domingo, 21 de janeiro de 2007

O tal que não prestava...

Zé Castro festeja ontem o golo da vitória do Atlético de Madrid

Assinar por 4 anos com Zé Castro foi um "péssimo acto de gestão".
De saída da presidência, Campos Coroa teve de ouvir esta frase, justificada da seguinte forma: "Nunca alinhará na primeira equipa da Académica".
O que aconteceu a seguir é conhecido.

Depois, quando o jogador foi para Espanha, logo surgiram as "vozes do costume" a dizer que a transferência era uma "manobra" para o atleta acabar no Sporting de Braga - ou noutro clube semelhante.

Começa a estar à vista aquilo que sempre disse (e escrevi): Zé Castro é o melhor jogador das "escolas" da Académica dos últimos 20 anos.
(E nem foi difícil chegar a esta conclusão; bastava olhar para o número de internacionalizações ou, então, acompanhar pelo Eurosport o 'Torneio de Toulon' e ouvir os comentários dos franceses...)

Se o assunto tivesse sido tratado como era suposto ser, das duas uma: ou o jogador estava ainda em Coimbra, "de pedra e cal" na Académica, como grande símbolo da equipa; ou a transferência teria rendido milhares de contos, dinheiro suficiente para financiar a formação desportiva da Briosa durante largas épocas.

Afinal, nem uma coisa nem outra.
Pior do que isso: na direcção da Académica continua a haver quem pense que a culpa da saída do atleta foi do jogador e dos empresários.

É por estas e por outras que a Académica/oaf está na situação em que está.


"Recortes" do jornal "As". Aqui

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Nota: actualizado em 22/01/2007, às 17h30

sábado, 20 de janeiro de 2007

Recortes do dia

("Sol")

("Record")

NOTA: clique nas imagens para ampliar

ECC


Dentro de dias, uma posição sobre a polémica em redor do nome (ou melhor, do "naming") do Estádio Cidade de Coimbra (ECC).

Para mim, como já aqui escrevi há meses, ECC significa Empreendimento Comercial do Calhabé.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Euronews

O "No comment" da Euronews está disponível em "podcast".
É um "site" a visitar. Aqui.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Aqui está uma boa ideia

(iniciativa do Departamento de Cultura da Câmara Municipal de Coimbra)

Pergunta

E o preço da gasolina, senhor eng.º José Sócrates?

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

O novo "site" da FPF

(clique nas imagens para ampliar)

O novo "site" da Federação Portuguesa de Futebol tem funcionalidades inéditas. Uma delas é a consulta da "ficha" de cada atleta inscrito, com diversas indicações estatísticas. (falta o historial de inscrições, mas... não se pode ter tudo)

Parabéns, FPF!
A minha equipa está aqui. (basta clicar)

A ficha do meu filho, como todas as outras, tem uma foto desactualizada.
A imagem actual dele (em cima) é muito diferente.

Futebol jovem: assim, sim!

O prometido é devido. Por isso, trago aqui duas histórias de que tomei conhecimento no domingo passado, em Alcochete. Uma de cada clube.

Sporting e U. Leiria têm equipas de juvenis que já são... “selecções”! O Sporting tem uma selecção nacional, com jogadores de praticamente todo o país: há jovens do Algarve, de Trás-os-Montes, das Beiras, etc. A U. Leiria, com meios modestos, tem jovens atletas das redondezas, mas também eles a viverem longe das famílias.
Em ambos os casos, os dirigentes desportivos têm de assumir a sua função com especiais cuidados na vertente formativo-educativa.
Nem poderia ser de outro modo.

CASO 1
Todos os dias, o jogador era levado à porta da escola por um responsável do clube. Chegado o final do 1.º período, verificou-se que o jovem tinha um considerável número de faltas às aulas.
(Ou seja, o jovem entrava na escola, mas depois...)
Decisão imediata: abandono do clube, com regresso à casa paterna.
Comentário de alguém que o conhecia bem: “É uma pena que tenha ido embora. Era o melhor jogador da equipa!”.

CASO 2
Terminado o 1.º período de aulas, os responsáveis do clube quiseram conhecer as avaliações escolares. E rapidamente concluíram que vários jogadores estavam com dificuldades a Matemática.
Decisão imediata: contratar uma explicadora, a expensas do clube, para ajudar os jovens jogadores a superar o problema.
As explicações começaram na passada segunda-feira, dia 15.

* * * * * *

Há anos que defendo que o futebol jovem (dito, até, de formação) deve dar especial atenção à escola, para defesa dos próprios atletas, muitos deles inebriados pelo brilho das grandes “estrelas da bola” que sonham um dia também ser.
Um jovem que veja existir articulação entre a escola e o clube, os resultados escolares e a prática desportiva, sentir-se-á mais motivado para tentar ser melhor estudante e melhor jogador.

Ao longo dos anos, tenho sido uma voz praticamente solitária, criticado até. Mas continuo convencido que este é o único caminho possível.
Sofro quando me informam que um jovem de 16 anos diz aos pais que não quer estudar porque pretende ser profissional de futebol. E sofro porque é fácil prever o que o futuro lhe pode reservar.

Um dia, no tempo em que as selecções jovens portuguesas de futebol ganhavam tudo o que havia para ganhar, um jornalista estrangeiro desabafou: “Vocês ganham tudo nestas idades, porque os nossos jovens estão na escola, a estudar, enquanto os vossos só jogam à bola”. Era (é) verdade.
E acrescentou: “Vamos ver o que é que vocês ganham quando chegarem a seniores”.
Na realidade, Portugal já foi campeão europeu e mundial... em jovens. Nos mais crescidos, nada.

* * * * * *

A terminar, apenas uma “nota de rodapé”: se há clube vocacionado para este trabalho de acompanhamento da realidade escolar dos atletas é a Académica, por toda a história, todo o simbolismo, toda uma filosofia e cultura “sui generis”.
No entanto, isso não acontece em Coimbra.
Felizmente, há clubes que pensam de maneira diferente.

Alcochete, domingo de manhã, do outro lado da vedação da Academia do Sporting...
Sem comentários.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Bélgica


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Até os cadeados levaram...

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Bruno e André

Bruno Simões

André Gonçalo
(clique nas imagens para ampliar)

No domingo, estando em Lisboa, atravessei a ponte e fui ver o Sporting-U. Leiria em juvenis. Menos de meia hora de viagem e... já lá estava.

A razão é simples: no Sporting jogam dois jovens que foram da "minha equipa" durante vários anos (o André e o Bruno) e que se transferiram para o Sporting no final da primeira época como iniciados. Ou seja: estão há três anos a viver na Academia de Alcochete.

O jogo foi fácil para os "leõezinhos", até porque os leirienses apareceram com um guarda-redes inexperiente. Resultado final: 6-0.

O Bruno jogou o tempo todo, sem problemas, personalizado, em estilo de "defesa-central mandão". O André entrou a 20 minutos do final, ainda a tempo de demonstrar a sua velocidade e força de remate: "deu" um golo a um companheiro (que rematou à trave) e marcou um, num "tiraço" já na área, depois de se ter isolado nas costas dos "centrais" adversários.

Na U. Leiria jogaram dois jovens que, em Junho, estiveram a treinar na Académica. Ambos foram titulares e um deles, o médio centro, foi talvez o melhor dos visitantes.

A ida a Alcochete serviu, também, para confraternizar com os pais do André, do Bruno e deste jovem de Leiria. E - surpresa! - com a Jacinta, que estando a passar o fim-de-semana em Sesimbra não deixou de também dar um salto à Academia do Sporting.
O melhor do futebol é isto mesmo: o convívio que se estabelece, criando novas amizades e formando quase novas famílias.

Foram três horas bem passadas. E que, por outro lado, permitiram conhecer atitudes educativas que os dois clubes (Sporting e U. Leiria) assumem com os seus jovens jogadores.
(Logo que tenha tempo, contarei aqui duas histórias exemplares, de que fiquei conhecedor no domingo passado, que mostram como o futebol jovem pode - e deve - ser conduzido).

[NOTA: Actualizado em 16.01.2007]

domingo, 14 de janeiro de 2007

Domingo desportivo



A minha equipa não jogou hoje.
Andei pelo Sul...
(mais pormenores amanhã)

sábado, 13 de janeiro de 2007

Um mês depois


25/12/1958 - 13/12/2006





In memoriam



("Centro", 27/12/2006)




sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Debate

Amanhã, das 11h00 às 13h00, debate na Rádio Regional do Centro, moderado pelo Dr. Lino Vinhal, com as participações do Prof. Agostinho de Almeida Santos, do Dr. Jaime Ramos e do autor deste blogue.

Temas em análise: o início da vida, o referendo sobre o aborto e o recente "caso dos transplantes hepáticos". Breves reflexões sobre a Medicina, os médicos, a democracia portuguesa e os partidos políticos.
O regresso do blogue à normalidade (em números)

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Áustria



Como ganhamos bem...


Os consumidores domésticos portugueses pagam as quartas tarifas de electricidade mais altas da União Europeia e que estão 24 por cento acima da média, segundo dados revelados em Bruxelas pela Comissão Europeia.
(dos jornais)

A grande aventura de 2006

(clique na imagem para ampliar)

Tinha previsto fazer o balanço de 2006 na última edição do “Centro”, que foi publicada a 27 de Dezembro. Pelas razões conhecidas, acabei por não poder realizar aquilo que definira – é sabido que “O homem põe e Deus dispõe”.

Hoje já começa a ser tarde para balanços. De qualquer modo, não posso deixar de assinalar aquela que foi a “grande aventura” vivida por um grupo de adeptos de Coimbra em terras alemãs, no dia do célebre Portugal-Inglaterra em que Ricardo se fartou de defender grandes-penalidades.

No grupo há treinadores (Vítor Oliveira e Zé Nando), ex-jogadores (Pejô e Fidalgo), ex-dirigentes (Fernando Barata e Fernando Avidago), empresários, adeptos e... o “meu grupo”.

“Posso tirar uma fotografia?”, perguntei após o almoço, num parque de Gelsenkirchen. Depois fomos para o estádio. Entrámos todos, mas... metade acabou por não ver o jogo. (Eis um bom passatempo: tentar adivinhar quem assistiu ao jogo e quem não conseguiu chegar às bancadas).

O que se passou naquele final de tarde dava um filme. Acreditem. E deixou recordações que nenhum de nós jamais esquecerá.

Um abraço, amigos, com votos de um 2007 com muitos “jogos normais”!

(texto publicado ontem no "Centro")

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

O preço da gasolina



Notícia fresquinha:

O petróleo acentuou as perdas nos mercados internacionais depois do Departamento de Energia dos EUA ter anunciado que as reservas de combustíveis aumentaram mais do que o esperado. Em Nova Iorque, o crude já perde mais de 3% e segue em mínimos de Junho de 2005.


Sabem qual era o preço do litro da gasolina 95 sem chumbo, em Portugal, em Junho de 2005?
Este: 1,110 euros.

Sabem qual é o preço hoje?
Este: 1,253 euros.

Antigamente, um comediante brasileiro, perante situações destas, dizia na televisão o seguinte: "Estão mexendo no meu bolso!".

A mim apetece-me dizer: "Anda alguém a roubar!".

Nota comparativa: em Espanha, em Junho de 2005, o litro de gasolina custava 0,94 euros; actualmente custa 0,95 euros.

(Quem gosta de estatísticas e quer saber o preço dos combustíveis, ao longo dos anos, em diversos países, tem a informação aqui.)

(imagem obtida no "site" da Galp em 11/01/2007, às 19h00)

Carrilho fora da Câmara


A notícia acaba de ser conhecida:
"O vereador socialista na Câmara de Lisboa Manuel Maria Carrilho anunciou hoje a sua renúncia ao mandato na autarquia lisboeta, alegando dificuldade de conciliação com as suas funções enquanto deputado à Assembleia da República".

A explicação:
"Na base da decisão está a falta de tempo para desempenhar o cargo na autarquia, sem pelouros e sem salário, já que é também deputado à Assembleia da República, onde além de ser vice-presidente do grupo parlamentar do PS, é ainda membro da Comissão de Assuntos Europeus".

Espero que alguém lhe faça a seguinte pergunta: como já era deputado quando decidiu candidatar-se à Câmara Municipal de Lisboa, não pensou na possibilidade de não ter tempo para conciliar as duas funções?

Ou, então, esta: se tem sido eleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa abandonaria o cargo de deputado?

(Aposto que ninguém lhe fará nenhuma das perguntas!)

Páginas (de hoje e de ontem)

Edição n.º 18
10 de Janeiro de 2007
clique nas imagens para ampliar


Edição n.º 16
13 de Dezembro de 2006
(NOTA: esta página não foi publicada na altura própria, pelos motivos conhecidos)

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

E esta?!

1.º emprego


O drama do 1.º emprego dos jovens é algo que me preocupa.

Estes, que hoje figuram nas primeiras páginas dos diários da cidade, felizmente já terão colocação no final do mês. Vão esperar, apenas, duas ou três semanas. O emprego está garantido.

Há outros jovens licenciados que não têm tanta sorte: esperam meses, mesmo anos e anos. E alguns até acabam nas caixas registadoras dos hipermercados.

Pobre país.

Alerta ao ministro das Finanças



Exmo. Senhor

Dr. Fernando Teixeira dos Santos

Eu, abaixo assinado, contribuinte pelas mais variadas formas directas e indirectas, alerto V. Exa. para o facto de ter deixado de fumar, pelo que os cofres do Estado já não recebem desde há uma semana os cerca de 2,40 euros diários que pagava de impostos em cada maço.

Num rápido cálculo, estimo portanto que deixarei de contribuir com, pelo menos, 72 euros mensais (ou 864 euros anuais).

Dado que os autarcas acusam V. Exa. de haver contas erradas no Orçamento do Estado para 2007, e como não desejo que no futuro também me venham a acusar de ter contribuído para erros nas contas públicas, fica desde já V. Exa. informado da minha decisão de deixar de fumar e do previsível impacto que isso irá ter no Orçamento de Estado.
Deixo ao seu critério proceder - ou não - à elaboração de um orçamento rectificativo.

Com votos de um trabalho profícuo no combate ao "monstro" que teima em engordar, apresento a V. Exa. os melhores cumprimentos,

Mário Martins

PS - Aproveito para informar que, como o Estado se mostra cada vez mais comilão e despesista, irei reduzir o uso do automóvel, pelo que também é previsível uma diminuição do meu contributo para o Orçamento por essa via.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Orgulho de pai

(clique na imagem para ampliar)
"Newsletter" de Dezembro do Partido Popular Europeu

As minhas equipas

Os últimos três jogos da minha equipa habitual (os juvenis da Briosa) tiveram os seguintes resultados: Académica-Boavista, 1-3; Sanjoanense-Académica, 1-2; Académica-FC Porto, 0-3.

Saldo: uma vitória (fora) e duas derrotas (em casa), 3 golos marcados e 7 sofridos.

Comparação com os jogos da 1.ª volta: derrotas mais pesadas (de 1-2 para 1-3 com os axadrezados; de 1-2 para 0-3 com os portistas), vitória pelo mesmo resultado.

* * *

Entretanto, troquei de equipa por uma tarde. A razão é simples: o meu filho alinhou pelos juniores da Académica e disputou a final do Torneio do Vigor no penúltimo dia do ano.
As coisas correram bem: vitória (algo exagerada) por 4-0 sobre os organizadores e troféu para a Solum.

Académica e Vigor jogaram a final do Torneio de Natal, em juniores.
O resultado é enganador, mas a vitória dos de branco nunca esteve em causa

(clique na imagem para ampliar)

domingo, 7 de janeiro de 2007

Derrota com o FC Porto

Hoje, no Campo da Pedrulha:
Académica, 0 - FC Porto, 3

Outros resultados da jornada (15.ª):

Feirense, 2 - Cinfães, 0

U. Coimbra, 0 - Naval,1

Repesenses, 2 - Boavista, 4

Leixões, 2 - Sanjoanense, 0

Folgou o Pasteleira. Desistiu o Seia.

(Falta actualizar os resultados dos jogos da minha equipa, designadamente no período em que o blogue esteve de luto, o que farei nos próximos dias).

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Aldeia grande?

O dia de hoje foi passado no hospital, a acompanhar um familiar.
Amanhã deverá ser um dia semelhante.

Regressado à vida na grande cidade após anos de ausência, tenho quase por adquirida uma ideia que se vem formando nas três últimas semanas: Lisboa pode ser menos "anónima" (ia a escrever, menos selvática) do que aquilo que, no plano dos conceitos, surge como inevitável.

Será que estou a viver uma experiência invulgar ou a capital não passa (mesmo) de uma aldeia grande?

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Regresso à normalidade

Há momentos na vida que nos marcam profundamente.

Estou a viver um deles.

É extremamente duro ver partir a família mais chegada, aquela com quem partilhamos sonhos e intimidades – primeiro a avó (que foi mais do que uma segunda mãe), depois o pai (cujo exemplo, vertical e lutador, ajudou a moldar o carácter), agora a irmã (a “menina” que, filha de dois trabalhadores humildes, foi professora e administradora universitária, publicou artigos técnicos, escreveu livros que são reeditados todos os anos).


A intervalos regulares, a dor atinge-nos em cheio, quebra-nos rotinas, altera-nos comportamentos, obriga-nos a pensar nas razões de viver.
Sem perdermos os traços fundamentais da personalidade, estas experiências fazem-nos diferentes.

São também ocasiões privilegiadas de reforço de laços familiares e de amizade, de (re)aprendizagem de valores, de partilha de sentimentos e emoções. “Se acreditamos que há algo que nos une, estes momentos podem ser uma ocasião de fortalecer esses laços, esse contínuo que atravessa gerações”, lembrou um amigo. Palavras profundas.

As manifestações de solidariedade consolam e ajudam a esbater a dor. Até mesmo aqueles telefonemas em que, do outro lado da linha, se nota a incapacidade de articular uma frase, uma palavra sequer – fica-nos o silêncio, um ou outro soluço. E como sabe bem ouvir o silêncio nestes tempos de gritaria permanente!

Os amigos têm sempre razão. “Não telefonei, porque não sabia o que te dizer. Mas hoje [quatro ou cinco dias depois] quero dizer-te uma coisa: a vida continua. Tem de continuar!”. Nada de mais verdadeiro.

O blogue esteve de luto. Nestes últimos 15 dias, publiquei apenas dois “postais”, para desejar um Natal de paz e um Ano Novo de felicidade, por respeito às dezenas de pessoas que, todos os dias, mesmo sem actualizações, continuaram a visitar este espaço.

Hoje começa um novo ano. Como que se renova a vida.
Em primeiro lugar, devo agradecer a quem, neste espaço, se quis associar à dor que nos atingiu. E também aos outros, os das sms, dos e-mails, das cartas e dos telegramas, aos dos telefonemas e aos que viajaram até Lisboa. Foi reconfortante tê-los, a todos, ao nosso lado. Bem-hajam.

O blogue vai prosseguir o seu caminho. Tentarei actualizá-lo diariamente, como vinha fazendo nos últimos meses. Com o mesmo tipo de conteúdos, mas também com algumas novidades. É um projecto, não uma promessa. De qualquer modo, espero que continue a ser um espaço de partilha de factos e opiniões, naturalmente subjectivo, orientado para ser um contributo responsável e construtivo, mesmo quando recorre à ironia e ao humor. Com virtudes e defeitos, porque são assim as construções humanas.

Ou seja, esta “página” vai regressar à normalidade.
À normalidade possível.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006