sábado, 2 de dezembro de 2006

Goleada (4-0) em Cinfães


A minha equipa venceu hoje o Cinfães, no terreno deste, por 4-0 (3-0 ao intervalo), no último jogo da 1.ª volta da Série B do Campeonato Nacional de Juvenis.

Numa tarde fria, a Académica não sentiu quaisquer dificuldades e marcou quatro golos pela segunda vez esta época (a outra acontecera na vitória sobre o Feirense, no relvado do adversário, por 4-3), não sofrendo nenhum igualmente pela segunda vez (primeiro foi no 0-0 com o Leixões, na Pedrulha).

Em Cinfães, aliás, era quase impossível sofrer golos, dada a ingenuidade dos durienses, claramente a pior equipa da prova. E quando conseguiram criar - por duas ou três vezes - tímidas oportunidades de golo, o guarda-redes Francisco resolveu os lances a contento.

Os golos foram marcados por Rodolfo (6 minutos, novamente na sequência de um lance individual, tal como aconteceu na semana passada, frente ao U. Coimbra), Peixinho (38 minutos, de grande penalidade, igualmente como no último jogo), Fachada (aos 40+1 minutos, de cabeça, na sequência de um pontapé de canto) e Tiago Brito, um juvenil "de 1.º ano" (aos 80+2 minutos, aproveitando bem uma "bola perdida" na grande área).

Lá para segunda ou terça-feira ficam prometidas algumas curiosidades desta 1.ª volta do campeonato.

Parabéns!

Marco histórico no Vigor
Quatro meses e muitas contrariedades depois, o sonho tornou-se uma feliz realidade: é hoje inaugurado o relvado sintético do Campo dos Sardões.
(in "Diário de Coimbra")




Esta imagem, obtida em Maio passado, já pertence ao passado. Felizmente.
O clube de Fala e o "futebol de Coimbra" estão de parabéns!

(Só lamento que o campo não tenha ficado concluído antes do início desta época desportiva. É o velho hábito lusitano de atrasar tudo, sem que ninguém ganhe com isso e causando prejuízos, evitáveis, a muita gente).

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Negócios...

Se eu alugasse uma casa por 800 contos e depois cedesse dois quartos a um amigo por 1.400 contos estaria a fazer um excelente negócio, não estaria?
Acho que sim.

O "derby" de Lisboa

Que grande jogo!
Houve bons lances, golos e expulsões.
E só não houve penaltis porque o árbitro não viu uma falta na área do Benfica.

(E também não houve "golos falsos" como os que deram as duas últimas vitórias ao FC Porto.)

Actividade desportiva

Hoje à noite, em casa de amigos, o Sporting-Benfica.
Amanhã, às 15h00, a quase 200 quilómetros de distância, o Cinfães-Académica, em juvenis.

Prédio ruiu

Acaba de ruir o prédio que se encontrava em estado crítico na zona da Portagem.
A minha Baixa (nunca houve, nem nunca haverá "baixinha"...) está velha. A cair.
Que tristeza.

Partido Comunista, século XXI


O Partido Comunista Português (PCP) decidiu dispensar os serviços da deputada Luísa Mesquita, eleita como n.º 1 por Santarém. Ela recusa-se a acatar a ordem e diz-se "traída e enganada".

Sempre tive a ideia de que o conceito democrático dos comunistas portugueses é original. E nada tem a ver com o meu. Percebi isso logo no período pós-revolucionário, em situações que vivi pessoalmente: a fantochada do denominado serviço cívico e o consequente fecho das universidades em 1974 foi o primeiro "alerta". Outros se seguiram.

Agora, o caso da deputada ribatejana é emblemático. O despudor com que se quer substituir (contra a vontade da própria!) alguém que está legitimado pelo voto popular é incompreensível num partido que se reclama amiúde de defensor dos princípios democráticos e da própria Democracia.

Sobre este assunto, que é muito mais importante do que à primeira vista pode parecer, já se pronunciaram várias pessoas. Vejamos algumas opiniões.

"A Constituição não deixa margem para dúvidas: 'Os deputados exercem livremente o seu mandato, sendo-lhes garantidas condições adequadas ao eficaz exercício das suas funções'. E o Estatuto dos Deputados reforça-o.
Mas o PCP, que tanto clama pela Constituição, propala direitos, liberdades e garantias e reage tenazmente contra a mínima alteração da Lei Fundamental, não quer saber nada disso".

(Mário Ramires, in "Sol")

*****

"No preciso momento em que por todo o mundo se procura ligar cada vez mais as populações ao seu representante, individualizando, responsabilizando, discutindo os círculos uninominais, o directório dos comunistas portugueses revela-nos que encara as pessoas, mesmo os 'camaradas', como meros instrumentos, descartáveis, ao serviço da acção do partido".

"Curiosamente, este é o mesmo partido que denunciava a sucessão de Durão Barroso por Santana Lopes com o argumento de que lhe faltava a legitimação do voto popular".

"O PCP afirma-se contra uma geração de recibos verdes, no mundo do trabalho, mas é, ao mesmo tempo, e pela prática, a favor dos políticos cobardes, medíocres, que tudo façam para merecer a 'confiança' do partido não poupando nas doenças da coluna".

"Alguém me explica o que separa, afinal, o simpático camarada Jerónimo de Sousa do capitalista mais brutal? Eu não vejo diferença".

(João Marcelino, in "Sábado")

*****

O QUE DIZ A DEPUTADA

[Sente-se traída?] "Claramente. Traída e enganada. Caí numa armadilha. Precisavam de continuar a eleger um deputado por Santarém e usaram-me para o conseguir. Nunca imaginaria que o PCP me utilizasse como produto de consumo".

"Sinto-me como um objecto que o PCP usou quanto quis e desrespeitou como quis".

"A última proposta foi de total indignidade para mim. Disseram-me que me fosse embora, porque me arranjavam emprego na pensínsula de Setúbal. Não cheguei a esta idade [57] com uma vida digna para me vender por um emprego na península de Setúbal!".

(Luísa Mesquita, em entrevista à "Visão").

Noite calma

(foto de Pedro Moreira)

Ontem, no Porto, esteve uma noite fria, mas calma.
Aqui por Coimbra parece que foi ao contrário...

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Euro 2008 na TVI

A TVI anunciou que garantiu os direitos de transmissão do próximo Campeonato da Europa de Futebol, o Euro-2008, a realizar conjuntamente pela Áustria e pela Suíça.

A TVI irá transmitir os 20 principais jogos dos 31 do torneio.

(Lá estaremos, se Deus quiser!)

Meio século de Europa unida

Este foi o logótipo escolhido para assinalar os 50 anos do Tratado de Roma.

O autor, o polaco Szymon Skrzypczak (na foto), 23 anos, estudante da Academia de Belas Artes de Poznan, recebeu um prémio de 6.000 euros.

Os 10 logótipos finalistas estão aqui.

Políticos

"Quando o manobrismo se instala no seio da democracia, percebemos que é urgente repensar o sistema político, as responsabilidades individuais e a forma de participação. Assim, caminhamos para o abismo. Para que o poder seja servido por uma legião de serventuários, acéfalos, mesquinhos e medíocres cuja política é do tamanho do seu umbigo. Vamos mal. E não se enxerga luz ao fundo do túnel".

(Francisco Moita Flores, ontem, no "Correio da Manhã", a propósito da rotação de deputados do PCP na Assembleia da República)

Nota: Logo que possível, publicarei neste espaço alguns excertos do brilhante texto de João Marcelino, sobre este mesmo tema, publicado ontem na "Sábado". Um texto a não perder.

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

A(s) Página(s)


(clique nas imagens para ampliar)

Está nas bancas o n.º 15 do "Centro".
Desta feita. "A Página do Mário" são... duas.

Nova localidade no Alentejo…

(recebida por e-mail)

Camarate


Não são precisas mais palavras.

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Fotos do "derby" - II

Fotos do "derby"

Victor Baptista, deputado socialista

Acabo de ouvir na TSF o deputado Victor Baptista a discursar na Assembleia da República, a defender com vigor o ministro das Finanças. "Indignadíssimo", afirmou o jornalista.

Victor Baptista, deputado socialista, a defender um ministro socialista. E a usar palavras como "indigna", "inaceitável" e "inadmissível" para classificar uma declaração de um deputado do PSD, que comparou o ministro português ao célebre ministro da Informação de Saddam Hussein.

Como eu gostava de ver (neste caso, ouvir) Victor Baptista, meu conterrâneo, a lutar com o mesmo vigor, na Assembleia da República, contra a co-incineração de resíduos industriais perigosos que o Governo quer "atirar" para o concelho de Coimbra.

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Negócios (mas não de droga) - II

Ontem, quando me dirigia para o Académica-Beira Mar, entrei numa pastelaria ao lado da passagem-de-nível do Calhabé.
Pedi que me trocassem uma nota de 5 euros, em moedas, para poder comprar tabaco na máquina existente no estabelecimento.
O funcionário que estava na caixa foi peremptório:
- Nós não trocamos dinheiro para comprar tabaco.
Saí, depois de um comentário "en passant".

***

No final do jogo, tinha de comprar pão para levar para casa.
Como é óbvio, passei ao lado da tal pastelaria e fui comprá-lo à padaria da Fonte da Cheira.
Até nem foi incómodo, porque o automóvel estava estacionado lá perto.

***

Hoje tenho um jantar de amigos e comprometi-me a levar um bolo.
Como é natural, não vou à tal pastelaria. Podiam não ter trocos e era um sarilho.

domingo, 26 de novembro de 2006

Um "derby" (mesmo) a sério


A minha equipa venceu hoje o U. Coimbra, por 3-1, no Campo da Pedrulha. Foi um "derby" com todos os ingredientes: emoção, penaltis, expulsões e muitos golos.

A 1.ª parte decorreu em toada de bola cá-bola lá, com as equipas a jogarem com muitos cuidados. Como a bola andava sempre longe das balizas, as oportunidades de golo não surgiam.

Estava o jogo nesta "pasmaceira" quando Peixinho decidiu animar as coisas. No flanco esquerdo, já no enfiamento da grande área, recebeu a bola, ladeou um adversário, entrou na área, fintou outro, rematou e... golaço!

Até ao intervalo, o jogo voltou à toada morna, sem lances de especial interesse. As maiores emoções estavam guardadas para depois do descanso. Aí sim, houve "derby" a sério.

Pouco depois do recomeço, o árbitro assinalou "penalty" contra a Académica por mão na bola (voluntária? involuntária?... eu estava longe...) dentro da área. Na marcação do castigo, o guarda-redes Francisco defendeu o remate e o resultado manteve-se em 1-0.

Pouco depois, um lance inesperado: o guarda-redes do U. Coimbra bloca o esférico, prepara-se para chutar para a frente, é agarrado por um jogador da Académica, solta-se e dá uma cotovelada no adversário. O árbitro não hesita: expulsão do unionista e "penalty". É o que dizem as regras, para uma agressão dentro da área e com a bola em jogo. Peixinho não desperdiça o castigo e faz o 2-0.

Lance do 2.º golo da Académica

Quem pensava que o jogo tinha acabado ali, enganou-se. Logo a seguir, num lance rápido, o U. Coimbra reduz para 2-1. Continuava a emoção.

Apesar de jogar com menos um elemento, o U. Coimbra não se entregou, mas o desafio entrou numa fase de ascendente da Académica. E surgiu o 3-1, na sequência de uma jogada individual, muito rápida, por Rodolfo, que tinha acabado de entrar.

Estava feito o resultado - um resultado de acordo com aquilo que se passou em campo.

Uma referência para o árbitro: conseguiu que, durante os 8o minutos, os massagistas não andassem a entrar e a sair do campo, como se vê (em Portugal...) em quase todos os jogos. Os jogadores ficavam caídos, ele chegava perto, dizia-lhes qualquer coisa, batia-lhes com a mão nas costas e - milagre! - os jovens punham-se em pé, completamente recuperados.

Nota final para referir que, ao almoço, o grupo habitual juntou jovens que, momentos antes, tinham jogado com emblemas diferentes. Já foram todos da "minha equipa", agora uns estão de um lado, outros de outro. Mas não é por isso que se quebra um hábito de oito anos (!): almoçarmos juntos no final dos jogos. E esta é a melhor parte dos campeonatos.

Emblemas diferentes à mesma mesa

(Estou a escrever este texto e a ver o Belenenses-FC Porto na TVI. Os portistas acabam de marcar na sequência de um pontapé de canto que não existiu. É a 2.ª semana seguida que o FC Porto inaugura o marcador com um "golo falso"...)

sábado, 25 de novembro de 2006

Negócios (mas não de droga)

Há coisas que não entendo.

Logo a seguir ao "25 de Abril", o bacalhau tornou-se num produto proibido. Não estava à venda.
Lembro-me de, quando era árbitro, aproveitar as idas à Madeira para comprar bacalhau. Lá havia, aqui não.
Mas mesmo no Funchal, não era fácil adquirir uns quilos do "fiel amigo". À sexta-feira, os comerciantes retiravam o produto das montras, para evitar vendê-lo aos "continentais".
"Não vendemos bacalhau a cubanos", ouvi eu no Funchal. Mas nós sempre conseguíamos comprar uns quilitos, porque havia amigos que nos acompanhavam às lojas.
Cá em Coimbra, arranjava-se bacalhau - quase clandestinamente - num 2.º andar de Montarroio, que era onde a minha mãe ia comprá-lo. Numa casa particular!

Mais tarde, nos anos 80, quis comprar um automóvel. Esperei, esperei. A minha vez nunca mais chegava.
Um dia, entrei no "stand" mal disposto. (Por vezes fico mal disposto e nessas ocasiões sou muito difícil de aturar...). O proprietário, vendo o meu estado de espírito, disse-me que ele nada podia fazer e aconselhou-me a ir falar com o vendedor, numa terra nos arredores de Coimbra.
Lá fui. E o vendedor não foi de meias palavras: eu só teria o automóvel se lhe desse 50 ou 60 contos. Era a altura das importações contigentadas e, pelo que percebi, o mercado funcionava assim. Não aceitei a proposta do vendedor.
Um dia, um amigo informou-me que os carros da tal marca tinham chegado e estavam "escondidos" em determinado lugar. Era sexta-feira. Fui ao tal sítio e comprovei que havia carros iguaizinhos ao que eu queria comprar.
Voltei ao "stand" e disse ao proprietário que, se havia carros, era chegada a altura de um ser para mim. Ao preço de tabela. E acrescentei que não saía dali até ter o carro, ele se quisesse que chamasse a polícia. Eram umas 4 da tarde, lá para as 7 da noite venderam-me o carro. Ao preço justo.
(Nunca mais comprei um automóvel daquela marca. Aqui há uns cinco anos, telefonaram-me do tal "stand" para casa, a perguntar se estava interessado num determinado modelo. Marquei uma visita ao stand, fui, pedi catálogos, preços, as informações mais detalhadas que era possível e... saí. Telefonaram-me uma, duas, três vezes, a perguntar se já tinha decidido. Cansei-me da brincadeira e disse que não estava interessado. Ou seja, fiz-lhes perder algumas horas, porque eu não queria - nunca mais quero - um carro daquela marca. Foi a minha "vingançazinha do chinês").

Ali por 1983/1984, quando nasceu a minha filha, não havia bananas! Conseguir comprá-las era um feito quase sobrehumano. Mas o médico dizia-nos quera importante dar bananas moídas à criança. Havia que encontrá-las!
Um dia, a minha mulher descobriu que uma pequena loja, na zona do Teatro Avenida, vendia-as ao fim-de-semana, desde que os clientes lá comprassem outros géneros.

Estas são algumas das "estórias" que já vivi com o sector comercial, o que me leva a dizer - quando confrontado com situações anómalas - que é capaz de ser parecido com a compra e venda de droga.
(Hoje em dia, comprar moedas de colecção num banco que eu cá sei é quase o mesmo. Vou lá e não têm moedas, ainda não chegaram. Passadas semanas, volto lá e ... já chegaram e já acabaram!).

Agora, estou para comprar um automóvel. Escolhida a marca e o modelo, tratei de encontrar as melhores condições para o negócio. Visitei alguns concessionários e telefonei a outros.
Qual não é o meu espanto quando num desses telefonemas, tendo dito a razão do contacto, a voz do outro lado me respondeu o seguinte:
- Não damos preços por telefone.
Sinceramente, não compreendo. Até parece que - em vez de um automóvel - eu estava a tentar comprar um estupefaciente qualquer.

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Notícias da minha equipa

"Derby" no domingo
A minha equipa recebe o U. Coimbra no próximo domingo, às 11h00, no Campo da Pedrulha.
A situação actual, após 8 jogos disputados, é a seguinte:
ACADÉMICA - 3 vitórias, 1 empate, 11-13 em golos, 10 pontos.
U. COIMBRA - 1 vitória, 3 empates, 8-12 em golos, 6 pontos.
O árbitro, de seu nome Pedro Maia, vem do Porto.


"Confusão" em Repeses
No final do jogo de domingo passado, em Repeses (às portas de Viseu), pareceu-me ter havido alguma "confusão" junto à entrada para os balneários - ver foto.
Perguntei ao meu filho, que foi suplente nesse jogo, o que se tinha passado, mas ele não se apercebeu totalmente da situação, embora me dissesse que envolvera um colega de equipa.
Hoje, ao receber os comunicados da FPF, lá vem uma punição para o treinador do Repenseses - uma pena bastante dura: 1 mês de suspensão e 200 euros de multa!
Quais as razões para um adulto estragar um jogo que, dentro das quatro linhas, foi muito lutado mas correcto de princípio a fim, tanto que o árbitro apenas mostrou dois cartões amarelos?!
Os jovens merecem mais respeito – eles é que são os "senhores da festa".


Seia desistiu
O campeonato da minha equipa tem menos dois jogos, porque a União Desportiva de Seia desistiu da prova ainda antes de ela começar.
Hoje, pelo comunicado do Conselho de Disciplina da FPF, vejo que o clube abandonou a competição.
É triste pensar nos jovens que sonhavam disputar um campeonato nacional e acabaram por não o fazer.
É triste ver um clube acabar.
(clique nas imagens para ampliar)

Debate na rádio


Amanhã, a partir das 11h00, é transmitido na Rádio Regional do Centro o programa "Praça da República", gravado hoje, ao princípio da tarde, no Hotel D. Luís.

Moderado pelo Dr. Lino Vinhal, participam no debate o Dr. Manuel António (esse mesmo, o que foi "Bola de Prata" com a camisola da Académica), o Dr. Francisco Rodeiro, ilustre advogado, e eu próprio.

Durante a conversa falou-se da luta contra o cancro, da recente entrevista do Presidente da República e da situação que envolve o Estádio Cidade de Coimbra (ECC) - uma sigla que, para mim, significa cada vez mais Empreendimento Comercial do Calhabé, porque de estádio tem pouco (um jogo de 15 em 15 dias, e não em todas as quinzenas) e de comércio tem muito (lojas, feiras, exposições, etc., etc.).

Bentes: o "rato atómico"


António Romão decidiu hoje prestar um "Tributo ao Professor Bentes". Aqui.

Ao encontrar o texto, foram muitas as imagens (talvez melhor, as sensações) que percorreram a minha mente.

O prof. Bentes foi o meu professor primário, da 1.ª à 4.ª classe, na Escola de S. Bartolomeu, ali a dois passos da casa onde nasci e onde vivia, na Rua das Padeiras.
Soube que ele era alguém importante no desporto porque um colega de sala de aula levava o pão para comer no intervalo embrulhado numa bolsa que tinha bordado o emblema da Briosa e as palavras "Bentes rato atómico". Lá em casa, a família disse-me que ele tinha sido um grande jogador.

Ajudou-me ainda a preparar o "exame de admissão", nas explicações colectivas que decorriam depois das aulas na própria escola. Outros tempos...

Foi com ele, também, que entrei pela primeira vez no Campo de Santa Cruz, num fim de tarde, para ver o treino dos juvenis, que ele orientava. Em 1964? Em 1965?

Mais tarde, fomos "colegas de ofício" e encontrámo-nos várias vezes na Delegação Escolar de Coimbra, que funcionava na escola primária da Avenida Sá da Bandeira, ao lado da Manutenção Militar. Era lá que trabalhava.

Um dia, pedi-lhe uma entrevista.
Recusou, recusou... até que aceitou.
Marcado o encontro, disse-lhe que era para o "O Jogo".
- É um jornal novo?, perguntou.
-É. É um jornal diário desportivo, respondi.
- Diário???! E há notícias para fazer um jornal desportivo todos os dias?!..., comentou.
Foi aí por 1986 ou 1987. Era o início do jornalismo desportivo diário em Portugal. Hoje é o que se sabe.
(Tenho de ir à procura da entrevista, nunca guardei os meus trabalhos, por vezes aparecem uns por aqui, outros por ali...)

Homem simples e bom, o professor Bentes é das pessoas a quem devo algo do que sou.

(Outro é o padre Nunes Pereira que, se fosse vivo, faria 100 anos no próximo dia 3 de Dezembro. Vou tentar não me esquecer dele nessa data.)

Académica 1950-1951

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Goes: a voz de Coimbra

Luiz Goes é homenageado no sábado
O Casino Estoril é o cenário da gala que junta a comemoração do aniversário dos 86 anos da Tomada da Bastilha, a homenagem nacional a Luiz Goes e a festa dos 25 anos da Associação dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra.
O programa, apresentado por Sansão Coelho, começa às 19H00, com um "Coimbra de honra".
À meia-noite, o Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC) subirá ao palco para o tributo a Luiz Goes, numa homenagem que integra a actuação de Jorge Tuna e a sua guitarra, acompanhado por Durval Moreirinhas, à viola, e pela voz de Carlos Carranca.
Depois da uma da manhã será cantada a "Balada da despedida".

******
Identifico a voz tonitruante de Goes desde muito novo. Comecei a ouvi-lo na rádio, nos discos de 78 rotações que o dr. Providência ofereceu ao meu pai, na fita gravada do Coelho e depois em cassetes.
Mas não o conhecia pessoalmente.
Há uma meia dúzia de anos, por intermédio do comum amigo Carlos Carranca, fiquei a conhecer a pessoa de quem só reconhecia a voz.
Temo-nos encontrado algumas vezes. Permitam-me o desabafo: é uma pessoa espectacular (um tipo porreiro!), que - apesar de viver a 200 quilómetros - ama mais Coimbra do que muitos que cá vivem.
Luiz Goes é um dos meus ídolos.

Com Luiz Goes e José Belo na "taberna" de "A Democrática"

Palavras amigas

Chama-se "Coimbra's" e é um blogue. O seu autor, que creio não conhecer pessoalmente, é um jovem de 26 anos, que durante várias épocas defendeu a camisola da Briosa.
Hoje, referiu-se a "A Página do Mário" com palavras simpáticas. E aplaudiu justamente o blogue do "capitão" da "minha equipa", João Barreto.
Este "post" serve para agradecer as palavras amáveis ao Alexandre Andrade, dar-lhe os parabéns pelo seu blogue e, finalmente, para convidar quem visita este espaço a dar um salto até à página do "capitão" da equipa de juvenis da Académica/OAF. É só clicar aqui. Vale a pena.

Sublime ironia

Ministros da Energia da União Europeia
ficam às escuras

A reunião dos ministros da Energia da União Europeia agendada para discutir as poupanças de energia foi interrompida por um inesperado corte de luz no edifício onde os governantes estavam reunidos.

O "apagão" durou cerca de 15 minutos e afectou não só o edifício onde os ministros estavam reunidos, em Bruxelas, mas também a sede da Comissão Europeia (CE), localizada na mesma rua.

A CE pretende que os 25 Estados-membros reduzam o consumo de energia em 20% até 2020 de forma a diminuir a poluição.

O comissário europeu da Energia, Andris Piebalgs, pretende ainda que os países europeus aumentem o investimento no mercado da electricidade em 150 mil milhões de euros para evitar possíveis apagões.
(in Jornal de Negócios)

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Citação

Pedro Santana Lopes está para o jornalismo político como Elsa Raposo está para as revistas sociais: a todos serve o mesmo prato, e todos se servem do mesmo prato. No fim, os consumidores aplaudem. Mesmo quando as três partes sabem que há algo de podre nesta relação ocasional, feita de traições, conspirações, romances e muita areia atirada para os olhos de todos. Mas o povo gosta - e isso é que interessa, não é?
(Pedro Rolo Duarte, hoje, no "Diário de Notícias")

Dia diferente

Hoje foi "dia de tribunal".
Compareci às 11h00, fui ouvido como testemunha às 17h30.
Já lá tinha estado anteriormente um dia inteiro, para ser ouvido neste mesmo processo, mas não chegara à minha vez.

****

Se a memória não me falha, já fui chamado outras quatro vezes a depor.
Uma vez, passei dois dias consecutivos no tribunal de Coimbra, à espera, mas o julgamento não se realizou; as duas partes acabaram por chegar a acordo.
Depois, fui duas vezes ao tribunal de Viseu, por causa de outro processo, mas as audiências foram adiadas. Penso que este processo terá terminado, porque nunca mais fui convocado.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

A primeira Casa de Desporto de Coimbra


Os corpos gerentes da Associação Cristã da Mocidade (ACM) de Coimbra reuniram-se ontem em jantar.
A conversa foi variada. Recordou-se, por exemplo, que a ACM foi o primeiro ginásio de Coimbra e que foi ali que modalidades como o basquetebol e o voleibol, entre outras, deram os primeiros passos na cidade.
"A primeira Casa de Desporto de Coimbra" pode ser um "slogan" a aproveitar.

Futebol à moda da casa


Em dia de Liga dos Campeões, as capas dos jornais desportivos provam que, em Portugal, é mais importante o que se passa fora do campo do que dentro das quatro linhas.
O meu lamento.