteiramente preparados para o mundo 'lá fora', onde as palavras têm de ser medidas, onde não se pode escrever preto no branco, como aqui faço, que Sócrates é o pior primeiro-ministro no que respeita à Comunicação Social; o único que telefona e berra com jornalistas, directores, com quem pode. O único em que nestes mais de 30 anos que levo de vida jornalística, se preocupa doentiamente com o que dizem dele, em vez de mostrar grandeza e fair-play com o que de errado e certo propaga a Comunicação Social.
Lamento dizê-lo, tanto mais que é nosso primeiro-ministro e seguramente tem trabalhado muito e o melhor que sabe.
Mas é a verdade, e num momento destes a verdade não se pode esconder.»
(Henrique Monteiro, director do "Expresso")
Este não é o meu "Jornal de Notícias"
Trabalhei na Empresa do Jornal de Notícias durante mais de uma década – no "Notícias da Tarde", em "O Jogo" e no "Jornal de Notícias", onde quando saí para ajudar a fundar o "Diário As Beiras" era o coordenador da secção de Política/Economia.
O que posso dizer é que este (o actual) não é o meu "JN".
PS - Desde quando é que um texto de opinião não se pode basear em factos?!!! (Aliás, a opinião não é - OBRIGATORIAMENTE - sobre factos?)
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Mário Crespo

Como habitualmente, estou sentado frente ao televisor a ver o "Jornal das 9", apresentado por Mário Crespo. O meu telejornal diário.
Do que tenho a certeza, certeza absoluta, é que nunca assistirei a um jornal televisivo apresentado por José Sócrates. Ou Pedro Silva Pereira. Ou Jorge Lacão.
O país de Sócrates (II)
No texto, o jornalista da SIC refere ter sido o “epicentro” de uma conversa entre José Sócrates, o ministro do presidência, Pedro Silva Pereira, o ministro dos assuntos parlamentares, Jorge Lacão, e o executivo de uma televisão, cuja identidade não é revelada. “Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de “ir para o manicómio”. Fui descrito como “um profissional impreparado”, descreve Mário Crespo.
(...) O jornalista ataca os membros do governo, referindo que “Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre”.»
Não são necessárias mais palavras.
Dragões amparados
(António Boronha)
O país de Sócrates
(José Manuel Fernandes, ex-director do "Público", no Facebook)
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
A herança de Sócrates
A Taxa de Desemprego em Portugal subiu em Dezembro para 10,4%. Os dados divulgados hoje pelo Eurostat revelam que este valor supera a média da Zona Euro e a média da União Europeia.
(in "Jornal de Negócios")
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Diálogo no "Facebook"
Ainda há moralidade na classe política, com ministros a abdicar de parte do salário se o défice não baixar...
Mario Martins
Acreditas? Não me digas que és ingénua...
Isabel Peixoto
Mário! Eu acredito é que, infelizmente, há quem acredite em patranhas como esta.
Isabel Peixoto
Até te digo mais: um ministro dizer uma coisa destas a título de dar o exemplo só lhe fica mal. Não são os ministros que ganham balúridos nem que os ganham injustamente! Ainda que fossem, em que é que a atitude adiantava? O mal deste país continuam a ser os milhões que se roubam vergonhosamente ao Estado. E insisto no post de ontem: as contas do Bagão Félix, se estão correctas, são assustadoras! E ninguém se incomoda!
Mário Martins
Tenho pena de ter chegado mesmo nas despedidas do Bagão Félix. Não ouvi a entrevista.
Mas se eles querem cortar nas despesas, comecem pelas autarquias: carros individuais com motorista, telemóveis de serviço para todo o serviço, assessores, festanças, conceryos, fogos-de-artifício, piscinas e pavilhões que ninguém utiliza. E depois passem para os gabinetes ministeriais: assessores, pareceres, cerimónias (lembras-te dos 500.000 mil euros que custa cada anúncio de uma nova estrada, com tendas, "catering" e convidados às centenas?)...
E o que dizer das empresas municipais? E das regiões de turismo? E das empresas públicas? E dos serviços do Estado onda há gente que não tem que fazer?
Eles brincam com a malta. Mas a malta gosta – e ainda vota neles. Ora toma!
Orçamento e outras coisas...
Assim, sem papas na língua, escrevia em Outubro de 2008 o economista Pedro Braz Teixeira sobre o documento apresentado pelo Governo de José Sócrates para servir de base à política económica em 2009.
Aquilo que se conhece parece dar inteira razão ao economista.
Uma maneira de fugir à crise é ficar em casa defronte do televisor.
(Desde que não se abuse da cerveja e dos amendoins...)
Os portugueses passam, em média, três horas, 29 minutos e seis segundos diariamente frente ao écrã. Mesmo assim, o consumo televisivo baixou seis minutos por dia no último ano.
A Google é, cada vez mais, o "parceiro" de cada um de nós em termos de mundo virtual.
É o e-mail, são os grupos, os mapas, os blogues...
Agora, a Google passou a disponibilizar uma nova funcionalidade que permite carregar, guardar e partilhar qualquer tipo de ficheiro, através do Google Docs.
Para além dos ficheiros de e-mail, passa ser também possível carregar qualquer ficheiro até 250 megabytes.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Não acredito nas previsões do ministro
Ele explica as ideias, os números, o défice, a dívida externa... Minutos e minutos de entrevista.
Quanto a mim, não foi convincente.
Aliás, estava a ouvi-lo e recordava afirmações que o mesmo ministro fez ainda há pouco tempo e que se revelaram completamente erradas.
A Internet tem a vantagem de ser um "caderno de apontamentos" sempre disponível.
Basta procurar por "défice de 2009" e encontramos muitas razões para não acreditar nas previsões de Teixeira dos Santos.
Eis alguns exemplos...
Em Outubro de 2008, «em pleno furacão da crise económica mundial», o Governo apontava para um défice de 2,2% em 2009. Meses mais tarde mudou a previsão.
Há quatro meses, em finais de Setembro de 2009, o INE anunciou que «Portugal mantém previsão do défice público em 5,9%».
A 19 de Novembro, no entanto, Teixeira dos Santos já afirmava que «o Governo toma como valor de referência para o défice em 2009 a estimativa de 8% e que a consolidação orçamental será prioridade a partir de 2011».
Em Dezembro de 2009 (no mês passado!), o mesmo ministro previa um défice de 8,4% a 8,5%.
Ontem, finalmente, soube-se que o défice de 2009 foi de 9,3% e que a consolidação orçamental começa já em 2010 e não em 2011.
É por tudo isto que não acredito nas previsões do ministro.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Outra "trapalhada"
Afinal, o documento não está pronto e a entrega foi adiada para as 22h00.
Vamos ver se a hora não será ainda novamente alterada.
Os governos de José Sócrates são os campeões indiscutíveis das "trapalhadas". Esta é apenas mais uma.
PS - Se os credores internacionais estão à espera do Orçamento para aumentar os juros da dívida portuguesa, este atraso - que se sucede à "trapalhada" da entrega do mesmo documento no ano passado - não deixa certamente de ser significativo. Pelas piores razões, claro.
PS 1 - Esta situação diz bem da qualidade política de quem nos governa. Se nem um documento conseguem terminar à hora que eles próprios definem...
PS 2 - É preciso não esquecer que está em causa o Orçamento de Estado para 2010. E hoje é dia 26 de Janeiro.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Portas sorri, Teixeira sorri
Acabo de ver o ministro Teixeira dos Santos, das Finanças, responder com um sorriso quando perguntado sobre o que espera da referida conferência de Imprensa do CDS.
Adivinho o que Paulo Portas vai dizer mais logo.
Posso, por isso, ocupar o tempo noutras actividades.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Manuela, Portas e Sócrates
Paulo Portas disse na quinta-feira querer falar com o primeiro-ministro. Sócrates marcou para hoje (sexta-feira).
Se eu fosse Manuela Ferreira Leite sei o que faria amanhã.
E depois, na votação do Orçamento do Estado.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Governo folclórico
O Governo começa a divulgar ideias a propósito do próximo Orçamento de Estado: portugueses vão poder votar em qualquer local do país, independentemente do local de recenseamento; abertura de conta-poupança em nome de cada criança que nascer.
Confirma-se que o Governo e o País são realidades distintas.








