quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Portugal vergonhoso

Aqui está um artigo com conta-peso-e-medida. Intitula-se "A vergonha de não ter vergonha na cara" e é da autoria do jornalista João Miguel Tavares.
Foi publicado há três semanas (18 de Novembro) no "Diário de Notícias", mas só agora o encontrei.
Aconselho vivamente a leitura.

Eis três excertos, para aguçar o apetite.

«Há quatro anos, o administrador do Banco de Portugal Manuel Sebastião foi procurador do administrador do Banco Espírito Santo Manuel Pinho na compra de um prédio em Lisboa. Esse prédio era propriedade do Banco Espírito Santo, tendo Manuel Sebastião servido de intermediário numa compra entre o BES e um administrador do BES.»

«Só que José Sócrates não ficou por aí. E acrescentou também não ter encontrado "nada que seja criticável do ponto de vista ético". Ora, isto são declarações absolutamente vergonhosas, e só mesmo por vivermos num país onde a mentira na política é aceite com uma espantosa tolerância é que um primeiro-ministro pode dizer uma barbaridade destas e sair de mansinho.»

«Se José Sócrates encontrasse um dos seus ministros a tentar arrombar um cofre com um berbequim diria aos jornais que ele estava só a apertar um parafuso. Afinal, também no caso da sua licenciatura o primeiro-ministro não viu nada de eticamente duvidoso nem de moralmente reprovável.»

Comité Olímpico de Portugal


O comandante Vicente de Moura quer continuar como presidente do Comité Olímpico Português, mesmo contra a vontade dos atletas.

Se eu fosse presidente do COP e ouvisse aquilo que Nélson Évora, um campeão olímpico, disse ontem em conferência de Imprensa, abandonava de imediato a função.

Parece-me que o comandante Vicente de Moura já perdeu a oportunidade para sair pela "porta grande". Como ainda recentemente, por exemplo, sucedeu com Jardim Gonçalves no BCP.

* * * *

Antóno Boronha, no seu (indispensável) blogue, continua a demonstrar rara capacidade de análise e de crítica.
Sob o título "Motim a bordo", escreve hoje o seguinte:
«Como é que se pode ser comandante de um exército sem soldados?... Apenas acompanhado por meia dúzia dos chamados 'senhores' da guerra, curiosamente, ou talvez não, na sua grande maioria os presidentes das 'federações' que não conseguem participação olímpica?...».

PS - Também concordo com o que António Boronha escreveu sobre Eusébio, num texto intitulado "Rei bobo".

Actualização de blogue

O blogue onde acompanho a minha equipa já está actualizado.
Foram publicadas as fotos dos últimos dois jogos, a par dos "recortes" sobre o desafio do último fim-de-semana.
Sábado, em Fala, a minha equipa recebe o líder do campeonato, o Odivelas, às 15 horas.

Revista... gelada!

(clique na imagem para ampliar)

Notícias cá da terra

(à espera de "recortes" do Diário de Coimbra de hoje)

A Página

"Centro" de ontem
(clique na imagem para ampliar)

Recortes (familiares) atrasados

Congresso da JSD

Eleições nos EDS

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Professores: Governo confuso, apesar dos Magalhães

Ouço neste momento (17h10), na SIC Notícias, um secretário de Estado da Educação divulgar os "números da greve" dos professores.
Afirma que são «números recolhidos às 11 horas».

O Governo das novas tecnologias, das novas oportunidades, do "Simplex" e dos computadores Magalhães (mas que soma tantas "trapalhadas" que já lhes perdi a conta) demonstra ao país que anda atrasado. No mínimo, seis horas, porque às 5 da tarde só consegue divulgar dados das 11 da manhã.

Ou seja: na era da comunicação instantânea, deve continuar a utilizar os pombos-correio para a transmissão de mensagens.

* * * * *

À hora do almoço, no restaurante, ouvi um governante (seria o mesmo das 5 da tarde?) dizer que as escolas estavam abertas, quando a questão colocada era saber se os professores estavam a trabalhar.
Falava-se de "alhos" e o homem respondia com "bugalhos". Que tristeza!

(Desejo que o senhor governante nunca precise de recorrer às "Urgências" num dia em que os hospitais se encontrem abertos mas os médicos estejam em greve...)

* * * * *

[desabafo]
Estou farto deste Governo, que usa e abusa da arrogância, da ironia e do cinismo.
Farto!

* * * * *

Não deixa de ser curioso que José Sócrates, que concluiu a formação escolar da forma atribulada que todos conhecemos, tenha no sector da Educação o seu caso mais bicudo.
Não deixa de ser irónico...

* * * * *

Sei de uma escola que esteve hoje aberta.
Trabalharam 6 professores, 140 fizeram greve.

(Desconheço se o governante que está na televisão já conhecia estes "números" – e se os considera uma «derrota dos professores», como o ouvi dizer agora mesmo.)


* * * * *

[outro desabafo]
Abandonei a carreira docente em 1991.
Para trás ficaram 13 anos de serviço como professor efectivo, de nomeação definitiva.
Fi-lo com alguma mágoa, porque gostava muito da profissão.
Mas – desculpem a imodéstia – foi uma das boas decisões que tomei na vida.

Adivinha quanto gosto de ti

André Sardet.
Um nome que honra Coimbra.

(No dia em que outro nome que honra Coimbra - Mário Nogueira - lidera o protesto dos professores.)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O preço da gasolina

Para que não se perca a tradição, aqui se divulga o preço dos combustíveis, hoje, em Portugal e Espanha.

GASOLINA 95 SEM CHUMBO
1,159 (Coimbra) e 0,861 (Fuentes de Oñoro
GASÓLEO
1,089 (Coimbra) e 0,929 (Fuentes de Oñoro)


ACTUALIZAÇÃO às 21h45
Petróleo fecha em mínimos de mais de 42 meses
Os preços do petróleo fecharam a sessão de terça-feira em forte queda marcando mínimos de mais de 42 meses.
Em Londres, o barril de Brent para entrega em Janeiro recuou 2,20 dólares, ou 4,6%, para os 45,77 dólares. Durante o dia, o crude tocou os 45,57 dólares, mínimo desde 17 de Fevereiro de 2005.
No mercado nova-iorquino, o barril de West Texas Intermediate encerrou a valer 47,18 dólares, uma descidfa de 2,10 dólares, ou 4,3%. Os preços tocaram o valor mais baixo desde 20 de Maio de 2005, nos 47,08 dólares.
Face ao máximo histórico de 147,27 dólares, atingido a 11 de Julho, o crude encontra-se mais de 100 dólares mais barato."
(in "Dinheiro Digital")

Justiça

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Ovos


(imagens recebidas por e-mail)

domingo, 30 de novembro de 2008

Reeleição


A Ana Filipa Janine foi reeleita directora do Gabinete de Relações Internacionais da JSD, durante o congresso da organização que hoje terminou em Penafiel.
Integrou a lista de Pedro Rodrigues, reeleito presidente com 308 votos. A lista opositora, liderada por Bruno Ventura, obteve 245 votos.

A Ana Filipa Janine foi ainda a relatora do grupo de trabalho que apresentou ao congresso a moção "Portugal no mundo", aprovada por unanimidade.

Parabéns, filha!

sábado, 29 de novembro de 2008

Vitória na Figueira da Foz

A minha equipa venceu hoje a Naval, por 2-1, na Figueira da Foz.
Ao intervalo verificava-se uma igualdade (1-1).

O jogo começou praticamente com o golo do Vigor: jogada de combinação entre Girão e Breda, com este a isolar-se e a marcar.
Ainda antes dos 10 minutos, João Afonso cabeceou, em arco, contra a trave.
Pouco depois, Breda entrou na área e rematou forte. A bola saíu "a rasar" a trave.
Ou seja, aos 15 minutos o Vigor poderia estar a ganhar por 3-0.

A Naval reagiu, mas a defesa da minha equipa ia resolvendo as situações com algum à-vontade.
No único lance de verdadeiro perigo criado pelos figueirenses, Dani fez uma defesa brilhante para canto.

O empate chegou perto do intervalo.
Livre a favor do Vigor, junto da área navalista. A bola, cruzada para a entrada da área, é captada pelos jogadores da equipa figueirense, que iniciam um contra-ataque fulgurante. A minha equipa, apanhada em contra-pé, não consegue evitar o golo da Naval.

O 2.º tempo foi mais lutado do que jogado, num "pelado" com várias poças de água, debaixo de chuva intermitente e quase às escuras.
O Vigor, muito personalizado, foi tentando aproximar-se da baliza adversária em contra-ataque. Num deles, a cerca de 20 minutos do final, Breda retribuiu a "oferta" de Girão no 1.º golo e cruzou com conta-peso-e-medida para Girão, de cabeça, fazer o resultado final.

Depois do triunfo em Alverca, a minha equipa foi agora vencer a casa de outro candidato à subida de divisão. E, com esta, soma já quatro vitórias em terrenos alheios.

Nota final para o péssimo recinto onde o desafio foi disputado.
A Naval, o único clube - desta Série C do campeonato de juniores - que em seniores disputa a 1.ª divisão nacional, é também o único que apresenta um campo em terra batida! Todos os outros clubes jogam em campos relvados. Triste ironia.


(Os balneários do campo "pelado" da Naval continuam instalados numa espécie de contentores. Ontem, no final do jogo, o balneário do Vigor era um imenso rio, com a água a sair por debaixo da porta!... "Porca miseria", como diriam os italianos...)

Justificação

A minha ausência do blogue foi motivada por razões profissionais.
E teve direito a um espectáculo inesquecível. Neve.
Em Bragança.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A verdade sobre o preço da gasolina

As petrolíferas portuguesas continuam a seguir a política de baixar "às pinguinhas" o preço dos combustíveis. Hoje, uma; amanhã, outra. E o "Zé" convence-se que o preço está sempre a baixar...

Ontem, foram a Galp, a Cepsa e a Total.
Amanhã, anunciam-se descidas na Repsol e na BP.

A partir da meia-noite, os preços da gasolina 95 sem chumbo serão os seguintes:
BP - 1,156
Cepsa (e Total) - 1,162
Galp - 1,149
Repsol - 1,149

Os preços do gasóleo serão os seguintes:
BP - 1,089
Cepsa (e Total) - 1,083
Galp - 1,079
Repsol - 1,078


Entretanto, em Espanha os preços continuam a baixar em ritmo acelerado, estando já abaixo de 1 euro.
E com uma característica que deveria merecer explicação dos responsáveis portugueses: a gasolina é mais barata do que o gasóleo.
(Não são esses mesmos responsáveis que, volta e meia, falam do «mercado ibérico de combustíveis»? Ainda não ouvi/li qualquer referência a esta evidente disparidade.)

Por outro lado, o Governo português, do Simplex e do Magalhães, continua a mostrar-se incapaz de publicitar os preços que se praticam no país. Aqui ao lado, há anos que o Ministerio de Industria, Turismo y Comercio divulga os preços praticados em toda a Espanha.

Imagem recolhida hoje no "site" do Governo espanhol

E, já agora, com uma dedicatória ao amigo que me escreveu «Porque no te vas a Fuentes de Oñoro, hombre?», aqui ficam os preços hoje praticados no posto de abastecimento de Fuentes de Oñoro mais próximo da fronteira portuguesa:

Gasolina 95 sem chumbo - 0,861
Gasóleo - 0,949

terça-feira, 25 de novembro de 2008

«Putas e vinho verde»

Um antigo professor enviou-me hoje esta mensagem:

«Olá, Mário, bom dia! Aprecio, como imagina, a sua página no Centro (...). Vejo que, amiúde, transcreve textos que nos chegam pela Internet. Se calhar, também já recebeu este, que abaixo transcrevo; em todo o caso, não resisto a enviar-lho, com um abraço.

- - - - - - - - -

Análise económica com base na perspectiva do analista americano Dr. Marc Faber

O Governo fez deduções e devoluções do IRS. Se gastarmos esses montantes na Zara, o dinheiro vai todo para a China. Se o gastarmos em combustível, ele vai direitinho para os árabes. Se comprarmos um computador, o dinheirito irá para a Índia, China e Taiwan ou Formosa.

Se comprarmos produtos hortícolas, o dinheiro vai para Espanha, França ou Holanda, pela certa. Se comprarmos um bom carro, o destino do dinheiro será a Alemanha. Se comprarmos inutilidades, ele vai para a Formosa. Nenhum desse dinheiro ajudará a economia nacional.

A única maneira de manter esse dinheiro dentro de portas é gastá-lo em putas e vinho verde, que são os únicos produtos ainda produzidos em Portugal.

Comentário de quem mo enviou:
CONCORDO, MAS ATENÇÃO QUE GASTAR DINHEIRO NAS PUTAS É ESTAR A DÁ-LO AO BRASIL E AOS PAÍSES DE LESTE!
TRISTE PAÍS ESTE QUE ATÉ AS PUTAS JÁ VÊM DE FORA! JÁ SÓ NOS RESTA O VINHO VERDE!»

- - - - - - - - -

Obrigado, Professor!
É sempre bem-vindo.
Abraço.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Isto está lindo...

Não passa um dia sem um novo escândalo.
Portugal parece ser, cada vez mais, um sítio mal frequentado.

sábado, 22 de novembro de 2008

Vitória na Lousã

A minha equipa foi hoje à Lousã vencer por 3-0 (1-0 ao intervalo).
Os golos foram marcados por Fernando, de cabeça (a passe de cabeça de João Afonso), Girão (um golaço, no coração da área, após passe de Breda) e por Breda, de cabeça (na sequência de um pontapé de canto apontado por Flávio).
No final da 1.ª volta, a minha equipa soma 17 pontos e ocupa o 6.º lugar da tabela, a par do Fátima.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A crise

«Há uma crise recente que é financeira, mas há uma crise crónica instalada em Portugal há dez anos. É a crise dos valores, a corrupção no sentido mais entranhado na estrutura do regime, a promiscuidade dos interesses do Bloco Central, a vida dupla de muitas figuras públicas que dão a cara para ganhar votos e manter poleiros, e a outra que é a dos negócios, do poder do dinheiro.

O que hoje se dá a ver é que, afinal, a crise financeira está a destapar o lençol a muitas figuras que estiveram a fingir de cadáveres políticos, mas que continuavam a trabalhar pela calada nas maiores obscuridades.

E se o BPN foi a Dona Branca dos nossos colarinhos brancos, ainda vamos saber mais, muito mais.»
Luiz Carvalho, no "Instante fatal", o blogue que mais admiro.

Um homem sem medo

«Para que vou eu falar em nomes se os nomes são conhecidos? O poder todos sabemos quem é e onde tem estado sempre, e o poder nunca gostou de mim. Tenho pago uma factura elevadíssima por me ter batido pela transparência. Basta ver aquilo em que se transformou o futebol português nos últimos 30 anos para perceber quem venceu.»
Manuel José, treinador de futebol. Hoje, no "Diário de Notícias".

Actualização

O blogue da minha equipa está actualizado.
Inseri as fotos do último jogo, alguns "assuntos atrasados" e a crónica publicada no "Diário de Coimbra" na última terça-feira.
Amanhã, a minha equipa joga (15h00) na Lousã.

Palavras sábias

"Sol" de 15/11/2008
(clique na imagem para ampliar)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O recuo da ministra (e do Governo)

Estou a acompanhar "on-line", na SIC Notícias, a declaração da ministra da Educação, após a reunião extraordinária do Governo, esta tarde.

Segundo afirmou, foram identificadas «três áreas de problemas». E disse ir tomar «um conjunto de medidas» para os ultrapassar.

É estranho que só agora o Ministério da Educação tome conhecimento do excesso de burocracia, da possibilidade de um professor ser avaliado por um colega de outra área de conhecimento, da excessiva carga horária que o processo exige aos professores e da avaliação do professor depender do sucesso dos alunos, entre outros aspectos.

(Por falar em sucesso dos alunos: o que aconteceria se este critério fosse aplicado aos professores universitários, sobretudo aos que leccionam "cadeiras" nas quais as taxas de insucesso chegam aos 70%-80%?...)

Parece-me tratar-se apenas de remendos, provando que a avaliação em curso não foi pensada (programada) com o rigor necessário - condição-base de qualquer processo de avaliação.

Também não me parece que os professores alterem, agora, as posições que vêm defendendo.

Quem é a ministra da Educação?

Maria de Lurdes Reis Rodrigues

Nascida em Lisboa, a 19 de Março de 1956

Provas de Agregação em Sociologia no ISCTE, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa - 2003

Doutoramento em Sociologia no ISCTE - 1996

Licenciatura em Sociologia no ISCTE - 1984

Actividade Profissional

Presidente do Conselho Científico do ISCTE - 2004-2005

Docente no Departamento de Sociologia do ISCTE, na Licenciatura de Sociologia - 1986-2005

Investigadora do CIES, Centro de Investigação e Estudos em Sociologia.

Presidente do Observatório das Ciências e das Tecnologias do Ministério da Ciência e da Tecnologia - 1997-2002

Representante nacional no Grupo Indicadores para a Sociedade da Informação (WPIIS) da OCDE - 1999-2002

Representante nacional no Working Party of R&D and Innovation Survey, do Eurostat - 1996-2002

Representante nacional no Grupo NESTI (Working Party on National Experts on Science and Technology Indicators) da OCDE

Participação nos trabalhos de instalação do Arquivo Histórico-Social na Biblioteca Nacional de Lisboa - 1985-1989

Actividade profissional e funções de direcção, coordenação e consultoria, em diferentes instituições públicas e privadas, nos domínios da gestão dos recursos humanos e da formação profissional - 1978-1985

Coordenou projectos de investigação e grandes operações de inquérito e orientou teses de mestrado e doutoramento

Publicações

É autora de diversos trabalhos, publicados com bastante regularidade, com especial destaque nas áreas de Sociologia das Profissões e Sociedade da Informação

  • (no prelo) «O papel social dos engenheiros», em Manuel Heitor (org.) A engenharia em Portugal no Século XX, Lisboa, D. Quixote
  • (no prelo) «As mulheres engenheiras em Portugal», em Ana Cardoso de Matos e Álvaro Ferreira da Silva (orgs.), Engenheiros e Engenharia em Portugal. Séculos XIX e XX, Évora, CIDEHUS/Colibri
  • 2004 «Entre culture française, myte anglais et esprit allemand: genèse de l`enseignement technique au Portugal» em La formation des ingénieursen perspective. Modeles de référence et réseaux de médiation (XIXe et XXe siècles), Rennes, Presses Universitaires de Rennes
  • 2004 «A utilização de computadores e da Internet pela população portuguesa», Sociologia, Problemas e Práticas, n.º 43 (co-autoria)
  • 2004 «Associativismo Profissional em Portugal: entre o público e o privado» em João Freire, Associações Profissionais em Portugal, Oeiras, Celta Editora
  • 2003 «A profissão de engenheiro em Portugal e os desafios colocados pelo Processo de Bolonha», em jornadas O Processo de Bolonha e as Formações em Engenharia, Universidade de Aveiro (difusão em DVD e em http://paco.ua.pt/documentos/?p=Bolonha)
  • 2003 «Qualificação da população activa em Portugal 1991-2001», em Grupo Parlamentar do PS, Novas Políticas para a Competitividade, Oeiras, Celta
  • 2002 «Sociedade da informação em Portugal: estratégia e acção política (2000-2001)», Anuário da Comunicação 2001-2002, Lisboa, Observatório da Comunicação
  • 2002 «O crescimento do emprego qualificado em Portugal», Sociologia, Problemas e Práticas, n.º 40
  • 2002 «Engenharia e sociedade: a profissão de engenheiro em Portugal», em José Maria Brandão de Brito (org.), Engenho e Obra, Lisboa, D. Quixote
  • 2002 «A sociedade da informação em Portugal: metodologias de observação», em Indicadores de Ciência y Tecnologia en Iberoamerica, Agenda 2002, Argentina, RICYT
  • 2001 «O metro no quotidiano de Lisboa», em Fernanda Rolo (org.), Um Metro e Uma Cidade. História do Metropolitano de Lisboa, Vol. III, Lisboa, Edição do Metropolitano de Lisboa (co-autoria)
  • 2000 «Rumo a uma sociedade do conhecimento e da informação», em António Reis (org.) Portugal no Ano 2000, Círculo de Leitores e Comissariado da Expo 2000 Hannover, Lisboa (co-autoria) (texto publicado também na versão alemã da mesma obra)
  • 2000 «Recursos humanos na sociedade da informação», Cadernos de Economia, Lisboa (co-autoria)
  • 2000 «Ciência e tecnologia», O Economista, nº 13
  • 2000 «Os portugueses perante a ciência», em Maria Eduarda Gonçalves (org.), Cultura Científica e Participação Política, Oeiras, Celta
  • 1999 Os Engenheiros em Portugal, Oeiras, Celta
  • 1999 «A cidade subterrânea: Lisboa e o metropolitano (1957-1997)», Inforgeo, n.º14 (co-autoria)
  • 1998 «Profissões: protagonismos e estratégias», Portugal, que Modernidade?, Oeiras, Celta (co-autoria) (texto publicado também na versão inglesa da mesma obra)
  • 1997«Le génie electrotechnique au Portugal», em Laurence Badel (org.), La Naissance de L´Ingénieur-Électricien. Origines et Développement des Formations Nationales Électrotechniques, Paris, Association pour L'Histoire de l'Electricité en France/PUF
  • 1997 Sociologia das Profissões, Oeiras, Celta (2.ª edição 2001)
  • 1996 «Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC)», «Manuel Rocha», «Edgar Cardoso», «Duarte Pacheco» e «Congressos de Engenharia», em Fernando Rosas e J.M. Brandão de Brito (orgs.) Dicionário de História do Estado Novo, Lisboa, Círculo de Leitores (co-autoria)
  • 1995 As Chefias Directas na Indústria, Colecção Estudos, Lisboa, IEFP (co-autoria)
  • 1995 «Atitudes da população portuguesa perante o trabalho», Organizações & Trabalho, nº 14
  • 1995 II Inquérito à Situação Socio-Profissional dos Diplomados em Engenharia, 1994. Relatório Global, Comité Nacional FEANI (policopiado)
  • 1994 «A situação dos engenheiros em Portugal entre 1972-1991», Organizações & Trabalho, nº 10
  • 1993 Sociedade, Valores Culturais e Desenvolvimento, Lisboa, Publicações D.Quixote (co-autoria)
  • 1993 «Mulheres empresárias: contribuição para o estudo do trabalho feminino», Organizações & Trabalho, nº 5/6
  • 1992 «Os encarregados na indústria portuguesa», Sociologia Problemas e Práticas, nº 11 (co-autoria)
  • 1991 «Woman managers in Portugal»,Iberian Studies, 20 (1&2)
  • 1990 Empresários e Gestores da Indústria em Portugal, Lisboa, D. Quixote (co-autoria)
  • 1990 «Mulheres 'patrão'», Sociologia, Problemas e Práticas, nº 8
  • 1989 «Mulheres na função empresarial», Organizações & Trabalho, n.º 1

A Página

"Centro", de 19/11/2008

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Gasolina: não se deixe enganar!

Preços de hoje, em Portugal (gasóleo e gasolina 95, respectivamente):

Cepsa: 1,116 e 1,205

Galp: 1,119 e 1,199

Preços de hoje, em Espanha (Fuentes de Oñoro, mesmo na fonteira):

Cepsa - 0,963 e 0,901

No caso da gasolina sem chumbo de 95 octanas, o preço em Espanha é mais baixo cerca de 40 escudos por litro, na moeda antiga!

(Ou seja, num depósito de 45 litros os espanhóis gastam menos 1.800 escudos!!!)

Não consigo evitar um sorriso sempre que os responsáveis das gasolineiras portuguesas aludem aos «preços no mercado ibérico» como justificação para os preços praticados em Portugal.

Como se explica, então, que em Espanha a gasolina seja mais barata que o gasóleo? (menos quase 13 escudos por litro!)

É por estas e por outras que sinto revolta sempre que tenho de abastecer...

Política: a pouca vergonha

O país acordou hoje com as rádios e as televisões a analisarem declarações (ao que parece, irónicas) de Manuela Ferreira Leite.
Como se não houvesse problemas bem mais importantes no país.

A líder do PSD continua a sua "via sacra".
E os responsáveis do PS aproveitam para desviar as atenções dos cidadãos daquilo que é essencial.

O desemprego sobe? O PS não comenta.
O Governo recua na questão das faltas dos alunos? O PS não comenta.
Sucedem-se as trapalhadas na Educação? O PS não comenta.
O ministro das Finanças é considerado o pior de toda a Europa? O PS não comenta.
Sócrates entrega "Magalhães" e, minutos depois, as máquinas são retiradas às crianças? O PS não comenta.

Há uma qualquer polémica? O PS já comenta.

* * *
«Se este Governo não fosse um manancial de arrogância, podia ser muito razoável. Mas mesmo assim vai deixando obra, de forma algo estrambólica: primeiro toma a decisão, depois lança a confusão, acaba por encontrar uma solução.»

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Governo PS: vale tudo!

"Magalhães" retirados após saída de Sócrates

No passado dia 12 de Novembro, o primeiro-ministro deslocou-se a Ponte de Lima para inaugurar duas escolas e entregar "Magalhães" aos 185 alunos da Escola do Freixo e 74 aos alunos de Refóios.

A distribuição foi feita pelo próprio José Sócrates e os miúdos não esconderam a sua alegria.

O que só ontem se veio a saber foi que, depois da comunicação social ter registado o momento e os governantes se terem ido embora, os alunos tiveram que devolver os computadores que tinham recebido.

Já nada espanta neste Governo.
São "trapalhadas" atrás de "trapalhadas". E já nem os jovens estudantes escapam ao "frenesim propagandístico".
Pobre país!

A importância da vírgula

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.

ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.


Mensagem adicional:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

– Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
– Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.

(Campanha dos 100 anos da Associação Brasileira de Imprensa; recebida por e-mail)