terça-feira, 3 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
A canção (agora em alta definição)
Eurovision 2009 Portugal - Todas as Ruas do Amor - Flor-de-lis
"Se sou tinta Tu és tela
Se sou chuva És aguarela
Se sou sal És branca areia
Se sou mar És maré-cheia
Se sou céu És nuvem nele
Se sou estrela És de encantar
Se sou noite És luz para ela
Se sou dia És o luar
Sou a voz Do coração
Numa carta Aberta ao mundo
Sou o espelho D’emoção
Do teu olhar Profundo
Sou um todo Num instante
Corpo dado Em jeito amante
Sou o tempo Que não passa
Quando a saudade Me abraça
Beija o mar O vento e a lua
Sou um sol Em neve nua
Em todas as ruas Do amor
Serás meu E eu serei tua
Se sou tinta Tu és tela
Se sou chuva És aguarela
Se sou sal És branca areia
Se sou mar És maré cheia
Se sou céu És nuvem nele
Se sou estrela És de encantar
Se sou noite És luz para ela
Se sou dia És o luar
Beija o mar O vento e a lua
Sou um sol Em neve nua
Em todas as ruas Do amor
Serás meu E eu serei tua"
A canção
(representante de Portugal no "Eurovision 2009")
Gosto.
Ou melhor: gosto muito.
domingo, 1 de março de 2009
Futebol on-line
A receita é simples: alguma dose de paciência, meia dúzia de minutos de pesquisa e... já está.
Há muito desporto para acompanhar on-line.
Sócrates ausente e a "paixão"
Ou seja: compareceram chefes de Estado e de Governo de 26 países (necessariamente, provincianos) e um (o primeiro-ministro português) não pôs lá os pés.
MORAL DA HISTÓRIA: A paixão europeia de Sócrates já não é o que era.
Apagão no PS
Parece-me não ser um bom prenúncio.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Factos do futebol
O FC Porto teve mais um dia de descanso do que o Sporting, mas não conseguiu mais do que um empate no próprio campo, frente a uma equipa que tinha sido goleada por 5-0 há menos de 72 horas.
Em oito dias, o FC Porto conseguiu ter mais dois dias de descanso (25%) do que os adversários e não conseguiu ganhar.
Não se um dia de descanso a mais é muito ou pouco importante em termos de alta de competição. Mas pode concluir-se que, no mínimo, não chega para ganhar jogos. Mas evita perdê-los.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
O discurso de José Sócrates
Foram 51 minutos que quase me apetece definir numa palavra: vazio. Mas há outra que talvez se aplique melhor: demagogia.
A primeira parte da intervenção, cerca de um quarto de hora, foi o "discurso do nada".
Depois, retive algumas ideias.
José Sócrates falou da baixa do IMI e eu não a senti. Continuo a pagar um valor que julgo exorbitante para viver num modesto apartamento numa das zonas mais humildes de Coimbra. Muitas centenas de euros que me levam a pensar, sempre que sou obrigado a pagá-las, que estou a ser alvo de autêntico roubo.
José Sócrates criticou a comunicação social (falou de «director de jornal» e de «estação de televisão»), mas eu não dispenso as informações da Imprensa e passo bem sem o discurso dos políticos. Aliás, ainda esta semana se ficou a saber que a credibilidade dos políticos políticos anda pelas ruas da amargura - só 1% dos portugueses acredita neles.
José Sócrates falou das Novas Oportunidades e lembrei-me da dona do quiosque onde compro jornais. Quando, depois de ter obtido a certificação do 9.º ano, a tentei motivar para obter o 12.º ano, disse-me com convicção: «Não, não vou tirar. Não se aprende nada...».
José Sócrates falou do aumento dos salários dos Função Pública e eu só tenho visto diminuir, ano após ano, o salário da minha mulher, que é funcionária pública.
José Sócrates falou da aposta na educação e eu sei bem o que isso é, com um filho a estudar na Universidade em Lisboa. As propinas, a renda do quarto, as viagens, as refeições, os livros; cerca de 1.000 euros por mês. E qual é o apoio do Estado? Nada. Zero.
José Sócrates falou da reforma da Administração Pública e eu pensei logo no meu familiar que continua à espera (há quase um ano!!!) que as Finanças enviem o cartão de contribuinte.
Ou seja, em resumo: José Sócrates falou de um país e eu vivo noutro, completamente diferente.
Quanto pude ver, só houve um momento de entusiasmo durante o discurso: quando José Sócrates falou de nova maioria absoluta. Aí levantou-se quase toda a gente, braço no ar, a gritar «PS, PS, PS».
(Nessa altura, tive uma ideia: com a tecnologia hoje disponível, seria possível às televisões colocarem junto a cada rosto a profissão que desempenha, ficando-se assim a saber quais os que vivem das verbas do Estado - do nosso dinheiro colectivo, portanto - e quais os que não vivem. Seria esclarecedor, creio.)
Quanto aos restantes 48 minutos da intervenção de José Sócrates, os (poucos) grandes planos da RTP mostraram rostos desinteressados, tristes, desiludidos, sem ponta de entusiasmo visível.
Se a isso juntarmos o tom do discurso, uma mão-cheia de lugares-comuns, proclamados sem chama e sem emoção, tive a sensação de estar numa cerimónia algo de fúnebre - o "requiem" por esta maioria, quem sabe.
Nem mesmo o rosto de José Sócrates (que me pareceu cansado e sentir algumas dificuldades com o "teleponto") conseguiu desfazer a ideia que, a pouco e pouco, se foi formando no meu espírito.
Vão longe os tempos em que a Política era algo de empolgante em Portugal.
PS 1 - Mal acabado o discurso, ouvi Carlos Magno a tentar interpretar o "peso" do discurso. Como é óbvio, ele tem direito a ter opinião. Tal como eu. E a minha, contrariamente à dele, é simples de enunciar: foi um mau discurso. Se eu fosse professor (sem segundas intenções...), José Sócrates nem sequer iria à oral. Estava chumbado.
PS 2 - Nota curiosa: José Sócrates começou o discurso mais cedo do que o previsto (segundo ouvi na SIC) e terminou-o cinco minutos antes de começar o Benfica-Leixões.
Incompetência da ZON/TV Cabo
Há três semanas, contactei os serviços da apoio ao cliente da ZON/TV Cabo e perguntei se a assinatura de que disponho dava acesso à recepção da TVI 24.
«Sim, sim, vai receber», disseram-me.
Voltei a insistir, referindo o facto de assinar apenas o pacote "Ultra Sport Tv".
«Sim, tem direito a receber o TVI 24», responderam.
Ontem, quando tentava assistir à emissão inaugural, constatei que o canal estava codificado.
Voltei a contactar a ZON e obtive a seguinte resposta:
«Para poder ver o TVI 24 tem de assinar outro pacote.»
Agradeci a informação, lamentando que anteriormente me tivessem dado uma informação errada.
Concluí que a ZON continua a ser a TV Cabo que abandonei há vários anos pelas sucessivas atitudes de desrespeito para com os clientes.
Quanto à incompetência, também continua a ser a mesma.
(Vou continuar cliente da Cabovisão e espectador assíduo da SIC Notícias, canal de que sou grande fã, apesar das alterações recentes no "Jornal das 21". Quanto à ZON, faltam escassos meses para poder dizer-lhe "adeus". Sem saudades.)
Pesadelo leonino
- Acorda, Paulo, que já são 6.
- O quê?... Ainda marcaram outro?
Para juntar à anedota, mais uma imagem a propósito da goleada sofrida pelo Sporting...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Momento histórico
Ainda me lembro do dia em que a TVI começou a emitir, com tanta falta de sinal que tive de colocar o televisor na varanda da casa, no Tovim, para poder acompanhar (quase só vi fantasmas...) a emissão inaugural.
Depois de ter estado directamente envolvido no projecto do "4.º canal", frequentando o “Curso de Formação da TVI” durante vários meses, teria de estar defronte do televisor no “minuto 1”.
Agora, não quero perder outro momento histórico.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Causas imateriais da crise
Oficialmente, esta crise deve-se a crimes e asneiras do sistema financeiro motivados sobretudo por excesso de mercado e falta de regulação. Não há discurso que não o afirme.
Longe de mim negar tais causas, embora, por natureza, desconfie que hecatombes desta dimensão se fiquem apenas a dever a uma ou duas causas. Do meu ponto de vista, a crise resulta de muito mais cambiantes e variantes, como, aliás, todas as crises que historicamente atravessámos.
Curiosamente, muito se fala da crise de valores, mas pouca importância se lhe atribui quando se trata de analisar a falta de confiança dos mercados, as falências e o desemprego. E, no entanto, a crise de confiança é ela própria uma parte da crise dos valores. Sem valores seguros - como a probidade, a justiça, a temperança, a palavra, a prudência - não há confiança.
O sistema financeiro, sendo responsável por parte dessa quebra de confiança, foi também ele próprio vítima de uma ideologia dominante que pouca ou nenhuma atenção deu a estes valores tradicionais. Aliás, veja-se como na arte, nas ciências sociais, na comunicação, a ideia de virtude foi sendo abandonada em favor de conceitos a que chamámos pós-modernos.
Ao mesmo tempo que o relativismo negava uma verdade exterior a nós, para a colocar dependente do observador e em plano equivalente a outros valores, as principais âncoras da nossa sociedade eram arrancadas. O politicamente correcto, espécie de ditadura da linguagem, juntou-se com ideias generosas mas insustentáveis de que os direitos são inalienáveis e prevalecem sobre os deveres, que no geral se resumem ao pagamento (se tal não puder ser evitado) de impostos.
Conceitos como aforro ou caridade quase acabaram, assim como a ideia de que as recompensas se obtêm após um tempo alargado de esforço; na nossa sociedade as recompensas têm de ser imediatas, assim como na economia.
A filosofia, a arte e parte das ciências (sobretudo as ciências sociais) deixaram de reflectir a realidade, para reflectirem reflexões, num jogo infinito e cada vez mais distante do homem. Ao mesmo tempo, as construções naturais - da família à sexualidade - foram consideradas meras preferências ou opções e, em consequência, substituíveis por modelos diferentes.
Estas ideias inundaram as universidades, os meios de comunicação, as conversas bem pensantes e estabeleceram um sistema do qual é difícil, perigoso e não recompensador discordar.
Não foi só o sistema financeiro que contribuiu para esta crise.
Assim como não basta refazê-lo para que a crise termine.
(clique na imagem para ampliar)
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Só... (mas feliz)
Nem no BPP.
Frequentei uma universidade que ainda existe.
Nunca tive um "tacho".
Fiz 21 cadeiras na licenciatura e cinco no mestrado e tive 26 professores diferentes.
Fui funcionário público durante 13 anos, depois de concurso público e nacional.
Saí da Função Pública há 18 anos e não mantenho qualquer lugar ou vínculo.
O meu pai era contínuo e eu sou jornalista.
Tenho uma filha licenciada em Direito e um filho a estudar Medicina.
Nunca assinei um texto que eu próprio não tivesse redigido.
Nunca fui "boy".
Nem sequer nunca estive filiado em qualquer partido.
Comprei um apartamento que custou o mesmo que custaram os dos meus vizinhos.
Nunca me candidatei a qualquer lugar político.
Só exerci, por eleição, "lugares de serviço" (associação de estudantes, sindicatos dos professores e dos jornalistas, associação de jornalistas desportivos, estruturas do futebol, Academia Olímpica, ACM, etc.), nos quais nunca recebi qualquer compensação monetária, nem sequer as famosas "senhas de presença". Na maioria deles, nem as despesas de deslocação.
Nunca meti uma "cunha".
Não tenho nenhum amigo que seja membro de qualquer força policial, das magistraturas ou dirigente de partido político.
Nutro profundo desprezo por quem sobe na vida à custa do erário público, de "esquemas" e "negociatas".
Evito relacionar-me com tais pessoas, tentando mesmo não frequentar espaços públicos onde seja previsível que as possa encontrar.
Sou contra a corrupção.
Nunca paguei "luvas" ou "suplementos" de qualquer espécie, nem mesmo quando só se compravam automóveis novos com "donativos" ao vendedor.
Ao fim de quase 35 anos como jornalista, não há ninguém com quem me tenha relacionado profissionalmente que possa dizer que me pagou qualquer coisa - nem um almoço, nem sequer um café.
Cumpro as leis, mas acredito que os valores morais sobrepõem-se à legislação. E tento agir em conformidade.
Recuso o "chico-espertismo" e o "salve-se quem puder".
Não sou perfeito. Cometo erros - demasiados, para o meu gosto.
Como digo repetidamente, "não nasci para ser simpático".
Talvez por isso tenha escrito este texto num domingo à tarde, quando poderia estar calmamente num dos vários Carnavais da região. (Não, não gosto do Carnaval...)
Acredito que o futuro só será melhor se as vozes livres, descomprometidas, se fizerem ouvir.
Quando abro os jornais e vejo que - a propósito de tudo e de nada - Portugal é uma terra de "primos e primas", em que as vidas pessoais, profissionais e políticas se entrelaçam num rendilhado de malha fina, finíssima, sinto-me um homem só.
Felizmente.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Sábado gordo
Começou com um "descafeinado", manhã cedo, na esplanada do Forum. Mais do que a bebida, que tinha o sabor habitual, gostei do "Expresso", cujo 1.º caderno li de fio a pavio, com interesse, durante quase uma hora.
Apreciei, acima de tudo, o texto do director do jornal, na página 3. Passe a imodéstia, escrevi aqui no blogue há uma semana algo de semelhante: mais do que económica, a crise que vivemos é de valores éticos e morais.
Fiquei feliz por ver que, afinal, ainda não perdi a capacidade de raciocinar e analisar a realidade. (Logo que possível publicarei aqui o texto de Henrique Monteiro.)
Gostei ainda de ficar a conhecer a decisão do PSD de vetar o nome de Freitas do Amaral para Provedor de Justiça. Nada de mais correcto.
Acompanhei com interesse o Sporting-Benfica. Grande jogo! Um golo fabuloso da Liedson e a confirmação da falta de categoria dos árbitros portugueses, mesmo daqueles que ostentam a insígnia da FIFA.
Finalmente, neste sábado gordo pleno de sensações positivas, decidi escrever o "Manifesto Político de um Cidadão Como os Outros". Será uma "proposta eleitoral", dirigida aos partidos políticos, com as condições que julgo necessárias para que eu possa participar nas próximas eleições - votando, como é óbvio.
Se essas condições não estiverem reunidas (ou, pelo menos, grande parte delas), só desejo que os dias das eleições tenham bom tempo... para poder ir para a praia.
Vitória algo amarga
A classificação final foi a seguinte: Odivelas, 51; Alverca, 45; Naval, 40; Loures, 39; VIGOR, 39; Portomosense, 37.
Os três primeiros vão discutir a subida à 1.ª divisão, enquanto o Loures (que fica à frente do Vigor, por golos, no desempate entre ambos) irá disputar um "jogo de apuramento" com o 4.º classificado de outra série.
Ou seja: ao Vigor faltou um ponto para ficar no 4.º lugar ou faltaram dois pontos para ficar no 3.º lugar.
(O balanço desta fase do campeonato será feito dentro de dias, nomeadamente em comparação com a época transacta.)
Quanto ao jogo de hoje, na 1.ª parte o Lousanense deu boa luta a um Vigor algo adormecido e chegou ao intervalo com dois golos marcados e um empate no marcador.
A 2.ª parte foi dominada totalmente pela minha equipa, que no entanto só conseguiu colocar-se em vantagem a 12 minutos do fim, depois de duas bolas terem embatido na trave da baliza lousanense.
A evolução do marcador foi a seguinte:
7 min, 0-1, numa bola que cruzou a área
9 min, 1-1, Fernando, de cabeça, a passe de cabeça de Janine
12 min, 2-1, Flávio, após "slalom" individual a passe de Breda
24 min, 2-2, na marcação de grande penalidade
78 min, 3-2, Kiko, após lançamento longo de Janine
90 min, 4-2, Nuno, em jogada espectacular, ao primeiro toque, entre Nuno, Breda, Girão e novamente Nuno
A minha equipa não fez uma grande exibição mas mereceu inteiramente a vitória, num jogo onde mais de uma dúzia dos atletas em campo já tinham sido companheiros de equipa e havia "adversários" que são amigos e passam férias juntos.
O Lousanense, 12.º e último do campeonato, jogou com muita dignidade e "atrasou" até aos 78 minutos o triunfo do Vigor, provando que - com um pouco de sorte - poderia ter obtido melhor classificação.
O trio de arbitragem foi constituído por duas mulheres e um homem. A árbitra, que apitava ao mínimo contacto físico e necessita de rever o conceito de "pé em riste" (*), não merece mais do que 13 valores.
(*) Logo no 2.º minuto, assinalou "jogo perigoso" quando um jogador da minha equipa saltou de costas (!) voltadas para um adversário que, a 2 metros de distância (!), tentava afastar a bola da área.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Momento mágico
A Balada da Despedida do VI Ano Médico («Coimbra tem mais encanto / na hora da despedida...») é uma das mais belas canções de Coimbra.
Há outra, porém, que vai sendo cada vez mais conhecida.
É a lindíssima Balada de Despedida do 5.º Ano Jurídico 88/89, que aqui trago na versão mais original possível: o dia em que foi tocada pela primeira vez.
Estive lá, na Sé Velha, nessa noite.
E tive a sorte de poder escrever, logo na altura, que era uma das mais belas "baladas da despedida" de sempre.
A previsão confirmou-se.
E ainda hoje recordo aquele momento mágico, na noite de Coimbra, na Sé Velha.
ADITAMENTO (em 10 de Março de 2009)
Ver comentário. Não foi «a primeira execução mas a segunda. A primeira tinha sido feita na Récita de Quintanistas no S. Teotónio, meia dúzia de dias antes».
A grandiosa rotunda na Estrada de Eiras
Já a elegi como a "Obra de 2008" em Coimbra (ver o "recorte" no final do texto), dadas as constantes alterações, reparações e outros trabalhos regulares.
Hoje, uma brigada de trabalhadores iniciava, logo pela manhã, aquilo que parece ir ser uma nova "reformulação" da rotunda.
Tanto dinheiro ali gasto!
Crise? Qual crise?
Sonho de cidadão
Infelizmente, moro lá há 13 anos e nunca vi nenhum.
EXPLICAÇÃO PROVÁVEL: eu moro em Eiras, no "lado pobre" da cidade...
Pedro Couceiro a cantar fado de Coimbra
Octávio Sergio tem um blogue fantástico, autêntico serviço público cultural.
O "Guitarras de Coimbra" é um repositório de cultura, sobretudo daquela que matiza a alma de Coimbra.
Mesmo sem o reconhecimento dos que deveriam apoiar iniciativas de tanto mérito (mas talvez seja melhor assim, porque é preferível andar sozinho do que mal acompanhado), Octávio Sérgio continua a dedicar muito do seu tempo a preservar o passado e a "arquivar" o presente, ajudando assim a construir um futuro diferente, para melhor, porque alicerçado no que temos - enquanto comunidade - de específico, de singular, de valioso.
Hoje dei uma "saltada" ao blogue do Octávio, como faço de vez em quando.
E sabem o que lá encontrei?...
O consagrado Pedro Couceiro, piloto de automóveis, a cantar um fado de Coimbra aos 9 anos de idade!
O texto que acompanha o video diz o seguinte: «Fernando Paulo Ferreira enviou-me este vídeo com Pedro Couceiro a cantar quando tinha 9 (?) anos. Está a ser acompanhado à guitarra pelo pai, Carlos Couceiro, por Frias Gonçalves e Francisco de Vasconcelos, e à viola por Carlos Figueiredo e Ferreira Alves.»
Vale a pena ouvir o fado e, depois, dar uma saltada ao "site" de Pedro Couceiro, onde ele fala da sua fase infanto-juvenil como cantor, que lhe chegou o valer o "Prémio de melhor voz nacional", num festival internacional realizado na Figueira da Foz.

Quer queiram quer não, Coimbra sempre foi diferente.
E ainda continua a sê-lo, apesar de alguns tudo fazerem para que isso não aconteça.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Blogue actualizado
Está actualizado o blogue onde se acompanha o campeonato da minha equipa, com as fotos do jogo disputado em Fátima.No próximo sábado, o Vigor recebe o Lousanense, em Fala, às 15 horas, no último encontro da 1.ª fase do campeonato.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Estarei a ficar maluco?
Duas notícias diferentes.
Mas ambas do mesmo dia: hoje.
(Peço desculpa, mas creio que a resposta à pergunta do título é NÃO...)
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Brincadeiras da bola
O árbitro Pedro Proença foi avaliado com a nota 2,4 no FC Porto-Benfica devido a não ter assinalado penálti no lance em que Lucho González foi tocado por Reyes, o que segundo o relatório do observador lhe custou um ponto.
"Não assinalou grande penalidade contra a equipa B [Benfica], por falta do seu jogador nº 6 [Reyes], que, dentro da sua área de grande penalidade, rasteirou o adversário nº 8 [Lucho González]...", lê-se no relatório do observador José Gonçalves, a que a Agência Lusa teve acesso.
Digam-me lá se isto não é brincar com a inteligência das pessoas.
Brincam aos futebóis e depois admiram-se que haja quem, como eu, decida não gastar nem mais um cêntimo com esta pouca vergonha.
(Já não bastava que a maioria dos árbitros do escalão principal demonstrasse não ter grande "queda" para o ofício. Constata-se, agora, que a avaliação dos observadores também tem défice de qualidade... Querem um conselho: enviem a gravação do jogo à UEFA ou à FIFA e peçam a opinião de peritos em arbitragem.)












