terça-feira, 7 de novembro de 2006
Amanhã ao fim da tarde
Para quem se interessa pela comunicação social, esta é uma oportunidade a não perder.
segunda-feira, 6 de novembro de 2006
Seniores venceram (2-0)

O "fim-de-semana desportivo" acabou com a ida ao Calhabé (em termos de deslocações a campos, é claro; porque o convívio com os amigos continuou até mais tarde, porque ainda havia uns petiscos e o jogo do Benfica na televisão...).
A Académica venceu com justiça, por 2-0, num jogo que teve a curiosidade a ver Dário frente-a-frente com Pedro Roma (na foto).
Na 1.ª parte, o jogo foi paupérrimo e confesso que cheguei a adormecer; felizmente, a meu lado, alguém fez o favor de me despertar.
A 2.ª parte foi melhor, com a Académica mais mexida. Mas sempre tudo muito calmo.
As emoções fortes vivi-as de manhã.
U. Coimbra - FC Porto

Da Feira a Coimbra foi um salto.
Ao meio-dia já estava no Campo da Arregaça, onde se jogava o U. Coimbra-FC Porto. (Quando se gosta de futebol jovem, é assim.)
Ainda vi a 2.ª parte quase toda. Emocionante.
O resultado estava em 1-1, os portistas atacavam, atacavam e os unionistas tentavam a resposta rápida em contra-ataque. A velha história de David contra Golias.
O U. Coimbra aguentou-se bem, o resultado não se alterou e o FC Porto deixou de contar por vitórias todos os jogos disputados.
***
O golo unionista foi marcado por André Gonçalves (na foto), que fez parte da "minha equipa" nos últimos anos, na sequência de um livre indirecto.
Juvenis venceram (4-3)

Os juvenis da Académica (a minha equipa, recorde-se) venceram o Feirense, no campo relvado do adversário, por 4-3, após um jogo emocionante.
A marcha do marcador foi a seguinte: Feirense, 0 - Académica, 1; 1-1, 1-2 (intervalo) , 2-2, 3-2, 3-3 e 3-4.
Em termos gerais, pode escrever-se que nada há a opor à vitória da Académica, mas a verdade é que a minha equipa foi feliz. Mas também é verdade que a sorte que teve agora frente ao Feirense é comparável aos azares nos jogos com Boavista e FC Porto (derrotas por 2-1 em ambos os jogos). Ou seja, a contabilidade ficou acertada.
Quanto ao jogo, a equipa marcou logo aos 5 minutos, de grande penalidade, na sequência de uma fase bem agradável. 0-1.
Depois, o desafio continuou em toada de equilíbrio. Entretanto, a minha equipa "esqueceu-se" que o futebol é também defender e o Feirense começou a incomodar, aparecendo com vários jogadores com a bola controlada à entrada da área. E veio o empate. 1-1.
Ao futebol mais calculista do adversário, respondeu a Académica com um tipo de jogo mais directo e mais rápido. E voltou a marcar. 1-2.
O intervalo chegou com o Feirense "em cima", mas sem conseguir marcar. A meu lado, um adepto local comentava: "O empate já será bom...".
A 2.ª parte começou do mesmo modo. A Académica defendia como podia, "eles" apareciam embalados a caminho da baliza. E chegou novo empate. 2-2.
Como a equipa local continuava a dominar, o mesmo adepto voltou a usar da palavra: "Agora, o empate já não é um bom resultado". Olhando à "verdade do jogo", ele tinha razão: o empate não era mesmo um resultado certo. E o Feirense colocou-se em vantagem pela primeira vez, 3-2.
Estava feito o resultado?... Parecia que sim. No entanto, a minha equipa não "abanou" e na última dezena de minutos viu a sorte sorrir-lhe: o árbitro assinalou livre directo em cima da linha lateral, a uns bons 25 metros da baliza, Peixinho arrancou o cruzamento e... golaço! A bola entrou mesmo junto à trave, impossível de defender por um guarda-redes que se colocara à entrada da pequena área, a pensar no cruzamento. 3-3.
Então, sim, sentiu-se que a sorte sorrira à Académica. Mas a equipa, personalizada, queria mais e a 5 minutos do final chegou à vitória, numa jogada concluída pelo mesmo Peixinho. 3-4!
Deitara-me depois das 2h00, levantara-me antes das 7h00, chegara à Feira às 8h30, meio adormecido, eram 11h00 da manhã e já tinha sentido aquela sensação única de um jogo com resultado imprevisível. Muita adrenalina. O dia começava bem.
Parabéns, rapazes!
Juniores perderam (2-0)

O FC Porto venceu esta tarde a Académica, em juniores, por 2-0, no Estádio de Taveiro, com um golo em cada parte.
Venceu a equipa mais adulta, mais rápida sobre a bola e... mais eficaz. Nada a dizer, portanto, da vitória dos portistas.
Mas - há sempre um mas... - é bom que se diga que o desfecho do jogo poderia ter sido precisamente o inverso. É verdade. Nos primeiros minutos, Traquina falhou por duas vezes o golo. Ainda antes do FC Porto marcar, Hugo Seco, completamente isolado, chegou à grande área e rematou para as mãos do guarda-redes.
Na jogada imediata, numa oportunidade de golo menos evidente, os "azuis" não falharam.
****
Algumas notas soltas sobre o jogo que há pouco terminou:
1. Talvez fossem 400 ou 500 os espectadores presentes. Nada mau para um jogo de juniores, disputado numa tarde cinzenta, nos arredores da cidade.
2. A esmagadora maioria eram adeptos da Académica. Mas não se ouviu, durante os 90 minutos, um único grito de incentivo! Apenas aplausos DEPOIS de algumas jogadas.
3. Na 1.ª parte ouviram-se dezenas de "cara****s" e "f***-se" dentro do campo. Falta de educação? Mau vício?
4. Os jogadores do FC Porto deveriam gravar um CD com a quantidade de gritos diferentes que utilizam para tentar condicionar as decisões do árbitro. Exemplos: "Aiiii!", "Ai-ai!", "Ahhhh!", "Oiii!". Quem sabe se não chegaria aos "tops"?... O Zé Cabra chegou.
5. Continua o modelo (errado) da "escola de jogadores" do FC Porto: equipas compactas, fortes fisicamente, para ganhar campeonatos, mas sem individualidades para aproveitar no futuro. Daqueles jogadores não vai sair - é a minha previsão - qualquer "craque". E se sair só pode ser defesa.
(posted at 17:38 / sábado)
Sábado à tarde

Apetece-me escrever sobre a ida à "minha aldeia", na dia 1, para visitar os túmulos dos familiares que já partiram. E as memórias que surgem, em catadupa, dos meses de Verão lá passados durante 20 anos.
Ou escrever sobre a dificuldade que tenho para encontrar, em Coimbra, alguém que cuide da antena parabólica motorizada que está no telhado. E compreender facilmente porque a minha cidade está como está.
Ou escrever, ainda, sobre o escândalo que é pagar pensões de reforma com dinheiros públicos às mesmas pessoas a quem se paga um ordenado igualmente com dinheiros públicos. E pensar que, ao fim de 30 anos de trabalho a descontar para a Segurança Social, cada vez vejo mais reduzidas - no tempo e no dinheiro - as hipóteses de uma velhice vivida com dignidade.
Ou abordar a luta "corpo-a-corpo" entre os dois semanários de sábado. Como acabaram os DVDs do "Expresso", hoje já foi fácil encontrar o jornal a meio da manhã.
Mas acabo de ver na televisão que centenas de pessoas estiveram desde madrugada numa fila, em Lisboa, à chuva, para conseguir um exame médico a realizar em Janeiro ou Fevereiro. E recordo o ministro da Saúde e as suas frequentes intervenções em tons que fazem pensar no que será realmente a demagogia.
É verdade: cada vez mais sinto mágoa de viver aqui.
*****
Mas, antes de sair, dou-vos conta do meu programa desportivo para hoje e amanhã: daqui a pouco, em Taveiro, o Académica-FC Porto, em juniores; amanhã, às 9 horas, o Feirense-Académica, em juvenis; à tarde, no Calhabé, se estiver com disposição para isso, darei uma olhadela ao Académica-E. Amadora, em seniores.
(posted at 13:56 / sábado)
Problemas no blogue
Não sei o que o que se passou com esta página no fim-de-semana.
Alguns textos que aqui publiquei no sábado à tarde, apareceram no blogue e... desapareceram.
Aproveitando a "hora de almoço", vou tentar agora republicá-los, pela ordem respectiva e com indicação da data e hora em que originalmente foram divulgados.
Alguns textos que aqui publiquei no sábado à tarde, apareceram no blogue e... desapareceram.
Aproveitando a "hora de almoço", vou tentar agora republicá-los, pela ordem respectiva e com indicação da data e hora em que originalmente foram divulgados.
quinta-feira, 2 de novembro de 2006
A página de hoje
segunda-feira, 30 de outubro de 2006
Campeã ibérica
Conferência

(clique na imagem para ampliar)
Numa iniciativa do Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais, tem lugar no próximo dia 8 de Novembro (quarta-feira), a partir das 17h30, no Instituto Justiça e Paz, em Coimbra, uma conferência intitulada "Imprensa Regional: que futuro?".
A inscrição é gratuita - basta enviar uma mensagem de correio electrónico para imprensaregional@gmail.com
A conferencista é professora na Universidade Pontifícia de Salamanca.
Trata-se de uma organização inédita do secretariado diocesano, numa lógica de serviço à comunidade.
Anedota
A minha amiga Fátima acaba de me enviar uma mensagem, que ela classifica como "uma das melhores anedotas feministas de sempre".
Ei-la:
Ei-la:
Fascinado com as tarefas domésticas, o meu marido resolveu lavar uma camisola dele.
Um bom bocado depois de ter chegado ao pé da máquina de lavar, gritou-me de lá:
- Que programa de lavagem é que devo usar na máquina?
- Isso depende - respondi-lhe. - O que é que diz na camisola?
Ele gritou outra vez, muito feliz com a resposta:
- Mantorras!
E ainda falam das loiras...
Um bom bocado depois de ter chegado ao pé da máquina de lavar, gritou-me de lá:
- Que programa de lavagem é que devo usar na máquina?
- Isso depende - respondi-lhe. - O que é que diz na camisola?
Ele gritou outra vez, muito feliz com a resposta:
- Mantorras!
E ainda falam das loiras...
Desabafo
"Não sei se alguém teve oportunidade de observar a reportagem que acaba de passar na TVI, relativa ao Varzim.
Sob o título "Alunos-jogadores: cada vez mais", foram apresentados jogadores universitários do Varzim, um deles já a frequentar o Mestrado.
Foi referida a aposta na formação dos mais jovens e o prémio associado aos bons resultados escolares: a possibilidade de treinarem com os mais velhos.
Fiquei dividido, não sei se core de vergonha, se espume de raiva e indignação. Enquanto nos deixamos arrastar para o esgoto, outros vão paulatinamente fazendo aquilo que sempre foi nosso".
(Rogério Puga Leal, professor universitário, residente em Lisboa, sócio da Académica)
Sob o título "Alunos-jogadores: cada vez mais", foram apresentados jogadores universitários do Varzim, um deles já a frequentar o Mestrado.
Foi referida a aposta na formação dos mais jovens e o prémio associado aos bons resultados escolares: a possibilidade de treinarem com os mais velhos.
Fiquei dividido, não sei se core de vergonha, se espume de raiva e indignação. Enquanto nos deixamos arrastar para o esgoto, outros vão paulatinamente fazendo aquilo que sempre foi nosso".
Título desnecessário
domingo, 29 de outubro de 2006
Clássico

Não estive com grande atenção, mas pareceu-me que o FC Porto-Benfica, de ontem à noite, foi um grande jogo.
Aliás, tanto nestes tempos de "Apito Dourado" como em qualquer outra altura, o 3-2 nas Antas é sempre um bom resultado para qualquer equipa.
O que posso garantir é que, na Casa dos Frangos de Oliveira do Hospital, na Catraia de S. Paio, a canja estava uma delícia.
E posso garantir ainda outra coisa: quando o Benfica fez o 2-2 o restaurante levantou-se, a aplaudir. Todos os outros golos passaram quase despercebidos.
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
Dia diferente
Hoje era testemunha num julgamento. Passei o dia no tribunal, das 9 às 17. Tenho de voltar no dia 22.
Como tinha em mãos um trabalho urgente, para entregar ainda hoje ou amanhã de manhã, cheguei à Redacção por volta das 18h30 e... cá estou.
Fui fazendo o que tinha a fazer e, ao mesmo tempo, fui acompanhando na televisão pequenina, a preto e branco, o Beira Mar-Sporting; uma olhadela agora, outra depois, as repetições dos golos.
O jogo acabou agora mesmo. Resultado: 3-3. Emocionante.
E decidi vir aqui ao blog para deixar uma impressão: dá gosto ver (e ouvir) o futebol na TVI.
Como tinha em mãos um trabalho urgente, para entregar ainda hoje ou amanhã de manhã, cheguei à Redacção por volta das 18h30 e... cá estou.
Fui fazendo o que tinha a fazer e, ao mesmo tempo, fui acompanhando na televisão pequenina, a preto e branco, o Beira Mar-Sporting; uma olhadela agora, outra depois, as repetições dos golos.
O jogo acabou agora mesmo. Resultado: 3-3. Emocionante.
E decidi vir aqui ao blog para deixar uma impressão: dá gosto ver (e ouvir) o futebol na TVI.
quarta-feira, 25 de outubro de 2006
Esquecimento?
Boas notícias
Portugal é um país soalheiro. Está preparado para o sol.
O pior é quando chove...
(Hoje de manhã, na minha zona, havia terra e lama por tudo quanto era sítio, calçadas levantadas, sargetas entupidas, pavimentos repletos de "destroços" da chuvada da noite)

Não desesperemos, nem acusemos os "responsáveis" que não sabem acautelar as consequências da chuva.
Sexta-feira volta o sol.
O pior é quando chove...
(Hoje de manhã, na minha zona, havia terra e lama por tudo quanto era sítio, calçadas levantadas, sargetas entupidas, pavimentos repletos de "destroços" da chuvada da noite)

Não desesperemos, nem acusemos os "responsáveis" que não sabem acautelar as consequências da chuva.
Sexta-feira volta o sol.
terça-feira, 24 de outubro de 2006
Sócrates sem graça
Era inevitável.
O primeiro sinal foi dado nas eleições autárquicas do ano passado, com a clara derrota do Partido Socialista.
Vieram depois as eleições presidenciais e o naufrágio de Mário Soares, o candidato oficial dos socialistas.
Seguiram-se as medidas de combate ao défice, todas elas no mesmo sentido: fazer "apertar o cinto" aos que menos têm.
Surge agora a proposta de Orçamento de Estado para 2007 e vê-se que o Governo, tão decidido nas palavras, não tem força para fazer parar a despesa do sector que ele próprio gere. Ou seja: o cidadão que gaste menos, porque o Estado vai gastar ainda mais.
Ao mesmo tempo, sucedem-se as "trapalhadas" ao melhor estilo do Governo anterior: é o ministro que decreta o fim da crise, o secretário de Estado que culpa os consumidores do aumento do preço da electricidade, as contas erradas no orçamento do próprio gabinete do primeiro-ministro. Para já não falar da "bronca" com os exames de acesso à Universidade, dos escândalos na instituição militar e das promessas não cumpridas (taxas moderadoras na Saúde e portagens nas SCUTs, entre outras). Um fartote!
Era inevitável: acabou o estado de graça de José Sócrates.
Começou a contagem decrescente.
O primeiro sinal foi dado nas eleições autárquicas do ano passado, com a clara derrota do Partido Socialista.
Vieram depois as eleições presidenciais e o naufrágio de Mário Soares, o candidato oficial dos socialistas.
Seguiram-se as medidas de combate ao défice, todas elas no mesmo sentido: fazer "apertar o cinto" aos que menos têm.
Surge agora a proposta de Orçamento de Estado para 2007 e vê-se que o Governo, tão decidido nas palavras, não tem força para fazer parar a despesa do sector que ele próprio gere. Ou seja: o cidadão que gaste menos, porque o Estado vai gastar ainda mais.
Ao mesmo tempo, sucedem-se as "trapalhadas" ao melhor estilo do Governo anterior: é o ministro que decreta o fim da crise, o secretário de Estado que culpa os consumidores do aumento do preço da electricidade, as contas erradas no orçamento do próprio gabinete do primeiro-ministro. Para já não falar da "bronca" com os exames de acesso à Universidade, dos escândalos na instituição militar e das promessas não cumpridas (taxas moderadoras na Saúde e portagens nas SCUTs, entre outras). Um fartote!
Era inevitável: acabou o estado de graça de José Sócrates.
Começou a contagem decrescente.
segunda-feira, 23 de outubro de 2006
quinta-feira, 19 de outubro de 2006
As horas do Rivoli

Um grupo de cidadãos resolveu entrincheirar-se, durante alguns dias, dentro do Teatro Rivoli, no Porto.
Hoje, às 6 da manhã, a PSP terminou com a ocupação, desalojou os manifestantes e levou-os para a esquadra. Amanhã comparecerão em tribunal.
Há pouco, na TSF, um desses cidadãos entrincheirados lamentava o facto da polícia ter acabado com o protesto a uma hora em que não havia ninguém para ver.
Tentemos adivinhar qual seria a "melhor hora" para o referido entrincheirado...
Quer-me parecer que haveria duas "horas boas": as 13h00 e as 20h00. O horário dos telejornais.
Hoje, às 6 da manhã, a PSP terminou com a ocupação, desalojou os manifestantes e levou-os para a esquadra. Amanhã comparecerão em tribunal.
Há pouco, na TSF, um desses cidadãos entrincheirados lamentava o facto da polícia ter acabado com o protesto a uma hora em que não havia ninguém para ver.
Tentemos adivinhar qual seria a "melhor hora" para o referido entrincheirado...
Quer-me parecer que haveria duas "horas boas": as 13h00 e as 20h00. O horário dos telejornais.
quarta-feira, 18 de outubro de 2006
Os blogues e os jornais

Há pouco mais de 10 anos, o “Jornal de Notícias” enviou-me durante quase duas semanas para Paris, para fazer a reportagem do referendo (e do debate quente que existia na sociedade francesa) sobre o Tratado de Maastricht.
Foi uma experiência enriquecedora. Mas... com muitas dificuldades. Ainda não havia telemóveis, não havia computadores portáteis. Fui com a máquina de escrever, batia os textos, pedia na recepção do hotel que enviassem o fax para o jornal e, à hora combinada, tinha de telefonar para saber se “o material” chegara em condições.
Hoje, é tudo diferente. Em qualquer lado há “rede”, chega-se com o portátil, escreve-se e envia-se. E se há qualquer problema, pega-se no telemóvel e esclarece-se o assunto de imediato.
O Mundo mudou muito nestes últimos anos. Hoje, o correio electrónico é indispensável. Na revista onde trabalho, as colaborações já chegam todas – à excepção de uma – por via electrónica; os textos e as fotos. Muito do “expediente comercial” também já circula por esta via: até, mesmo, alguns pagamentos.
Ou seja, no planeamento do dia de trabalho há que considerar uma fatia de tempo para os assuntos da Net; e, de preferência, há que estar constantemente ligado, para poder responder com prontidão a qualquer pergunta. Não há que discutir: hoje, as coisas são assim; são diferentes.
No entanto, os jornais – quase todos com as tiragens em queda – ainda não entenderam verdadeiramente o que está a acontecer. Olham de soslaio para a Net e, por arrastamento, para os seus conteúdos.
Actualmente, o cidadão que quer estar informado tem necessariamente de recorrer à Net. E dentro desta tem de reservar algum dos seu tempo para olhar (pelo menos, olhar) os blogues.
Cá por Coimbra, há alguns blogues que são de leitura quase obrigatória – e que vão suscitando um interesse cada vez maior, se olharmos ao número de visitas e de comentários que os leitores lá deixam.
Trago hoje aqui quatro “links”. “O Piolho da Solum”, um blogue bem disposto, faz diariamente, logo pela manhã, um resumo do noticiário do dia, comenta assuntos de interesse da comunidade e, de vez em quando, mostra fotografias de Coimbra antiga. E, pelo meio, há muita brincadeira e textos que nos fazem sorrir.
No “Política & House”, um blogue que dá muita atenção às questões internas do Partido Socialista, vão aparecendo textos – mais ou menos mordazes – sobre assuntos da cidade e do país. Nos últimos tempos, têm estado a ser publicados os rendimentos de alguns titulares de cargos políticos da região, com base nas declarações entregues no Tribunal Constitucional.
Crítico da actual direcção da Académica/OAF, o blogue “Pardalitos do Choupal” informa exaustivamente sobre o futebol da Briosa e a Académica em geral, divulga o calendário de jogos do fim-de-semana, informa sobre os resultados de todas as equipas e relata alguns jogos minuto-a-minuto, como ainda sucedeu no domingo. Depois, e por entre muita polémica estéril, surgem volta e meia textos de grande qualidade, como aquele que o ex-dirigente Fernando Pompeu publicou na semana passada e que até segunda-feira já tinha suscitado 144 (!) comentários.
Uma palavra final para o “Porta-Aviões”, que voltou a navegar há poucos dias. Criado pelo médico Maló de Abreu, é um espaço mordaz, na linha da histórica ironia coimbrã. Por ali passam assuntos de política nacional, política autárquica e – não fosse o seu criador um ex-candidato à presidência da Académica/OAF – temas ligados à Briosa.
A terminar, que o texto vai longo: muita da informação a que se tem acesso nos blogues não está habitualmente disponível nas páginas dos jornais. E é este desafio que os jornais não podem continuar a ignorar, sob pena de verem os leitores fugir. Porque, quer se queira quer não, o Mundo está mesmo diferente. Muito diferente.
Foi uma experiência enriquecedora. Mas... com muitas dificuldades. Ainda não havia telemóveis, não havia computadores portáteis. Fui com a máquina de escrever, batia os textos, pedia na recepção do hotel que enviassem o fax para o jornal e, à hora combinada, tinha de telefonar para saber se “o material” chegara em condições.
Hoje, é tudo diferente. Em qualquer lado há “rede”, chega-se com o portátil, escreve-se e envia-se. E se há qualquer problema, pega-se no telemóvel e esclarece-se o assunto de imediato.
O Mundo mudou muito nestes últimos anos. Hoje, o correio electrónico é indispensável. Na revista onde trabalho, as colaborações já chegam todas – à excepção de uma – por via electrónica; os textos e as fotos. Muito do “expediente comercial” também já circula por esta via: até, mesmo, alguns pagamentos.
Ou seja, no planeamento do dia de trabalho há que considerar uma fatia de tempo para os assuntos da Net; e, de preferência, há que estar constantemente ligado, para poder responder com prontidão a qualquer pergunta. Não há que discutir: hoje, as coisas são assim; são diferentes.
No entanto, os jornais – quase todos com as tiragens em queda – ainda não entenderam verdadeiramente o que está a acontecer. Olham de soslaio para a Net e, por arrastamento, para os seus conteúdos.
Actualmente, o cidadão que quer estar informado tem necessariamente de recorrer à Net. E dentro desta tem de reservar algum dos seu tempo para olhar (pelo menos, olhar) os blogues.
Cá por Coimbra, há alguns blogues que são de leitura quase obrigatória – e que vão suscitando um interesse cada vez maior, se olharmos ao número de visitas e de comentários que os leitores lá deixam.
Trago hoje aqui quatro “links”. “O Piolho da Solum”, um blogue bem disposto, faz diariamente, logo pela manhã, um resumo do noticiário do dia, comenta assuntos de interesse da comunidade e, de vez em quando, mostra fotografias de Coimbra antiga. E, pelo meio, há muita brincadeira e textos que nos fazem sorrir.
No “Política & House”, um blogue que dá muita atenção às questões internas do Partido Socialista, vão aparecendo textos – mais ou menos mordazes – sobre assuntos da cidade e do país. Nos últimos tempos, têm estado a ser publicados os rendimentos de alguns titulares de cargos políticos da região, com base nas declarações entregues no Tribunal Constitucional.
Crítico da actual direcção da Académica/OAF, o blogue “Pardalitos do Choupal” informa exaustivamente sobre o futebol da Briosa e a Académica em geral, divulga o calendário de jogos do fim-de-semana, informa sobre os resultados de todas as equipas e relata alguns jogos minuto-a-minuto, como ainda sucedeu no domingo. Depois, e por entre muita polémica estéril, surgem volta e meia textos de grande qualidade, como aquele que o ex-dirigente Fernando Pompeu publicou na semana passada e que até segunda-feira já tinha suscitado 144 (!) comentários.
Uma palavra final para o “Porta-Aviões”, que voltou a navegar há poucos dias. Criado pelo médico Maló de Abreu, é um espaço mordaz, na linha da histórica ironia coimbrã. Por ali passam assuntos de política nacional, política autárquica e – não fosse o seu criador um ex-candidato à presidência da Académica/OAF – temas ligados à Briosa.
A terminar, que o texto vai longo: muita da informação a que se tem acesso nos blogues não está habitualmente disponível nas páginas dos jornais. E é este desafio que os jornais não podem continuar a ignorar, sob pena de verem os leitores fugir. Porque, quer se queira quer não, o Mundo está mesmo diferente. Muito diferente.
terça-feira, 17 de outubro de 2006
Os blogues e os jornais
Amanhã, no jornal "Centro" e aqui, uma reflexão sobre alguns blogues cá da terra.
segunda-feira, 16 de outubro de 2006
Derrota em Guifões

A minha equipa (os juvenis da Académica/OAF, recorde-se) voltou a perder. Desta feita, frente ao Pasteleira, por 2-0, num jogo disputado em Guifões (Matosinhos), mesmo à porta da Cimpor.
Foi a terceira derrota em três jogos fora de casa: 2-1 com o Boavista, 2-1 com o FC Porto e 2-0 agora. Mas ao contrário dos outros jogos, neste a minha equipa praticamente não jogou. Ou melhor, jogou no primeiro quarto-de-hora; depois disso... “apagou-se”.
Mas já lá vamos.
[Antes, porém, quero dizer-vos que os meus “dias de futebol” são sempre iguais: enquanto há jogo, ando à volta do campo com a máquina fotográfica, vou vendo os lances de sítios diferentes, ouvindo os comentários de uns e de outros. Quase nunca consigo registar os golos, porque fico curioso de ver como a jogada termina e... pronto, já foi golo e acabei por não tirar a foto. E lá vou andando para aqui e para lá, o que tem a grande vantagem de ver o jogo com os meus olhos, solitariamente, sem ser sugestionado por aqueles adeptos que passam os jogos a comentá-los continuamente em voz alta. É, afinal, uma mania como qualquer outra. Já agora, há outro ritual: o de no intervalo encontrar um restaurante para o almoço, onde por vezes se junta muita gente – o que, dado o número de comensais, não é tarefa fácil. Ontem fomos 19 à mesa, mas já tivemos almoços mais numerosos...]
Vem isto a propósito porque, ontem, nestas deambulações ao redor do campo, assisti a um episódio curioso – e significativo.
Apesar das reduzidas dimensões do campo (100 x 60) e do vento, a Académica começou a jogar bem, trocando a bola com rapidez e empurrando o adversário para a área. E ganhou dois ou três pontapés de canto quase seguidos. Num deles, estava eu mesmo atrás da baliza, ouvi o “capitão” do Pasteleira dizer aos colegas: “Vamos lá a meter o pé! Eles estão a fazer de nós o que querem. É preciso jogar com mais força!”.
Dito e feito. Num instante, o jogo mudou de feição. O Pasteleira começou a jogar (mais) duro, começou a dominar e acabou mesmo por marcar um golo, aos 22 minutos, creio que no primeiro remate que fez à baliza da Académica. E... acabou ali o jogo para a minha equipa.
Ainda faltava uma hora até ao final, mas a Académica nunca mais se encontrou. Acabou a 1.ª parte à deriva, começou a 2.ª parte mais calma. Pensou-se que ainda poderia ir atrás do empate. Mas rapidamente se viu que isso não iria suceder. A minha equipa – que sabe jogar à bola – quis trocar de pé para pé, mas o piso irregular não o permitia; quis jogar com calma, mas o adversário não dava espaços, não permitia pensar.
Assim, a 2.ª parte foi um duelo entre o pontapé para a frente dos portuenses e o tentar jogar junto ao solo dos conimbricenses. E como os outros se mostraram sempre mais rápidos, a fisionomia do jogo não se alterou. A diferença de velocidade sobre a bola decidiu o jogo.
Em conclusão: vitória certa do Pasteleira, sem discussão.
[Já agora: ao almoço houve caldeirada e depois um “passeio higiénico” na Foz. Estava uma linda tarde, quente, dezenas de surfistas na água. Foi um dia bem passado.]
Mas já lá vamos.
[Antes, porém, quero dizer-vos que os meus “dias de futebol” são sempre iguais: enquanto há jogo, ando à volta do campo com a máquina fotográfica, vou vendo os lances de sítios diferentes, ouvindo os comentários de uns e de outros. Quase nunca consigo registar os golos, porque fico curioso de ver como a jogada termina e... pronto, já foi golo e acabei por não tirar a foto. E lá vou andando para aqui e para lá, o que tem a grande vantagem de ver o jogo com os meus olhos, solitariamente, sem ser sugestionado por aqueles adeptos que passam os jogos a comentá-los continuamente em voz alta. É, afinal, uma mania como qualquer outra. Já agora, há outro ritual: o de no intervalo encontrar um restaurante para o almoço, onde por vezes se junta muita gente – o que, dado o número de comensais, não é tarefa fácil. Ontem fomos 19 à mesa, mas já tivemos almoços mais numerosos...]
Vem isto a propósito porque, ontem, nestas deambulações ao redor do campo, assisti a um episódio curioso – e significativo.
Apesar das reduzidas dimensões do campo (100 x 60) e do vento, a Académica começou a jogar bem, trocando a bola com rapidez e empurrando o adversário para a área. E ganhou dois ou três pontapés de canto quase seguidos. Num deles, estava eu mesmo atrás da baliza, ouvi o “capitão” do Pasteleira dizer aos colegas: “Vamos lá a meter o pé! Eles estão a fazer de nós o que querem. É preciso jogar com mais força!”.
Dito e feito. Num instante, o jogo mudou de feição. O Pasteleira começou a jogar (mais) duro, começou a dominar e acabou mesmo por marcar um golo, aos 22 minutos, creio que no primeiro remate que fez à baliza da Académica. E... acabou ali o jogo para a minha equipa.
Ainda faltava uma hora até ao final, mas a Académica nunca mais se encontrou. Acabou a 1.ª parte à deriva, começou a 2.ª parte mais calma. Pensou-se que ainda poderia ir atrás do empate. Mas rapidamente se viu que isso não iria suceder. A minha equipa – que sabe jogar à bola – quis trocar de pé para pé, mas o piso irregular não o permitia; quis jogar com calma, mas o adversário não dava espaços, não permitia pensar.
Assim, a 2.ª parte foi um duelo entre o pontapé para a frente dos portuenses e o tentar jogar junto ao solo dos conimbricenses. E como os outros se mostraram sempre mais rápidos, a fisionomia do jogo não se alterou. A diferença de velocidade sobre a bola decidiu o jogo.
Em conclusão: vitória certa do Pasteleira, sem discussão.
[Já agora: ao almoço houve caldeirada e depois um “passeio higiénico” na Foz. Estava uma linda tarde, quente, dezenas de surfistas na água. Foi um dia bem passado.]
sábado, 14 de outubro de 2006
Mário Nogueira

Fomos colegas de turma na Escola do Magistério Primário - éramos os únicos Mários numa escola repleta de Marias.
Estivemos em lados diferentes nas primeiras eleições para a Associação de Estudantes.
Voltámos a defrontar-nos numas eleições para o Sindicato dos Professores da Zona Centro.
Apesar das diferenças ideológicas, mantivemos sempre o contacto. Hoje, somos quase vizinhos numa das freguesias esquecidas de Coimbra, longe de Doces Vidas e quejandos.
Continuamos a ver-nos quando o destino cruza os nossos caminhos.
Admiro-o pela capacidade de luta, pela defesa constante dos valores que defende. E muitos dos valores "dele" são "meus" também.
Veio para estudar e cá ficou. Coimbra já lhe deve muito - na intervenção política, na luta sindical, na dedicação ao desporto.
Se o ridículo matasse...
Subscrever:
Mensagens (Atom)









