quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
“A Zeca Afonso” (*)
já partimos
somos agora outro tempo
outro lugar.
Sabemos existir
sem existirmos na alegria
que foi de começar.
O tempo de ficar
dói nos ouvidos.
Ele voa, como olhos
percorridos pelo castigo
de um vento sem saber
onde parar.
Dos tempos da alegria
já partimos...
só nos resta
o sonho onde dormimos
e acordados havemos de voltar.
(*) poema inédito de Carlos Carranca
Zeca Afonso (*)
20 anos! Como é possível?! Estou a vê-lo entrar no palco, para o seu último concerto, e arrancar, já sem o fulgor de outros tempos,
“Do Choupal até à lapa
Foi Coimbra os meus amores
A sombra da minha capa
Deu no chão, abriu em flores”;
para, pouco depois, ter a coragem de cantar, voz embargada pela comoção, a premonitória “Balada de Outono”:
“Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar”.
Zeca era, foi, o maior. Todos os outros procuraram imitá-lo, segui-lo, mas de cada vez que o tentavam agarrar ele já não estava no mesmo sítio. A sua incrível intuição musical – Zeca Afonso sabia da música apenas os rudimentos – e o seu apurado sentido poético logo o atiravam mais para a frente.
Quando a moda era a canção de Coimbra acompanhada à viola e à guitarra, ele surgiu acompanhado apenas pela viola do Rui Pato; quando os demais imitaram as suas baladas acompanhadas à viola, ele surgiu com “Maio, maduro Maio”, acompanhado pela mini-orquestra do Zé Mário Branco, no mesmo disco em que arriscou lançar uma canção sem acompanhamento algum: “Grândola Vila Morena”.
Não conheci pessoalmente o Zeca. Ele era da geração de 50, enquanto eu pertenci à de 60. Mas fui colega de músicos que o acompanharam: Rui Pato, “Bóris”, Phil Colaço, 15 anos mais novos do que ele, o que dá bem a ideia da sua juventude de espírito.
Zeca Afonso não era de modas. Mas ele acabava por fazer a moda, com o seu estilo anti-vedeta. Como não era capaz de decorar as letras – nos tempos em que cantava fado de Coimbra era a malta que lhe fazia de ponto – começou a cantar com a letra escarrapachada num tripé à sua frente… e a moda pegou.
Sobre o Zeca Afonso muito foi dito e escrito nestes dias. Mas não vi referida a sua ligação à Briosa. Zeca Afonso jogou um ou dois anos na equipa B dos juniores da Académica, nos finais da década de 40, a extremo-direito e a interior-esquerdo. Como ele próprio confessou numa entrevista que deu poucos anos antes de morrer, “foi sempre extremamente irregular: sem saber népia metia assim um golo… mas no desafio seguinte jogava pouco. Não aguentava mais que vinte minutos de jogo”.
Pergunta o jornalista: – E se a Académica ia jogar fora, também ias? – É claro. – E se havia porrada no campo? – Considerava uma obrigação, um dever, quase um autêntico juramento, uma autêntica profissão de fé defender a chamada Briosa. E, quando o entrevistador lhe pergunta: – Mas o que te marcou em Coimbra? Responde o mesmo que eu e muitos outros gostaríamos de ter respondido: – Essa atmosfera romântica e irreverente ao mesmo tempo.
Depois de Abril, Zeca Afonso passou a património nacional e bandeira de muitas causas. O seu espírito desprendido, ingénuo, anarquista, deu azo a que muitos se apropriassem da sua imagem; e muitos são aqueles que hoje reclamam Zeca Afonso para o seu lado.
Mas é bom não esquecer que Zeca foi, antes de mais, um produto de Coimbra e da sua Academia. Mais importante do que lembrar que Zeca Afonso vestiu, ainda que episodicamente, a camisola da Briosa, é não deixar esquecer que ele é vinho da mesma cepa que produziu a Briosa, tal como eu o sou e muitos outros que naquela Academia forjaram a sua personalidade; e, até, – porque não? – outros ainda que sentem saudades dela sem nunca nela terem vivido.
O Zeca não o esqueceu. Por isso, ao dar no Coliseu de Lisboa o seu último espectáculo, o concerto em que revisitou toda a sua vida artística, fez questão de abri-lo com uma guitarrada de Coimbra, tocada por antigos estudantes de Coimbra, capas negras pelos ombros, numa época em que nem todos tinham coragem de assumir esse passado.
(*) texto de JOSÉ VELOSO, divulgado na "mailing list" academica@topica.com e aqui publicado com autorização do autor
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
O ensino em Portugal
Já vão perceber que continuamos muito longe do "modelo finlandês".
A turma iniciou o ano lectivo com um atraso de duas semanas e nas primeiras duas semanas de trabalho teve logo 3 professores. Uma ali colocada à pressa, outra que a substituiu mas que acabou colocada noutra escola e finalmente uma professora grávida de 7 meses. Obviamente, um mês depois os miúdos conheceram o seu quarto professor da "época".
Dobrado o ano, nova notícia: o professor que estava colocado ia dar lugar à professora do quadro, que estava de baixa há 3 anos e foi obrigada a apresentar-se por não ter visto validados por uma junta médica os seus eventuais problemas psiquiátricos.
Já é é mau ir para o 5º professor da época, bem pior é que esse 5.º seja uma pessoa com eventuais problemas psiquiátricos.
Os pais foram avisados já depois da colocação da professora e depressa ficaram a saber que a senhora só vai ficar 18 dias em função, posto que pedirá nova baixa.
E o que vai acontecer aí? Ninguém sabe, mas a probabilidade de a 3.ª professora e de o 4.º professor voltarem não é alta, pois vão entrar no "mercado das colocações".
Os pais começaram por falar com a escola, esta passou a bola à DREN e esta, por sua vez, chutou ainda mais para cima.
Os pais estão no que se chama um beco sem saída, sobretudo aqueles cujos filhos têm sentido muitos problemas sempre que muda o professor. Mas pelo menos não vão permitir, como medida de protesto, que os seus filhos frequentem na quarta-feira uma escola na qual, como lhes foi dito, "os interesses dos professores se sobrepõem aos interesses dos alunos".
Estamos a falar, repito, de crianças de 6/7 anos e da forma como elas são tratadas pelo Estado português, o mesmo Estado que este ano esteve a pagar a 3 professores ao mesmo tempo (a efectiva de baixa, a grávida de baixa e o colocado efectivo) e que até de tal foi capaz de se vangloriar quando os pais quiseram saber o que se passava.
Pobre país este que nos esvazia os bolsos e pouco nos dá, sendo que esse pouco é mau.
Eugénio Queirós, in "BOLAnaÁREA"
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
Fogos, fogos, fogos
Não sei porquê, mas parece-me que já não é a primeira vez que ouço uma notícia destas.
domingo, 25 de fevereiro de 2007
U. Coimbra - Académica
Com este resultado, a Académica alcançou o 5.º lugar da tabela, que será o posicionamento final da equipa.
Na última jornada, no próximo domingo, a Académica recebe o Cinfães e a única dúvida reside em saber até onde irá subir o marcador: até 4 (como no jogo da 1.ª volta)? Até 6? Até 8? Ou mais ainda?
O comentário ao jogo de hoje, com foto das equipas, está mais abaixo.
Ou, se preferir, pode clicar aqui.
Amanhã, apresentarei mais fotos do jogo.
Um ministro sem graça
Disse, por exemplo, que Marques Mendes será eternamente o líder do maior partido da oposição.
Não tem graça.
Não por o visado ser Marques Mendes ou ser do PSD.
Não tem graça porque de um ministro espera-se que seja rigoroso.
Um ministro assim não dá confiança.
Porque somos levados a pensar que ele poderá tomar as decisões governativas com o mesmo sentido de humor...
SIC-Notícias: reportagem excelente
Acabo de assistir na SIC-Notícias a 27 minutos de grande reportagem: sete anos depois, os jornalistas foram à procura de jovens futebolistas promissores que tinham encontrado nas "Academias" dos grandes clubes.Hoje, um desistiu do futebol, outro joga em Chipre, outro no Fátima. Outro está na prisão.
Amanhã vou telefonar para a SIC, para ver se é possível comprar o DVD da reportagem.
Quero oferecê-lo aos jovens da "minha equipa".
Vitória (3-0) na Arregaça

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR
Não teve história o jogo desta manhã na Arregaça. Mas teve muitas "estórias"...
Quanto ao jogo, propriamente dito, confirmou-se a previsão: o U. Coimbra só poderia ter alguma hipótese de discutir os 3 pontos se marcasse primeiro. Caso contrário, arriscava-se a ser goleado.
A minha equipa venceu sem discussão. E até poderia ter ampliado a vantagem. Os unionistas também poderiam ter marcado, mas nunca acertaram com a baliza, pelo que a defesa e o guarda-redes da Académica tiveram uma manhã descansada.
Pela segunda vez no campeonato, a Académica conseguiu na 2.ª volta um resultado melhor do que aquele que obteve na 1.ª volta (recorde-se que, na Pedrulha, a minha equipa vencera o U. Coimbra por 3-1).
TRIUNFO SEM FESTA
A vitória da Académica tornou quase inevitável a despromoção do U. Coimbra aos "distritais". Os unionistas ainda podem salvar-se na última jornada, mas a tarefa é muito difícil.
Com amigos e colegas de escola de um lado e do outro, os jovens deram uma lição de grande dignidade: uns e outros lutaram com o máximo empenho pela vitória.
Não houve "fretes", nem "resultados combinados".
Mas sabedores da tristeza que reinava do outro lado, os jovens da Académica não festejaram com exuberância a vitória no campo do velho rival.
Pelo contrário, os jogadores das duas equipas saíram lado-a-lado, abraçados, a conversar.
SANJOANENSE ATENTA
Na luta pela permanência, tal como o U. Coimbra, encontra-se a Sanjoanense.
Durante a semana, Flávio (o antigo jogador da Académica e que tem um filho a jogar na Sanjoanense) telefonou a saber se a Académica iria dar uma "ajuda" ao U. Coimbra, no sentido de lhe permitir a vitória no jogo.
Disse-lhe que nada tinha a ver com o assunto, que nem sequer acompanho os treinos da equipa, mas que me parecia que a Académica iria jogar como sempre fez. E que o U. Coimbra (que empatou com o FC Porto na Arregaça) iria fazer o mesmo.
Assim aconteceu.
Durante o jogo, Flávio telefonou por três vezes. Fui-lhe dando conta do resultado.
Já o jogo acabara há umas boas duas horas, Flávio voltou a telefonar.
Pedia-me para transmitir à Académica (à direcção, ao treinador e aos jogadores) o agradecimento da Sanjoanense pela postura de dignidade da equipa frente ao U. Coimbra.
Está transmitido o recado.
A FORMAÇÃO DOS JOVENS
Sou dos que acredita que o valor mais importante do Desporto reside na sociabilização que estimula, na defesa da ética e da disciplina que promove, no espírito social/grupal que desenvolve.
Por isso é que não aceito que um jogador jogue lesionado, que omita uma mazela ao treinador para fazer parte da equipa, que tenha dentro do campo comportamentos violentos.
A Académica, ao jogar como jogou frente ao U. Coimbra, fez apenas o que lhe competia. Comportou-se como devia.
Acredito que, noutras latitudes, a atitude dos clubes / das equipas possa ser diferente, como me disseram várias pessoas. Acredito que sim.
Mas não aceito outro comportamento que não o de entrar em campo para dar o melhor.
(Registo, a propósito, o desabafo de um jogador do Leixões para outro da Académica, há três semanas, em Matosinhos: "Nunca joguei contra uma equipa tão disciplinada como a vossa". Para mim, uma frase como esta significa uma robusta vitória - uma goleada!)
No final do jogo, que praticamente decidiu a descida do U. Coimbra aos "distritais", Barreto e Gonçalves saíram do campo com as camisolas trocadasU. Coimbra - Académica, 0-3
Sanjoanense - Feirense, 1-1
Boavista - FC Porto, 2-1
Cinfães - Pasteleira, 0-2
Repesenses - Leixões, 1-2
Folgou: Naval
Classificação actual
| Campeonato Nacional de Juvenis / 1.ª Fase - Série B Época 2006/2007 |
| | | Pts | J | V | E | D | GM | GS |
| 1 | FC Porto | 48 | 19 | 15 | 3 | 1 | 56 | 17 |
| 2 | Boavista | 44 | 20 | 14 | 2 | 4 | 49 | 21 |
| 3 | Leixões | 38 | 19 | 11 | 5 | 3 | 37 | 21 |
| 4 | Pasteleira | 35 | 19 | 10 | 5 | 4 | 37 | 20 |
| 5 | ACADÉMICA | 30 | 19 | 9 | 3 | 7 | 33 | 25 |
| 6 | Feirense | 29 | 19 | 8 | 5 | 6 | 30 | 28 |
| 7 | Sanjoanense | 20 | 19 | 6 | 2 | 11 | 19 | 22 |
| 8 | Naval | 19 | 19 | 6 | 1 | 12 | 25 | 37 |
| 9 | U. Coimbra | 17 | 19 | 4 | 5 | 10 | 17 | 33 |
| 10 | Repesenses | 15 | 19 | 4 | 2 | 13 | 22 | 45 |
| 11 | Cinfães | 3 | 19 | 1 | 0 | 18 | 14 | 70 |
| Pts - Pontos | J - Jogos | V - Vitórias | E - Empates | ||||||||
(Fonte: FPF)
Última jornada
22.ª jornada (4 de Março)
Académica - Cinfães
FC Porto – Sanjoanense
Feirense – Repesenses
Leixões – U. Coimbra
Pasteleira – Naval
Folga: Boavista
sábado, 24 de fevereiro de 2007
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
Zeca Afonso (de Coimbra)

Há 20 anos, conhecida a notícia da morte de Zeca Afonso, sentei-me ao computador e escrevi um pequeno texto de homenagem, no qual lembrava um espectáculo no jardim da AAC depois do "25 de Abril" e o livro de capas vermelhas que existia em minha casa, no fundo de uma gaveta, com poemas do Zeca.
Enviei o texto para o Porto, mas ele não foi publicado.
O "editor de serviço" no Jornal de Notícias optou por outros depoimentos - possivelmente mais "politicamente correctos".
Vinte anos depois, neste blogue, não haverá editor que me impeça de recordar Zeca Afonso e o espectáculo que nunca mais esqueci, no jardim da Associação Académica de Coimbra, numa tarde quente do Verão de 1975 (ou de 1976?).
Cheguei já depois das 10 da noite. Quis entrar mas o recinto estava repleto. O recinto e as imediações. Não cabia uma agulha.
Comecei a andar e acabei por ficar a meio da Rua Padre António Vieira, ali pelas traseiras do quartel dos Bombeiros Municipais, não vendo nada do que se passava nos jardins da AAC mas ouvindo com razoável qualidade.
Naquele tempo, o "fado de Coimbra" era fascista.
A capa-e-batina também.
Alguns (muitos) queriam ferir de morte a tradição académica coimbrã.
Zeca Afonso era apresentado como um cantor de intervenção, o baladeiro que ajudara a fazer cair o regime do "24 de Abril". Justamente.
Mas esquecia-se (ainda hoje, nas rádios, isso parece estar a acontecer) o Zeca Afonso cultor do "fado de Coimbra".
Nessa noite, nesses tempos em que quiseram mutilar a alma coimbrã, Zeca Afonso subiu ao palco, fez-se silêncio, ouviram-se as guitarras e a voz do cantor soou potente, cristalina.
"O meu menino é d'oiro / É d'oiro fino / Não façam caso que é pequenino".
As lágrimas rolaram-me pelo rosto.
O grande Zeca não traíra a sua Coimbra.
Foi naquela noite que se começou ganhar a "guerra do fado", que teve outras "batalhas" importantes nos anos seguintes, na "Praça Vermelha", que era o nome que naquele tempo se dava ao Largo da Sé Velha.
Estive nalgumas.

O meu menino é d'oiro
É d'oiro fino
Não façam caso que é pequenino
O meu menino é d'oiro
D'oiro fagueiro
Hei-de levá-lo no meu veleiro.
Venham aves do céu
Pousar de mansinho
Por sobre os ombros do meu menino
Do meu menino, do meu menino
Venha comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino no meu trenó.
Quantos sonhos ligeiros
p'ra teu sossego
Menino avaro não tenhas medo
Onde fores no teu sonho
Quero ir contigo
Menino de oiro sou teu amigo
Venham altas montanhas
Ventos do mar
Que o meu menino
Nasceu p'r'amar
Venha comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino no meu trenó.
O meu menino é d'oiro
É d'oiro é de oiro fino ....
Ventos do mar ....
Olá, amigos!
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
Futebol na TV
terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
Torneio de Amiais: 2.º lugar

A minha equipa classificou-se em 2.º lugar no XV Torneio de Carnaval de Futebol Juvenil, que hoje terminou em Amiais de Baixo (Santarém).
O jogo da final, entre Académica e Belenenses, acabou empatado (2-2). Nos pontapés da marca de grande-penalidade, os lisboetas foram mais felizes e venceram por 5-3.
A U. Leiria classificou-se em 3.º lugar, após derrotar o Amiense, o organizador do torneio, por 5-0.
António Marçal, Marco, João Alves (patrono do torneio), Vicente (o "magriço" e ex-treinador do Amiense) e o "capitão" do BelenensesDia de Carnaval

“Nós não sabemos ainda se é possível, mas se as mulheres do Alentejo podem ter filhos em Badajoz, nós também devemos poder ir às Urgências de Tui”, disse ao Correio da Manhã o valenciano Alberto Campos, demonstrando “um grande desgosto em ser português”.
Valença está a cinco minutos das Urgências básicas de Tui (do outro lado da ponte) e a 20 minutos das Urgências polivalentes dos dois grandes hospitais de Vigo.
(in “Correio da Manhã”)
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
Debate na rádio

Amanhã, a partir da 11h00, na Rádio Regional do Centro, o programa "Praça da República" aborda temas como o referendo sobre o aborto e a instituição nacional chamada "cunha".
O programa foi gravado hoje, ao princípio da tarde, no Hotel D. Luís, com a presença dos drs. Leite da Costa, João Silva e do autor deste blogue. A moderação esteve a cargo de Luís Santos, jornalista do "Campeão das Províncias".
Pela minha parte, preferi destacar a qualidade (má ou péssima, como desejarem) da nossa democracia, os sucessivos casos de corrupção que surgem quase diariamente e a falácia do carácter vinculativo do referendo (é preciso não esquecer que pelo "sim" votaram 25% dos eleitores recenseados!).
Por outro lado, voltei a insistir na existência de uma "casta" de super-portugueses que se sentam à "mesa do orçamento" e não se contentam com pouco, acumulando cargos atrás de cargos e "secando" a sociedade civil - são presidentes disto e daquilo, deputados, autarcas, lideram estruturas civis, são "manda-chuvas" partidários, etc., etc.
Os mesmos; sempre os mesmos.
É por isso que, já que eles querem brincar, então que brinquem sozinhos. Não contem comigo - votem uns nos outros, entretenham-se, decidam os referendos, dividam os "tachos" e as honrarias.
Façam o que entenderem, que é o que têm feito até aqui: apresentam-se às eleições a afirmar que vão fazer "isto", são eleitos e, depois, fazem "aquilo"... impunemente.
Ah, já agora: por favor, não incomodem.
Retrato do país

Ronaldo quer passar a ser o mais caro do mundo, mas o Manchester acha demasiado
Morgado aperta o cerco a Pinto da Costa
(Público on-line)
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
Filha de peixe
Para que a mudança fosse possível, José Sócrates e o ministro das Finanças descongelaram, a título excepcional, uma contratação de pessoal especializado.
Contactado pelo jornal, o porta-voz Carneiro Jacinto explicou que a contratação de Maria Monteiro já tinha sido decidida antes do anúncio da redução para metade dos conselheiros e adidos das embaixadas.
As medidas de contenção avançadas pelo actual governo, nomeadamente o congelamento das progressões na função pública, começam a dar frutos.
Os sacrifícios pedidos aos portugueses permitem assegurar a carreira desta jovem de 28 anos que, apesar da idade, já conseguiu, por mérito próprio e com uma carreira construída a pulso, atingir um nível de rendimento mensal superior a 9000 euros.
É desta forma que se cala a boca a muita gente que não acredita nas potencialidades do nosso país, os zangados da vida que só sabem criticar a juventude! Ponham os olhos nesta miúda...
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
domingo, 11 de fevereiro de 2007
Abstenção ou... basquetebol?
Parece o resultado de um jogo de basquetebol...
[Poderia ser um resultado de futebol (5-8, por exemplo), de hóquei em patins (14-17), de andebol (23-28) ou, mesmo, de râguebi (35-40, por exemplo). Mas não. A confirmar-se, a abstenção parece ser um resultado de basquetebol.]
























